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sábado, 1 de novembro de 2014

DESPESA DO ESTADO

Transcrição de texto recebido por e-mail:

"DESPESA" do ESTADO
Por Miguel Matos Chaves
Gestor
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
Auditor de Defesa Nacional

Meus Prezados Amigos,

Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, e decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT).

Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas, fui então verificar.

Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal.

Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números.

Eis os Resultados:

(1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas
(Unidade: mil milhões de euros)


PENSÕES + Desp. PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52
212,50
165,67
PENSÕES + Desp. PESSOAL
24,50
23,60
25,10
Peso % - s/ PIB
10,31%
11,11%
15,15%
Total de Receitas
77,04
67,57
72,41
Peso % - s/ T. Receitas
31,80%
34,92%
34,66%


Meu comentário:

Qual não foi o meu espanto quando face a "doutas" opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam, em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico.

Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%.

Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos "especialistas".

A coberto dessas pretensas "realidades" foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira "estamos em presença de um esbulho".

NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito.

(2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal d o Estado
(Unidade: mil milhões de euros)

PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52
212,50
165,67
Despesas c/ Pessoal
11 ,30
10,00
10,70
Peso % - s/ PIB
4,76%
4,71%
6,46%
Total de Receitas
77,04
67,57
72,41
Peso % - s/ T. Receitas
14,67%
14,80%
14,78%



 Meu comentário:

Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos.

E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:

(Quadro nº 3 Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal)
(Unidade: mil milhões de euros)

PENSÕES + Desp. PESSOAL
2011
2012
2013
P.I.B.
237,52
212,50
165,67
PENSÕES + Desp. PESSOAL
24,50
23,60
25,10
Peso % - s/ PIB
10,31%
11,11%
15,15%
Total de Receitas
77,04
67,57
72,41
Peso % - s/ T. Receitas
31,80%
34,92%
34,66%


 Ou seja:
a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado;
e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.

OU SEJA:
Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita, que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual.

E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).

CONCLUSÃO:

Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais.

Espero ter sido útil neste meu escrito. Na verdade, sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira. 

Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.

NB:
Os reformados já pagaram previamente dinheiro como depósito para as suas reformas, que fizeram a esse dinheiro e seus juros? Não devíamos estar a espera que os novos trabalhadores venham a pagar o que ladrões dos governos desviaram.
É ver quem o desviou, assim como os que encobriram a situação.
De seguida fazerem um arrasto aos bens desses ladrões e depois metê- los na cadeia.
Não brinquem mais com o tempo de atraso. Roubo a 50 anos será roubo toda a vida.

«há tantos burros mandando em homens de inteligência, que ás vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência».
António Aleixo

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

PIB ACENTUA A QUEDA

Caminhando para Sul nunca se chegará ao polo Norte.
Por mais palavras falaciosas de promessas e falsas esperanças, se continuarmos nesta descida vertiginosa para o abismo,, nunca sairemos da espiral recessiva.

Transcrição de artigo do Público de 15/05/2013 – 10:26:

PIB português caiu 3,9% no primeiro trimestre

Trata-se do recuo mais acentuado dos nove últimos trimestres de recessão que se registam desde o início de 2011.

INE destaca contributo positivo da procura externa no primeiro trimestre.

O Produto Interno Bruto (PIB) nacional caiu 3,9% em volume no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2012, acelerando o ritmo de contracção da economia portuguesa. Trata-se do recuo mais acentuado dos nove últimos trimestres de recessão, que se registam desde o início de 2011.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais, o PIB caiu 0,3% face ao trimestre anterior, entre Outubro e Dezembro de 2012. O desempenho da economia nacional dos primeiros três meses de 2013 é pior do que o previsto, por exemplo, pelos economistas da Universidade Católica, que tinham estimado uma quebra homóloga de 3,7% e para um recuo de 0,1% face ao trimestre anterior.

“A procura interna apresentou um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB, em resultado da diminuição mais acentuada do investimento, com destaque para o comportamento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção. Em sentido oposto, o contributo positivo da procura externa aumentou, refletindo principalmente a redução mais intensa das importações de bens e serviços”, refere o INE.

Imagem de arquivo

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

PIB DA IRLANDA SUPERA O DE PORTUGAL


Transcrição de notícia:

PIB: Irlanda supera Portugal
SOL. 29 de Abril, 2013. por Luís Gonçalves

PIB nominal irlandês vai ser pela primeira vez superior ao português este ano. Dublin cresce com consumo e investimento.

Depois de ter estado sempre atrás em termos de dimensão da economia, a Irlanda vai ultrapassar Portugal pela primeira vez este ano, em virtude do seu crescimento e aproveitando a forte recessão que atinge Portugal.

Segundo os documentos da troika sobre a 9ª avaliação a Dublin, publicados esta semana, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal irlandês irá atingir, este ano, 166,7 mil milhões de euros e subir até 180 mil milhões, em 2015. Para Portugal, a troika estimou um PIB nominal de 166,8 mil milhões este ano, mas este valor aplicava-se a uma recessão de 1%. Mas, até meados de Maio a troika vai apresentar novos dados e a incorporação da contracção do PIBde 2,3% prevista para 2013 irá, com certeza, baixar o valor do PIB nominal português. Até 2015, a economia portuguesa apenas conseguirá atingir um PIB de 175 mil milhões de euros.

As duas economias estão igualmente em contra-ciclo. Entre 2011 e 2013, a economia irlandesa irá crescer 3,2%, enquanto Portugal irá contrair quase 7%. E a Irlanda está a crescer assente no consumo privado e no investimento, diz a troika.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Crescimento, escolas, PIB

O bastonário da Ordem dos Economistas, Murteira Nabo, defende que, após controlado o défice, é preciso dar prioridade ao crescimento da economia.

Eu diria que, em permanência, independente do défice, não deve ser perdido de vista o objectivo do crescimento e tão acentuado quanto for possível, para não aumentarmos a distância que já nos separa da média europeia. E para haver crescimento sustentado, tem de haver saúde, segurança pública e social e trabalho e, principalmente, um ensino eficaz adequado às necessidades do País.

Quanto a esta necessidade do ensino, em que devem ser dadas prioridades aos bons resultados da formação de pessoas produtivas, eficientes para a sobrevivência do Estado Português, é chocante a forma como hoje é noticiada uma medida humanitária muito louvável, mas que não deve ser encarada desta forma. Diz a notícia que «as escolas que não dêem PRIORIDADE na matrícula às crianças com necessidades educativas especiais de carácter permanente serão alvo de um processo…».

Esta forma de expressão distorce a realidade e os objectivos. Uma escola deve ter por PRIORIDADE a formação de pessoas com que Portugal poderá contar para a sua sustentação como Estado independente e com crescimento do PIB (Prazer Interno Bruto), isto é, para o aumento do bem-estar e da felicidade das populações. Esta prioridade reconhecendo e premiando o mérito dos melhores estudantes, dos que evidenciam maiores capacidades, deve ser inconfundível. Não deve ser colocada ao mesmo nível nem em paralelo com as acções humanitárias em relação às crianças diferentes carecendo de educação especial. Este é outro assunto, merecedor da melhor atenção e do apoio mais eficiente que for possível, por forma a assegurar-lhes a melhor qualidade de vida. Mas não pode ser PRIORITÁRIA em relação à formação dos mais aptos. Usando esta prioridade nas actividades da escola, seria como colocar no pódio de uma maratona os três últimos a chegar à meta, ou mesmo os três que desistiram a maior distância da meta.

E a propósito do PIB, Helena Sacadura Cabral, num jornal gratuito, diz que aprendeu de um professor que «a economia é a arte de adequar o sonho à realidade», mas, posteriormente, descobriu que há uma outra incógnita: a política. A economia deve funcionar para as pessoas, para o PIB, prazer interno bruto. Deve haver a preocupação de analisar o nível de felicidade dos cidadãos, como um dos aspectos cruciais sobre o qual os governantes deveriam passar a debruçar-se. Não com a finalidade de obter mais votos, mas para terem a consciência de que a economia e a política só têm importância real se as decisões contribuírem para a felicidade e a melhor qualidade de vida daqueles a quem se destinam. E as pessoas do povo consideram necessário para a sua felicidade, ter saúde, segurança e trabalho, temas que esperam a boa actuação, dos ministérios da Saúde, da Justiça, da Administração Interna, da Educação e do Trabalho e Segurança Social.

Estes três temas, surgidos em separado, estão muito relacionados e merecem profunda meditação, por parte dos governantes para aumentarem este PIB e, por parte dos cidadãos, para avaliarem em permanência o desempenho dos seus eleitos e olharem-nos com espírito crítico muito realista.

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