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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Líbia. Lição para governantes

Na Líbia está a acontecer o que era previsível.

As notícias Líbia vive um ano de revolução e de incertezas e “Milícias ameaçam as esperanças de uma nova Líbia” são muito significativas, principalmente a segunda de onde se transcreve:

O aviso é feito pela Amnistia Internacional num relatório publicado no primeiro aniversário do levantamento popular que começou na cidade de Bengazi, no Leste do país, até terminar em Outubro, com a captura e morte do ditador. As mesmas milícias que se formaram para derrubar Khadafi põem agora em causa o futuro.

“Há um ano, os líbios arriscaram a sua própria vida para reclamar justiça. Hoje, as suas esperanças são ameaçadas por milícias armadas sem lei que pisam os direitos humanos com toda a impunidade”, afirmou Donatella Rovera, conselheira especial da Amnistia para as crises e conflitos, na apresentação do relatório.


Os políticos devem tirar daqui a conclusão de que devem agir segundo a pura filosofia da DEMOCRACIA, procurando, em cada momento, decidir para bem da população é não com caprichos autoritários ou ideias muito pessoais de «poder pelo poder». No Egipto está a acontecer o mesmo, bem como na Síria. O povo obedece, aceita, subordina-se, porque é próprio do ser humano evitar a violência, mas, a partir de determinado ponto, acorda, toma consciência de que está a ser esmagado por incompetência, vaidade ou ambição dos governantes e reage, muitas vezes de forma violenta, descontrolada, sem uma estrutura adequada e eficaz de hierarquia, disciplina e rigor de acção, causando resultados dramáticos para muitos inocentes.

Seria bom que os «donos do poder» reflectissem nestes fenómenos e fossem mais competentes, humanos e generosos na sua actuação como representantes do povo e senhores do seu destino colectivo, a fim de evitar que o descontentamento e a indignação se sobreponham às boas normas de convivência entre todos, desde o mais humilde cidadão até ao mais destacado governante.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Líbia. Solução não é militar

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

LÍBIA. Ban Ki-Moon não vê solução militar para o conflito
Diário de Notícias. por Lusa. 12-08-2011

Não pode haver uma solução militar para a crise líbia, afirma o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, numa declaração divulgada hoje.

Sem mencionar nenhum dos protagonistas no conflito, o secretário-geral da ONU apela a todas as partes "para terem todo o cuidado nas suas ações de forma a minimizar possíveis perdas de vidas civis", refere a declaração divulgada pelas Nações Unidas.

"Um cessar-fogo que esteja ligado ao processo político que vá ao encontro das aspirações do povo líbio é a única forma de se atingir a paz e a segurança na Líbia", refere Ban Ki-moon.

A revolta popular contra o regime de Muammar Kadhafi começou na Líbia em Fevereiro e desde então morreram milhares de civis e centenas de milhar de pessoas tiveram de abandonar o país.

A operação militar para proteger civis na Líbia teve início a 19 de Março na sequência de uma resolução das Nações Unidas e foi prolongada até setembro.

NOTA: Embora possa parecer imodéstia, não deixo de aqui lembrar que estes conceitos foram aqui defendidos nos seguintes posts. Será que Ban Ki-Moon terá lido este blog ???

ONU sem estratégia de acção, em 26-05-2011
ONU perde credibilidade..., em 01-05-2011
ONU criou na Líbia um precedente grave, em 23-04-2011

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domingo, 19 de junho de 2011

NATO erra alvo na Líbia

Depois do artigo ONU criou na Líbia um precedente grave, houve mais sinais acerca da decisão de duvidosa legalidade e coerência de actuar militarmente num país soberano, sob pretexto que não passava de ingerência nos seus assuntos internos. Outros casos semelhantes têm ocorrido noutros estados que ou foram ignorados ou deram lugar a acções diplomáticas discretas.

Para cúmulo do azar da ONU e da NATO, esta acaba por admitir ter havido ataque acidental na Líbia. Pelas estatísticas e cálculos de probabilidade seria de recear que ao fim de tantas acções pudessem ocorrer actos falhados, erros de alvo ou efeitos laterais, hipótese que quem ordenou as acções militares não devia ter menosprezado ao preparar a decisão. Isto é grave porque o argumento mais agitado foi o da Defesa dos Direitos Humanos. E o que é que foi interpretado como Direitos Humanos? Será dar prioridade a matar a fome ou a matar o faminto?

Afinal qual a principal finalidade que levou à decidida agressão à Líbia? Qual a real razão desta ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano? E, quando se pensa nisto, as reflexões mostram que não devemos esquecer o alerta de Dwight David "Ike" Eisenhower acerca do perigo do «complexo industrial militar» criado para a II Guerra Mundial e que, depois de terminada esta, iria pressionar os governos a não pararem com as guerras a fim de as fábricas de armamento não terem de ser encerradas. No Afeganistão têm sido aperfeiçoados os drones, aviões sem piloto comandados dum deserto nos EUA (a guerra tende a deixar de ser actividade de heróis), e quais serão os novos equipamentos que estão a ser criados e melhorados neste treino operacional a decorrer na Líbia, escolhida como campo de experiência e treinos para novas armas? E porquê a Líbia e não outro Estado?

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

ONU sem estratégia de acção

Quando se fala da ONU, a primeira sensação é a de que se trata de um poder superior aos de todas as nações do mundo, servida por pessoas superiormente dotadas, a decidir, de forma imparcial, na busca dos melhores objectivos em busca da paz universal, seguindo valores e princípios acima de qualquer dúvida ou controvérsia.

Mas na realidade, os seus funcionários não são super-homens e não diferem dos políticos que agem nos diversos Estados. E, assim, continuam por ser cumpridas as promessas de referendos na Caxemira e no Saraui, não foi visível a actuação para evitar as guerras no Iraque e no Afeganistão, tal como no Kosovo e Sérvia, nem nas recentes dificuldades entre as duas Coreias.

Porém, inexplicavelmente, decidiu a ingerência nos assuntos internos da Líbia, ordenando bombardeamentos contra objectivos de segurança, destruindo património, o que, só por milagre, não causaria baixas em cidadãos líbios. Criou assim um precedente grave e aumentou a sua perda de credibilidade porque não reagiu de forma parecida em muitos casos semelhantes ocorridos em vários Estados.

Depois, sucederam-se as notícias de medidas repressivas, policiais e militares, para restabelecer a ordem em outros países como a Síria e o Iémen, sem que tivesse havido intervenção da ONU, ao ponto de que, agora, mais de 200 organizações pedem fim do silêncio da ONU sobre a Síria. Fica a dúvida: Como irá agir o Conselho de Segurança da ONU? Intervir como fez na Líbia? Ou pedir desculpa e indemnizar Kadafi pelo erro cometido e prometer não mais voltar a errar dessa forma? Qualquer destas alternativas é inconveniente por desprestigiar uma Organização que deve procurar recuperar o respeito do Mundo. Nestas decisões com incidência na vida internacional global é de boa regra sempre pensar antes de decidir.

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sábado, 23 de abril de 2011

Ana Gomes pensa nas pessoas…

Depois de, há cerca de três semanas, ter sido publicado ONU criou na Líbia um precedente grave, em que se reflectia nos inconvenientes do uso de meios militares poderosos, com prováveis efeitos colaterais, numa ingerência em assunto interno de Estado independente e soberano, a pretexto de defesa de direitos humanos e se apontava como mais razoável a solução pacífica dos problemas com conversação e negociação, surge agora a voz sensata da eurodeputada Ana Gomes que defende missão humanitária urgente na Líbia e considera que o envio de conselheiros militares para este País não contribui para a melhor solução.

Desta forma se defendem mais efectivamente os direitos humanos e se evitam as baixas inevitáveis com bombardeamentos aéreos.

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