sexta-feira, 30 de junho de 2023

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DEVE MERECER CUIDADO SEMELHANTE AO DAS ARMAS NUCLEARES

 http://domirante.blogspot.com/2023/06/a-inteligencia-artificial-deve-merecer.html

(Public em O DIABO nº 2426 de 30-06-2023, pág.16, por António João Soares)

A IA constou no meu artigo de 19-05-2023 e, logo aí, alertei para os perigos que ela pode trazer se a sua utilização não for devidamente controlada e fiscalizada.

 Agora, que tal inovação já cresceu de forma espantosa, a sua utilização na UE passa a ser regulada pela Lei da IA, a primeira lei abrangente do mundo sobre a Inteligência Artificial. A União Europeia (UE) pretende regulamentar a IA por forma a garantir melhores condições para o desenvolvimento e a utilização desta tecnologia inovadora. Com efeito a IA pode trazer muitos benefícios, melhorando os cuidados de saúde, tornando os transportes mais seguros e mais limpos, o fabrico mais eficiente e a energia mais barata e mais sustentável. Para começar, a EU, no seu primeiro quadro regulamentar para a IA, propõe que os sistemas de IA, que podem ser utilizados em diferentes situações, sejam analisados e classificados de acordo com o risco que representam para os utilizadores. Os diferentes níveis de risco implicarão regulamentação adequada a esses riscos, com medidas preventivas para evitar catástrofes. Estas regras, uma vez aprovadas, serão as primeiras do mundo sobre a IA, e estão a ser objecto de cuidados ajustados aos condicionalismos considerados reais.

Mas, com a passagem do tempo, precisam de ser ajustadas, dado que esta inovação, sendo nova e muito específica, vai obtendo aspectos concretos e pouco previsíveis. Na elaboração e na permanente actualização das regras deve haver prioridade para garantir que os sistemas de IA utilizados na UE sejam seguros, transparentes, rastreáveis, não discriminatórios e respeitadores do ambiente. Os sistemas de IA devem ser supervisionados por pessoas, em vez de serem automatizados, a fim de se evitar resultados prejudiciais. Mesmo nos casos em que os riscos sejam considerados mínimos, devem ser devidamente avaliados com rigor.

Eis alguns aspectos que, logo de início, devem ser olhados com muito cuidado:

Os perigos da criptomoeda e as vantagens da legislação da UE,
Luta contra a cibercriminalidade: explicação da nova legislação da UE em matéria de cibersegurança,
Aumentar a partilha de dados na UE: quais são os benefícios?
Lei dos Mercados Digitais e Lei dos Serviços Digitais da UE,
Cinco formas de o Parlamento Europeu proteger os jogadores de vídeo em linha.

Os sistemas de IA de risco inaceitável são sistemas considerados uma ameaça para as pessoas e serão proibidos. Estes sistemas incluem:

- manipulação cognitivo-comportamental de pessoas ou grupos vulneráveis específicos: por exemplo, brinquedos ativados por voz que incentivam comportamentos perigosos nas crianças,

- pontuação social: classificação de pessoas com base no comportamento, estatuto socioeconómico, características pessoais.

- sistemas de identificação biométrica em tempo real e à distância, como o reconhecimento facial.

Podem ser permitidas algumas exceções, para efeitos do funcionamento da Justiça ou das Forças de Segurança Pública.

 A utilização da IA encontra-se em estudo cuidadoso e é esperado que, em breve, terão início as conversações com os países da UE no Conselho sobre a forma final da lei, com o objectivo de se chegar a um acordo até ao final deste ano. Realmente, Inteligência Artificial está a ser considerada de tal maneira carente de cuidados preventivos que pode ser encarada com consequências semelhantes às do mau uso das armas nucleares.

 Oxalá que, os políticos sejam sensatos perante este assunto e usem da máxima prudência na elaboração da regulamentação do uso desta nova arma, na fiscalização da sua utilização, sem fugas à verdade, à transparência, ao respeito pelos direitos individuais e à intenção de contribuírem para um futuro mais risonho seguro para toda a humanidade, sem corrupção nem favores partidários.


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sexta-feira, 23 de junho de 2023

PORTUGAL NÃO DEVE PENSAR VIVER DO TURISMO

http://domirante.blogspot.com/2023/06/portugal-nao-deve-pensar-viver-do.html

(Public em O DIABO nº 2425 de 23-06-2023, por António João Soares)

Há dias vi uma notícia que afirma que a nossa vida nacional está dependente da boa evolução do turismo. Mas a realidade mostra que, se a nossa política assentar nesta esperança de futuro, isso representa uma pobreza irremediável, pelo desprezo do desenvolvimento da nossa indústria e da nossa agricultura e, consequentemente, da redução das exportações. O turismo não dá força aos países onde se dirige e não resulta do desenvolvimento das suas populações, sendo apenas uma confirmação de que esses locais foram, em tempos idos, objecto de grande desenvolvimento com grandes construções e criação de belas obras de arte.

 Para haver desenvolvimento e se criar valor nacional e boa qualidade de vida é preciso inovar na indústria e na agricultura, criando riqueza nacional. Mas para a economia evoluir é preciso uma acção bem planeada com bases de sustentação e continuidade.

 Uma ideia muito repetida, por Henrique Neto que foi candidato a PR, ao lado do Marcelo, e foi pena não ter ganho, mas os seus escritos têm cada vez maior interesse e, sobre este assunto, tem insistido nas anteriores decisões erradas na ferrovia com a teimosia de ser mantida a bitola ibérica para evitar a concorrência internacional e de que tem resultado a manutenção do País numa ilha ferroviária, sujeita a Espanha, que impede a boa circulação de mercadorias importadas e exportadas e estando a dificultar o desenvolvimento da nossa indústria, por não facilitar a instalação de empresas modernas, por empresários internacionais.

Com esta ferrovia a maior parte das nossas exportações, para não ser transferida de comboio que muda várias vezes durante o percurso, faz-se em camiões que ficam mais custosos e demorados do que se fossem em veículos transportados em carruagens de comboio, da rede europeia, e descessem na estação mais próxima para irem descarregar no ponto desejado pelo cliente.

 Mas soluções como esta só lembram a homens experientes nas realidades da vida dos negócios e só são compreendidas por pessoas habituadas a usar o cérebro para analisar aquilo que se passa à sua volta. E isso não entra com facilidade em cabeças que, desde jovens, foram viciadas nas manigâncias de que resultam votos nas eleições seguintes.

Por isso, em vez de nos colocarmos satisfeitos à sombra do turismo, convém não nos embriagarmos com essa ilusão até porque o turismo está sujeito a males inesperados que surgem na sequência de qualquer notícia desagradável para as respectivas empresas que, de repente, alteram os seus destinos habituais e mudam para outras áreas geográficas.

O mundo está em mudança permanente e a evolução precisa de uma séria preparação e inovação e os criadores das inovações industriais não deixam de aproveitar ideias criativas e estão prontos em as aplicar em qualquer ponto onde sejam rentáveis. Devemos encorajar os nossos jovens a aproveitar qualquer oportunidade que lhes surja para criar algo de novo e, perante uma inovação que mostre valor muito positivo deve ser logo impulsionada para que a actividade industrial dê um forte passo em frente.     

O avanço de um país não surge por acaso e é conveniente que os nossos jovens sintam a vantagem da inovação positiva e que estejam atentos á espera de encontrar o alvo para as suas descobertas. No entanto, nem tudo tem de ser inteiramente novo, pois, muitas vezes, grandes êxitos surgem em melhorias significativas de processos já com alguma maturidade e que os transformam em inovações muito apreciadas.

Convençamos os nossos industriais a estimular o seu pessoal com vista à inovação e a vencer, ultrapassando o actual êxito relativo do turismo.


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sexta-feira, 16 de junho de 2023

DIA DO AMBIENTE E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

(Public em DIABO nº 2424 de 16-06-2023. pág 16, por António João Soares)


No Dia do Ambiente, o título de um artigo de jornal dizia que «Portugal diminuiu a emissão mas falhou nos resíduos». Isto deve ter sido escrito por alguém que sabe pouco do ambiente e se limita ao politicamente correcto e não sabe ou acha que não convém saber que o ambiente depende de reacções climáticas decididas, automática e naturalmente, pelo grau de poluição sentida pela atmosfera exterior onde são tomadas tais decisões. E, a esse nível da atmosfera espacial, a poluição mais grave não é a produzida pelo fumo dos escapes dos carros ou das chaminés, mas sim pelas radiações electromagnéticas que, nos tempos recentes têm aumentado em quantidade incontrolável.

Os sistemas de automatismo estão exageradamente multiplicados, O número de radares nas ruas das cidades e nas estradas cresceu de forma assustadora; os automóveis, que não tinham radar, passaram a ter meia dúzia para evitar choques frontais ou laterais quando fazem qualquer manobra; há muitas portas que se abrem com a simples aproximação de uma pessoa que pretenda passar; e os comandos à distância são inúmeros. Os telemóveis têm uma utilização que era imprevisível atá há poucos anos e quando fazem uma chamada emitem em todas as direcções, mesmo que o destinatário se encontre ali ao lado. Os corredores de edifícios públicos, principalmente por razões de segurança, são todos apoiados por sensores para variados fins de segurança, que estão em funcionamento permanente. Tudo isto causa uma emissão incalculável de radiações electromagnéticas que afectam as alterações climáticas. Os «sábios» que se reúnem para combater estas alterações não costumam referir estas causas e preocupam-se com os efeitos muito simples dos combustíveis de carbono. E nem quero crer que seja por ignorância, mas realmente se alguém pensar em reduzir a produção das radiações é condenada porque destrói a qualidade de vida de muitos industriais e não será fácil manter a actividade actual sem o recurso à informática e aos sistemas automáticos que emitem, continuamente as radiações que são altamente poluentes da alta atmosfera, onde são geradas as alterações que alteram o funcionamento da vida em todo o planeta.

E actualmente, com a criação da Inteligência Artificial (I.A.), a situação ficará mais complexa.

Recordei-me do artigo publicado em 03 de Março que terminava com o apelo para se preparar a solução para a sociedade se prevenir procurando a melhor forma de reagir a esta evolução por com vista a garantir um futuro mais seguro e mais vantajoso para a felicidade da humanidade. Será conveniente procurar tecnologias mais adequadas às actuais necessidades, sem terem de enfrentar as dificuldades que hoje ameaçam como as alterações brutais de temperatura, ou o excesso de seca que destrói todo o ser vegetal ou a chuva demasiado abundante com inundações que afogam tudo o que é vida, provocam derrocadas e deslizamento de terras, com perigo para as pessoas, principalmente as mais idosas, ou deficientes.

É imprescindível que se procurem novas tecnologias que se apliquem à simplicidade própria do século passado, sem nos privar das vantagens daquelas a que já estamos habituados. A vida não pára e não podemos teimar a lutar contra as mudanças que vão ser indispensáveis para a humanidade se manter viva e a agir para o seu desenvolvimento com progresso. Há que evitar a eliminação da raça humana e da vida animal e vegetal na superfície do planeta. As inovações que forem adoptadas devem ser bem pensadas e experimentadas a fim de ser evitado o mais grave perigo. Oxalá que haja bom senso e não sejamos destruídos pelas alterações climáticas. A Natureza funciona com regras que o ser humano não pode alterar e deve adaptar o seu comportamento às exigências ambientais.


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segunda-feira, 12 de junho de 2023

IDIOMA PORTUGÊS VÍTIMA DE FALSOS «SÁBIOS»

(Public em DIABO nº 2423 de 09-06-2023. pág 16, por António João Soares) 

Recebi no dia 27, um email que focava a imposição de uma nova ortografia estranha e que demonstra a má ousadia de pessoas que desprezam a ortografia actual, a qual assenta em raízes bem fortes e já com séculos de respeito pelos nacionais, mesmo os pouco letrados.

 

Parece que a iniciativa partiu de D. Pilar del Rio que, pelo facto de ter estado casada com o nosso escritor José Saramago, se acha com o direito, talvez como outros atrevidos «estrangeiros», de vir dar ordens no modo como se fala e escreve o já muito antigo idioma «português». Já não chegavam os próprios degenerados nativos da Língua tentarem impor (aos parvos subservientes) uma nova ortografia, sem pés nem cabeça!

 

Sobre isto, a jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra "presidenta". Daí que ela diga, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Ex-Presidenta da Assembleia da República. E, ainda há poucos dias, alguém ouviu Helena Roseta dizer: «presidenta!», reagindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação.

Chocado com esta agressão ao nosso idioma, recebi o seguinte texto, de autor bom conhecedor da estrutura em que assenta o desenvolvimento do nosso idioma: «Existe a palavra presidenta? Que tal colocarmos um "basta" no assunto? No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo "atacar" é "atacante", o de "pedir" é "pedinte", o de "cantar" é "cantante", o de "existir" é "existente", o de "mendigar" é "mendicante", etc. Qual é o particípio activo do verbo "ser"? O particípio activo do verbo ser é "ente"; aquele que é: o ente; aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos "-ante", "-ente" ou "-inte". Portanto, a pessoa que preside é presidente, e não "presidenta", independentemente do sexo. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; estudante, e não "estudanta"; adolescente, e não "adolescenta"; paciente, e não "pacienta"». Este texto constitui uma belíssima lição de Português.

 

Este texto que reencaminhei para mais de uma centena de amigos de que possuo o endereço de correio electrónico, constitui uma boa aula de Português. Foi elaborado para acabar, de uma vez por todas, com quaisquer dúvidas sobre a questão supracitada. Se for bem interpretado, vai pôr fim a todas as dúvidas. No entanto, não estou seguro que as mulheres que lançaram esta farpa sexista, sejam suficientemente letradas para perceberem a explicação do texto.

E ao texto foi acrescida a seguinte argumentação «a candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta».

Que desgraça a nossa!!!

Mas a agressão ao nosso idioma, infelizmente, não é original pois não há muito tempo foram retiradas letras que davam tonalidade às sílabas, mas que foram consideradas inúteis por falsos «sábios» e agora deixou de haver pacto, pactuar, acção, actividade, etc. Quem souber um pouco de línguas, verifica que as que usam palavras de origem latina mantêm o c e o p, onde nós também os tínhamos. Se, por um lado, dizemos que desejamos tornar o povo mais instruído e actual, por outro lado, reduzimos o nosso idioma a vulgaridades e confusões nada meritórias.

 

Se dermos força a tais inovadores a nossa cultura desaparecerá.

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sexta-feira, 2 de junho de 2023

GOVERNAR UMA NAÇÃO NÃO É FÁCIL

http://domirante.blogspot.com/2023/06/governar-uma-nacao-nao-e-facil.html

(Public em  DIABO nº 2422 de 02-06-2023. pág 16, por António João Soares) 

Uma Nação é composta por cidadãos, todos diferentes, mas todos iguais em direitos e deveres, embora alguns sejam dotados de especial cultura, instrução e preparação técnica superior o que os torna mais sensíveis à falta de respeito, de honestidade, de lealdade e outras qualidades de chefia exigíveis a quem os governa. Por isso, não é tarefa fácil ser governante mas, infelizmente, há pessoas que aceitam assumir cargos de responsabilidade, só por vaidade e ambição e que, depois, deparam com dificuldades difíceis de ultrapassar. Alguns, ao enfrentarem problemas para os quais não encontram solução fácil, têm suficiente honradez para não serem enxovalhados e pedem o termo das funções. Mas muitos mantêm-se no tacho, com esperança de futuros benefícios, ou financeiros ou de recompensas devidas a amizades ou golpes de sorte.

Muitos, mais habilidosos, seguem a continuidade dos seus antecessores e isso também não é boa solução porque a realidade não é sempre igual e o que estava aceitável na semana anterior pode não ser aconselhável agora e, por outro lado, os erros de ontem não devem ser repetidos hoje, para evitar a criação de crise que conduza à degradação que pode não ter oportunidade de recuperação do nível de vida desejado. E os cidadãos mais esclarecidos, podem reagir de formas menos convenientes, mesmo que não violentas, mas perdem coragem e energia para continuar a contribuir para o desenvolvimento económico e social do seu País.

José Ramos Horta disse que Timor Leste precisa de liderança competente para não ser «Estado falhado». Mas a competência não pode ser o caminho para a autocracia, o amiguismo ou a imposição forçada do voluntarismo, do «quero, posso e mando». Na vida real de uma democracia, deve haver liberdade de expressar opinião e de o povo participar, por intermédio dos seus representantes livremente eleitos, nas grandes decisões nacionais. Mas estes eleitos, logicamente, não devem ser impostos por «cabeças iluminadas» mas sim, pelo povo que lhes conhece as qualidades mostradas pela sua preparação, experiência, honestidade, dedicação à causa pública, lealdade, respeito pelos interesses colectivos e nacionais.

Há países onde vivem, teoricamente, em democracia, mas o poder está em mãos de gente pouco séria e incompetente que decide por impulso pessoal, sem boa análise e profunda reflexão e que, passado pouco tempo, decidem o contrário, em que os seus componentes, impreparados e mal mentalizados agem de formas inconcebíveis e, por vezes até criam conflitos uns com os outros, tal é a impreparação para a função de defender o interesse nacional e de criar boa qualidade de vida para os cidadãos.

 Será bom que Timor Leste aproveite as sugestões de José Ramos Horta e passe a ser governado com competência e sentido de Estado para evitar degradação e obter o máximo êxito na governação, analisando conscientemente os seus problemas e tomando decisões adequadas e que sejam bem aplicadas para agrado e proveito dos cidadãos e do desenvolvimento económico do Estado. Oxalá que, em breve, as grandes cabeças timorenses passem a ter motivo para fazerem muitos elogios à liderança que passem a ter e que possam afirmar que Timor Leste não é um «Estado falhado». Desejo isso a todos os Estados que estejam em dificuldade, incluindo Portugal que, na última década, tem passado por momentos difíceis que espero não se repitam.

Faço votos para que as próximas gerações tenham uma vocação semelhante à dos momentos mais brilhantes da história, embora adequada à época em que estamos a viver.

A vida não pode ser cópia de ontem, mas cada passo deve ser maduramente preparado e efectuado para ter êxito. 

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sexta-feira, 26 de maio de 2023

PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA

PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA

http://domirante.blogspot.com/2023/05/portugal-precisa-de-boa-politica.html
(Public em  DIABO nº 2421 de 26-05-2023. pág 16, por António João Soares) 

 

A competição eleitoral não deve ser encarada pela troca, mesmo que não seja demasiado acesa, de insultos e impropérios arremessados entre partidos, como se estes fossem clubes desportivos ou grupos rivais de indesejáveis, enfim rivalidades de baixo nível.

 

A conquista de votos não deve sujeitar-se a esses meios de luta mas, pelo contrário, basear-se na demonstração de reconhecida competência e boa preparação, com ideias e iniciativas que demonstrem a capacidade governativa dos candidatos eleitorais. Os cidadãos eleitores gostam de participar com o seu voto, tendo a mais garantida esperança de um futuro mais prometedor para o interesse nacional e para uma melhor qualidade de vida da população. Quando não vêm sinais convincentes de tais valores. Decidem-se pela abstenção. Não é por acaso que esta tem atingido valores muito elevados.

 

Para ser obtido o melhor resultado eleitoral, em cada dia que passa, o cidadão precisa de ver a capacidade dos partidos, na preparação do futuro que deseja para o País que já foi exponencialmente brilhante e que hoje se encontra muito abaixo desse êxito e com necessidade de restaurar valores dignos dos momentos mais altos da história. Recordo-me de que no primeiro texto que aqui publiquei, em 20 de setembro de 2016, onde expus algumas ideias para se encarar de forma positiva a estratégia da obtenção dos melhores benefícios para o País e para o futuro de um partido que esteja na oposição, esperando obter condições para um bom resultado eleitoral. Essa estratégia foi repetida várias vezes em textos posteriores. O facto de, na oposição, não estar em condições de tomar decisões legislativas, não impede a liberdade de análise isenta dos problemas fundamentais do País e de esboçar soluções adequadas à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e ao desenvolvimento da economia e enriquecimento nacional. E se isso for objecto de proposta e for materializado e se o poder em função utilizar esses dados, nada prejudica os direitos de autor que os difundirá de forma visível, servindo-se disso para a valorização da sua imagem.

 

A passagem pela oposição deve ser aproveitada como estágio de preparação para uma futura governação. Será uma forma de promoção que não ofenderá ninguém. Sem críticas ignominiosas mostra aos eleitores que existe uma boa estratégia, bem estruturada, organizada e com possibilidade de ser programada que atrai votos por ser geradora de um futuro promissor, com benefícios para o Estado e para a generalidade dos cidadãos. Os colaboradores do líder devem ser pessoas com boa qualidade moral e intelectual, competência profissional e terem preparação política.

 

Mas, infelizmente, em vez deste procedimento, eficazmente positivo, construtivo e patriótico, depara-se com a crítica destrutiva e negativa, própria de mentalidade de miúdos traquinas, em luta pelo poder que atrasa ou impede a construção que desejamos e que beneficiará Portugal.  É conveniente mentalizar os cidadãos para a preparação do dia de amanhã, com o futuro mais risonho possível, pois este resultará do esforço colectivo de todos. E, assim, se preparará um estado de governação fruto de profunda meditação, com a ajuda de vasto leque dos melhores colaboradores. Esse tem sido o meu objectivo ao preparar os meus quase três centenas e meia de textos já publicados.

 

Temos que ter presente que um político deve habituar-se e treinar-se a colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse pessoal. Deve ter presente que a amizade, a paz, a harmonia e o respeito mútuo são mais importantes do que os benefícios financeiros ou a obtenção do poder.

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sexta-feira, 19 de maio de 2023

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APOIA NOVAS ESTRATÉGIAS NA EVOLUÇÃO

http://domirante.blogspot.com/2023/05/a-inteligencia-artificial-apoia-novas.html

(Public em  DIABO nº 2420 de 19-05-2023. pág 16, por António João Soares) 

A IA, Inteligência Artificial, está em desenvolvimento e tem dado provas da sua eficácia em novas tecnologias com acentuado apoio da informática, abreviando soluções que têm desenvolvido a indústria e reduzido o esforço na preparação de decisões e no controlo da execução e possibilitando a repetição automática de muitos actos. Há defensores dos trabalhadores que receiam muitos despedimentos e o aumento do desemprego, mas os líderes da inovação afirmam que os técnicos dispensados podem passar a trabalhar noutros sectores da indústria ou no controlo da qualidade da continuação da obra e na melhoria da utilização da AI. Esta não subjuga o ser humano, mas é obra deste, e está sujeita a aperfeiçoamentos deste e à sua aplicação concreta a outros sectores segundo a vontade dos técnicos. Cada acto que ela exerce é fruto de ordem que recebeu na sua concepção.

Os técnicos passam a ser preparados para trabalho mais evoluído ou no sector onde actuavam ou noutro que se vocacione para agir com mais evolução. Quem tiver de mudar de empresa deve escolher uma outra actividade de que goste e procurar instruir-se de forma a poder colaborar em novas tecnologias desenvolvidas com aplicação da IA.

As grandes indústrias seguidoras de novas tecnologias com utilização da IA, devem evitar ser aviltadas por jovens ambiciosos e sonhadores que pretendam desenvolver sonhos como os que gostam de terminar com as diferenças de sexo ou outras fantasias semelhantes. Esse desenvolvimento da economia não se enquadra na melhoria da vida do género humano e na felicidade das pessoas, mas, sem dúvidas, muitas novidades surgirão que beneficiarão a economia e a vida humana. Será bom que nos preparemos para sermos participantes activos, da melhor forma, na sociedade do futuro.  

O presidente executivo da Apple, Tim Cook, afirmou que a sua empresa tem integrado IA em várias funcionalidades nos seus produtos - como é o caso de detecção de quedas ou de acidentes. “Não são apenas grandes funcionalidades, estão a salvar a vida das pessoas”. Apesar disso, fez questão de sublinhar que há questões a precisar de resolução no que diz respeito à integração de IA em algumas áreas.

Mas, atenção! Já estão a ser detectados inconvenientes a que os políticos actuais precisam de ter capacidade de responder adequadamente.  Warren Buffett comparou o aparecimento da Inteligência Artificial (IA) à criação da bomba atómica, indicando não estar certo de que seja algo propriamente bom para a humanidade. Podemos mudar tudo no mundo, mas devemos respeitar a forma como pensamos e nos comportamos e é indispensável preparar o grande passo a tomar para a continuidade no respeito mútuo numa sociedade que não deve menosprezar a ética que obriga a viver em sociedade com dignidade. A confirmar o receio de Warren Buffett, na China, em que a polícia lançou uma investigação a um portal de notícias que usava o popular programa de inteligência artificial ChatGPT para gerar e divulgar artigos falsos, com o objetivo de obter grandes quantidades de negócio e lucro, foi detectado um artigo na Internet que informava do descarrilamento e incêndio de um comboio, numa província ocidental, que provocou vários mortos, acidente que era falso. Mas que teve uma divulgação terrível.

A IA permite preparar máquinas que respondem aos clientes sobre dúvidas relativas que estes desejam esclarecer sobre aspectos do funcionamento dos seus sectores. Curiosamente, algumas máquinas de pagamento automático exigem gorjeta após o pagamento, o que está a gerar reclamações da parte dos clientes.

Há que criar condições de utilização que permitam um controlo eficaz para evitar maus comportamentos nocivos ao convívio social. Um deles é evitar divulgação de notícias falsas e o fomento de conflitos diversos, para que a AI não seja a bomba atómica informática.

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sexta-feira, 12 de maio de 2023

RESPEITABILIDADE DE POLÍTICO

http://domirante.blogspot.com/2023/05/respeitabilidade-de-politico.html

(Public em  DIABO nº 2419 de 12-05-2023. pág 16, por António João Soares) 

É certo que errar é humano, mas não é desejável e os políticos que assumiram cargos de responsabilidade perante os cidadãos devem ser cuidadosos a fim de merecerem o respeito de todos.

Infelizmente, a generalidade dos políticos mais em evidência pelas altas funções que assumiram, exageram no desempenho em quantidade de erros e ausência de medidas propensas ao desenvolvimento da economia e da segurança da população por forma a merecerem o respeito geral dos cidadãos. Muitas vezes, evidenciam falta de conformidade com o interesse nacional para um futuro melhor, de realismo com conhecimento das naturais necessidades de preparar um futuro melhor para a recuperação dos momentos históricos da grandeza nacional que o país já teve desde há muitos séculos.

As incertezas são sinal de falta de formação, de observação daquilo que se passa, do amor pela verdade, da solidariedade, do sentido da responsabilidade e de outros valores que constituem a base da respeitabilidade a que a função dá direito, quando bem desempenhada. O detentor de um cargo político deve ser apreciado pela qualidade das suas acções e decisões e não por promessas irrealizáveis ou gabarolices infundadas ou por viagens dispensáveis que só reduzem o erário público. A realidade tem mostrado que não é o enriquecimento pessoal que torna a pessoa mais respeitável, mas sim as acções e os actos realizados. Já assisti a conversas em que alguém elogiava um político como merecedor de voto e logo uns ouvintes perguntavam quais os feitos ou as obras por ele realizados para benefício nacional, reduzindo a pobreza, melhorando a preparação dos jovens para poderem ser futuros governantes, tornando mais eficaz o funcionamento da saúde e da justiça, etc.   

Os portugueses, apesar das limitações da comunicação social que se limita ao futebol e outros aspectos de habilidosas, infantis e desonestas tentativas de desviar as atenções para manigâncias e actos menos legítimos de encarar a vida nacional na perspectiva de obter um futuro melhor, vão despertando para as realidades nacionais. Há quem repare que os governantes estão mais interessados na manutenção do poder do que no desenvolvimento económico do país. Pouca atenção tem sido dada à corrupção, à Justiça, à Saúde, à Educação e conjugação destes e de outros sectores fundamentais para o nosso melhor modelo de desenvolvimento, com aproveitamento de todos os recursos existentes. Impõe-se, para breve, uma perfeita estratégia nacional com vista ao desenvolvimento perante a actual situação global em que Portugal não deve ser deixado abandonado ao empobrecimento da população e ao apodrecimento do dito funcionamento do governo.  

Acções como um governante afirmar uma situação brilhante agora e, passado pouco tempo, afirmar o contrário não favorece merecimento ao respeito que os cidadãos lhe devem ter. Deve haver comportamento que mereça o respeito e o apreço, para o que é indispensável uma sequência racional e inspiradora de confiança e de esperança. Em situação normal tudo deve ser previsível e coerente. As alterações relacionadas com as mudanças originadas pela evolução devem ser previsíveis através da estratégia da inovação anunciada e comunicadas de forma clara e compreensível pelos meios tradicionais. As mudanças vão ser muito variadas devido ao acompanhamento da evolução da inteligência artificial que está sendo implantada e a que Portugal terá de aderir para não ficar mais diminuído no conjunto mundial. Para isso tem que haver preparação cultural, actualizada segundo o rigor mais conveniente a fim de não sermos explorados por uma qualquer habilidade menos adequada.

Essa vocação para o respeito deve condicionar a orientação do voto em eleições, ao invés de mentiras aliciantes.


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sexta-feira, 5 de maio de 2023

PARAR É MORRER

http://domirante.blogspot.com/2023/05/parar-e-morrer-public-diabo-n-2418-de.html

(Public em  DIABO nº 2418 de 05-05-2023. pág 16, por António João Soares) 

Há pouco ouvi, no lar de idosos em que me encontro, um idoso, em justificação da sua preocupação em fazer o possível exercício físico, para eliminação de gorduras supérfluas provocadas pelo sedentarismo, dizer o que está em título.

Realmente, à medida que a idade avança e as pessoas passam a ter uma vida menos activa ficam com tendência de criar barriga e de perder mobilidade. Há conselheiros que exageram nas soluções e pensam que são aplicáveis a idosos os exercícios próprios dos jovens como correr, fazer caminhadas, andar de bicicleta, fazer pilates e ioga, nadar no exterior e fazer treino com pesos. Porém, tudo deve ser feito de acordo com as possibilidades físicas e a disponibilidade permitida pela capacidade psíquica.

Cada especialista tem as suas formas de aconselhar e o cliente tem que ter o bom senso de optar pelas suas capacidades e pelos métodos a que tiver fácil acesso. Por exemplo, deve procurar distrair-se com actividades de que goste e, se possível, que exercitem a sua mentalidade, para a melhor integração na sociedade em que se encontra; não exagerar no consumo de informação que fatigue; deve relacionar-se com os outros de forma criativa; ao terminar o dia activo, deve ligar-se com os mais velhos, por forma a haver um mútuo apoio que evite pesadelos e incómodos nocturnos; deve fazer exercícios físicos adequados a manter o organismo o mais activo possível; deve promover actividades artísticas com as crianças; e dentro do possível, deve brincar com os mais jovens.

A ansiedade afecta a vida de muitas pessoas idosas, talvez devido a tibieza psíquica que as leva a preocuparem-se demasiado com situações insolúveis e que podem ser consideradas desagradáveis. É certo que durante a vida temos muitos casos nada prazerosos que ou têm solução rápida ou temos de os suportar com calma e paciência, enquanto existem. Não há percursos sem dificuldades que temos de suportar e ultrapassar, mas não podemos ficar inactivos, e devemos recorrer a passatempos do nosso agrado. Viver é mexer.

A cabeça de um idoso constitui um cofre de muita experiência e de muito saber e este conteúdo não deve ser desperdiçado e há idosos que gostam de utilizar o computador e de vez em quando presenteiam os colegas com belos textos, por vezes com muita beleza e ciência que servem de exemplo a uma observação completa aos acontecimentos noticiados. E existem actividades acessíveis a qualquer idade que devem ser divulgadas e sugeridas a fim de se manter actividade em cérebros com tendência ao adormecimento. Fazer palavras cruzadas ou jogos do sudoku são maneiras de manter o cérebro ginasticado, mas isso não basta, porque o físico também precisa de se mexer e o exercício físico, não deve parar e precisa ser activado dentro das possibilidades de cada um, sem exageros que possam causar graves danos. Uma queda de um octogenário pode ser grave mesmo fatal.

Isto que estou a referir para idosos deve ser aplicado por pessoas mais novas, principalmente as que já não têm vida activa e as que ainda estão com actividade convém não se limitarem a estar sentadas a uma secretária, porque o físico necessita de exercício de todos os seus músculos e das suas articulações.

E não devem ser esquecidos os cuidados com a saúde tendo em atenção a alimentação, evitando exageros no uso de sal, açúcar, de bebidas alcoólicas, de carne processada, deve beber-se água em quantidade de cerca de dois litros diários, etc. E nas actividades físicas, aproveitar o ar livre, algum sol que é rico em vitamina D e radiações de ultravioletas. Enfim, tenha saúde e alegria para continuar vivo por mais tempo.


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sexta-feira, 28 de abril de 2023

CONVÉM CONTROLAR O USO DAS ARMAS

http://domirante.blogspot.com/2023/04/convem-controlar-as-armas.html

(Public em  DIABO nº 2417 de 28-04-2023. pág 16, por António João Soares) 

O Presidente dos Estados Unidos da América, segundo notícia de 17 de abril, insiste em restringir o uso de armas após vários tiroteios recentes. A violência não traz verdadeiro benefício a ninguém, a não ser aparentemente, após a sua criminosa realização. Infelizmente para a realidade social, está generalizado o aumento do ódio, da raiva, da discórdia, como loucura de muita gente, quer em funções políticas quer por terroristas quer, entre jovens, quer mesmo entre familiares. Tais crimes têm recorrido a armas de fogo e a utensílios domésticos, causando mortos por tiros ou por esfaqueamento. 

E a Justiça não tem agido eficazmente para terminar com tais brutalidades, actuando com rapidez e severidade contra os criminosos, de forma desmotivar tais crimes contra as vidas e de modo a contribuir para a implantação de um clima de paz e de harmonia social no bom relacionamento de todos os seres humanos e na solução pacífica pelo diálogo e bom entendimento dos conflitos, mesmo dos menores, evitando o seu agravamento até às atitudes selvagens da violência contra os direitos humanos. 

E os altos políticos têm contribuído para a actual degradação da sociedade, com guerras e, em certos casos, apoiando o terrorismo e outras brutalidades, sem o mínimo respeito pelos direitos humanos.

Isto não pode continuar a agravar-se e há que encarar a vida humana com o máximo respeito ético e social. A Educação tem por missão educar as crianças para a vida social e a igreja tem o papel de orientar os fiéis para a harmonia e o bom relacionamento, expondo os conselhos da segunda parte do Pai Nosso e outros preceitos bíblicos. «Amai-vos uns aos outros», etc.

Outra notícia que se enquadra neste espírito de paz universal diz que o Presidente do Ruanda promete dar apoio militar a Benim contra o terrorismo. Também a ONU e a União Africana decidiram coordenar esforços para reduzir a crise no Sudão. É bom que as altas entidades mundiais e do respectivo continente se aliem para garantir um futuro melhor para os diversos Estados que se encontram com problemas de segurança e que carecem de apoios internacionais que os ajudem a colocar na ordem insurrectos que impedem a paz e a harmonia. A paz e a segurança da população merece que toda a humanidade civilizada e eticamente correcta garanta apoio contra grupos possuidores de armas que não as sabem utilizar com respeito pela ordem e que destroem a vida pacífica de um povo.

As armas de fogo que representam perigo quando utilizadas por pessoas alheias às Forças Armadas e às Forças de Segurança não devem estar ao alcance de pessoas que não pertencem a estas instituições. Quando houver pessoas com situações de perigo em que seja considerada necessária a posse de uma destas armas deve obter diploma de «uso e porte de arma» depois de provar ter capacidade para a usar com segurança para si e para terceiros. E, à mais pequena prova de que não teve com ela os cuidados indispensáveis, ela é-lhe retirada, bem como o diploma que possuía. Deve ser exercido um controlo muito apertado que garanta a impossibilidade de constituição de grupos terroristas ou outro género de malfeitores.

 Pretende-se, assim, impedir os tiroteios que, além de inconvenientes, nada resolvem para bem da segurança da população e, portanto, do desenvolvimento político ou económico nacional.

 Haja paz e harmonia social.


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sexta-feira, 21 de abril de 2023

A NOSSA ECONOMIA CARECE DE ESTRAGÉGIA INOVADORA

http://domirante.blogspot.com/2023/04/a-nossa-economia-carece-de-estragegia.html

 (Public em  DIABO nº 2416 de 21-04-2023. pág 16, por António João Soares)

Em artigos recentes neste semanário, o inteligente e experiente Henrique Neto elogiou dois grandes empresários nacionais Rui Nabeiro e Aníbal Henriques Abrantes que inovaram tecnologias para desenvolver as suas empresas e tirar delas os melhores resultados para bem da economia nacional. Tal como esses notáveis portugueses souberam criar novas ideias, novos produtos e novas tecnologias que tornaram possível que os portugueses passassem a viver mais tempo e em melhores condições, também agora precisamos de empresários que modernizem a sua estratégia por forma a termos melhores soluções e deixarmos de viver com medo crescente das alterações climáticas.

Agora, vivemos dominados por ideias estranhas sem racionalidade como, por exemplo o medo do lucro, ignorando que, sem ele, não pode haver crescimento económico, nem melhores salários nem justiça social. Segundo Neto, foram os lucros que permitiram a Nabeiro realizar notável obra social e a Abrantes adquirir as máquinas e as tecnologias que contribuíram para transformar a indústria portuguesa. A actual demonização do lucro, representa um passaporte certo para a pobreza. A maioria das empresas portuguesas actuais têm uma estratégia mal configurada, arrastando-se com dificuldade, com preços superiores aos praticados na União Europeia e vivendo à custa do amiguismo dos governantes.

Curiosamente, no meu artigo de 03 de março, a propósito do combate às alterações climáticas cuja causa principal são as radiações electromagnéticas que, ultimamente, têm tido um crescimento brutal e que afecta o funcionamento dos factores espaciais que envolvem o nosso planeta. Com o sistema actual, cada ponto do espaço é permanentemente atingido por biliões de radiações. E estas estão a multiplicar-se continuamente. Como pode ser eliminada esta causa da péssima meteorologia? Ninguém terá coragem nem possibilidade de a eliminar pois iria combater muitos interesses de pessoas de todos os níveis sociais. E os poderosos da indústria não permitiriam ser privados das vantagens que a moderna tecnologia lhes faculta.

Para resolver esta crise, há que mover esforços e pressões para serem procuradas tecnologias mais adequadas às actuais necessidades, sem ter de enfrentar os inconvenientes que hoje ameaçam com o excesso ou o mínimo de temperatura, ou seca que destrói todo o ser vivo ou a chuva e as inundações que afogam tudo o que é vida, provocam derrocadas e deslizamento de terras, com perigo para a economia e para as pessoas, principalmente as mais idosas, ou deficientes.

Precisamos que sejam criadas novas tecnologias que se apliquem à simplicidade própria do século passado, sem nos privar das vantagens daquelas a que já estamos habituados. Essas inovações serão possíveis antes de chegarmos à eliminação da humanidade? Oxalá, que sim.

Há que inovar de forma a continuarmos a viver sem necessidade desse veneno de poluição atmosférica constituído por radiações electromagnéticas. Como dispensar os automatismos apoiados na comunicação de comandos electrónicos, a chamada inteligência artificial, dependente das comunicações online, o uso intensivo da Internet, etc? Prevejo que seja muito difícil passarmos a viver sem recurso a tais ferramentas, mas sem as dispensarmos, provavelmente, a humanidade não resistirá às condições que a natureza meteorológica nos continuará a impor de forma cada vez mais agressiva. Espero que surjam cientistas capazes de encontrar formas de continuarmos a obter resultados satisfatórios, sem o perigo que estamos a causar ao ambiente espacial e que agora apresenta dificuldades para continuarmos a viver da forma como estávamos a gostar.

Para termos um futuro mais risonho temos que suportar o esforço de o construir.


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sexta-feira, 14 de abril de 2023

HUMANIDADE EM DEGRADAÇÃO PRECISA DE LÍDERES EFICIENTES

http://domirante.blogspot.com/2023/04/humanidade-em-degradacao-precisa-de.html

(Public em  DIABO nº 2415 de 14-04-2023. pág 16, por António João Soares)

As notícias continuam a referir, com uma frequência preocupante, as faltas de respeito pelos direitos humanos e demasiada ausência de autoridade que aplique uma acção policial e judicial que reponha a ética ausente nas mentes de muitas pessoas. Além de respeitar o semelhante ter deixado de ser um hábito de educação, deixou de haver boa convivência quer dentro da família quer no acatamento das intervenções dos agentes das Forças de Segurança. Havendo muitos casos em que os agentes da polícia não são respeitados e até são agredidos por pessoas mal comportadas.

Curiosamente, os políticos que, pelo cargo, deviam sentir-se na obrigação de conter a degradação actual e recuperar os hábitos cívicos da época anterior à presente degradação social, mostram-se desatentos ao que se está a passar. Por exemplo, a quantidade de acidentes rodoviários, mostra que muitos condutores perderam o respeito pelos outros utentes da estrada e até pela própria vida que é posta em perigo pela falta de cuidado com que se comportam na via pública. Esquecem que mais vale prevenir do que remediar e que o muito cuidado não traz perigo.

Quanto à insegurança rodoviária, é indispensável que se cumpram as leis dos movimentos na via pública. Alguns dos atropelamentos, podem ter sido originados por distração do peão e isso é mais difícil de evitar pelo legislador; talvez possa ser reduzido o perigo se os familiares tiverem mais cuidado com as crianças e com os adultos menos sensatos e conscientes. Há idosos sem capacidade de concentração para evitar actos perigosos e esses necessitam da companhia de apoiantes que lhes evitem tais perigos e outros que possam ocorrer. Quando se é atropelado a atravessar na passadeira, nesse caso deve ser bem averiguada a aplicação de pena que sirva de exemplo para evitar novos casos.

Uma notícia brutalmente chocante é de, nos Açores, um homem ser suspeito de abusar sexualmente da filha de quatro anos. A sexualidade tem sido objecto de discussão e foi perdido o respeito quanto aos direitos sociais. Mas a igualdade entre as pessoas de género diferente, pode ser respeitada no comportamento social, mas, quanto ao acto sexual, deve ser realizado apenas com o consentimento livre e consciente das duas partes, sem violência.

 Entre as pessoas, na vida comum, existem casos de horrível violência, com uso de armas cuja posse devia ser proibida e com frequentes esfaqueamentos brutais que, além do perigo de morte, provocam limitações na vida corrente e, quando no rosto, destroem a aparência para o resto da vida. E o mais chocante é que tais atitudes são muitas vezes praticadas contra familiares. É muito degradante a situação a que se chegou em que a falta de respeito pela vida alheia nem sequer poupa os irmãos e os ascendentes, que devem merecer um carinho especial.

O rigor da aplicação da Justiça não está a ser suficiente como medida preventiva para uma convivência mais pacífica e harmoniosa. E, nisso, o Governo deve ter responsabilidade e actuar de forma o mais eficaz possível. Também a Educação tem responsabilidade em criar um relacionamento mais adequado a uma melhor moral social. Nos tempos em que existia o Serviço Militar Obrigatório, a disciplina militar era um complemento muito eficaz da educação escolar. Mas tal acção disciplinadora foi eliminada e devia ter sido compensada de forma eficaz no que respeita à ética, à disciplina e ao perfeito sentido de Estado que é eticamente exigente e indispensável para o bom relacionamento social de forma harmoniosa e pacífica.

Os que mais responsáveis deviam ser pelo comportamento social deviam ser os Governantes, quer no seu comportamento pessoal quer na acção exemplar perante a função pública.


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quinta-feira, 6 de abril de 2023

A ÁGUA É INDISPENÁVEL PARA A VIDA

http://domirante.blogspot.com/2023/04/a-agua-e-indispenavel-para-vida.html

 (Public em  DIABO nº 2414 de 06-04-2023. pág 16, por António João Soares)

Com a situação meteorológica actual, na sequência das variações climáticas, a água, que é um valor insubstituível para a vida humana e tem que merecer a máxima preocupação dos responsáveis de qualquer nível social. Quem dispõe deste precioso valor, deve ser muito económico no seu consumo e evitar gastar mais do que o estritamente indispensável, não abrindo a torneira mais do que o absolutamente necessário e não ter a torneira aberta, além do tempo conveniente. Mesmo no tocante a medidas de higiene, haverá que rever os hábitos, por forma a não exagerar, porque consumir mais do que o necessário pode contribuir para que haja pessoas a quem ela passe a faltar para o essencial.

 As autarquias e outros serviços públicos devem procurar contribuir para que as pessoas delas dependentes sejam económicas e procurem não usar indevidamente este precioso bem, quer em quantidade quer em não lhe prejudicarem a qualidade. A este propósito, lembro que há muitos serviços que podem utilizar água não potável e que deve haver o máximo cuidado em evitar aumentar a poluição de qualquer pequeno curso de água, porque estes vão contribuir para a poluição dos oceanos e, assim, prejudicar as populações de todo o planeta.  

 A água é importantíssima para a saúde, para a prevenção e cura de doenças, para a higiene, para o saneamento da área em que vivemos e exercemos toda a nossa actividade. Mas, como devemos sempre ter presente a sua economia, convém pensar de cada vez que a vamos consumir, qual a forma de sermos o mais económicos possível.

Mais de 70% do corpo humano é composto de água, sendo ela responsável pela regulação da temperatura do corpo, por levar os nutrientes, como oxigênio e sais minerais até às células e expulsar as substâncias tóxicas, e pela proteção do organismo, entre várias outras funções. Há pouco tempo queixei-me a uma enfermeira de estar com prisão de ventre e ela explicou que, certamente estava a beber pouca água e devia beber já bastante água a fim de regularizar o funcionamento do cólon rectal. Fiz isso e resultou. E, agora procuro não esquecer a necessidade de usar água regularmente. 

Procurando a difusão destes dados e a transformação do saber em prática, mostrando à sociedade que todos devem ajudar a construir um mundo sustentável a partir do conhecimento, da mudança de posturas e do compromisso com a cidadania. Os municípios, as escolas e os serviços públicos devem distribuir informações sobre a importância da água nas nossas vidas, os perigos da escassez e uso consciente da água, de forma que todos os cidadãos se consciencializem da importância da preservação dos recursos hídricos.

 A maior parte do planeta Terra é formada por água, cerca de 70 %, porém desse percentual o maior volume corresponde a água salgada e somente 2,5 % é composto por água doce. 

Dada a importância da água, não apenas para a vida humana, mas também para todos os seres vivos, animais e vegetais, e perante as actuais variações climáticas, todos devemos poupar este precioso líquido e evitar a sua poluição, a todos os níveis. Presentemente a ONU está a lançar o alerta da necessidade de acabar com os lixos que poluem as águas oceânicas. Há vastas superfícies oceânicas onde as embarcações têm dificuldade em navegar perante a espessura de lixos, na maioria plásticos que exigem a sua eliminação por serem resistentes aos efeitos da humidade.

Tem que haver muito cuidado, com as águas sujas que expelimos, a fim de não levarem pequenos componentes que depois se unem a outros e invadem rios e mares.

Mais de 70% do corpo humano é composto de água, sendo ela responsável pela regulação da temperatura do corpo, por levar os nutrientes, como oxigênio e sais minerais até às células e expulsar as substâncias tóxicas, e pela proteção do organismo, entre várias outras funções. Há pouco tempo queixei-me a uma enfermeira de estar com prisão de ventre e ela explicou que, certamente estava a beber pouca água e devia beber já bastante água a fim de regularizar o funcionamento do cólon rectal. Fiz isso e resultou. E, agora procuro não esquecer a necessidade de usar água regularmente. 

Procurando a difusão destes dados e a transformação do saber em prática, mostrando à sociedade que todos devem ajudar a construir um mundo sustentável a partir do conhecimento, da mudança de posturas e do compromisso com a cidadania. Os municípios, as escolas e os serviços públicos devem distribuir informações sobre a importância da água nas nossas vidas, os perigos da escassez e uso consciente da água, de forma que todos os cidadãos se consciencializem da importância da preservação dos recursos hídricos.

A maior parte do planeta Terra é formada por água, cerca de 70 %, porém desse percentual o maior volume corresponde a água salgada e somente 2,5 % é composto por água doce. 

Dada a importância da água, não apenas para a vida humana, mas também para todos os seres vivos, animais e vegetais, e perante as actuais variações climáticas, todos devemos poupar este precioso líquido e evitar a sua poluição, a todos os níveis. Presentemente a ONU está a lançar o alerta da necessidade de acabar com os lixos que poluem as águas oceânicas. Há vastas superfícies oceânicas onde as embarcações têm dificuldade em navegar perante a espessura de lixos, na maioria plásticos que exigem a sua eliminação por serem resistentes aos efeitos da humidade.

Tem que haver muito cuidado, com as águas sujas que expelimos, a fim de não levarem pequenos componentes que depois se unem a outros e invadem rios e mares.


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