Transcrição do blog «Povo»
Buraco Moral
João César das Neves
Perante o ataque especulativo contra a dívida portuguesa, Governo e oposição perceberam finalmente que a situação é grave. Pode-se criticar a lentidão, mas mais vale tarde que nunca. Quais foram então as medidas tomadas para provar ao mundo a nossa seriedade no combate ao défice? Especulou-se sobre muito mas na reacção inicial foram tocadas apenas duas áreas: o subsídio de desemprego para descer e as grandes obras públicas para manter.
O que mais espanta é a naturalidade com que se tomou esta atitude. Um Governo do Partido Socialista não encontra nada para cortar, num Orçamento de Estado que ocupa metade do produto nacional, a não ser os pagamentos aos desempregados?! Os responsáveis explicaram que as condições de atribuição dos apoios eram demasiado generosas, desincentivando a procura de emprego.
Mas se é assim então deviam ter sido alteradas logo, não quando os mercados duvidaram das contas. Afinal, o desemprego não começou a subir ontem.
Há várias explicações para este comportamento insólito, mas a mais assustadora é a mais plausível. A nossa classe política (e a oposição não se pode pôr fora) está tão estrangulada pelos interesses instalados que, perante a emergência financeira, vai atingir os mais fracos para não beliscar os poderes superiores.
Esta reacção, muito mais que a instabilidade nos mercados, revela a gravidade da nossa situação. Quando os socialistas não encontram ninguém para prejudicar senão desempregados, o país está mesmo num grande buraco. Não económico-financeiro, mas político-moral.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Injustiça Social e Imoralidade
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A. João Soares
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Etiquetas: injustiça social, socialismo
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Noruega e a boa gestão do dinheiro público
Transcrição de post do blog Caçoada, por constituir um exemplo de boa gestão do dinheiro público em benefício da população sem preocupações de ostentações insustentáveis. "Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa." "Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola. Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social." "Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios." É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho andado para nos civilizarmos. Recebido por email. Publicada por Sifrónio NORUEGA... UM EXEMPLO... E QUE EXEMPLO!
"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos. Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes."
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A. João Soares
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
Socialismo versus liberalismo
Este texto recebido por e-mail, da autoria de José Pires irá juntar-se a muitos outros sobre teoria política, para enriquecimento da nossa cultura e dar mais sustento às nossas meditações.
SOCIALISMO O MESMO QUE LIBERALISMO? ESSA, NÃO!
Jose Pires
O Liberalismo, sistema económico em que militou Frederich Hayek, Prémio Nobel de Economia em 72, foi um sistema que nunca foi posto em prática, na opinião daquele distinto professor, que era visceralmente contra o chamado Socialismo.
Mas a utopia socialista encontrou eco em muitas consiências bem intencionadas, que viram ali a salvação da Humanidade e o caminho para a felicidade humana. Cedo, houve quem visse que o sistema não passava de um rosário de pias intenções, sem hipótese de alcançar (nem de perto!) os objectivos para o qual fora criado.
Nos países do norte da Europa, principalmente, a ideia socialista foi substituida pela Social-Democracia, que pretendia alcançar o Socialismo pela via reformista (por etapas) em vez da revolução imediata para o implementar, nem que fosse pela força. A Social-Democracia foi desde logo olhada como o principal inimigo dos ditos socialistas ortodoxos, onde se incluiam, claro, os marxista-leninistas.
Mas a Social-Democracia foi até agora o sistema político-económico que melhor qualidade de vida ofereceu às populações. Portanto, confundir tudo isto sob a designação de "Socialismo" é um perfeito disparate. Até porque o Socialismo nunca existiu e o que se conseguiu implementar não passou de um completo e rotundo falhanço. Pura e simplesmente, o Socialismo NÃO FUNCIONA!
A Humanidade terá, pois, de inventar "uma Terceira Via", como foi o caso do senhor Tony Blair, que o conflito no Iraque acabou por empurrar para fora do nº 10 de Downing Street.
Mas já se perfilam os tais "socialistas-ortodoxos" a olhar para a chamada "Terceira Via" da mesma forma que o fizeram no primeiro quartel do séc. XX em relação à Social-Democracia.
Infelizmente para eles, o Capitalismo é o único sistema económico que funciona e gera riqueza. E só com riqueza acumulada se poderá, enfim, implementar uma mais equitativa repartição por todos os cidadãos, propiciando aquilo que se designa por "Sistema de Segurança Social Europeu". Nos Estados Unidos, que eu saiba, o espectro partidário divide-se entre Republicanos e Democratas, sendo estes últimos, teoricamente, mais sensibilizados para os problemas de ordem social, representando, por isso, a ideia de "esquerda" vigente nos States. Os americanos poderão encontrar as designações que entenderem mas Liberalismo não é o mesmo que Socialismo, por mais que o afirmem.
O Socialismo, portanto, não existe. Nunca passou de uma ideia generosa que só gerou o contrário daquilo que prometia - justiça social.
E a Justiça Social é uma ideia que a Humanidade não perderá, nunca, de vista, por mais voltas que o mundo dê, dêm-lhe lá o nome que entenderem.
Com amizade José Pires
Publicada por
A. João Soares
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Etiquetas: liberalismo, social-democracia, socialismo
