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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tecnologia e o pastor

Texto de autor desconhecido, recebido por e-mail em anexo pps

Estava um velhote dando de pastar ao seu rebanho de ovelhas quando de repente lhe aparece pelo inóspito caminho um reluzente todo o terreno Navigator 4x4 full equip, o qual se detém frente ao velhote e sai da viatura um jovem de menos de 30 anos, de fato preto, camisa da mesma cor tipo “Hugo Boss”, sapatos “DKNY”aproxima-se do velho e diz:
“Sr. Se eu adivinhar quantas ovelhas tem no seu rebanho, oferece-me uma?”
O velho responde com alguma surpresa:
“Sim, pode ser!”
Então o jovem volta ao seu 4x4, tira um Toshiba Tecra 9000 Pentium IV a 3,2 Ghz com 1 Gb de RAM. Liga-se à rede via satélite, entra numa base de Dados de 500 Mb, entra numa página da NASA.
Através do GPS, identifica a zona exacta onde está o rebanho, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha tipo “Merino” através de uma tábua dinâmica de Excel, e com a execução de algumas Macros personalizadas em Visual Basic acaba por completar um diagrama de fluxo.
Depois de 20 min. diz ao velho: “Você tem 1347 ovelhas; 256 machos; e 1091 fêmeas e 4 podem estar prenhas.”
O velho assombrado, disse que efectivamente assim era, e que podia levar uma ovelha.
O jovem pega um dos animais e carrega-o para o seu 4x4.
Estava prestes a partir quando o velho o deteve e lhe perguntou: “Desculpe mas se eu adivinhar para quem trabalha, você devolve-me o animal?”
O jovem respondeu sorrindo: “Claro, homem, tente !” Enquanto abria a porta do veículo preparando-se para partir.
O velho então disse:
“Você trabalha como assessor no Governo de Sócrates !”
O jovem absolutamente surpreendido, disse: “Certo, como adivinhou ???”

O velho respondeu-lhe:
«Por 4 razões:
Primeiro, pela pinta de maricas.
Segundo, apareceu sem que eu o chamasse.
Terceiro, cobrou por dizer algo que eu já sabia.
E Quarto, nota-se que não tem a mínima ideia do negócio,porque pegou no meu cão em vez da ovelha.»

CONCLUSÃO: São os frutos do Choque Tecnológico. Os equipamentos até são bons, o que não presta é a cabeça deles. Os equipamentos não suprem a falta de inteligência.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

A excelência no ensino português

Transcrição deste artigo que recebi por e-mail, e a que juntei uma nota final. Agradeço à amiga Mariazita ter-mo enviado

Um naco de prosa
por António Barreto - Público

PARECE QUE A EDUCAÇÃO está em reforma. Sempre esteve, aliás.
Vinte e tal ministros da educação e quase cem secretários de Estado, em pouco mais de trinta anos, estão aí para mostrar o enorme esforço despendido no sector.
Uma muito elevada percentagem do produto nacional é entregue ao departamento governamental responsável.
Este incansável ministério zela por nós, está atento aos menores sinais de mudança ou de necessidade, corrige infatigavelmente as regras e as normas.
Por estes dias, mão amiga fez-me chegar o último exemplo do esforço reformador que anima os nossos dirigentes.
Com a devida vénia ao signatário, o secretário de Estado Valter Lemos, transcrevo o seu despacho normativo, cuja leitura em voz alta recomendo vivamente:

O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário.

Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial.

Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 de Novembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.

A existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricular efectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade de se proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.

Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação, quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º 550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º 550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º 1673/2004, de 7 de Setembro.
Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino:

……

O que se segue é indiferente. São onze páginas do mesmo teor. Uma linguagem obscura e burocrática, ao serviço da megalomania centralizadora.
Uma obsessão normativa e regulamentadora, na origem de um afã legislativo doentio. Notem-se as correcções, alterações e rectificações sucessivas.
Medite-se na forma mental, na ideologia e no pensamento que inspiram este despacho. Será fácil compreender as razões pelas quais chegámos onde chegámos. E também por que, assim, nunca sairemos de onde estamos.

NOTA: As dezenas de governantes que passaram pelo ministério, cada um sempre ansioso por anular as decisões anteriores e fazer coisa diferente, fazem compreender o estado a que o ensino chegou. Com altas entidades a serem incapazes de ter ideias e, em caso afirmativo, de as exprimir em português compreensível, nem é preciso ir aos concursos da TV procurar provas da ignorância generalizada.
Caro leitor responda com sinceridade: gostou do texto do senhor secretário de Estado? tirou dele com facilidade conclusões positivas? Para ser sincero, eu não. Mas não esperava melhor!

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O padre e o bêbado

Um bêbado, entrou num autocarro. Cheirava que tresandava a bagaço barato. Sentou-se e pôs-se a ler um jornal velho, não sem antes beber mais um trago de uma garrafita de bagaço que tinha no bolso. Isto tudo ao lado de um padre que, entretanto, tinha entrado no autocarro...

Todo satisfeito a ler o jornal e a arrotar (o padre fingia que o borrachola não existia, dissimulando a sua incomodidade), mas, passado algum tempo, o bêbado olhou para o padre e perguntou, com uns palavrões à mistura,:

- Oiça lá ó sôr padre, pode-me dizer o que é que causa a artrite reumatoide?

O padre, incomodado, respondeu em tom sarcástico:

- Certamente que é a vida profana, o andar sempre a frequentar mulheres mundanas, excessos de tabaco e, sobretudo, bebida, sim, em especial o álcool; essas borracheiras que terminam em noites de erotismo e porcarias assim.

- Bolas, que horror!!!! respondeu o bêbado, voltando à leitura.

Passado algum tempo, o padre e pensando na resposta que deu, ficou com algum remorso e decidiu desculpar-se dizendo em tom compreensivo:

-Você desculpe lá que eu há pouco fui um bocado duro consigo. Mas, diga-me, desde quando é que você sofre de artrite reumatóide?

- Eu? Não me lixe padre, comigo não se passa nada!!!... Só estava a ler um artigo aqui neste jornal que diz que o Papa sofre de artrite reumatoide há já alguns anos.

NOTA: Recebi por e-mail. A intervenção inicial do padre fez-me recordar a «grande lição de moral» que ontem, 10, o PM deu ao deputado Francisco Louçã, na AR. Convém meditar na anedota: a arrogância faz eco e o feitiço muitas vezes volta-se contra o feiticeiro. Cuidado, Sócrates!

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