As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou não molho e só o olho.
As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
quase brilhante
quase ondulante
se houver uma brisa.
Estendo-me nessa areia seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas esqueço, lembrar para quê?
De: Adelaide Quintas
posted by maqira
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O meu mar
Publicada por
A. João Soares
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19:05
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Poema do Outono
O OUTONO chegou
que lindo dia!
Vem, amor,
vem passear comigo pela rua,
que bom vai ser
sentir a minha mão na tua.
Olharemos o céu
com o mesmo olhar extasiado,
que bom vai ser
pisar as folhas a teu lado.
Ouvir o pássaro cantar
por sobre o ramo despido
e o sussurrar do teu amor
no meu ouvido.
Gente irá passando
alheada junto a nós,
que bom vai ser
sentir o mundo
e estarmos sós.
Num banco de jardim
soprado por fresca brisa
falar-te-ei de mim
serei poetisa.
Mas, se a brisa soprar
mais fresca e mais agreste,
irei buscar
o xaile que me deste.
E o brilho do nosso olhar
que em ternura se reflecte
será poesia, canção,
magia que se repete.
Poema oferecido por Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/
Publicada por
A. João Soares
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21:40
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