CARTA ABERTA AO COMBATENTE DO ULTRAMAR PORTUGUÊS
Digníssimo e nobre combatente:
Em romagem vieste ao Monumento,
que consagra a Coragem e a Bravura
daqueles, como Tu, qu´heroicamente
se bateram p´lo Amor Pátrio que perdura,
muito p´r´àlem do que a Razão consente,
fazendo venturosa a desventura.
São disso exemplo, AQUELES qu´ali estão.
Nomes gravados a ouro no PAREDÃO,
atrás do Mausoléu que simboliza
duas mãos postas, ao Céu, em oração
que assim os GLORIFICA e ETERNIZA.
A CHAMA DA PÁTRIA os alumia!
Como a Chama qu´em Teu peito ardia:
- de fervor patriótico e galhardia –
no Teu JURAMENTO DE BANDEIRA,
em qu´A juraste defender, até morrer,
se tal ousasse esse SAGRADO DEVER
de o exigir como “entrega” derradeira.
Foi esse Teu comportamento exemplar
de Respeito, Pundonor e Disciplina,
que canta agora o HINO NACIONAL:
- Heróis do Mar, da Terra e do Ar –
De qu´a nossa História há-de rezar,
p´los Teus feitos na EPOPEIA ULTRAMARINA.
Que a PÁTRIA TE MEREÇA E NUNCA ESQUEÇA,
de TE manter vivo em seu coração,
para que possas Levantar Hoje de Novo,
o Esplendor de PORTUGAL como NAÇÃO!
Viçoso Caetano
Ex-Oficial Miliciano
10 de Junho de 2013
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
POEMA DE VIÇOSO CAETANO - 10 DE JUNHO
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A. João Soares
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terça-feira, 21 de abril de 2009
Convívio de ex-militares. CCaç 52
22º Almoço/convívio da Companhia de Caçadores Nº 52 (Guiné 1959-1961)
Convocatória
Amigo e Companheiro,
Mais um ano se passou e estamos preparados para tomarmos parte no habitual convívio. Este ano comemoramos 50 anos (meio século!!!) do nosso embarque para a Guiné. No presente ano estaremos em Barcelos, no dia 10 de Maio, tendo como local o Salão de Festas do «Solar das Rosas», na bonita freguesia rural de S. Pedro.
Haverá missa dominical e por intenção dos colegas falecidos, na igreja de Alheira
A concentração será pelas 10h00, no Campo da Feira de Barcelos, bem no centro da cidade e daí sairemos, às 10h45, e rumaremos para Alheira e, depois da missa, iremos para o local do Almoço/convívio.
Ementa o almoço..., Lanche..., Preços, incluindo música...,
Contactos: Tomé 965 794 203, Domingos de Barros 934 416 210 / 258 763 352
Gráfico com trajecto para o Solar das Rosas a fim de que os que se percam na caravana ou cheguem atrasados, não deixem de estar presentes.
Amigo e companheiro, confirma a tua presença até ao dia 01 de Maio de 2009 e traz contigo outro amigo.
Organização perfeita como vem sendo hábito.
Parabéns aos companheiros barcelenses organizadores e a todos os presentes. Homenagem aos que já só podem estar presentes em espírito e votos de saúde para os que não puderem comparecer.
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A. João Soares
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terça-feira, 3 de março de 2009
CART 566-RAP 2, por Viçoso Caetano
Dado que fui convidado
Pelo vosso Capitão
Aqui estou muito honrado
Com tão grande distinção
Que agradeço penhorado
Com uma ponta de emoção.
Sou só mais um entre vós
P´ra vos dizer viva voz
Aquilo que bem sabeis
- P´ra que sempre recordeis –
Pois que tudo mereceis.
Militares do meu País
- (Porque o destino assim quis) –
Vós fostes dele a raiz.
Quando olho e vos contemplo
Eu vejo em vós o exemplo
Da coragem e valentia
Que no vosso peito ardia
Da 566 Companhia
Da Arma d´Artilharia
Lá da Serra do Pilar
- (Onde se formou um dia) –
Para depois embarcar
Cabo Verde, Ilha do Sal
E aí se fixar.
Depois outra ordem veio
E lá fostes mar acima
- (Contratorpedeiro Lima) –
Arrostando a tempestade
Que vos bateu forte e feio
- (Mesmo sem dó nem piedade) –
Mas não vos quebrou a Fé
Nem vos esmoreceu a vontade.
- (Só angústia de permeio) –
P´ra aportardes finalmente
Sãos e salvos na Guiné.
E aqui foi o Olossato
Onde nunca entrara gente
Só havia Céu e mato.
“Bravos e Sempre Leais”
Destes tudo e muito mais
Do que a Pátria vos pedia
Em actos de heroicidade
Grandes na simplicidade
Que a qualquer ufanaria.
Mereceis toda a honraria!
Deus sabe que isto é verdade
E na sua majestade
Vos há-de pagar um dia.
P´ra terminar faço um voto
- (Que me sai do coração) –
Eivado de nostalgia:
Que Deus guarde o Capitão
Que Deus guarde a Companhia
Como eu vou guardar p´ra sempre
A lembrança deste dia.
NOTA: Aqui fica o último poema desta remessa que o Adry me entregou. Espero mais! Caro Vic, ao ler estas palavras sentidas de um convidado pelo comandante, senti-me soldado desta Companhia a recordar com os companheiros e suas famílias os melhores momentos de camaradagem e bom convívio. Sim, só esses, porque os momentos de dor e sofrimento próprios dos riscos e perigos quew correram não são para reviver na memória.
Embora não tenha sido soldado da Cart 566 e agradeço os teus belos contributos para dares brilho a este espaço humilde e discreto.
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A. João Soares
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Ex-combatentes portugueses em França
No dia das Comunidades Portuguesas, em que já circula a mensagem do PR a suscitar à diáspora o amor pátrio e a participação no desenvolvimento de Portugal, surge este grito de alarme a denunciar o desprezo que o Governo dedica às Comunidades. Dá que pensar.
ASSOCIAÇÃO DOS REFORMADOS E DOS
EX-MILITARES/EX-COMBATENTES PORTUGUESES DE FRANÇA
6, Rue de la République – 95100 ARGENTEUIL - Tel/Fax : 01 39 80 94 25 -
Email : armcpf@free.fr
COMUNICADO DE IMPRENSA - 10 de Junho de 2008
COMEMORAÇÕES...
Enquanto o Governo envia os seus Ministros e Secretários de Estado aos cinco cantos do mundo para comemorar o dia das Comunidades Portuguesas, com discursos e “vivas à Joana”, milhares de Ex-combatentes emigrantes comemoram a maior injustiça e desprezo que o Estado Português lhes faz.
Este ano é o quarto aniversário da publicação da lei 21/2004 e do consequente Decreto-lei 160/2004, que continuam por regulamentar. Não é demais lembrar que estes diplomas tinham uma cláusula que impunha a regulamentação nos dois meses seguintes à dita publicação.
Face à nossa indignação pelo incumprimento da regulamentação da lei, o Governo evocando que a sustentabilidade financeira do regime de reformas estava comprometido, apresentou em Setembro de 2006 um documento de trabalho, que serviria de base à decisão que o Governo tomaria para resolver o “nosso problema”; este documento tem o titulo “As propostas para responder às questões suscitadas com os Ex-combatentes emigrantes”.
É verdade que a sustentabilidade do regime de reforma em Portugal, foi vergonhosamente adulterado pelo compadrio, pela má gestão dos efectivos da função publica e equiparada, pelas escandalosas e avultadas reformas dos membros dos sucessivos executivos que sempre consideraram os emigrantes como Portugueses de segunda classe. Mas o cúmulo da ousadia e pouca-vergonha é impor aos emigrantes que sempre foram e são o balão de oxigénio da economia portuguesa as consequências da incúria sucessiva dos nossos governantes.
Estas propostas não foram mais longe que o caixote do lixo.
O Senhor Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, cada vez que recebeu uma delegação da nossa Associação, dos nossos camaradas do Luxemburgo ou do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, afirmou peremptoriamente alto e bom som que a regulamentação seria realidade antes do fim do ano.
Os anos passaram, o Secretário de Estado é invariavelmente o mesmo mas a lei continua por regulamentar. A credibilidade das promessas do Senhor Secretário de Estado das Comunidades e do Governo em geral acabam por comprometer unicamente quem ainda acredita nestas.
A nossa Associação apela a Comunidade Portuguesa a manifestar com veemência junto aos representantes do Governo presentes nas comemorações do 10 de Junho o repúdio pela forma como este trata os direitos inalienáveis dos ex-combatentes emigrantes.
Solicitamos aos Órgãos de Comunicação Social de informar sobre a situação actual de milhares de compatriotas impedidos de se reformarem devido à não regulamentação dos diplomas citados.
EXIGIMOS A REGULAMENTAÇÃO DA LEI 21/2004 e 160/2004
UNIDOS VENCEREMOS
António Cerqueira
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A. João Soares
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Ao Combatente do Ultramar Português
( Carta aberta ao Combatente do Ultramar Português)
V.C. (O Poeta de Fornos de Algodres)
Digníssimo e Nobre Combatente:
Tu que te bateste tenazmente
P´la unidade sacrossanta da Nação,
Cumprindo o teu dever estoicamente
Com acrisolado fervor e devoção,
Tu qu´és dum Nobre Povo descendente
Donde a heroicidade te advém,
Espelhas honradez e integridade,
Que herdaste de teu Pai e tua Mãe.
São para ti, todas as honras e louvores,
Junto ao teu monumento, de mil flores,
Paredes meias com a Torre de Belém.
Mas se o infortúnio glorioso te tocou,
E no mármore frio lá apostado,
O teu nome a letras de ouro ali gravou,
Serás sempre um Barão assinalado,
Daqueles que Camões então cantou,
E assim, da lei da morte libertado.
Cantaremos o Hino Nacional,
Como quem reza a Deus uma oração,
Toda respeito e preito de gratidão,
Germe da alma lusa, o testemunho.
É aqui que se celebra Portugal !
É aqui, e só aqui, o Dez de Junho !
V.C. (O Poeta de Fornos de Algodres)
Lisboa, 10 de Junho de 2007
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A. João Soares
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