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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Misericórdias em risco de rotura financeira

Segundo a notícia de 29 Set, Misericórdias portuguesas em risco de rotura financeira, como ressalta do comunicado do Conselho Nacional da União das Misericórdias Portuguesas

«Um comunicado entregue aos jornalistas, numa conferência de imprensa, nesta quinta-feira, em Lisboa, explica a situação: o número de refeições disponibilizadas nas cantinas sociais aumentou entre 300 a 400 por cento numa população cuja idade média de procura ronda os 40 anos; a capacidade dos familiares comparticiparem os serviços prestados pelas Misericórdias diminuiu em média entre 15 a 20 por cento; e registaram-se atrasos significativos por parte do Estado nos pagamentos das obrigações contratuais assumidas com as Misericórdias, nomeadamente nas Unidades de Cuidados Continuados, “que estão a provocar roturas de tesouraria e incerteza quanto ao futuro”.»

Perante a função social e de saúde que estas instituições têm vindo a desempenhar, suprindo deficiências da máquina estatal, é importante dar-lhes o apoio mais conveniente. Os seus provedores e outros responsáveis devem ser indivíduos com saber e experiência de gestão e uma grande sensibilidade para as pessoas e os seus problemas, principalmente quando se trata de pessoas com acentuadas carências de todos os aspectos da vida real. Devem ser indivíduos com generosidade e despidos de ambições pessoais, que não queiram usar o cargo como trampolim para obtenção de mais fama e proveito. Madre Teresa de Calcutá pode muito bem ser um modelo a seguir

Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, houve, há uma semana, nomeação de novo provedor e o governo, talvez seguindo o critério atrás referido procedeu à nomeação de Santana Lopes. O tempo e os beneficiados da Santa Casa dirão se a nova equipa vai procurar atingir os melhores objectivos sociais que são ou devem ser apanágio desta Instituição.

Imagem do Público

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sociedade civilizada respeita os seus idosos

A administração da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel é acusada de cortar na comida aos utentes idosos por algumas funcionárias. Segundo elas, no apoio domiciliário aos utentes dele beneficiários está a ser servida pouca comida, estando por exemplo, a ser cortado de quatro para três o número de pães distribuídos aos idosos que dependem da Misericórdia para tomar o pequeno-almoço, o almoço e o jantar. E os recipientes de levar a comida são pequenos

Estas denúncias de funcionárias são corroboradas por uma utente de 76 anos que paga 175 euros por mês para ter direito a duas refeições por dia. "No mês passado tiraram-me um pão. Em algumas ocasiões a comida é pouca e noutras ainda é menos", declara. Esta idosa avança, igualmente, que o marido foi aliciado a doar a casa à Misericórdia para beneficiar de um lugar no lar da instituição.

Muitas funcionárias preferem manter o anonimato com medo de represálias, mas duas mais arrojadas avançam com suas porta-vozes e acusam as directoras técnicas de "revistar as carrinhas" utilizadas no apoio domiciliário "à procura de comida a mais". E e dizem-se alvo de perseguições. "Somos postas de castigo e colocadas nos piores sítios. Se há uma funcionária que não seja querida é capaz de andar nas limpezas um mês seguido".

Em contrapartida, a esta exploração dos idosos e à anunciada medida de retirar medicação que prolongue a vida a idosos com doenças sem esperança de cura, uma espécie de eutanásia subtil, apareceu hoje uma notícia positiva: O Instituto Pedro Nunes vai reunir na quinta-feira investigadores universitários, empresários, sociólogos e profissionais de saúde, com o objectivo de criar uma equipa focada no desenvolvimento de produtos para a inclusão social e acompanhamento de idosos.

Esta intenção muito positiva e que honra a instituição que lhe dá nome constitui uma credencial de que estamos numa sociedade onde nem tudo é mau. Oxalá tenha o maior êxito e receba o merecido apoio estatal.

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