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domingo, 14 de julho de 2013

POLÍTICOS IMPREPARADOS


Segundo notícia do Jornal Económico, «Em quase duas semanas de crise política o valor de mercado das 20 cotadas que integram o principal índice da bolsa portuguesa encolheu 1,77 mil milhões de euros». A evolução da bolsa reflecte a saúde da economia nacional.e dos factores que a influenciam, entre os quais as hesitações e os erros políticos representam um papel preponderante. Indirectamente, permite deduzir os males que afligem os portugueses que são vítimas do estado a que isto chegou.

Isto mostra a impreparação e infantilidade dos governantes que, sem saber gerir um simples quiosque, se candidatam a governar um País e o fazem como se se tratasse de brincadeira sem consequências para cerca de 10 milhões de pessoas, em que muitas perderam o emprego nestes dois anos, outras têm visto as suas pensões saqueadas, outras deparam com dificuldades para a alimentação e os cuidados de saúde, etc.

Gaspar saiu, confessou falhanços e aponta o dedo a falta de coesão e de liderança no Governo. Apesar disso o PM afirma que tem muito orgulho no trabalho que está a fazer e ameaça já que quer dar a cara em 2015.

E quanto à resolução da crise, a falta de ideias e de sentido de Estado e sentido de responsabilidade, está sempre presente, Os governantes são peritos em palavras sem conteúdo, com fantasias e ilusões, talvez com intenção de apenas criarem falsas esperanças, depressa goradas. E quanto à saída da crise, não aparecem sinais credíveis de eficácia e, depois de duas semanas, surge um «esclarecimento»: os Partidos, calma e serenamente, como se tudo estivesse normal, limitam-se a negociar de forma informal acordo de salvação.

Perante isro temos que concluir que não é por acaso que José Miguel Júdice diz que “O poder político não é capaz de enfrentar as grandes corporações” e que "precisávamos de acabar com estes partidos", manifestando-se a favor de "um golpe de Estado" ou de "uma revolução" no País.

Parece urgente, inadiável e «irrevogável» que, perante a falta de preparação dos jovens políticos, seja revisto e reformulado o actual sistema de carreira política.

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sábado, 13 de julho de 2013

CAVACO DESISTE DE MEDIADOR


A notícia de que Cavaco põe de lado figura do mediador é evidencia de que quando este foi referido na comunicação ainda não correspondia a algo já decidido e que a posterior referência a Ramalho Eanes foi abusiva.

Parece que a incompetência continua. Não é sensato tornar públicos projectos e promessas antes de acertar os pormenores que os tornem viáveis. Nada pior para a credibilidade do que tornar públicas ideias que depois não podem ser concretizáveis.

Passos já está a defender-se e a colocar em cheque o PR quando diz que “É preciso trocar declaração de Cavaco Silva por miúdos” E ninguém melhor do que o autor da declaração a pode explicar nos pormenores, para depois não ter de desaprovar qualquer interpretação vinda dos três partidos. Mas mesmo isso não seria correcto porque, no nosso regime democrático, cabe ao poder legislativo, que reside na Assembleia da República, a fiscalização dos actos do executivo.

Também o cronista do Jornal de Negócios, António Costa apresenta dúvidas sobre As saídas de Belém, em que tece considerações merecedoras de reflexão.

Está assim gerado um imbróglio para o qual José Miguel Júdice sugere a solução de “Um golpe de estado ou uma revolução” que instale o “presidencialismo”, mas sublinha que, para isso é preciso que o PR seja «“uma grande figura humanista” que, podendo ser do PSD ou do PS, seja “respeitada pelas elites”. Só um Presidente com esse perfil daria “algum sossego aos conservadores e algum sonho àqueles mais favoráveis à mudança”».

Em conclusão, nos últimos anos, tem ficada bem demonstrado que não bastam sonhos e fantasias prometidas aos portugueses para que a vida nacional passe a ser mais saudável em todos os aspectos. É preciso definir o objectivo pretendido, estudar seriamente os problemas, escolher as melhores soluções, planear, programar as acções concretas e controlar os resultados a fim de ir limando as pequenas arestas que forem detectadas, a fim de os objectivos pretendidos que serviram de alvo ao processo sejam obtidos. Tal metodologia consta aqui desde 4/12/2008, mas já consta de manuais muito mais antigos.

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