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quinta-feira, 2 de julho de 2009

«Novas Oportunidades» será isto???

Custa-me acreditar que isto seja mesmo assim. Será que, ao menos, o diploma terá expresso que as habilitações são uma farsa e nada têm a ver com as dos estudos normais? Como este texto da Drª Marta me chegou através de e-mails de pessoas que considero, publico-o, mas com dúvidas que espero ver esclarecidas pelos comentários que, certamente, surgirão.

Novas Oportunidades. A ignorância certificada
Marta Oliveira Santos

O país encontra‐se com uma taxa muito baixa de escolaridade em relação aos países da EU (União Europeia). Logo há necessidade de colmatar esta situação e, para isso foram criadas “As Novas Oportunidades”, uns cursinhos intensivos de três meses, no fim dos quais os “estudantes”(agora com o nome pomposo de formandos) obtêm o certificado de equivalência ao 9º ou 12º anos. Fantástico, se os cursinhos fossem a sério! ...

Perante a publicidade aos referidos cursos, aqueles que abandonaram a escola ou, por qualquer razão não concluíram um dos ciclos de escolaridade, esfregaram as mãos de contentes, uma vez que agora se lhes oferece a oportunidade de obterem um certificado de habilitações que lhes poderá vir a ser útil. E como diz o ditado ”mais vale tarde do que nunca”, eles lá se inscreveram. Por outro lado, três meses das 7.00 as 10.00 horas, horário pós‐laboral, uma vez por semana, era coisa fácil de realizar. Coitados daqueles que andam 3 anos (7º, 8º e 9º anos) para concluírem o 3º ciclo!!! Isso é que é difícil!

Na rua, no café, nos locais públicos em geral ouve‐se: “Ah! Agora, ando a estudar! Ando afazer o 9º ou 12º ano! Aquilo e porreiro, pá!”

Entretanto, há pessoas com quem contactamos no dia‐a‐dia, mais próximos de nós, o cabeleireiro, o sapateiro, a empregada doméstica, etc. que também nos confidenciam com ar feliz: “Agora, com esta idade, ando a estudar! Ando a fazer o 9º!” E nós, simpaticamente, sorrimos, abanamos a cabeça e dizemos que fazem bem, sempre é uma mais valia… contudo, numa dessas conversas, tentei descobrir que disciplinas constavam do curso, ficando a saber que eram Português, Matemática, Informática e Cidadania para o 9º ano; e indaguei ainda como eram as aulas e a avaliação final.

E fiquei atónita. Em Português o formando teria que escrever a história da sua vida e a razão por que se inscreveu no curso, sendo o texto corrigido aula a aula pela respectiva formadora; Matemática consistia em efectuar cálculos básicos e apresentar, por exemplo, a receita de um bolo e duplicá‐la; para Informática apercebi‐me que seria a apresentação do trabalho escrito e, posteriormente, quem quisesse apresentá‐lo‐ia em “powerpoint”; em Cidadania, os formandos apresentavam os diferentes resíduos e diziam em que contentor os deveriam colocar. A nível de Português ainda foi pedida a leitura de um livro e seu comentário, sendo a selecção ao critério do formando o que deu origem a autores “light”, nada de autores portugueses de renome; a acrescer a este comentário teriam também de fazer a apresentação crítica a um filme e a uma reportagem. Todos estes elementos seriam entregues num dossier, cuja capa ficaria ao critério de cada formando.

Três meses passaram num abrir e fechar de olhos, por isso um destes dias, enquanto aguardava a minha vez para ser atendida no consultório médico, fui brindada com o dossier do curso da recepcionista e respectivo certificado de 9º ano. Engoli em seco aquelas páginas recheadas de erros ortográficos e de construção frásica, desencadeamento de ideias e falta de coesão, (…), entremeados por bonitas fotografias; na II parte, umas contitas simples e duas tábuas de multiplicação; e em Cidadania, os contentores do lixo coloridos com a indicação dos resíduos que se põem lá dentro.

Em seguida, com um sorriso muito branco (nem o amarelo consegui!) e, como bem educada que sou, felicitei a dona do dossier cuja capa estava realmente bonita, original, revelando bastante criatividade e ouvi‐a alegre dizer: “A formadora disse‐me que tinha hipóteses de fazer o 12º ano. Logo que possa, vou fazer a minha inscrição!”

Fiquei estarrecida, sem palavras para lhe dizer o que quer que fosse. “As Novas Oportunidades” são isto? Está a gastar‐se tanto dinheiro para passar certificados de ignorância? Será que todos os formadores serão iguais a estes? E o 9º ano e escrever umas tretas e ler um Nicholas Sparks e um artigo da revista “Simplesmente Maria”? E o 12º ano será a mesma coisa (queria dizer chachada) acrescida de uma língua?

Continuando assim o país a tapar o sol com a peneira, teremos em poucos anos a ignorância certificada!

Marta Oliveira Santos – Licenciatura em Filologia Românica; colaboradora de várias publicações

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Culto da personalidade socrática ???

Pode ter sido um erro da notícia ou, provavelmente, foi uma inconsciência de algum servidor, subserviente, serviçal ou, pelo contrário um sabotador que quis fazer mal ao patrão. Tais actos de sabotagem ou ainda piores são raros mas existem, como nos assassinatos de Indira Gandhi e de Anuar Sadat.

Salazar, o ex-governante que os políticos actuais tanto criticam sem admitirem excepções, era incapaz de permitir tal caso. Nem queria que fossem citadas frases suas, porque alegava que uma frase fora do contexto pode ter um significado contrário ao pretendido no original. Pelo contrário, Mao Tse tung usava e abusava desse tipo de endeusamento obrigando à leitura exaustiva do seu «livro vermelho» que era companhia obrigatória da juventude maoísta. Não é de estranhar que atitudes semelhantes à relatada pela notícia ocorressem com Roberto Mugabe, Hugo Chávez, Saddam Hussein, Fidel Castro, Estaline, Hitler, Bokassa, Idi Amin, Mobutu, sei lá!. Mas num regime dito democrático, é um caso muito estranho, mesmo em ano de eleições!

Para não obrigar à leitura da notícia «Instituto do Emprego exige leitura de discurso de Sócrates» pelos mais carenciados de tempo, transcrevo o primeiro parágrafo da notícia atrás linkada: «O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), organismo público na tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) , abriu um concurso de promoção para o preenchimento de 26 vagas de técnico administrativo principal em que um dos métodos de selecção é uma prova escrita onde os candidatos devem estudar um texto do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a iniciativa governamental Novas Oportunidades.»

Para testar a capacidade de leitura e redacção usando o idioma português, não faltam textos de escritores nacionais consagrados, desde Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Almeida Garrett aos actuais Saramago (Prémio Nobel), Lobo Antunes, Rodrigues dos Santos, Sousa Tavares, etc. Para ser escritor a apresentar como exemplo de bom estilo da língua escrita, não é preciso recorrer ao critério de escolher um político mesmo que este esteja no activo, seja governante e até primeiro-ministro.

Para defesa do seu bom nome e dignidade, o Engenheiro José Sócrates não pode deixar de dar um 'puxão de orelhas', com visibilidade de todos os portugueses, aos responsáveis pela notícia se é infundada, ou pela decisão do IEFP e àqueles que tiveram conhecimento desta decisão e não contribuíram para ser parada em devido tempo. Houve aqui uma associação intencional oneste conluio, muito prejudicial ao bom nome, honestidade e dignidade do nosso primeiro-ministro. Ou será que a iniciativa partiu dele ou de um seu assessor???

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ensino a brincar ou a sério?

Transcrição de texto referido por e-mail, já com várias achegas de percurso. Dá para pensar. Oxalá nunca tenha de ser atendido pelo Sr. Dr. Pedro Póvoa.

O atleta vai das Novas Oportunidades para o curso de Medicina

Pedro Póvoa concluiu o 12º ano um dia antes de viajar para a China, para participar nos Jogos Olímpicos. O português do taekwondo frequentou o programa Novas Oportunidades e foi aprovado. E termos académicos, fará uma progressão rápida, uma vez que se segue a candidatura à Universidade. Ainda pensou em escolher Psicologia ou Gestão, mas candidatou-se a uma vaga na Faculdade de Medicina da Universidade do Minho e deve entrar, dado que tem estatuto de atleta de alta competição. O problema será depois compatibilizar um curso tão exigente com os treinos.

Quando era adolescente, Pedro Póvoa fazia parte dos Ultras da Ribeira no apoio ao FC Porto. Há duas semanas, o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira, apresentou-o a um dirigente do clube para ser estudada a sua contratação.
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É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal programa tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária. Desta forma, o Governo manda uma mensagem a todos os jovens portugueses: não é preciso estudar Biologia nem Química para entrar em Medicina. Nem é preciso frequentar o ensino secundário durante 3 anos. Bastam 6 meses no Nova Oportunidades. E a Ordem dos Médicos fica calada? Está revoltado? Não vale a pena revoltar-se. Não queira ser apelidado de 'pessimista de serviço'!
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Já se sabia que o Novas Oportunidades está a dar diplomas do ensino secundário à velocidade da luz. Ficamos agora a saber que há quem veja nele o caminho mais curto para ser médico. Já tínhamos engenheiros civis sem Matemática e Física do secundário, economistas sem Matemática e linguistas sem Latim. Agora passamos a ter médicos que tiraram o 12º ano em 6 meses. Estudar Biologia? Para quê? Química? Não é preciso! Matemática? É chato!
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Um caso exemplar. Todos os que tiverem dificuldades nos estudos devem arranjar um pretexto para lhes trazerem a casa um diploma de doutor. MPR fala nisso com as tuas amizades para conseguires um doutoramento para o Bruno. Ele que comece a procurar a picada para lá chegar. O Póvoa era dos Super Dragões, mas o Bruno é militar, o que não deve ser considerado menos importante!!! Não te parece? Ele que trate do caso.
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Um verdadeiro escândalo. Não dá para acreditar. Isto nem no 3º mundo (propriamente dito) porquanto já basta este nosso!!! (4º, 5º. 6º, ou…)
De resto foi como (acho que se deveria denominar ‘novas calamidades’ que o Sousa grassou nas engenharias (ultra independentes!!!) Haja Deus!
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Agora fica tudo mais fácil no ensino: exames fáceis para melhorar as estatísticas, trabalheira que um professor tem para dar um chumbo, promessa da ministra de deixar de haver chumbos até ao 9.º ano, generalização do Magalhães às criancinhas, etc.
Mas esta de em Medicina onde tem sido muito difícil entrar se poder acessar vindo das tai oportunidades… meu Deus!!!

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