Notícia de hoje do JN «Aborto fora de hospitais a partir de Setembro» é um pouco surpresa e um pouco sinal e bom senso. Já não podemos acreditar em nada que tenha algo de política, mas esta promessa parece ser mais um recuo do ministro da Saúde. Se assim for, não lhe terá sido alheia a onda de reparos feitos pela população através das poucas vias de que dispõe e da mordaça e da ameaça impostas pelo Governo. Muitos blogs, incluindo este, se manifestaram contra a leitura abusiva que o Governo fez do referendo, mesmo que este tivesse sido incontestadamente válido. Dos posts aqui inseridos, deixo aqui os links, A, B, C e D.
É de esperar que o Governo também deixe de financiar, com o dinheiro de todos nós, essa realização de caprichos de mulheres sem qualidades maternais, ignorantes e desleixadas, que não foram capazes de utilizar de forma adequada os meios anticoncepcionais existentes. Não se trata de um problema de saúde, pois nem o espermatozóide é um vírus, nem a gravidez é uma doença, nem o feto é um cancro. O referendo era bem claro pois destinava-se a que se deixasse de considerar crime o aborto até à décima semana e que esse devia ser praticado em instituição adequada, isto para não serem julgadas as abortadeiras e para estas não porem em risco a própria vida ao abortarem às escondidas em locais de higiene duvidosa como garagens e sótãos.
Oxalá este recuo (mais um!) do ministro da Saúde não fique a meio, e reponha a moralidade (na medida do possível!) e a legalidade, ou legitimidade, em consonância com a letra do referendo e não desbarate o nosso dinheiro.
A pátria em chuteiras
Há 48 minutos
