Mostrar mensagens com a etiqueta explicar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta explicar. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de março de 2011

Carrilho propõe desenvolvimento

Manuel Maria Carrilho oferece mais um tema para reflexão, com a sua lógica e clareza ímpar, no artigo que se transcreve.

Fazer contas não basta!
Diário de Notícias. 31-03-2011. por MANUEL MARIA CARRILHO

Reduzir o que está em causa nas próximas eleições à tagarelice contabilística em torno do défice é de uma lamentável cegueira e mediocridade. Na verdade, só uma coisa verdadeiramente interessa agora - é que as próximas eleições legislativas abram mesmo um novo ciclo na vida do País.

E se um novo ciclo implica naturalmente uma maioria, ele exige bem mais do que isso: exige, para lá de uma clara maioria parlamentar, um novo projecto e uma nova confiança que conquistem a sociedade. Nas actuais circunstâncias, exige uma legislatura patriótica que integre vários partidos, motive os parceiros sociais e mobilize a sociedade civil em toda a sua diversidade.

O País precisa de austeridade, mas precisa também de crescimento. Austeridade sem crescimento não altera o caminho para o colapso, apenas muda a sua natureza e, talvez, o seu timing. A ortodoxia "austeritária" sem mais conduzirá o País por uma espiral cada vez mais intensa de cortes e de protesto, que deixará o País em pele e osso.

É por isso fundamental articular a austeridade com o crescimento. Mas como a austeridade é imediata e o crescimento é a prazo, é fundamental que a sua articulação dê origem a um projecto estruturado que seja bem explicado aos portugueses.

Um novo ciclo também é isso: a substituição da infernal demagogia em que temos vivido por uma pedagogia que saiba combinar o realismo com a ousadia, isto é, reconhecer os problemas que temos e, sobretudo, avançar com soluções inéditas mas credíveis. É tempo de mostrarmos que somos capazes de fazer mais do que auto-estradas, rotundas e estádios de futebol!

Imagem do Google

Ler mais...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Defensores da Ota estão activos

O post colocado em Do Mirante no Domingo, 27 de Maio de 2007, com o título Ota. Porque ter medo de esclarecer? tem neste momento 17 comentários, incluindo as minhas respostas aos visitantes.

Passados 51 dias depois da sua colocação, surgiu este comentário de um anónimo que aqui transcrevo seguido da minha resposta dada de imediato e dos comentários que julgo apropriados.

Anónimo disse... Afinal ainda não compreendi porque é que quase todos estes escribas estão contra o novo aeroporto na Ota, será que trabalham para a Sonae? tem interesses em Troia? ou na Comporta turismos?
Será que sabem algo sobre aeroportos? ou tráfego aéreo? ou será só vontade de dizer mal porque está na moda? argumentos não li nenhum, tratar-se-á de intelectuais de caneta?...

A. João Soares disse...O que falta é argumentos para defender o projecto que se vai implementar, seja na Ota ou em qualquer outro lugar. O sr «Anónimo» sabe explicar-nos as vantagens da Ota? Se sabe, porque não nos explica? De que tem medo para se ocultar no anonimato? Aqueles que apelida de «escribas» não tiveram esse medo.Ficamos à espera que nos explique, de cara destapada, as virtudes da Ota para Novo Aeroporto de Lisboa.

É curioso que o anónimo é adepto da localização do NAL (novo aeroporto de Lisboa) na Ota, mas, como vem sendo costume dos defensores desta solução, não apresenta qualquer argumento da sua opção, limitando-se a atirar com poeira para cima dos que defendem a localização a Sul do Tejo. É uma «defesa» do estilo da do ministro Mário Lino (a Sul do Tejo é deserto) e do Dr. Almeida Santos (a possibilidade de os terroristas destruírem as pontes sobre o Tejo).

E quem será este anónimo? Porque lhe interessa tanto a localização na Ota?
Pode tratar-se de uma de várias hipóteses:
- pode ser um dos proprietários recentes que, tendo sabido da construção do aeroporto, comprou o máximo de terrenos para os vir a vender por um preço éne vezes superior ao da compra (neste caso pode ser alguém ligado ao Poder, como aqueles que compraram os terrenos do Alentejo onde ia passar a auto-estrada para o Algarve); - pode ser também um empresário da região do Oeste que seria beneficiado com um aeroporto perto de casa;
- também pode ser alguém ligado a empresas da construção civil porque estas estão sumamente interessadas na Ota porque aí os trabalhos são mais complexos, demorados e caros e a facturação será para eles mais interessante;
- este argumento da facturação torna a Ota mais interessante também para os políticos porque a «comissão» dos contratos será maior;
- e há a acrescentar aqueles que já se expressaram publicamente a favor e que agora, para não darem o braço a torcer, continuarão a teimar nela.

E, vistas estas hipóteses gerais em que o anónimo pode estar situado, e a sua incapacidade em citar um único argumento em sua defesa, conclui-se que pode haver muita gente com poder de influência interessada na defesa da solução Ota, mesmo sem saber indicar uma razão convincente.

Há pois que contar que eles não desarmam na teimosia arrogante, mesmo sem explicarem nada. Por mim, estou aberto a qualquer explicação lógica e convincente, mas não apoio uma decisão que apenas use o argumento «porque sim», como tem vindo a acontecer.

Ler mais...