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Timor. Assim morrem os heróis!
de Manuel Amaro Bernardo, escritor
À semelhança do sucedido com outros temas, José Pires conseguiu sintetizar de maneira satisfatória o sucedido naquela época tão conturbada. No entanto queria adiantar algumas achegas sobre a descolonização de Timor.
De facto Mari Alkatiri sempre foi muito extremista e esteve exilado em Moçambique nos tempos de Samora Machel.
Sobre as condições em que ocorreu a morte de Maggiolo Gouveia, abaixo junto uma carta do Bispo de Dili à viúva deste oficial , datada de 10-3-1976, com as notas actualizadas e constante do prefácio do meu livro (e do Cor. Morais da Silva), Timor Abandono e Tragédia. (2000)
Carta do Bispo de Dili
à viúva do Ten-Coronel Maggiolo Gouveia
Há muito que me pesam no coração a dolorosa ansiedade e a cruel angústia de V.Exª. e de todos quantos têm, em Timor, os seus entes queridos e têm estado sem notícias deles. Por S. Exª. Revª. o Pró-Núncio Apostólico em Jacarta, sei, agora, que V. Exª. vive mergulhada em grande aflição e tristeza por absoluta falta de notícias e que pediu à Santa Sé informações sobre a situação do seu extremoso marido. É mais uma falta da minha parte. Mas, como compreenderá, nem sempre é possível escrever em pleno fragor da guerra. A vida começa, agora, tanto quanto é possível, a normalizar-se na cidade de Díli e nalgumas vilas da Província e, por isso, apresso-me a escrever-lhe esta carta, através da mesma Nunciatura em Jacarta que, espero, a fará chegar à mãos de V. Exª..
Durante o período da guerra, como V. Exª sabe, tenho acompanhado, mais ou menos de perto, directa ou indirectamente, a sorte dos nossos queridos prisioneiros e, por isso, a do seu Exmº Marido e meu caríssimo amigo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Particularmente assisti-lhe com assiduidade, quando ele baixou ao hospital sem gravidade, mas onde se manteve até ao dia 7 de Dezembro de 1975. Nesta data, a FRETILIN levou, para Aileu, todos os doentes presos, como aliás todos os seus prisioneiros, detidos em Díli, que andariam à volta de uns 800. (1)
Foi, então, que perdemos o contacto com os presos. Todos nós sentíamos a sensação de nos encontrarmos num túnel de curva fechada e vivíamos horas cheias de angústia, situações de terror e como de contínuo suspensos sobre o abismo da morte. Deus e só Deus, era a nossa esperança: ao coração d'Ele fazíamos e continuamos a fazer insistente violência.
Preso e morto pelos comunistas da FRETILIN:
Só agora, - e já vão sete meses de guerra – começa a raiar esquivamente a aurora de possíveis dias de paz: começa a haver tranquilidade e confiança e a vida está a voltar à normalidade. E, também, só agora, estão chegando daqui e dali, do interior da Província, notícias do que por lá se passou. Estão aparecendo alguns prisioneiros levados pela FRETILIN, mas são muito poucos, os suficientes, porém, para por eles se saber os que não mais voltarão, porque foram mortos pelas forças comunistas. E entre estes que não mais voltarão, porque seguiram rumo à Casa do Pai do Céu, está o nosso querido Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia: fez parte de mais de mil prisioneiros executados pela FRETILIN, no altar do ódio a Deus, à Família e à Pátria.
É deveras dolorosa esta minha missão de lhe anunciar que Seu extremoso marido não pertence já ao número dos vivos "neste vale de lágrimas", deu a sua vida pela fé e pela Pátria, morreu como um autêntico cristão, como um homem inteiriço, como um militar da têmpera desses militares de antanho, que são o orgulho e exemplo da nossa gloriosa História. É natural, minha Senhora, que o seu coração de esposa sangre de dor e que a Sua alma mergulhe na tristeza mais atroz; mas quando um homem morre como o seu marido morreu, herói da fé e da Pátria, é mais motivo para dar graças a Deus e honrar-se em tal morte do que para lamentações e lutos (...)
Rezar com os companheiros antes do fuzilamento:
A execução devia ter sido entre 9 e 15 de Dezembro de 75. Neste momento, ainda não me é possível averiguar a data exacta (1). Sei apenas, como atrás disse, que todos os presos tinham sido levados de Díli para Aileu, em condições das mais desumanas (2). Em dia que não consegui ainda precisar, mandaram reunir todos os presos, como era rotina, e foi feita a chamada de cerca de 50 a 60 homens, incluindo o nome de Maggiolo Gouveia, que sucessivamente iam alinhando no terraço. A este grupo, escoltado pela milícia armada, como era hábito, foi dada ordem de marcha em relação à estrada Aileu-Maubisse. Chegados aqui, e percorridos uns metros de estrada, soou a voz de "alto" e o grupo parou e viu-se próximo de uma grande vala, previamente aberta ao lado da estrada. É-lhes, então, dito que todos vão, ali, ser fuzilados. Há um momento de consternação e estremecimento colectivos. As milícias põem a arma à cara: e é então que o Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia levanta a voz e diz: «Senhores, deixem-nos rezar». E todo o grupo, de joelhos em terra, reza o terço a Nossa Senhora, dirigido pelo Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia. Terminado este e estando todos ainda de joelhos, encoraja e anima os seus companheiros "condenados à morte" e termina dizendo: «Irmãos, breve vamos comparecer na presença de Deus e Pai; façamos o nosso acto de contrição, o nosso acto de amor». E, em silêncio, intercortado de lágrimas, os corações daqueles homens sobem a Deus para pedir... para lembrar..., e dizer... aquilo de que, naquela hora verdadeira, Deus é o único testemunho. Depois, o Tenente-Coronel põe-se de pé, sendo seguido neste gesto pelos seus companheiros, e dirige-se aos soldados-algozes nestes termos: «Irmãos, nós estamos já preparados para comparecer no Tribunal de Deus, lá vos esperamos também a vós. O meu único crime foi o de não renegar a minha fé e o de amar Timor. Morro por Timor. Morro pela minha Pátria e pela minha fé católica. Podeis disparar». Evidentemente, os soldados timorenses ficam como que petrificados. Não se movem, nem se atrevem a pôr arma à cara. É um estrangeiro que rompe o silêncio nestes primeiros instantes e quebra a indecisão daqueles soldados nativos: põe ele a arma à cara e dispara contra o Tenente-Coronel Maggiolo. E, logo a seguir, todos os outros soldados fazem o mesmo, abatendo, com rajadas sucessivas, todos os presos.
(Esta narrativa – quero que o saiba, minha Senhora – ouvi-a da boca de um dos presos de Aileu, o Administrador de Concelho de Maubisse, Lúcio da Encarnação, que a ouviu, por sua vez, dos próprios soldados algozes e que, ao fim, foi salvo pelas milícias de Ainaro).
Assim morrem os heróis!
Assim morrem os heróis. Assim morreu o Tenente-Coronel Alberto Maggiolo Gouveia. E quem assim morre, é orgulho para os pais, para a esposa, para os filhos e para a Pátria; e desta forma, não é a morte que coroa a vida, é a glória eterna em Deus, que sublima a morte. E mais vale morrer com glória do que viver com desonra – eram desta têmpera os portugueses de antanho. – Foi a ideia-força na vida deste Homem, deste Cristão e deste Oficial do Exército Português, de Maggiolo Gouveia. Se, como piedosamente cremos, ele continua a viver no Céu, junto de Deus, também viverá no coração dos timorenses, enquanto a memória dos homens não se desvanecer.
Desculpe, minha Senhora, fui muito extenso e não disse tudo, mas penso que seria esta a melhor forma de mitigar a sua grande dor, de pedir-lhe que tenha coragem na vida para vencer até ao fim, onde o encontrará, e de exortá-la à confiança em Deus, que é o melhor dos pais e que, assim, a começa a preparar para "esse encontro" na meta final da vida.
Aqui vão, Senhora D. Maria Natália, para V. Exª., para os seus filhos e para a demais família, as minhas profundas condolências e a expressão da minha comunhão de orações de sufrágio, com os meus sentimentos de religiosa estima e muita consideração.
De Vossa Excelência, servo inútil em Cristo
Em 10 de Março de 1976
José Joaquim Ribeiro
(Bispo de Díli)
Notas:
(1) No aspecto legal, o Tribunal Judicial de Abrantes considerou a sua morte presumida em 8-12-75, sendo esta data publicada na Ordem do Exército.
Entretanto, através de fontes ligados a D. Ximenes Belo à Igreja Católica, veio a confirmar-se o fuzilamento de Maggiolo Gouveia e dos seus companheiros na antevéspera do Natal de 1975, e tal como referi anteriormente, ordenado pelo comité central da FRETILIN, ao qual pertencia Xanana Gusmão.
(2) Recortada a notícia de Maggiolo Gouveia ter feito o percurso a pé, carregando um cunhete de munições.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Timor. Maggiolo Gouveia e a descolonização
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A. João Soares
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Etiquetas: descolonização, Maggiolo Gouveia, Timor
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Timor. Reforços australianos chegam a Díli
Extracto de: http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=505
Situação em Timor é calma, mas acontecimentos continuam por explicar
11.02.2008
Devem chegar a Díli durante a tarde de Terça-feira, 12, os militares e polícias australianos de reforço ao contingente daquele país presentemente colocado em Timor.
Também já chegou às águas de Timor a fragata HMAS Perth, da marinha australiana que deverá apoiar as forças no terreno.
O contingente australiano é o maior contingente internacional presente em Timor, somando 780 pessoas e que agora deverá atingir 970 com este novo reforço.
As autoridades temem que ocorram incidentes, quando parte dos grupos de jovens desempregados que consideravam Alfredo Reinado como herói, se organizarem como ocorreu anteriormente em Timor, provocando distúrbios generalizados em Díli.
Calcula-se que ainda estejam a monte cerca de 25 integrantes do grupo de Alfredo Reinado, embora não haja razões para achar que estes últimos constituam para já um problema de segurança em Timor.
Os incidentes ocorridos na madrugada de Segunda-feira continuam entretanto envolvidos em dúvidas e não são conhecidos ainda detalhes exactos sobre o que efectivamente ocorreu no dia 11 de Fevereiro.
Aparentemente ocorreram incidentes entre as forças australianas e rebeldes sob o comando de Alfredo Reinado na semana passada e a acção que este levou a cabo poderá ter sido motivada pelo desespero de Reinado.
Até ao momento, os dados conhecidos apontam para o seguinte:
06:00 – O presidente Ramos Horta, saiu de casa como é costume para um passeio matinal.
06:15 – Desconhecendo este facto, dez pessoas armadas sob o comando do major Alfredo Reinado, atacaram a residência de Ramos Horta em Meti-Hau nos arredores de Díli. Durante essa troca de tiros, morreu Alfredo Reinado e um segurança do presidente que se encontrava na residência.
06:50 – Ramos Horta é informado de que há tiroteio na proximidade de sua casa, através de um telefonema. Sem que qualquer segurança se interponha, Ramos Horta, dirige-se a sua casa.
07:00 – O presidente Ramos Horta, aproxima-se da sua residência e é nesta altura que é atingido por três tiros de arma de guerra. Um dos projecteis terá atingido o pulmão, outro terá perfurado o abdómen e um terceiro terá atingido Ramos Horta numa mão.
07:13 - Aparentemente é o próprio Ramos Horta que consegue telefonar a pedir auxilio.
07:15 - A polícia das Nações Unidas chega ao local, mas não intervém nem se aproxima da residência. Não estará a responder à chamada de Ramos Horta mas sim a outro aviso, resultado do ouvir dos tiros.
A policia das Nações Unidas não presta qualquer auxílio a Ramos Horta, mas aparentemente, porque foi chamada por causa dos tiros, não tem meios para prestar auxilio
07:30 - Chega ao local um grupo de militares da Guarda Nacional Republicana, acompanhado de uma unidade de emergência do INEM, que não sabia que o presidente estava ferido e identificou um ferido grave, que foi de seguida identificado como sendo Ramos Horta.
07:45 – Uma caravana em que seguia o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que se dirigia para o palácio sede do governo timorense, é atacada por homens armados, comandados por Gastão Salsinha pouco depois de sair da residência do primeiro-ministro.
O veículo da frente despista-se e o segundo veículo, no qual seguia Xanana Gusmão, embora atingido, escapa.
De seguida, Gastão Salsinha dirige-se à casa de Xanana Gusmão, de onde o primeiro-ministro tinha acabado de sair, para contactar o chefe de segurança e lhe pedir uma espingarda de assalto Steyr AUG-A1, o que é recusado. Sem mais delongas Gastão Salsinha embrenha-se no mato e desaparece.
Reunião do Conselho de Segurança em Nova Iorque
Entretanto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reunido ao fim da tarde em Nova Iorque para discutir a situação em Timor, na sequência dos atentados, condenou os mesmos, pela voz do embaixador do Panamá Ricardo Alberto Árias. Os atentados foram igualmente condenados pelo secretário geral Ban Ki-moon.
Ataque previsto
Em declarações relacionadas com os atentados, o comandante das forças armadas de Timor Taur Matan-Ruak afirmou que tinha avisado a segurança do presidente e do primeiro-ministro, bem assim como os comandos das forças internacionais de que havia razões para crer que ocorreriam distúrbios nas semanas seguintes.
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A. João Soares
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Etiquetas: Timor
domingo, 16 de setembro de 2007
Lição vinda de Timor
A formação do actual Governo ocorreu de forma pouco ortodoxa, levantando dúvidas quanto à sua capacidade de sobrevivência. Trata-se de um país independente que não deve ser observado com ares de paternalismo que faça recordar os tempos do colonialismo. Mas a sua juventude. a inexperiência dos seus políticos, as tradições da população e os traumas da história recente fazem que estejamos atentos ao que se passa.
Por outro lado, um País recém criado como Estado independente, pode criar as suas estruturas de forma pura e inovadora respeitando a sério os princípios da democracia. Daqui podem vir casos a lamentar ou, o que será muito positivo, boas lições ensinando como se pratica a Democracia. Poderemos vir a aprender muito com Timor-Leste
Os governantes não precisam ser homens excepcionais, sumidades de inteligência muito acima do normal ou cientistas com vasto currículo. Têm que ser pessoas normalmente honestas, com vontade de fazer crescer o seu país, de melhorar as condições de vida do seu povo, sempre com verdadeiro sentido de servir o Estado. Não podem esquecer que a base da democracia assenta numa estrutura imprescindível e que deve ser eficiente de controlo apertado e eficaz dos órgãos do poder e de quem os desempenha. É essa função de controlo que define a democracia e não o direito ao voto, pois votar também acontece em Cuba, na Venezuela, no Zimbabwé e acontecia no Iraque de Saddan.
O Parlamento de Timor-Leste aprovou ontem um voto de confiança ao Governo e chumbou uma moção de rejeição apresentada pela Fretilin e apoiada pela coligação KOTA-PPT, o que levou Mari Alkatiri a afirmar que "o Governo não tem legitimidade", e que "o primeiro-ministro de facto só tem 24% dos votos".
A isto o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, respondeu que a partir de 2008 "será um Orçamento no qual serão introduzidas as coisas que a Oposição disse que faltavam neste e sobre as quais tem razão". E declarou mais: "estamos a andar no bom caminho, no sentido de aceitarmos que a democracia é assim e que as boas propostas são aceites, partam de quem partirem", dizendo-se "satisfeito porque Timor tem uma Oposição forte que vai fiscalizar bem o Governo".
Estas palavras acerca da essência da Democracia e do papel da oposição e da aceitação pelo governo das propostas que receba, poderão constituir uma boa lição para o Mundo Democrático, na linha já aqui exposta.
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A. João Soares
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11:32
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Etiquetas: Democracia, governo, oposição, Timor
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Uma decisão contra a evolução desejável
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português no fim de uma visita a Timor-Leste afirmou que os cooperantes portugueses naquele país, "sobretudo os professores", passarão em breve a ter cursos de tétum antes de iniciar a sua missão.
O referido governante salientou que a formação em tétum será importante "para ajudar os professores a resolverem melhor os problemas dos formandos". Sublinhou, no entanto que a obrigatoriedade dos cursos de tétum não resulta de uma avaliação negativa do relacionamento dos cooperantes com as populações, pois, "de forma geral, os portugueses conseguem fazer-se entender em português, ou directamente, ou porque num grupo de quatro ou cinco pessoas há sempre alguém que pode fazer de intérprete."
Quer dizer que o próprio governante não vê necessidade nessa aprendizagem pelos cooperantes. Com efeito, antes de ser decidida a língua oficial do País, foi posta de lado o tétum, por ter pouca capacidade de incentivar as relações internacionais, havendo dúvidas entre o Inglês e o português, e acabaram por ter escolhido este mais por razão sentimental do que por utilidade prática.
Esta atitude do secretário de Estado acaba por ser um recuo em relação a essa discussão no início da vida do país independente. Reduz-se assim o interesse em aprender uma língua mais cosmopolita, por deixar de ser necessária na vida quotidiana.
O facto de as pessoas terem de saber um pouco de português para poderem contactar com os cooperantes era um estímulo forte para a aprendizagem da língua, que assim desaparece.
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A. João Soares
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17:22
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Etiquetas: cooperação, recuo, tétum, Timor
