Em homenagem ao grande épico, que homenageamos amanhã, 10 de Junho, e a quem devemos Os Lusíadas uma obra imortal, sempre servindo de referência à grandeza de Portugal no auge da nossa História, transcrevo dois sonetos de J. Verdasca, um português que no Brasil é muito considerado nos meios intelectuais.
AO GRANDE CAMÕES
(Morro com a Pátria -10/06/1580)
Camões, nobre Camões, quanta grandeza
Nos transmites em teus versos d´eleição
Quando neles, com a alma e o coração
Cantas a nobre gente portuguesa
Camões. grande Camões, que subtileza
Se esconde em tua obra de excepção
Com grandes vultos, exaltas a NAÇÃO
Que ao MUNDO revelou tanta beleza
C`o a PÁTRIA e por ELA, tu sofreste
Muita dor, necessidade, ingratidão
Mesmo depois de muito a ver honrada
Para morrer, do jeito que viveste
À PÁTRIA te imolando, em doação
Nas mãos alternando pena e espada
JVerdasca
A O G R A N D E V A T E
Entre os portugueses foste o maioral
À Pátria deste toda uma vida
Agitada, heróica e sofrida
Como jamais outra houve em Portugal
O teu génio não viu outro igual
O teu talento não teve medida
Para cantar tua nação querida
Numa língua que tornaste universal
Como paga recebeste humilhação
Desprezo, injustiça, sofrimento
Em tua vida pobre e amargurada
E até na morte, em última doação
Ornadas do mais belo sentimento
Brilharam tua pena e tua espada
JVerdasca
Deixem o Luís trabalhar!
Há 5 horas
