domingo, 15 de junho de 2014

FOGOS FLORESTAIS, DRAMA A REDUZIR



Evitar, Reduzindo as condições de ocorrência

Até há poucas dezenas de anos não havia fogos florestais senão muito raramente em matas do Estado que não recebiam os cuidados vulgarizados em matas privadas. Estes cuidados eram praticados com outra intenção e a segurança contra os fogos era uma consequência do aproveitamento das aparas da rama dos pinheiros para lenha das cozinhas e dos fornos do pão e para estacas para as videiras, o feijão, o tomate etc. O mato rasteiro e a caruma eram colhidos anualmente, por uma ou duas vezes, para camas do gado, para curtir e produzir fertilizantes para os trabalhos agrícolas, antes de ser divulgado o uso de adubos químicos. Daí resultava uma minúscula carga térmica nas matas e qualquer descuido nunca teria proporções que não fossem rapidamente eliminadas pela pessoa que detectou.

Detectar

Agora, nos tempos actuais, não é fácil investir na limpeza das matas, embora deva ser feito esforço em tal sentido começando por um prático aproveitamento dos materiais combustíveis na preparação de biomassa e dar a esta uma finalidade rentável.
Mas, não sendo fácil impedir o aparecimento de focos de incêndio, há que estabelecer um sistema eficaz para os detectar e combater rapidamente antes de tomarem grandes proporções… …..

De notícia na Comunicação Social de há dois dias, conclui-se que o sr ministro Miguel Macedo quer menos ocorrências de incêndios florestais. Não é impossível satisfazer esse justo desejo. Na primeira fase do incêndio basta um copo de água para o apagar e impedir que prossiga a sua missão de destruição. Daí a pouco, será necessário um balde de água. E… depois, haverá muito trabalho para impedir que a destruição prossiga.

Como atacar na fase inicial?
Pela detecção, alerta e prontidão no ataque.

Como conseguir?
Os municípios, conhecedores da orografia do terreno e da distribuição da vegetação devem montar postos de vigilância, dotar cada um com binóculo, bússola e rádio ou telemóvel e ensinar a servir-se correctamente destes equipamentos. Vigiam todo o terreno que podem ver,por sectores seguidos e, ao menor sinal de incêndio, apontam a bússola para o local, lêm o azimute e comunicam por rádio ou telemóvel à central regional (ou distrital ou concelhia) da Protecção Civil. Aqui, em frente à carta topográfica que cobre a parede, o técnico de serviço, munido de transferidor e de régua, desenha na mica que cobre a carta um traço a partir do local do posto de vigia autor da informação, com a orientação (azimute) vinda de lá. Depois faz o mesmo às comunicações vindas de outros dois ou mais postos de vigia. O ponto (normalmente um triângulo) definido pelo encontro de tais linhas (azimutes) é o local do foco de incêndio.
É para aí que deve partir, de imediato, uma viatura de socorro. Se tudo se passar com rapidez, bastará um balde água ou pouco mais !!! Assim, se consegue corresponder ao desejo do Sr Ministro de ter menos ocorrências de incêndios e se evitam os terríveis prejuízos causados por tais calamidades à população em geral.

Punir incendiários e dissuadir

Sempre que forem detectados incendiários, quer o façam por interesse ou por tara psicológica (piromania),deve ser aplicada uma legislação que dissuada outros potenciais criminosos, os desencoraje de tais crimes que tantos prejuízos causam a pessoas e à economia nacional. A punição de crimes desta natureza deve ser rigorosa para servir de lição de que tal crime não compensa.

Espero que este texto despretensioso venha a ser útil e traga benefícios para a nossa floresta que bem pode ser uma riqueza nacional.

Imagem de arquivo

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

É verdade João. O mato era rapado nas matas e pinhais e depois era convertido em fertilizantes naturais
Hoje são uma carga de trabalhos pois têm de ser cortados duas vezes ao ano.
Há já que esteja a utilizar monda química para destruir destruindo tudo o que a floresta ainda nos reserva de biodeversidade.