(Public em O DIABO nº 2437 de 15-09-2023, pág 16. Por António João Soares) Há poucos anos, um artigo de jornal da autoria de um experiente médico reformado colocava tal previsão depois de referir algumas atitudes públicas noticiadas acerca de casos ocorridos sem reacção dos poderes políticos. Mais recentemente, essa dúvida surge reforçada com demasiadas atitudes de aspecto humanamente criminoso. Por exemplo, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia em vez de ser terminada com acordo entre as partes baseado em apoios internacionais de potências que deviam ser respeitadas devido ao seu elevado potencial militar, continua sempre activa a provocar danos materiais e perdas de vida que deviam ser evitadas. Potências que deviam colocar-se nessa função pacífica, estão a aproveitar-se do conflito para obter vantagens financeiras do fornecimento de armamentos e munições de que resultarão mais homicídios, a juntar aos muitos já ocorridos. Infelizmente, vê-se que os dirigentes dos Estados, em vez de se interessarem por criar um ambiente de paz e de harmonia social, colocam acima dos direitos humanos dos seus cidadãos e dos estrangeiros a pressão do vil metal. Colocam a humanidade a servir de instrumentos de produção de riqueza para se considerarem dominadores do mundo. Em vez de procurarem contribuir para um futuro e um mundo mais pacífico e mais harmonioso procurando que todos os cidadãos dêm as mãos em colaboração para todos construirmos um Mundo melhor em que possamos viver amigavelmente como irmãos com grandes objectivos partilhados por todos, com a possível igualdade e liberdade, sem raivas, nem invejas, nem ambições, nem ostentações, nem necessidade de corrupção ou de pagar favores. A construção de um mundo melhor, com ética, moralidade, verdade e respeito mútuo, tem que ser obra criada com a participação colectiva, sem limites geográficos nem de fronteiras políticas. A ONU deve ser a mãe dessa obra absolutamente necessária e respeitável por todos, sem excepções. Quem não alinhar neste projecto não merece ser respeitado como respeitado como ser humano e deve ser considerado autor do existente projecto de eliminação da espécie humana da superfície do planeta. Tal projeto deve ser colocado no balde destinado à reciclagem do mundo que devemos desejar e cujos traços tenho aqui vindo a esboçar. A exterminação prevista por alguns pensadores pode decorrer nas gerações dos nossos filhos ou netos, mas seria desejável que lhes deixássemos de herança a ideia da criação de uma nova humanidade em que pudessem viver sem violências como aquelas que estão acontecendo por todo o planeta e pudessem ser os iniciadores de seres humanos mais respeitáveis do que os seus antepassados. É de lamentar que apareçam activistas para muitas actividades públicas sem real benefício para as populações mais desfavorecidas e não surjam pessoas que ajam para bem do sociedade em geral e que incidam nas formas de educar a juventude para agir conscientemente na transformação da população para gerar movimentos altamente positivos para a construção de uma sociedade para criar um mundo mais coeso e dedicado ao espírito de bem-fazer de forma coordenada em favor de de um futuro mais seguro, harmonioso e pacífico em que as pessoas fossem dedicadas em agir correctamente em benefício recíproco sem competição para actuar contra os objectivos aceites colectivamente. Em vez de armas e objetos contundentes deve fazer-se aquisição de sistemas que produzam educação, cooperação e construção de coisas úteis para uma evolução que torne o mundo melhor onde tudo seja para bem de todos e de cada um. Os serviços de comunicação social deviam rever as suas finalidades e deixarem de perder tempo com propagandas de ninharias sem a mínima utilidade social para evolução da actividade mental dos seus espectadores, em vez de desenvolvimento e ampliação das capacidades mentais para evolução de actividades competitivas que apenas servem como ferramentas financeiras para criar ricaços. Aqui escrevo o restante do post
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
RESPEITEMOS OS IDOSOS
(Public em O DIABO nº 2435 de 01-09-2023, pág 16. Por António João Soares) Um idoso não é apenas possuidor de cabelos brancos é, principalmente, detentor de grande saber e experiência da vida, pelo que deve ser usado como conselheiro e educador dos seus descendentes e dos amigos que lhe são vizinhos. E se não tiver a fraqueza de querer ser moderno não se deixa envenenar pelas modernices das idiotices como a da homossexualidade que ameaça destruir a capacidade da reprodução e da manutenção da população que hoje parece estar a extinguir-se. Um idoso tem capacidade de ensinar a um jovem político como se gerem os fundos financeiros que não crescem por milagre nem pelos aumentos sucessivos dos impostos de que resulta o empobrecimento dos já pobres e, também, pode aconselhar os governantes a melhorar a Segurança, a justiça e o Bem-estar a fim de desenvolver o Estado nas virtudes do Direito Democrático, sem o perigo de cair num acentuado abandalhamento democrático aos diversos níveis que qualquer cidadão de mediana formação ética desaprova. Sem sentido prático e sem bom senso, vemos o País a resvalar para a destruição que se verifica a todos os níveis de violência entre familiares e entre vizinhos, pelo mínimo desentendimento que bem podia ter sido resolvido pelo diálogo. Há casos escandalosos de filhos que matam pais à facada e de miúdo de poucos anos que levava para a escola uma arma entre os livros escolares. Um tema muito debatido nas datas mais recentes é o dos direitos humanos, em que um ponto saliente é o de que deve haver respeito pelos outros, independentemente da idade, da profissão ou dos seus hábitos ou opiniões. Mas, infelizmente, há muita gente que, mesmo em funções de responsabilidade pública, não procura merecer o respeito que lhe devem ter. Actualmente, por azar social, os governantes e seus assessores consideram os idosos como uma «peste grisalha» e não seguem os seus pareceres, preferindo tomar decisões por palpite ou capricho, o que muitas vezes origina erros demasiado insensatos que obrigam a alterações e emendas, tornando as burocracias confusas e desprestigiantes para os seus autores, e prejudiciais para os cidadãos que as devem interpretar e cumprir. Os actuais idosos são os continuadores do trabalho dos antepassados que praticaram a evolução desde a pré-história e aprenderam a evitar as ideias imaginárias de falsos «sábios» que, em vez da evolução sensata e ponderada, sugerem a imposição de mudanças como a sueca que «impingiu» a solução para o combate às alterações climáticas, de que nada bom resultou. Eles preferem os cientistas que têm observado as causas da poluição da alta atmosfera em que as radiações electromagnéticas têm um papel de grande valor. No tratamento dos assuntos naturais, a evolução não significa revolução fantasista e insensata. Aquilo que tem evoluído serenamente não pode sofrer alterações caprichosas e fantasiosas de pretensos «sábios». Nisso, a opinião de cientistas com experiência deve ser aproveitada para garantir a necessária ponderação em actuais decisões e, assim, evitar novas quedas e praticar comportamentos adequado, e o parecer de idosos pode constituir um bom aviso. Para esse tipo de problemas um idoso experiente pode ser bom conselheiro. A vida, durante o seu percurso, teve momentos de grandeza e outros de crise que os idosos foram aprendendo a ultrapassar e, assim, obtendo ensinamentos mais eficazes e agradáveis, seguros e promissores de um futuro melhor. Mas, mesmo um idoso erudito, não deve cair no erro de restabelecer o passado. Com o tempo tudo muda e é fundamental analisar ponderadamente as condições actuais a fim de evitar cair em situações desagradáveis em vez de obter uma solução mais promissora com vista a um futuro mais risonho. O conhecimento do passado deve servir de apoio inteligente para agir com mais eficácia e felicidade num futuro próximo e distante.
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INCÊNDIOS SÃO PRAGA AMBIENTAL
(Public em O DIABO nº 2434 de 25-08-2023, pág 16. Por António João Soares) A economia agrícola está a ficar destruída com os incêndios florestais e com a vaga de calor e a consequente falta de água. É muito significativa a grande quantidade e variedade de notícias que chegam diariamente sobre a destruição da espécie vegetal que cobre o planeta. Além dos prejuízos económicos que afectam a riqueza vegetal, há a perspectiva das consequências das destruições que demorarão muitos anos até serem recuperadas e compensadas. Para mais, esta extensão de danos cria males que atingem as vidas de animais que são eliminados pelos incêndios e que deixam de ter alimentação natural e fica-nos a incerteza de quais serão as condições da vida humana, animal e vegetal em que passaremos a existência nos próximos anos. Quando falamos de saúde, mesmo que não digamos claramente, estamos a pensar na nossa segurança e é bom que cada pessoa, em qualquer idade, ao dar um passo, reflita bem nos perigos que lhe podem acontecer e provocar males, pelo que deve ponderar bem a sua forma de actuar a fim de evitar perigos graves ou atenuar os efeitos dos possíveis de controlar. Por exemplo, estão a acontecer tantos acidentes rodoviários que, se houvesse uma boa ponderação, muitos não teriam ocorrido, porque teriam sido evitados prudentemente e com muita vantagem. Mesmo no desporto, por vezes há a ousadia de correr certos riscos, mas convém prever e calcular a vantagem que, na melhor hipótese, será obtida e como irá ser compensada com o esforço exercido com oportunidade e outros custos suportáveis. A realidade actual exige que se faça uma contínua avaliação dos custos de cada decisão, em relação às possíveis vantagens a obter. Será que a aplicação da inteligência artificial tornará mais fáceis as decisões na vida real? A última notícia que li sobre a indispensável ponderação nas decisões nacionais, referia a necessidade de alteração da localização do Aeroporto de Lisboa que não teve dificuldade em receber uma tão grande quantidade de participantes na JMJ, sem apesar disso, deixar de responder aos muitos turistas que, nesta fase do ano, são em grande número. Mas, por outro lado, são muitos os interesses em criar novas instalações, quer da parte das indústrias envolvidas, quer dos fornecedores de serviços. Dá para pensar bem nos dados que podem conduzir os decisores a tomar uma posição definitivaue traga sérias vantagens para a vida nacional em geral. E todo este conjunto de meditações, são agora aplicáveis à prevenção dos fogos florestais e ao seu combate. Uma entidade conhecedora do problema mostra preocupação por ter ardido uma área de 200 a 300 hectares de cultivo de medronho. Qual teria sido a solução aplicável para evitar tal prejuízo? E agora como será possível preparar essa área para voltar a ter semelhante produção e daqui a quanto tempo? Em Vimioso, Trás-os-Montes, as chamas foram combatidas, há poucas horas, por 160 bombeiros e 11 meios aéreos. Em Odemira, distrito de Beja, o incêndio afectou uma área de 8.400 hectares. As alterações a aplicar à modernização do aeroporto de Lisboa como parece nas hesitações da sua futura localização não parecem tão necessárias e urgentes como se tem afirmado a propósito das obras que há tanto tempo vêm sendo discutidas. O caso da JMJ e do aumento da chegada de turistas, não terem evidenciado qualquer carência de transportes aéreos fazem adiar a ideia de reforçar as possibilidades actuais do aeroporto. Devem ser correctamente avaliados, os diversos factores que envolvem esta decisão a fim de, depois, não surgirem críticas a pesados gastos não justificáveis. Quanto ao problema dos incêndios também deve ser efectuada uma ponderada e completa análise para não se continuar a usar a expressão de «negócio dos incêndios».
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sexta-feira, 18 de agosto de 2023
O APOIO DA RELIGIÃO É DETERMINANTE
http://domirante.blogspot.com/2023/08/o-apoio-da-religiao-e-determinante.html
(Public em O DIABO nº 2433 de 18-08-2023, pág 16. Por António João Soares)
A religião dá um apoio importante a quem a pratica e que sabe dar o devido valor aos seus ensinamentos depois de devidamente interpretados. Teoricamente, qualquer religião surgiu por inspiração de um filósofo, profecta, com intenção de estimular os crentes a ela aderentes a realizarem «sonhos de bem» e a «cultivar anseios de unidade, paz e fraternidade». Para darem força a este projecto criaram um Deus, que, embora teórico, deve ser adorado por todos e a quem é atribuída a criação de tudo o que existe de melhor e a difusão de bons conselhos para serem exercidos em direcção aos melhores resultados.
A Jornada Mundial da Juventude que, no início deste mês se realizou em Lisboa e que foi participada por Sua Santidade o Papa e que teve a participação de vários milhões de jovens de várias partes do mundo que foi encerrada com palavras elogiosas de importantes origens durou uma semana e constituiu uma acção muito construtiva para melhorar a humanidade numa data em que muitos comportamentos ofendem todas as regras da ética, da harmonia, da paz, da fraternidade e do respeito geral entre todos os seres humanos, com a esperança de reduzirem a grande profusão actual de crimes, entre países, na vida pública e nas próprias famílias.
É desejável que as pessoas que a ela assistiram, quer directamente quer pela televisão e por outros meios da Comunicação Social, passem a beneficiar nos seus comportamentos, reforçando a força que recebem dos valores religiosos, ampliando e transmitindo a amigos e colegas de trabalho e de diversão o culto dos anseios de unidade, de paz e de fraternidade, e a desejar realizar os seus sonhos de bem e passem a estimular a população a seguir a sua intenção. Será bom que os jovens e as pessoas fiquem mais atentos aos ensinamentos divinos e não continuem a papaguear orações sem meditarem no significado das palavras que recitam. Por exemplo, merecem muita atenção os principais ensinamentos contidos na segunda parte da oração «Pai Nosso». Elas falam de pedidos ao Pai mas, no entanto, o Pai não nos vem dar nada de material e, segundo os textos bíblicos, ensina-nos a ter um comportamento correcto e, na segunda parte da oração, vêm pedidos que devem ser interpretados como comportamentos que devemos ter.
Assim, «o pão nosso de cada dia» não deve ser pedido, mas é um conselho para evitarmos a ambição e não pensarmos em ser milionários, mas apenas ter o necessário para vivermos. A seguir, surge outra lição de comportamento, segundo a qual, devemos pretender que nos sejam perdoadas «as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Isto é, devemos respeitar os outros para sermos respeitados por eles a fim de podermos viver em harmonia e paz. Depois, diz que devemos evitar «deixar-nos cair em tentação», do álcool, da droga, da ambição, da corrupção, etc. E, por fim, devemos «livrar-nos do mal», dos crimes e outras infracções pequenas ou grandes.
O nosso futuro não
será proveniente de milagres, mas apenas consequência do nosso comportamento.
Nisto recordo-me de ter visto no livro «Conversas com Deus» que foi traduzido
pela Editora Diário de Notícias, em que, à pergunta do jornalista se faz
milagres, foi respondido que «não faço porque isso seria uma transgressão às
leis rigorosas com que construí a Natureza». É que aquilo que vai acontecendo
na vida é apenas o resultado das nossas acções, do cuidado com que nos
comportámos e o nosso comportamento deve seguir os conselhos constantes nos
livros religiosos que foram elaborados para o nosso bem.
Para termo um futuro
feliz, não devemos esperar milagres mas devemos, a cada momento, controlar a
nossa actividade por forma a não cometermos erros que, depois, nos tragam
consequências indesejáveis. Nada acontece por acaso e temos que evitar
consequências indesejáveis.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2023
A PREPARAÇÃO DO FUTURO DEVE RESPEITAR O PASSADO
http://domirante.blogspot.com/2023/08/a-preparacao-do-futuro-deve-respeitar-o.html
Public em O DIABO nº 2432 de 11-08-2023, pág 16. Por António João Soares)
A memória dos falecidos
não é constituída pelo tipo de pessoas que foram mas, sim, por aquilo que
fizeram, pelas obras que realizaram, para benefício dos herdeiros e da sociedade
e que, actualmente, podem servir de ponto de partida para a preparação do
porvir desejado por todos. A competência e a sensatez na preparação do futuro
que deve iniciar no ensino dos jovens que precisam de saber ter livre opinião,
capacidade de crítica que contribua para o entendimento social, quer individual
quer colectivo, e participar na construção conjunta do futuro desejado, a fim
de o Estado poder evoluir. No meio de tanta apatia da generalidade da população
para tudo que não seja futebol e mexericos de jornais que não se interessam por
mentalizar os leitores para as importantes necessidades que procurem contribuir
para a mais desejável evolução do desenvolvimento económico e social a fim de
Portugal recuperar a posição internacional que se tem esbatido.
No 25 de Abril foi dada
muita importância à frase «o povo é quem mais ordena». Mas o sistema eleitoral
que tem sido concretizado alterou a concretização de tal desejo, dando
autocracia aos partidos que são quem escolhe os candidatos à AR, os quais não
representam a vontade dos eleitores os quais tiveram que se limitar a aceitar a
escolha do partido. Tem havido muita gente a sugerir alteração deste processo
mas, no regime em que vivemos, qualquer mudança só será possível se houver uma
aplicação da eutanásia que elimine a cambada escolhida pelo dono disto tudo,
que decide apenas em benefício dos seus amigalhaços os quais, sem reconhecida
competência, são colocados em funções em que nada contribuem para a desejada
evolução do bom nome do país.
É preciso sacudir o povo
para fazer despertar a gentinha adormecida e permitindo que possa pensar nos
verdadeiros interesses nacionais e agir, pelo menos nas eleições, para a
preparação do futuro de forma positiva e sensata a fim de recuperarmos a
situação internacional que tínhamos há poucos anos. Como estamos em democracia,
as decisões do Poder não devem ser resultado do acaso ou de caprichos ou
palpites, nem de interesses privados mas, sim, dos grandes objectivos nacionais
destinados ao bem colectivo dos portugueses, em geral. O povo deve ser sempre
considerado merecedor do maior respeito.
Tem sido verificado que
ministros pouco dotados de clarividência têm sido transformados em luminárias
pela propaganda paga pelo Governo que, com habilidade, consegue iludir o
povinho que é confiante e obediente àqueles que o dominam e estrangulam. Daí
resulta que a maior parte dos cidadãos estar a empobrecer mas os beneficiados
do regime continuam a enriquecer e a abusar do poder.
No entanto, a preparação
de um futuro melhor para todos impõe-se com muita urgência, usando de
honestidade, seriedade e amor a Portugal, por pessoas inteligentes, sérias,
honestas e competentes e que devem ter cargos adequados ao seu valor. Desta
forma se criará uma sociedade com ética, com sentido de responsabilidade, com
amor ao trabalho honesto e à dignificação nacional, com solidariedade e
respeito multilateral. Para isso, tem que haver evolução com inovação,
respeitando o que os antigos fizeram de valioso e que ilustra a história
grandiosa nacional. Nisso inclui-se a recuperação e conservação de obras de
arte com grande valor na história nacional. Nada aconteceu por mero acaso e,
por isso, merece ser respeitado e recuperado e não deixado cair em ruína.
É importante respeitar a
glória do passado.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2023
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS COMO AS EVITAR!
http://domirante.blogspot.com/2023/08/alteracoes-climaticas-como-as-evitar.html
(Public em O DIABO nº 2431 de 04-08-2023, pág 16. Por António João Soares)
Já passaram alguns anos desde que surgiu o recente medo das alterações climáticas e se começou por acusar os combustíveis minerais e se pretender acabar com os meios de transporte movidos por gasolina e gasóleo, encerrar indústrias com fábricas lançadoras de fumos por altas chaminés e odiar o carbono e tudo o que seja apoiado por ele. Foram efectuadas reuniões frequentes com «sábios» que iam gastar o dinheiro de contribuintes com o pretexto de evitar as previstas alterações climáticas de que o povo estava com medo.
Mas tais alterações,
indiferentes a tais engenhosidades e à redução do consumo de gasolina e de
gasóleo, avançaram e a temperatura mundial e as chuvas torrenciais, não só, não
pararam como, pelo contrário, aumentaram, como é frequentemente anunciado. Em
que erraram esses sábios? Que conhecimento têm do funcionamento da Natureza?
Agora, há quem afirme que a Natureza tem muita força e que reage rigorosamente
à poluição atmosférica astral. E há, por isso, quem afirme que o mais grave
factor de tal poluição não resulta dos fumos dos escapes dos automóveis nem dos
fumos das chaminés que têm um efeito muito local, mas sim das radiações
electromagnéticas que têm um alcance incalculável e que têm sofrido uma
divulgação tão forte que estamos a ser atingidos por elas em quantidade
extraordinária, na forma de transmissões de mensagens ou de automatismos que
detectam a nossa presença a cada momento.
Já me referi ao
desenvolvimento de tecnologias assentes na evolução da utilização da
informática que se tornaram úteis e atraentes e que vão ser multiplicadas pela
I.A. (Inteligência Artificial). A
Natureza funciona com regras que o ser humano não pode alterar e deve adaptar o
seu comportamento às exigências ambientais. Como reagirão os «sábios» que lutam contra
as alterações climáticas, para reduzir tal poluição que parece estar a causar
muito dano à Natureza?
Para evitar graves
alterações climáticas haverá certamente que modificar muitas tecnologias que
recentemente entraram em funcionamento e que são sinal elogioso da evolução
humana. Mas tais alterações irão colidir com muitos interesses a todos os
níveis sociais e, por isso, exigirão extremo cuidado e ponderação.
Para não privar a burocracia, a economia e os benefícios dos recentes
hábitos de trabalho e de produção é indispensável procurar tecnologias mais
adequadas às actuais necessidades, sem terem de enfrentar os inconvenientes que
hoje ameaçam com o excesso ou o mínimo de temperatura, ou seca que destrói todo
o ser vegetal ou a chuva e as inundações que afogam tudo o que é vida, provocam
derrocadas e deslizamentos de terras, com perigo para as pessoas,
principalmente as mais idosas, ou deficientes. Há que criar de novas
tecnologias que se apliquem à simplicidade própria do século passado, sem nos
privar das vantagens daquelas a que já estamos habituados. Essas inovações
serão indispensáveis para que seja possível que a humanidade possa
suportar as variações climáticas que a Natureza nos continuar a impor.
Estamos perante uma boa oportunidade de as gerações jovens se deixarem de
iniciativas fantasiosas que nada resolvem e não conduzirão a um futuro realista
e progressivo para uma vida melhor. Será mais útil e interessante que se unam
na pesquisa de soluções inovadoras e construtivas que enfrentem as condições
naturais e vigentes, que permitam continuar na procura de um futuro realizável
em acordo com as exigências da Natureza.
O exemplo da Greta sueca é bom para o primeiro passo, mas depois devem ser
bem ponderados os efeitos quanto aos condicionamentos impostos pela Natureza.
Não sejam como os teóricos que têm prometido o combate às alterações climáticas
mas nada de positivo conseguiram a não ser as viagens para reuniões de que não
mostram qualquer resultado.
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sexta-feira, 28 de julho de 2023
O RESPEITO PELA VIDA, NOSSA E DOS OUTROS, NUNCA É DEMAIS
http://domirante.blogspot.com/2023/07/o-respeito-pela-vida-nossa-e-dos-outros.html
(Public em O DIABO nº 2430 de 28-07-2023, pág 16. Por António João Soares)
Há alguns anos surgiram muitos livros
intitulados «conversas com
Deus», e num deles à pergunta se fazia milagres a resposta de Deus foi: Um
milagre seria uma falta de respeito às leis da Natureza que eu procuro ser
perfeita. E o ser humano deve sentir-se responsável pelos seus actos e aceitar
as consequências dos seus erros. Mas, há dias, vi na Internet um vídeo de uma
pessoa que se comportava na via pública em autêntico desrespeito pela
circulação dos meios de transporte, e, por acaso, não foi atropelada. Esse
vídeo, aparentemente feito por uma organização religiosa, tinha um título «antes
de sair de casa reze». Porém, rezar não faz mal e se for com o destino de
melhorar o comportamento social, pode ser útil.
Mas o que é realmente útil é a doutrinação de um perfeito
comportamento social, com o respeito de todos os deveres para com o próprio, e
para com os outros por forma a vivermos em perfeita harmonia social e em paz.
Se há acidentes com resultados mais ou menos dolorosos ou até trágicos, depende
do acaso e dos pormenores como ocorreu. Para as pessoas não serem tragicamente
mortas, será preferível que, em vez de serem aconselhadas a rezar antes de sair
de casa, sejam instruídas na forma como devem comportar-se e nas medidas preventivas
a tomar para não sofrer acidentes nem os provocar em prejuízo dos outros.
Neste aspecto, merece destaque a profunda preocupação de Guterres sobre a
situação no Darfur, território situado na parte leste do Sudão com fronteira
para o Chade onde a população está a ser
vítima de actos de extrema violência num ambiente impressionante de clima de
revolta civil. Da parte do mesmo político saiu um gesto
muito positivo de apoio à criação de uma «agência internacional
para supervisionar a IA (a recente Inteligência Artificial), uma
inovação que tanto pode trazer muito benefício para a modernização da
humanidade, como pode trazer a destruição da vida humana, se não for bem
aplicada, sendo comparada à arma nuclear. Por isso deve ser muito bem
controlada pelos poderes nacionais e internacionais.
A fé religiosa constitui um factor muito importante para estimular a
formação do comportamento correcto, humano e social mas nem sempre supera os
erros praticados.
Embora precise de ser bem interpretado, o Papa disse «estamos a andar para trás com o surgimento de nacionalismos fechados». Estas palavras levam a pensarmos seriamente que os governos devem encarar correctamente as realidades dos seus países, com verdade, abertura, respeito pelos direitos humanitários e sentido de cooperação, planeamento e supervisão, a fim de construir um futuro mais prometedor de maior felicidade dos seus cidadãos.
futuro, devem procurar defender-se de ideologias estranhas aos
superiores interesses nacionais e estar conscientes dos casos de
manipulação malévola e não os deixar sobrepor-se aos que merecem ser tratados com honestidade e respeito, para não provocar a fragilidade da democracia. Não se pode construir o futuro num amontoado de mentiras. E é fundamental dominar a arte de dirigir e orientar os povos na direcção da paz, da ordem e do progresso. Para isso, deve haver decoro e princípios morais e qualidades de lealdade e de mérito. Para esse efeito tem muita utilidade a meditação sobre os ensinamentos. Não me refiro à recitação em voz alta de orações religiosas, que muitos fiéis praticam sem pensar no significado dos termos da oração, mas à meditação da mensagem que esta traduz.
Estar com Deus é cumprir os seus conselhos que contribuem para a paz mundial e para a boa harmonia entre as pessoas para se comportarem como bons irmãos.
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sexta-feira, 21 de julho de 2023
A IMIGRAÇÃO OU A DEFESA DO INTERESSE NACIONAL
A IMIGRAÇÃO OU A DEFESA DO INTERESSE NACIONAL
(Public em O DIABO nº 2429 de 21-07-2023, pág 16. Por António João Soares)
Tenho encontrado muitos escritos com opiniões contraditórias e a actual situação em França constitui um alerta para um problema que deve ser bem ponderado para evitar o falso humanismo que possa acarretar consequências incontroláveis. Pessoalmente, tenho dois filhos que se encontram na América onde completaram os cursos à custa do esforço paterno, casaram e deram-me quatro netos todos já com formação universitária, um dos filhos é catedrático e outro que desistiu de o ser porque nas variantes da preparação não quis abandonar a esposa e os filhos, ela que não quis largar o emprego e os filhos que estavam bem ambientados no colégio que não convinha interromperem. A desistência da carreira e a competência que possuía deu-lhe acesso a um vencimento de luxo. Nenhum deles foi mendigar uma situação migrante e souberam terminar os seus estudos com muito êxito, integraram-se devidamente na sociedade local e têm trabalhado adequadamente para o desenvolvimento da vida nacional.
Mas, normalmente, os imigrantes que chegam em quantidade à Europa não trazem preparação, capacidade para se integrarem na sociedade em que entraram, nem vontade em ganhar a vida sem recorrer à exploração mendicante da sociedade que os acolhe. Para pior, exigem apoios injustificados que não estão disponíveis para as classes mais carentes da sociedade local. Chega-se ao exagero de, em França, oriundos do Médio Oriente, sem respeito por religião diferente da sua, têm invadido as ruas de várias cidades com a fúria de destruir tudo quanto possam. Não é colonialismo mas sim uma selvageria sem o mínimo respeito pelo alheio e sem hipótese de isso lhes dar respeito a serem acolhidos como imigrantes civilizados.
Existem na Europa alguns teóricos políticos mentalmente condicionados por um falso humanismo desregrado, desta vez no âmbito que tem permitido que pessoas com outras culturas, outra religião, outras visões do mundo e da sociedade, outros costumes, outras tradições completamente diferentes da europeia, viessem para o seu Estado, sem qualquer enquadramento real ou cultural, sem ética ou o mínimo respeito pelas pessoas locais e as suas tradições. E sem a mínima vontade de se inserirem nas condições locais de trabalho com intenção de criarem capacidade própria de sobrevivência.
À forma como se deu a sua entrada em alguns Estados pode chamar-se de «falso humanismo» porque estavam a ser deixados entrar sem autorização legal, sem garantia de trabalho e remuneração, sem meios de subsistência e, sobretudo, sem nenhuma vontade de se integrarem na sociedade local. Sem vontade visível de obedecer às leis locais, sem vontade nenhuma de respeitarem os costumes, a cultura e as tradições vigentes, numa palavra, sem vontade de ajudarem a construir uma Nação melhor e de se integrarem nessa sociedade. Pelo contrário, entravam e continuam a entrar, com a vontade de submeterem o Estado e os seus cidadãos, aos seus próprios costumes, à sua religião, às suas leis. Para esse objetivo, estão a destruir valores históricos e artísticos de forma selvagem e violenta.
Perante este cenário, não será fácil encontrar uma solução para normalizar o acolhimento de imigrantes, porque o falso humanismo está condicionado por pessoas sem cérebro evoluído e sem verdadeiro patriotismo que lhes permita tomar uma posição correcta sobre a imigração humanitária e sobre os reais interesses nacionais. E vários governantes não têm coragem para se opor aos falsos humanistas, porque estes apresentam argumentos de uma forma que os assusta com perda de votos em eleições futuras. Infelizmente há políticos para quem os interesses nacionais nem sempre valerão o risco de uma pequena perda de votos perante opiniões de falsos humanistas com palavras sonantes.
Esperemos que os nossos governantes saibam acolher imigrantes que tragam algo de útil para eles e que possa também ter vantagem para o futuro dos nossos cidadãos, sem lhes alterar a sua actual existência e convivência harmoniosa.
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sexta-feira, 14 de julho de 2023
A SEGURANÇA EXIGE MAIS SENSIBILIDADE E RESPONSABILIDADE DOS GOVERNANTES
https://www.blogger.com/blog/post/edit/7302028665744397498/7454522319239047261
(Public em O DIABO nº 2428 de 14-07-2023, pág 16. Por António João Soares)
Depois do tiroteio numa
escola primária no Texas em que morreram 19 alunos, todos menores, e duas
professoras, soube-se que nos EUA, desde o início do ano, houve mais de 17 mil
mortes provocadas por armas de fogo. E este trágico fenómeno não tem acontecido
apenas nesse país, pelo que exige ser devidamente analisado, para evitar a
insegurança das pessoas. O fabrico de armas mortíferas e a sua venda devem ser
devidamente controlados, para se evitar estes casos lamentáveis que vitimam
pessoas completamente inocentes, como foi o caso desta escola e criam
comportamentos sociais indesejáveis, perigosos e que influenciam da pior forma
a falta de confiança das pessoas na civilização em que vivem.
A humanidade não deve
ter medo apenas das armas nucleares, deve estar defendida de outros objectos
fatais que são fabricados e vendidos, sem sentido de responsabilidade, sem
controlo nem fiscalização, apenas com a ganância do lucro e ambição do
dinheiro. A vida está cada vez mais ameaçada por actividades aparentemente
inofensivas, mas realmente muito perigosas e sem uma utilidade totalmente
explícita e justificada. É indispensável que a educação seja devidamente
cuidada a fim de tais materiais não serem utilizados com finalidade de causar
danos físicos, além de mentais, nas pessoas, sendo irremediavelmente lesivos na
convivência pacífica em que é desejável viver.
A segurança e a vida
devem exigir máximo cuidado de cada pessoa, mas há perigos que ninguém pode
prever e é difícil tomar as melhores medidas para os evitar. Para isso cabe à
autoridade e responsabilidade dos serviços públicos, quer militares quer das
forças de segurança e das autarquias sob a dependência do Governo, controlar o
fabrico e a utilização de armas de fogo e ferramentas cortantes que possam ser
utilizadas como instrumento de agressão. É certo que estas ferramentas não
obedecem a vulgares sistemas de controlo e eficaz observação, mas isso exige
uma boa preparação mental e de educação a fim de se evitar a sua utilização no
pior sentido.
Essa preparação mental
exige a boa vontade e o esforço geral de empresas e qualquer tipo de serviços
públicos ou privados que devem insistir com o seu pessoal neste cuidado
preventivo que depende de cada pessoa e que deve ser divulgado cuidadosamente a
fim de a humanidade não se deixar arrastar por essa moléstia de que todos
poderão vir a sofrer. Se o mundo continuar a deixar-se arrastar por tais
fraquezas de má ética, a humanidade será arrastada para uma crise que poderá
ser fatal para a indispensável harmonia social.
Enfim, é preciso desde a
infância mentalizar as pessoas para evitar riscos da saúde e da vida, própria e
dos outros e, quando se aperceberem de que está a surgir uma situação perigosa,
devem informar alguém que avise uma autoridade capaz de intervir para evitar
perigo para a saúde ou a vida de pessoas ou, no mínimo se sentirem essa
possibilidade, aconselhar o potencial malfeitor a ter calma e pousar o objecto
perigoso. Mas tais tipos diabólicos raramente têm serenidade para aceitar um
tal conselho.
Porém, a geral
degradação da violência doméstica, os crimes praticados por jovens e até por
políticos, a corrupção, etc, mostra que pouco se pode esperar de governantes
que vivem dominados pela ambição, visando o enriquecimento pessoal e a vitória
em próximas eleições, desprezando situações reais que exigem especial cuidado
para os verdadeiros interesses nacionais de que faz parte convivência
harmoniosa da população, não permite ser optimista do futuro da humanidade em
geral.
É preciso dar um grande
passo em frente e este deve ser iniciado pelas pessoas mais válidas, e com voz
audível, debatendo publicamente a necessidade de melhorar os comportamentos
para benefício de todos os humanos. E as escolas devem ser os pontos de
partida. A Justiça também deve ser bem utilizada para punir todas as faltas,
desde as menores.
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A. João Soares
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sexta-feira, 7 de julho de 2023
A SAÚDE DEPENDE MUITO DA ALIMENTAÇÃO
(Public em O DIABO nº 2427 de 07-07-2023, pág 16, por António João Soares)
Aquilo que comemos e bebemos tem muito efeito no
funcionamento geral do nosso organismo, pelo que devemos ter muito cuidado com
o que ingerimos, quer nas refeições em que devemos obter energia para viver,
quer nas festas de família e de amigos em que não devemos deixar-nos enganar
com coisas agradáveis ao paladar, mas que podem prejudicar o nosso
funcionamento orgânico, principalmente se tomadas repetidamente, com
frequência.
Não foi por acaso que, há mais de meia dúzia de anos,
criei o blog «Saúde e Alimentação» onde tenho inserido muito daquilo que tenho
aprendido com as leituras de diversas publicações de que se destaca «Lifestyle»
que conheci através do «jornal Notícias ao Minuto» que consulto diariamente através
da Internet, e que difunde dados muito úteis para a saúde com base em produtos
naturais e em regras já fora de uso medicinal e que ainda são respeitadas pelos
serviços de Saúde orientais. Isto faz compreender o funcionamento actual da
nossa medicina que não está a funcionar para evitar e curar doenças, mas sim
para os servidores do Serviço Nacional de Saúde seguirem a regra de «manter o
cliente», o que significa que não querem evitar que morra ou se cure, mas que a
doença se torne crónica para se manter lucrativa. E, assim, um médico vulgar
não dialoga com o doente a fim de compreender o tratamento e de colaborar para
o seu restabelecimento. Diz-lhe que precisa de fazer análises e exames para
depois, perante a mínima debilidade encontrada que serve de pretexto para a
medicação a tomar e fazer novos exames. E, neste ritmo, qualquer doença se
torna justificação para uma rentabilidade permanente, para o médico e os seus
amigos analistas, especialistas dos diversos exames e farmacêuticos que
retribuem com gentilezas compensatórias.
A revista «Lifestyle» não entra neste jogo
Ainda há poucos dias publicou dois artigos com muito
interesse para os leitores que pretendem não se tornar escravos desta nova
regra da actual medicina e não ser ferramentas financeiras do médico. Um dos
artigos ensina o que deve ser evitado na alimentação para «diminuir o risco de
doenças cardíacas»: evitar o excesso de sódio (sal) e não abusar de gorduras
nem de carbohidratos refinados e de açúcar O
outro artigo ensina quais os alimentos convenientes para «proteger a saúde dos
olhos»; são 12 alimentos naturais que estão ao alcance de qualquer pessoa:
cenouras, bróculos, salmão, sementes de girassol, kiwis, ameijoas, espinafres,
ovos, amêndoas, iogurtes, laranjas e morangos.
É curioso que, recentemente, saíram do mercado
medicamentos, como a tintura de iodo e o mercuro-cromo, que permitiam a
qualquer pessoa tratar de pequenos ferimentos sem necessidade de recorrer a
enfermeiros ou médicos, sem ter de fazer ecografias, radiografias, etc. que
depois servem de pretexto para outros exames e o doente fica preso à regra
atrás referida de «manter o cliente».
Tudo isto me torna feliz por ter criado o blog «Saúde
e Alimentação», o qual tem muitos visitantes, diariamente, nacionais e
estrangeiros. Os seus visitantes são muitas vezes mais numerosos do que o
conjunto dos outros cinco blogs, no registo diário, a que tenho sido fiel,
apesar de passar muitos dias de intervalo entre as inserções de artigos. No mês
de maio os seis blogs tiveram 22.035 visitas, sendo para a Saúde e Alimentação
as 8.946 e as restantes distribuídas pelos outros 5 blogs. E vários visitantes
na procura de dicas sobre aspectos com mais interesse para a saúde têm sido
estrangeiros, ou portugueses lá residentes, como se vê pela origem de muitos
comentários.
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A. João Soares
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sexta-feira, 30 de junho de 2023
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DEVE MERECER CUIDADO SEMELHANTE AO DAS ARMAS NUCLEARES
http://domirante.blogspot.com/2023/06/a-inteligencia-artificial-deve-merecer.html
(Public em O DIABO nº 2426 de 30-06-2023, pág.16, por António João Soares)
A IA constou no meu artigo de 19-05-2023 e, logo aí, alertei para os perigos que ela pode trazer se a sua utilização não for devidamente controlada e fiscalizada.
Mas, com a passagem do tempo, precisam de ser ajustadas, dado que esta inovação, sendo nova e muito específica, vai obtendo aspectos concretos e pouco previsíveis. Na elaboração e na permanente actualização das regras deve haver prioridade para garantir que os sistemas de IA utilizados na UE sejam seguros, transparentes, rastreáveis, não discriminatórios e respeitadores do ambiente. Os sistemas de IA devem ser supervisionados por pessoas, em vez de serem automatizados, a fim de se evitar resultados prejudiciais. Mesmo nos casos em que os riscos sejam considerados mínimos, devem ser devidamente avaliados com rigor.
Eis alguns aspectos que, logo de início, devem ser olhados com muito
cuidado:
- Os perigos da criptomoeda e as
vantagens da legislação da UE,
- Luta contra a cibercriminalidade:
explicação da nova legislação da UE em matéria de cibersegurança,
- Aumentar a partilha de dados na UE:
quais são os benefícios?
- Lei dos Mercados Digitais e Lei dos
Serviços Digitais da UE,
- Cinco formas de o Parlamento Europeu
proteger os jogadores de vídeo em linha.
Os sistemas de IA de risco inaceitável são sistemas considerados uma ameaça
para as pessoas e serão proibidos. Estes sistemas incluem:
- manipulação cognitivo-comportamental de pessoas ou grupos vulneráveis
específicos: por exemplo, brinquedos ativados por voz que incentivam
comportamentos perigosos nas crianças,
- pontuação social: classificação de pessoas com base no comportamento,
estatuto socioeconómico, características pessoais.
- sistemas de identificação biométrica em tempo real e à distância, como o
reconhecimento facial.
Podem ser permitidas algumas exceções, para efeitos do funcionamento da Justiça
ou das Forças de Segurança Pública.
A utilização da IA encontra-se em estudo cuidadoso e é esperado que, em breve, terão início as conversações com os países da UE no Conselho sobre a forma final da lei, com o objectivo de se chegar a um acordo até ao final deste ano. Realmente, Inteligência Artificial está a ser considerada de tal maneira carente de cuidados preventivos que pode ser encarada com consequências semelhantes às do mau uso das armas nucleares.
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sexta-feira, 23 de junho de 2023
PORTUGAL NÃO DEVE PENSAR VIVER DO TURISMO
http://domirante.blogspot.com/2023/06/portugal-nao-deve-pensar-viver-do.html
(Public em O DIABO nº 2425 de 23-06-2023, por António João Soares)
Há dias vi uma notícia que afirma que a nossa vida nacional
está dependente da boa evolução do turismo. Mas a realidade mostra que, se
a nossa política assentar nesta esperança de futuro, isso representa uma pobreza
irremediável, pelo desprezo do desenvolvimento da nossa indústria e da nossa
agricultura e, consequentemente, da redução das exportações. O turismo não
dá força aos países onde se dirige e não resulta do desenvolvimento das suas
populações, sendo apenas uma confirmação de que esses locais foram, em tempos
idos, objecto de grande desenvolvimento com grandes construções e criação de
belas obras de arte.
Com esta ferrovia a maior parte das nossas exportações, para não ser transferida de comboio que muda várias vezes durante o percurso, faz-se em camiões que ficam mais custosos e demorados do que se fossem em veículos transportados em carruagens de comboio, da rede europeia, e descessem na estação mais próxima para irem descarregar no ponto desejado pelo cliente.
Mas soluções como esta só lembram a homens experientes nas realidades da vida dos negócios e só são compreendidas por pessoas habituadas a usar o cérebro para analisar aquilo que se passa à sua volta. E isso não entra com facilidade em cabeças que, desde jovens, foram viciadas nas manigâncias de que resultam votos nas eleições seguintes.
Por isso, em vez de nos colocarmos satisfeitos à sombra do
turismo, convém não nos embriagarmos com essa ilusão até porque o turismo está
sujeito a males inesperados que surgem na sequência de qualquer notícia
desagradável para as respectivas empresas que, de repente, alteram os seus
destinos habituais e mudam para outras áreas geográficas.
O mundo está em mudança permanente e a evolução precisa de uma
séria preparação e inovação e os criadores das inovações industriais não deixam
de aproveitar ideias criativas e estão prontos em as aplicar em qualquer ponto
onde sejam rentáveis. Devemos encorajar os nossos jovens a aproveitar qualquer
oportunidade que lhes surja para criar algo de novo e, perante uma inovação que
mostre valor muito positivo deve ser logo impulsionada para que a actividade
industrial dê um forte passo em frente.
O avanço de um país não surge por acaso e é conveniente que
os nossos jovens sintam a vantagem da inovação positiva e que estejam atentos á
espera de encontrar o alvo para as suas descobertas. No entanto, nem tudo tem
de ser inteiramente novo, pois, muitas vezes, grandes êxitos surgem em
melhorias significativas de processos já com alguma maturidade e que os transformam
em inovações muito apreciadas.
Convençamos os nossos industriais a estimular o seu pessoal
com vista à inovação e a vencer, ultrapassando o actual êxito relativo do
turismo.
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A. João Soares
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sexta-feira, 16 de junho de 2023
DIA DO AMBIENTE E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
(Public em DIABO nº 2424 de 16-06-2023. pág 16, por António João Soares)
No Dia do Ambiente, o título de um artigo de jornal dizia
que «Portugal diminuiu a emissão mas falhou nos resíduos». Isto deve ter sido
escrito por alguém que sabe pouco do ambiente e se limita ao politicamente correcto
e não sabe ou acha que não convém saber que o ambiente depende de reacções
climáticas decididas, automática e naturalmente, pelo grau de poluição sentida
pela atmosfera exterior onde são tomadas tais decisões. E, a esse nível da
atmosfera espacial, a poluição mais grave não é a produzida pelo fumo dos
escapes dos carros ou das chaminés, mas sim pelas radiações electromagnéticas
que, nos tempos recentes têm aumentado em quantidade incontrolável.
Os sistemas de automatismo estão exageradamente multiplicados,
O número de radares nas ruas das cidades e nas estradas cresceu de forma
assustadora; os automóveis, que não tinham radar, passaram a ter meia dúzia
para evitar choques frontais ou laterais quando fazem qualquer manobra; há
muitas portas que se abrem com a simples aproximação de uma pessoa que pretenda
passar; e os comandos à distância são inúmeros. Os telemóveis têm uma
utilização que era imprevisível atá há poucos anos e quando fazem uma chamada
emitem em todas as direcções, mesmo que o destinatário se encontre ali ao lado.
Os corredores de edifícios públicos, principalmente por razões de segurança, são
todos apoiados por sensores para variados fins de segurança, que estão em
funcionamento permanente. Tudo isto causa uma emissão incalculável de radiações
electromagnéticas que afectam as alterações climáticas. Os «sábios» que se
reúnem para combater estas alterações não costumam referir estas causas e
preocupam-se com os efeitos muito simples dos combustíveis de carbono. E nem
quero crer que seja por ignorância, mas realmente se alguém pensar em reduzir a
produção das radiações é condenada porque destrói a qualidade de vida de muitos
industriais e não será fácil manter a actividade actual sem o recurso à
informática e aos sistemas automáticos que emitem, continuamente as radiações
que são altamente poluentes da alta atmosfera, onde são geradas as alterações
que alteram o funcionamento da vida em todo o planeta.
E actualmente, com a criação da Inteligência Artificial
(I.A.), a situação ficará mais complexa.
Recordei-me do artigo publicado em 03 de Março que
terminava com o apelo para se preparar a solução para a sociedade se prevenir
procurando a melhor forma de reagir a esta evolução por com vista a garantir um
futuro mais seguro e mais vantajoso para a felicidade da humanidade. Será
conveniente procurar tecnologias mais adequadas às
actuais necessidades, sem terem de enfrentar as dificuldades que hoje ameaçam
como as alterações brutais de temperatura, ou o excesso de seca que destrói
todo o ser vegetal ou a chuva demasiado abundante com inundações que afogam
tudo o que é vida, provocam derrocadas e deslizamento de terras, com perigo
para as pessoas, principalmente as mais idosas, ou deficientes.
É imprescindível que se
procurem novas tecnologias que se apliquem à simplicidade própria do século
passado, sem nos privar das vantagens daquelas a que já estamos habituados. A
vida não pára e não podemos teimar a lutar contra as mudanças que vão ser
indispensáveis para a humanidade se manter viva e a agir para o seu
desenvolvimento com progresso. Há que evitar a eliminação da raça humana e da
vida animal e vegetal na superfície do planeta. As inovações que forem
adoptadas devem ser bem pensadas e experimentadas a fim de ser evitado o mais
grave perigo. Oxalá que haja bom senso e não sejamos destruídos pelas
alterações climáticas. A Natureza funciona com regras que o ser humano não pode
alterar e deve adaptar o seu comportamento às exigências ambientais.
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A. João Soares
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segunda-feira, 12 de junho de 2023
IDIOMA PORTUGÊS VÍTIMA DE FALSOS «SÁBIOS»
(Public em DIABO nº 2423 de 09-06-2023. pág 16, por António João Soares)
Recebi no dia 27, um email que focava a imposição de uma nova ortografia estranha e que demonstra a má ousadia de pessoas que desprezam a ortografia actual, a qual assenta em raízes bem fortes e já com séculos de respeito pelos nacionais, mesmo os pouco letrados.
Parece que a iniciativa partiu de D. Pilar del Rio que,
pelo facto de ter estado casada com o nosso escritor José Saramago, se acha com
o direito, talvez como outros atrevidos «estrangeiros», de vir dar ordens no
modo como se fala e escreve o já muito antigo idioma «português». Já não
chegavam os próprios degenerados nativos da Língua tentarem impor (aos parvos
subservientes) uma nova ortografia, sem pés nem cabeça!
Sobre isto, a jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de
catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é
que não existia a palavra "presidenta". Daí que ela diga,
insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a
Assunção Esteves como Ex-Presidenta da Assembleia da República. E, ainda há
poucos dias, alguém ouviu Helena Roseta dizer: «presidenta!», reagindo ao
comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação.
Chocado com esta agressão ao nosso idioma, recebi o
seguinte texto, de autor bom conhecedor da estrutura em que assenta o
desenvolvimento do nosso idioma: «Existe a palavra presidenta? Que tal
colocarmos um "basta" no assunto? No português existem os particípios
activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo
"atacar" é "atacante", o de "pedir" é
"pedinte", o de "cantar" é "cantante", o de
"existir" é "existente", o de "mendigar" é
"mendicante", etc. Qual é o particípio activo do verbo
"ser"? O particípio activo do verbo ser é "ente"; aquele
que é: o ente; aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém
com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar
à raiz verbal os sufixos "-ante", "-ente" ou "-inte".
Portanto, a pessoa que preside é presidente, e não "presidenta",
independentemente do sexo. Diz-se: capela ardente, e não capela
"ardenta"; estudante, e não "estudanta"; adolescente, e não
"adolescenta"; paciente, e não "pacienta"». Este texto
constitui uma belíssima lição de Português.
Este texto que reencaminhei para mais de uma centena de amigos de que
possuo o endereço de correio electrónico, constitui uma boa aula de Português.
Foi elaborado para acabar, de uma vez por todas, com quaisquer dúvidas sobre a
questão supracitada. Se for bem interpretado, vai pôr fim a todas as dúvidas.
No entanto, não estou seguro que as mulheres que lançaram esta farpa sexista, sejam
suficientemente letradas para perceberem a explicação do texto.
E ao texto foi acrescida a seguinte argumentação «a candidata a presidenta
comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta
para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta
numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras suas
atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só
para ficar contenta».
Que desgraça a nossa!!!
Mas
a agressão ao nosso idioma, infelizmente, não é original pois não há muito tempo foram
retiradas letras que davam tonalidade às sílabas, mas que foram consideradas
inúteis por falsos «sábios» e agora deixou de haver pacto, pactuar, acção,
actividade, etc. Quem souber um pouco de línguas, verifica que as que usam
palavras de origem latina mantêm o c e o p, onde nós também os tínhamos. Se,
por um lado, dizemos que desejamos tornar o povo mais instruído e actual, por
outro lado, reduzimos o nosso idioma a vulgaridades e confusões nada
meritórias.
Se dermos força a tais inovadores a nossa cultura desaparecerá.
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A. João Soares
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15:46
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sexta-feira, 2 de junho de 2023
GOVERNAR UMA NAÇÃO NÃO É FÁCIL
http://domirante.blogspot.com/2023/06/governar-uma-nacao-nao-e-facil.html
(Public em DIABO nº 2422 de 02-06-2023. pág 16, por António João Soares)
Uma Nação é composta por cidadãos, todos diferentes, mas todos iguais em direitos e deveres, embora alguns sejam dotados de especial cultura, instrução e preparação técnica superior o que os torna mais sensíveis à falta de respeito, de honestidade, de lealdade e outras qualidades de chefia exigíveis a quem os governa. Por isso, não é tarefa fácil ser governante mas, infelizmente, há pessoas que aceitam assumir cargos de responsabilidade, só por vaidade e ambição e que, depois, deparam com dificuldades difíceis de ultrapassar. Alguns, ao enfrentarem problemas para os quais não encontram solução fácil, têm suficiente honradez para não serem enxovalhados e pedem o termo das funções. Mas muitos mantêm-se no tacho, com esperança de futuros benefícios, ou financeiros ou de recompensas devidas a amizades ou golpes de sorte.
Muitos, mais habilidosos, seguem a continuidade dos seus antecessores e isso também não é boa solução porque a realidade não é sempre igual e o que estava aceitável na semana anterior pode não ser aconselhável agora e, por outro lado, os erros de ontem não devem ser repetidos hoje, para evitar a criação de crise que conduza à degradação que pode não ter oportunidade de recuperação do nível de vida desejado. E os cidadãos mais esclarecidos, podem reagir de formas menos convenientes, mesmo que não violentas, mas perdem coragem e energia para continuar a contribuir para o desenvolvimento económico e social do seu País.
José Ramos Horta disse que Timor Leste precisa de liderança competente para não ser «Estado falhado». Mas a competência não pode ser o caminho para a autocracia, o amiguismo ou a imposição forçada do voluntarismo, do «quero, posso e mando». Na vida real de uma democracia, deve haver liberdade de expressar opinião e de o povo participar, por intermédio dos seus representantes livremente eleitos, nas grandes decisões nacionais. Mas estes eleitos, logicamente, não devem ser impostos por «cabeças iluminadas» mas sim, pelo povo que lhes conhece as qualidades mostradas pela sua preparação, experiência, honestidade, dedicação à causa pública, lealdade, respeito pelos interesses colectivos e nacionais.
Há países onde vivem, teoricamente, em democracia, mas o poder está em mãos de gente pouco séria e incompetente que decide por impulso pessoal, sem boa análise e profunda reflexão e que, passado pouco tempo, decidem o contrário, em que os seus componentes, impreparados e mal mentalizados agem de formas inconcebíveis e, por vezes até criam conflitos uns com os outros, tal é a impreparação para a função de defender o interesse nacional e de criar boa qualidade de vida para os cidadãos.
Será bom que Timor Leste aproveite as sugestões de José Ramos Horta e passe a ser governado com competência e sentido de Estado para evitar degradação e obter o máximo êxito na governação, analisando conscientemente os seus problemas e tomando decisões adequadas e que sejam bem aplicadas para agrado e proveito dos cidadãos e do desenvolvimento económico do Estado. Oxalá que, em breve, as grandes cabeças timorenses passem a ter motivo para fazerem muitos elogios à liderança que passem a ter e que possam afirmar que Timor Leste não é um «Estado falhado». Desejo isso a todos os Estados que estejam em dificuldade, incluindo Portugal que, na última década, tem passado por momentos difíceis que espero não se repitam.
Faço votos para que as próximas gerações tenham uma vocação semelhante à dos momentos mais brilhantes da história, embora adequada à época em que estamos a viver.
A vida não pode ser cópia de ontem, mas cada passo deve ser maduramente preparado e efectuado para ter êxito.
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A. João Soares
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sexta-feira, 26 de maio de 2023
PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA
PORTUGAL PRECISA DE BOA POLÍTICA
A competição eleitoral não deve ser encarada pela troca, mesmo que não seja demasiado acesa, de insultos e impropérios arremessados entre partidos, como se estes fossem clubes desportivos ou grupos rivais de indesejáveis, enfim rivalidades de baixo nível.
A conquista de votos não deve sujeitar-se a esses meios de luta mas, pelo contrário, basear-se na demonstração de reconhecida competência e boa preparação, com ideias e iniciativas que demonstrem a capacidade governativa dos candidatos eleitorais. Os cidadãos eleitores gostam de participar com o seu voto, tendo a mais garantida esperança de um futuro mais prometedor para o interesse nacional e para uma melhor qualidade de vida da população. Quando não vêm sinais convincentes de tais valores. Decidem-se pela abstenção. Não é por acaso que esta tem atingido valores muito elevados.
Para ser obtido o melhor resultado eleitoral, em cada dia que passa, o cidadão precisa de ver a capacidade dos partidos, na preparação do futuro que deseja para o País que já foi exponencialmente brilhante e que hoje se encontra muito abaixo desse êxito e com necessidade de restaurar valores dignos dos momentos mais altos da história. Recordo-me de que no primeiro texto que aqui publiquei, em 20 de setembro de 2016, onde expus algumas ideias para se encarar de forma positiva a estratégia da obtenção dos melhores benefícios para o País e para o futuro de um partido que esteja na oposição, esperando obter condições para um bom resultado eleitoral. Essa estratégia foi repetida várias vezes em textos posteriores. O facto de, na oposição, não estar em condições de tomar decisões legislativas, não impede a liberdade de análise isenta dos problemas fundamentais do País e de esboçar soluções adequadas à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e ao desenvolvimento da economia e enriquecimento nacional. E se isso for objecto de proposta e for materializado e se o poder em função utilizar esses dados, nada prejudica os direitos de autor que os difundirá de forma visível, servindo-se disso para a valorização da sua imagem.
A passagem pela oposição deve ser aproveitada como estágio de preparação para uma futura governação. Será uma forma de promoção que não ofenderá ninguém. Sem críticas ignominiosas mostra aos eleitores que existe uma boa estratégia, bem estruturada, organizada e com possibilidade de ser programada que atrai votos por ser geradora de um futuro promissor, com benefícios para o Estado e para a generalidade dos cidadãos. Os colaboradores do líder devem ser pessoas com boa qualidade moral e intelectual, competência profissional e terem preparação política.
Mas, infelizmente, em vez deste procedimento, eficazmente positivo, construtivo e patriótico, depara-se com a crítica destrutiva e negativa, própria de mentalidade de miúdos traquinas, em luta pelo poder que atrasa ou impede a construção que desejamos e que beneficiará Portugal. É conveniente mentalizar os cidadãos para a preparação do dia de amanhã, com o futuro mais risonho possível, pois este resultará do esforço colectivo de todos. E, assim, se preparará um estado de governação fruto de profunda meditação, com a ajuda de vasto leque dos melhores colaboradores. Esse tem sido o meu objectivo ao preparar os meus quase três centenas e meia de textos já publicados.
Temos que ter presente que um político deve habituar-se e treinar-se a colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse pessoal. Deve ter presente que a amizade, a paz, a harmonia e o respeito mútuo são mais importantes do que os benefícios financeiros ou a obtenção do poder.
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A. João Soares
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