terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jovem flautista com futuro prometedor

É com muito prazer que aqui se realça o êxito de mais uma jovem que se evidenciou no estrangeiro.

Adriana Ferreira, jovem de 19 anos, natural de Cabeceiras de Basto, venceu concurso para executantes de flauta, o Carl Nielsen Flute Competition, um conceituado concurso organizado na Dinamarca de quatro em quatro anos, mostrando que tem fôlego para sonhar.

"Aos seis pedi aos meus pais que me encontrassem professores de música porque queria mesmo aprender", recorda.

Começou pelo órgão e, aos 12 anos, com o sonho da música a fervilhar nos pensamentos, decidiu sair de Cabeceiras de Basto, e rumar a Santo Tirso, onde se inscreveu na Escola Profissional de Música e lá esteve até acabar o 12.º ano.

"Fui atrás do sonho. Já não sou de nenhuma terra, sou do Mundo, mas venho a Cabeceiras pelo menos uma vez por mês", afirma. O facto de ter nascido numa pequena terra obrigou-a a um esforço maior para atingir o patamar em que já está. "Sendo de uma terra pequena obriga a outros sacrifícios".

Vive em França desde 2008, onde frequenta o Conservatório Nacional de Música e o curso superior de Musicologia na Universidade de Sorbonne, Paris. "Tem sido excelente. O nível dos alunos e dos professores é muito bom e estou sempre a crescer com essa exigência".

A notoriedade de ter ganho todos os prémios a concurso não ofuscou Adriana, que dá um excelente exemplo de humildade, reconhecendo o caminho que ainda há que trilhar e o trabalho a desenvolver para sustentar uma carreira. "Tenho de continuar a trabalhar, estudar e aproveitar todos os concertos e contactos para desenvolver as minhas capacidades".

Parabéns Adriana. Desejamos-te um sucesso total, em cada momento, como agora ocorreu na Dinamarca .

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Falta de informação de empregabilidade

A notícia «Cursos com mais desemprego esgotam vaga» mostram que os candidatos ao ensino superior , seus familiares e amigos, desconhecem as realidades sobre o desemprego nas diversas ares do conhecimento, e enveredam por cursos com pouca capacidade de garantir emprego.

Parece insólito, demonstrando falta de conhecimento de métodos de preparar a decisão e a do curso a seguir é importante e exige procura de informação, de dados, exige que se pense antes de decidir. Ou será que o o valor dos subsídios de inserção ou de desemprego será tão compensador que se transforme em forma de vida e torne menos importante a escolha do curso a tirar, olhando para este apenas pelo aspecto da facilidade?

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domingo, 12 de setembro de 2010

Político arrogante abusa do cargo

Adjunto de Isaltino morde polícias
TVI24. Por: Redacção 12-09-2010 14: 45

Tudo começou com o reboque de um carro que estava estacionado numa passadeira

Ezequiel Lino, ex-presidente da Câmara de Sesimbra e actual adjunto de Isaltino Morais, é acusado de agredir e morder agentes da PSP numa discussão de trânsito.

Segundo o «Correio da Manhã», tudo começou porque o carro da filha do autarca foi rebocado por estar estacionado em cima de uma passadeira.

A filha de Ezequiel Lino foi a primeira a chegar ao posto da polícia em Oeiras para regularizar a situação. Mas ao saber do sucedido também o político entrou em cena e foi à PSP confrontar os agentes.

Chegou exaltado, insultou os agentes e agrediu dois polícias, um homem e uma mulher. Um deles teve mesmo de receber tratamento hospitalar

Ezequiel Lino foi detido e presente a tribunal no dia seguinte. Respondeu pelos crimes de resistência e coacção sobre agentes da autoridade e ficou com termo de identidade e residência.

A TVI tentou contactar a assessoria do ajunto da câmara mas até ao momento não foi possível obter mais esclarecimentos.

O político dirigiu os destinos da câmara de Sesimbra durante mais de 20 anos. É adjunto de Isaltino Morais. Está ligado ao pelouro da habitação, da Protecção Civil, Ambiente e Polícia Municipal.

Posted by Isabel Magalhães at 20:31no blog Oeiras Local
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O ovo de Colombo ou o Rei vai nu

Transcrição de artigo seguido de nota:

O que arde cura!
Jornal de Notícias. 12-09-2010. Por António Freitas Cruz

As televisões mostraram de raspão (quem sabe se envergonhadamente…) uma ideia que Miguel Cadilhe terá deixado cair algures por aí e que se poderá traduzir, salvo erro, mais ou menos assim: vale mais uma boa crise política do que um mau Orçamento. Ou seja, digo eu, o penoso deslizar para um pântano sem saída.

Não tenho competência para debater a proposição do prestigiado antigo ministro, mas aquilo a que chamarei, sem originalidade, o meu "feeling" diz-me que lhe assiste a razão.

Nunca se saberá o que seria melhor. Está totalmente fora de hipótese a concordância do presidente. Trata-se de um institucionalista inveterado, que defende o integral cumprimento dos mandatos e que, ainda por cima, se encontra à beira da sua própria reeleição: donde, estabilidade a qualquer preço, ainda que nos atire contra uma parede.

Quando Cavaco Silva ajudou a correr com um primeiro-ministro, deu-se mal com o fim da história. Se é certo ter conseguido que Jorge Sampaio despachasse a "má moeda", a verdade é que a "boa moeda" que lhe coube em sorte (e a nós também!) não era, afinal, assim tão boa. Por acaso, até era bem pior.

De modo que, com a irresponsabilidade própria de quem não tem poder, assim a modos que um bloquista ou um "pêcê" (ambos já sem a ditadura do proletariado), e beneficiando do estatuto ímpar da impertinência, eu apostava na crise política.
Afinal, o que arde - cura!

NOTA: Quando os raciocínios se prendem com pequenas coisas e os argumentos giram à volta do mesmo ponto, é impossível sair do labirinto, orientar-se na floresta. Haja quem grite «o Rei vai nu» !

Pelos vistos Cadilhe indicou a pista para sair do circuito fechado. O autor do artigo diz que tinha um «feeling» e seria correcto se os políticos institucionais não se prendessem a olhar para os interesses intestinos da luta pelo poder ou pela sua manutenção, esquecendo-se dos interesses nacionais.

O Orçamento, sendo bem preparado, a pensar em Portugal, poderá ter efeitos benéficos sobre o futuro dos portugueses nos próximos anos, ou até décadas. Por outro lado uma crise política traz perturbação e despesa nos próximos meses mas o País pode beneficiar se os portugueses souberem e quiserem escolher bons representantes, com capacidade para fazer uma gestão pública eticamente correcta.

Por isso deve ser dada prioridade à qualidade do Orçamento a aprovar, mesmo que isso tenha custos, de momento.

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Para acreditar na Justiça

Uma crítica positiva, construtiva, não se deve resumir a apontar o que está menos bem, mas a sugerir soluções, novas pistas. É o caso presente. As condições apresentadas, no artigo que se transcreve, para credibilizar a justiça, são pontos a inserir num bom guia (ou código ético) de procedimentos, um decálogo simples, não só dos agentes da Justiça mas também para uso de jornalistas e da sociedade em geral. Uma questão de civismo.

A justiça dos homens
Jornal de Notícias. 12-09-2010. Por A. Marinho Pinto

Há dois mil anos, na Palestina, um Nazareno inocente foi condenado à morte por uma multidão de pessoas fanatizadas naquele que é até hoje o mais famoso julgamento da história da humanidade. O que mais me impressiona nesse julgamento não é o facto de o arguido estar inocente, pois sempre houve e haverá inocentes condenados; também não é a brutalidade da sentença, pois a pena máxima sempre foi a preferida das multidões; não é sequer a certeza irracional da turba sobre a culpabilidade do acusado, pois todas as multidões (as massas, como dizem alguns) são sempre irracionais e só têm certezas (por mim fujo sempre delas, seja nos estádios de futebol, seja nas procissões políticas ou sindicais, seja nas manifestações públicas de qualquer religião).

O que ainda hoje me impressiona naquele julgamento é o facto de, então, ninguém ter erguido a voz para defender o arguido ou sequer para manifestar dúvidas sobre a sua culpa. Ele, que pouco tempo antes arrebatava multidões, ele que fora a esperança para milhares de seguidores, de repente, estava ali sozinho, sem defesa, perante uma multidão que, embriagada com as suas próprias certezas, ululava pela execução da sentença que ela própria proferira.

O próprio julgador, que tinha os poderes para impedir a injustiça, cedeu às suas exigências e, apesar das dúvidas que chegou a manifestar, optou por lavar as mãos e entregar o acusado aos justiceiros. E mesmo aqueles que o sabiam inocente, não foram capazes de um gesto em sua defesa. Todos, por medo, vergonha ou cobardia, se calaram. E até os seus seguidores mais próximos negaram que o conheciam. E tudo isso aconteceu, não pela inexorabilidade de um desígnio profético, mas porque os senhores do Templo queriam a sua condenação a todo o custo e trabalharam para isso, manipulando e intoxicando a opinião pública de então. Dessa forma conseguiram o duplo objectivo de fanatizar uma parte da sociedade e calar os que tinham dúvidas ou acreditavam na sua inocência do acusado.

Casos semelhantes surgiram aos milhões ao longo da história da humanidade e repetem-se ainda hoje um pouco por todo o mundo, sempre com a intolerância e o fanatismo a aniquilar o direito de defesa dos acusados. Desde os inocentes que arderam nas fogueiras da Inquisição até aos condenados dos processos de Moscovo ou de Praga, para já não falar nos decapitados ou fuzilados de todas as revoluções e contra-revoluções, todos foram vítimas daquelas certezas absolutas que fanatizam as pessoas, por vezes até as mais generosas.

Por isso eu só acredito na justiça dos homens quando ela é feita no respeito por princípios que a relativizam e lhe impõem, como regra fundamental, o respeito absoluto por todas as pessoas envolvidas.

Por isso eu só acredito na justiça quando os que a administram respeitam os direitos de defesa e não os tentam esvaziar com alegações espúrias de excessos de garantismo.

Por isso eu só acredito na justiça quando ela é feita no lugar próprio que são os tribunais, por magistrados e advogados independentes e não nos órgãos de comunicação social por justiceiros de ocasião ou em instâncias não soberanas.

Por isso eu só acredito na justiça quando ela aceita sem dramatismos que é preferível inocentar um culpado do que condenar um inocente.

Por isso eu só acredito na justiça quando, em todos os seus trâmites, ela respeita o princípio da presunção de inocência até ao momento em que um veredicto de culpabilidade se torne definitivo por já não poder ser objecto de recurso ordinário.

Por isso eu só acredito na justiça quando ela é feita não em nome das vítimas, mas sim em nome dos bens jurídicos ofendidos com o crime e para reafirmar solenemente a validade desses bens, sem cedências a qualquer fundamentalismo justiceiro.

Por isso eu só acredito na justiça quando, havendo lugar ao ressarcimento moral das vítimas, ele não se faça através da humilhação pública dos condenados, sejam eles quem forem.

Por isso eu só acredito na justiça quando ela procura a verdade dos factos através de provas produzidas no próprio processo com respeito pelo princípio do contraditório e não com a informação tendenciosa de órgãos de comunicação social.

Por mim sempre lutei por esses princípios e, seja como bastonário da OA, seja como advogado ou como simples cidadão, nunca deixarei de erguer a minha voz em protesto contra a sua violação.

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sábado, 11 de setembro de 2010

11 de Setembro

Dois momentos a recordar, neste dia: Em 1973 no Chile e em 2001 nos EUA.

Se a maior parte das pessoas se recorda da destruição das Torres Gémeas, são poucas as que têm memória do que aconteceu em 1973 no Chile em que foi assassinado o presidente eleito Salvador Allende, e bombardeando do Palácio de La Moneda como inicio do golpe militar que levou ao poder o ditador militar Pinochet, cujo regime resultou na morte de cerca de 30,000 pessoas e milhares de desaparecidos e torturados. pode ler aqui e
aqui.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Explosão e incêndio em S. Francisco

É de lamentar os danos pessoais e materiais e a quantidade de pessoas lesadas por esta catástrofe.

Infelizmente, nos tempos mais recentes tem havido demasiados acidentes de graves consequências, o que coloca em evidência que a humanidade tem-se degradado nos aspectos humanos, de sensatez e lucidez, não acompanhando em precaução e sentido de segurança e de responsabilidade, os avanços tecnológicos que tem vindo a utilizar. Em vez de se ajustar aos riscos que a tecnologia acarreta e tomar as medidas de prevenção e segurança mais adequadas, acabou por se desmazelar a permitir que aconteçam acidentes de gravidade inusitada.

Esta degradação persistente foi abordada no post Segurança votada ao desprezo publicado há pouco mais de duas semanas. Hoje o homem parece estar mais desumano e desleixado do que no tempo do paleolítico, apesar de as tecnologias o colocarem num patamar materialmente mais elevado.

A vida não se resume ao dinheiro, ao consumismo, à ostentação, à arrogância, ao facilitismo, ao deixa andar. Há valores que têm que ser restaurados com urgência.

Podem ser visots textos e imagens aqui, aqui e aqui.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cuba precisa de reformas profundas

Um desabafo muito significativo que deve ser meditado. O título do artigo do Público, só por si diz muito.

Fidel Castro diz que modelo económico de Cuba não funciona nem para os cubanos
PÚBLICO 09-09-2010

Entrevista à revista norte-americana "The Atlantic"

O ex-Presidente cubano Fidel Castro, que seguiu à frente dos destinos da ilha durante quase 50 anos, admitiu que o modelo económico de Cuba “já não funciona”.

“Já não funciona nem para nós”, afirmou numa entrevista com o jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, correspondente da revista “The Atlantic”, que conduziu ao longo do mês de Agosto em Havana uma série de conversas com o antigo líder da revolução cubana, tendo visitado a ilha a convite de Castro.

O antigo lider cubano quererá abrir espaço a reformas económicas e facilitar a vida ao irmão Raul, perante resistências de radicais.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Insanidade nacional ???

Há uns anos vivemos num ambiente de neblina sem nos podermos orientar pela sombra do Sol nem pela estrela Polar e até falta a bússola, por já não haver com que a comprar, dado o aumento dos impostos e do preço dos produtos essenciais, ao mesmo tempo que foram reduzidos apoios sociais e outros benefícios que, embora pequenos, minoravam a carência geral.

Tem razão o PR para aconselhar palavras de verdade, pois desde as promessas eleitorais de muitos milhares de empregos de que nunca mais se falou, às palavras optimistas mesmo depois de estarmos visivelmente em crise económica e financeira, as falsidades tendentes a criar ilusões insustentáveis de futuro melhor não param e surge agora o «Ministro da Economia diz que retoma é superior às expectativas do Governo».

Mas essas palavras esperançosas não convergem totalmente com o facto de que o «Estado volta a pagar mais juros para se endividar», de que os «Caminhos do Governo são “estreitos” para impedir subida do risco da dívida pública», de que o «Risco da dívida portuguesa atinge máximo de sempre», de que o «Risco da dívida portuguesa é o que mais sobe hoje».

Mas o que é muito mais grave é o sinal dado pela notícia de que as «Lojas que compram ouro usado duplicaram nos últimos dois anos», o que evidencia as graves carências sentidas pela maioria dos portugueses que se vêm na necessidade de se desfazer de património familiar, algum na posse da família há várias gerações, com um valor sentimental elevado, além do valor material. A duplicação de tais lojas é um sintoma ou uma prova da pobreza galopante que ataca a população distante dos centros de poder e que estão na mira dos exploradores das grandes empresas, como Soares dos Santos, que ignoram que teriam mais clientes e oportunidades de mais negócios e maiores lucros se à população mais pobre fosse dado algum poder de compra. Dessa forma, as empresas seriam mais favorecidas do que com a redução de IRS e IRC e aumento do IVA como defende.

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Valores éticos e personalidade

Transcrição seguida de NOTA:

Crescimento espiritual
Jornal de Notícias. 08-09-2010. Por Luís Portela

A experiência terrena de alguns milénios centrou a atenção dos seres humanos no exterior. Provavelmente pela necessidade de sobrevivência, a que se terá seguido a necessidade de segurança, de relacionamento harmonioso com os reinos mineral, vegetal e animal e, sobretudo, com os outros homens.

A humanidade, focada no exterior, conseguiu um domínio esmagador de tudo à sua volta, procurando condições de vida material cada vez mais favoráveis. Ressalta, porém, alguma insatisfação da generalidade dos seres humanos.

Insatisfação provavelmente proveniente do egoísmo humano, que foi desprezando os valores universais e ferindo, em seu proveito, os diferentes reinos da Natureza, de forma evidentemente desarmoniosa. Mas, insatisfação também resultante do exagero da atenção que os seres humanos têm dedicado ao exterior, esquecendo-se de focarem a atenção no seu interior.

Parece que só uma profunda análise interior, na busca de uma maior compreensão de quem somos e de quais os nossos reais objectivos na experiência terrena, nos permitirá sentir a dor e a alegria dos outros, compreender o nosso papel no Todo Universal, desenvolver a sensibilidade, a tolerância, a compaixão e a sabedoria que nos possibilite um superior grau de realização. Impõe-se, então, um maior trabalho interior de auto-análise, de abertura de consciência, de compreensão mais profunda de quem somos.

O facto de biliões de seres humanos continuarem a sofrer de pobreza, fome, opressão, humilhação e brutalidade parece tornar imperiosa a substituição do objectivo central da experiência humana da sobrevivência para o crescimento espiritual. E o crescimento espiritual consiste em criar uma compreensão mais profunda do nosso eu, percebendo como pelo nosso pensamento podemos introduzir melhorias em nós próprios e como essas melhorias podem ter impacto no mundo.

NOTA: O desprezo pelos valores éticos e pelo crescimento espiritual, tem levado a graves agressões ao ambiente, ao esgotamento dos recursos naturais à poluição, às catástrofes e à fome que aflige quase meio mundo naturais.

Este assunto tem sido aqui abordado por várias vezes. Os seguintes links apresentam temas convergentes com o deste artigo:


- Dinheiro não é o essencial
- O Steve Jobs da publicidade fartou-se do capitalismo?
- Dinheiro não dá felicidade
- Mark Boyle: Há um ano sem dinheiro
- Lição de vida dada por um Tuareg
- Dispensar excessos, consumismo e ostentação
- O Homem sensato e a Avestruz
- Simplicidade de vida e justiça social
- A Simplicidade é louvável
- Milionário desfaz-se da fortuna que o faz infeliz

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PSP dá lição aos políticos

Transcrição seguida de NOTA:

Convocada primeira greve na PSP
JN. 100908. 00h46m. ALEXANDRA FIGUEIRA

Está convocada para Novembro a primeira greve da PSP. Ontem, terça-feira, o terceiro maior sindicato anunciou o pré-aviso para os dias em que Portugal deverá acolher uma reunião da NATO, com a presença de Barack Obama. Mas a legalidade da greve não é unânime.

"Não estamos a inventar nada, estamos a cumprir a lei", assegurou ao JN o presidente do Sinapol - Sindicato Nacional da Polícia, que convocou a paralisação para 19, 20 e 21 de Novembro, dias aprazados para uma reunião da NATO, com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama.

Armando Ferreira garante que sucessivas alterações à legislação, incluindo a que regula o contrato de funções públicas, acabaram por tornar legal a marcação de greves por sindicatos da PSP. E invoca pareceres de constitucionalistas como Gomes Canotilho e Jorge Miranda.

Armando Ferreira garante, por isso, a legalidade da decisão tomada ontem, numa assembleia geral do sindicato. "Estiveram presentes 60 pessoas; 58 votaram a favor e duas abstiveram-se", disse. (Toda a notícia aqui)

NOTA: Um bom aproveitamento da data. Serve para o sindicato ensinar aos senhores políticos que os polícias não devem ser considerados como simples e vulgares funcionários públicos.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Coesão e união de esforços na governação do País ???

O presidente da República, Cavaco Silva, apelou hoje, aos portugueses que "ponham de lado as divisões", uma vez que o país precisa de "coesão e união de esforços" para enfrentar as dificuldades que sente.

Este apelo ou conselho vem ao encontro do lema muito antigo de que «a união faz a força», mas só pode ser inteiramente aplicável a uma pequena equipa organizada com um líder incontestado e, portanto, disciplinada e disposta a seguir o chefe para onde ele decidir ir.

Ora, na realidade política em democracia, tal chefia incontestada e portanto seguida sem hesitações, não existe. Mesmo dentro dos partidos a união e a coesão em torno do chefe, não passa de miragem. A nível nacional, além da opinião individual há a ausência de monolitismo nos partidos e as diferenças com que estes vêm os objectivos e as estratégias nacionais. Daqui se conclui que só é possível tal coesão e união de esforços se todos os partidos da oposição decidirem apagar-se, colocar de lado as suas ideologias e convicções e, mesmo discordando, se submeterem ao Governo mesmo nas coisas que entendem ser erros crassos contra os interesses dos portugueses. Seria uma democracia asfixiada, extinta, melhor merecendo o epíteto de ditadura.

Portanto aquelas palavras, que parecem sensatas, carecem de conteúdo prático e de uma boa explicação sobre a forma de se tornarem concretas para enfrentar as dificuldades que todos estamos a sentir, desde há demasiado tempo. Gostaria que me dissessem com quem devo ser coeso e a quem devo unir os meus esforços, em cada momento do dia.

Mas, provavelmente, o PR queria referir-se ao caso concreto da aprovação do orçamento. Porém, nesse caso, é preciso negociar as condições, os pormenores do documento, para que ele mereça a aprovação dos votos suficientes para ser aprovado. Não pode ser o PS a ceder em toda a linha nem os outros partidos a aceitarem aquilo de que discordam inteiramente. E será bom que nessa preparação da decisão haja sentido de Estado, seja sempre dada prioridade aos interesses nacionais. Só estes merecem concentrar a coesão e a união de todos os esforços.

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Desemprego combate-se falando verdade ???

O título da notícia «"É fundamental falar verdade aos portugueses" para combater desemprego, diz Cavaco Silva» pode parecer mal intencionado (!), mas a primeira frase do artigo esclarece: «O Presidente da República afirmou hoje que "é fundamental falar verdade aos portugueses" para que o país consiga atingir "o grande objectivo" de redução da taxa do desemprego.»

Até que enfim, foi descoberta a solução para combater o desemprego. Parecia um problema difícil, mas esta solução genial de um professor universitário de economia, mostra que é mais fácil do que o «ovo de Colombo».

Basta todos falarmos verdade e o desemprego desaparece. Qual formação profissional, qual vontade de trabalhar, qual redução do subsídio de desemprego, qual empreendedorismo, qual combate à corrupção, ao tráfico de droga e à «pequena» criminalidade, nada disso é necessário ou conveniente. Basta falar verdade !!!

Sempre achei que falar verdade é um dos fundamentos do civismo, é essencial em tudo na vida, mas desta não me tinha lembrado. Então, devemos dizer as verdades para que cesse o desemprego: diga-se que as estradas estão pessimamente sinalizadas e que isso arrasta o descrédito de cada sinal, a condução perigosa e a mortalidade rodoviária; a má educação na mais tenra idade despreza o sentido de segurança e produz acidentes de todo o género, em casa, no trabalho, na estrada; a falta de escolas técnicas resulta em ausência de jovens adultos habilitados para trabalhos técnicos, que terão de ser feitos por imigrantes; a descriminalização de muitos delitos e o mau sistema de Justiça permite às pessoas enriquecer mais depressa do que estando empregadas; os mais visíveis sinais de riqueza nem sempre resultam de um bom emprego e da verdade; os políticos, salvo eventuais excepções, têm bons empregos (tachos) de elevada remuneração e não usam a verdade nem fazem ideia do que tal vocábulo significa; a preparação das crianças para futuro emprego não se consegue por ter sido dificultado o acesso às escolas, eliminados os chumbos e as retenções; a falta de sensibilização dos jovens para o valor do dinheiro, recurso limitado, e para os cuidados a ter na sua gestão conduz ao consumismo e ao endividamento. etc, etc.

Aqui fica um contributo para combater o desemprego na óptica do professor Cavaco Silva. Exorto os leitores a dizerem todas as verdades que conheçam, a fim de que o desemprego desapareça completamente!!!

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domingo, 5 de setembro de 2010

A Justiça e os privilegiados

A sensatez aconselha a não correr atrás de lamentos ou gritos emotivos, sem parar para pensar e usar de racionalidade para conhecer melhor os fenómenos e tirar conclusões serenas. Quanto a conteúdo de jornais, hoje é fácil comparar o que é dito nuns e noutros e excluir aquilo que possa ser considerado exagero e menos realista.

A notícia «Magistrados do STA "consentem" evasão fiscal das fortunas» apresente motivo de preocupação, quando se deseja uma melhor justiça social com menor fosso entre os mais ricos e os mais pobres. Depois em «Justiça» vemos que o mal está na legislação que regula os procedimentos jurídicos, o que está na mão dos deputados, os tais que por se considerarem em quantidade exagerada faltam com muito à vontade.

Também o artigo «A farsa das gasolinas» merece ser lido com atenção, não apenas quanto aos preços caprichosos da gasolina, variáveis conforme a latitude do local da bomba, mas também quanto aos nomes expressos e subentendidos, mas decifráveis para quem andar atento ao ambiente envolvente.

Os detentores de fortunas, os poderosos magnatas, exercem sobre os políticos uma convincente «acção psicológica» que dá frutos. Ficou bem patente no post «Justiça Social???» a dica discreta de Alexandre Soares dos Santos a recordar aos políticos de que não devem esquecer-se de que quem manda, quem tem o poder real, é a alta finança e as grandes empresas. E estas estão na mão de pessoas que zelam pelos seus interesses, e não querem que as decisões políticas vão lesar as manobras para o aumento dos lucros. Depois lhes serão dadas as recompensas a combinar, como é o caso da notícia de que «Pinho vai dar aulas em Nova Iorque. EDP paga». Vê-se bem como funcionam as contrapartidas entre ministros servis e empresários, ou resumindo, a corrupção discreta, difícil de comprovar!!!

Os do topo da escala de riqueza estão bem protegidos, mas o povo, que já nem consegue listar as suas carências, sofre indefeso os abusos e a exploração dos poderosos. Até quando?

Os responsáveis pela Ordem Pública, devem analisar as causas dos recentes distúrbios em Maputo e alertar o Governo para as medidas apropriadas a fim de evitar que as razões do descontentamento atinjam o ponto de rotura, de não regresso. Será tarefa difícil, mas quem se candidatou ao Poder deve sacar de toda a sua inteligência, dedicação e coragem para dirigir a sua estratégia aos pontos fulcrais e não se limitar a sucessivos aumentos de impostos e de dificuldades a quem já só tem carências.

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sábado, 4 de setembro de 2010

Dinheiro público. Investimento ou esbanjamento?

Na gestão do dinheiro público, dado tratar-se de um recurso finito e que, directa ou indirectamente, sai do bolso dos contribuintes, devem ser tidos cuidados especiais, como aqui tem sido referido repetidas vezes, sendo exemplo os blogues «Despesas devem ser inferiores às receitas» e «Estónia bom exemplo de gestão financeira».

No entanto, parece existir na mente de vários políticos a ideia discutível de que os investimentos, só por si, fazem milagres, como se refere nos posts «Investimento e exportação a chave da recuperação???»e «Sócrates «encrençado» no grande investimento público». Agora a notícia «Casa nova da SIC custa dois milhões à Câmara de Matosinhos» pode traduzir mais um erro de esbanjamento com aparência de investimento.

Por acordo entre a Autarquia e o grupo de Pinto Balsemão, proprietário da SIC, Expresso, Visão, etc., celebrado em Julho do ano passado, a Câmara comprometeu-se a reabilitar e adaptar o edifício do antigo matadouro municipal, na Rua de Afonso Cordeiro, e a arrendá-lo por oito mil euros mensais, durante um período de 15 anos, renovável. Estava previsto que as obras tivessem um custo total de 1,2 milhões de euros, mas já houve um aditamento de mais 750 mil, correspondente a mais 62,5%, e não está garantido que não surja outro aumento até ao fim das obras.

Isto significa que, no final do contrato, o Município, mesmo sem outro aumento dos custos, ainda não abateu o investimento feito. Ao fim de 15 anos, quando as partes poderão ou não renovar o acordo, as rendas pagas pelo grupo Impresa vão totalizar 1,44 milhões de euros. Menos 510 mil euros do que o valor investido na recuperação do edifício.

Mesmo que se argumente com a recuperação e a manutenção do património surge a dúvida se esse património tem valor histórico ou artístico que justifique tal despesa sem retorno. Com qualidade de gestão de bom empresário não seria mais racional alienar tal património? Qual o interesse em esbanjar o dinheiro público saído do bolso de populações com dificuldades, em obras sem vantagens?

Parece ser um caso típico em que se deve usar a metodologia de «Pensar antes de decidir», coisa que não parece estar nos hábitos dos nossos governantes, autarcas e gestores públicos, o que estará na base de crises orçamentais de défice e de dívida pública.

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Fogos, erosão, deslizamentos

Há quase três semanas, no post Fogos florestais agravam perigo de deslizamento alertava-se para o aumento do risco de deslizamentos de terras com as graves consequências para pessoas e haveres como se verificou recentemente no FUNCHAL.

É conhecido o facto de pouca gente do país ler cuidadosamente os blogues, e essa pouca não presta a melhor atenção aos assuntos de maior interesse.

Mas hoje, aparece no Jornal de Notícias ao artigo Chuvas torrenciais podem "matar" solos florestais que aborda o mesmo tema, em que se lê que a «erosão causada pelos incêndios» deve dar origem a cuidados especiais de que salenta os seguintes:

«Limpeza e desobstrução de linhas de água, sementeira de plantas herbáceas de emergência (sem esperar pela sua regeneração natural) e aplicação de resíduos orgânicos (troncos e ramos de árvores), formando barreiras contra o arrastamento de solo pelas chuvas, são algumas medidas recomendadas.»

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Decisores e assessores

Transcrição seguida de NOTA:

A Prova dos Nove dos nossos políticos
Destak. 02-09.2010. Por Isabel Stilwell. Editorial

Se os chefes dessem a importância devida ao papel da secretária, ou os políticos ao dos assessores, uns e outros teriam muito mais cuidado nas suas escolhas.

Deles depende em absoluto, a sua própria imagem, e quanto mais emproado, maldisposto e bipolar for o chefe/político, mais devia investir em que quem dá a cara por ele tivesse as qualidades opostas. Alguém que pudesse, a todo o instante, esconder esses defeitos, e vendê-lo como uma pessoa difícil, mas de coração de ouro; competente, mas com problemas pessoais em vias de resolução; inteligente, mas temporariamente embrutecido pela crise económica.

Ou seja, criaturas heróicas, capazes de engolir sapos e manter a lealdade, e capazes de levar quem as rodeia a acreditar que «aquele cretino não deve ser assim tão mau, porque pelo menos sabe escolher a equipa».

Infelizmente os chefes mais broncos, sejam patrões de uma multinacional, de uma empresa pública, políticos em lugares de destaque, ou donos de um estabelecimento comercial tendem a seleccionar os seus assessores à sua imagem e semelhança, o que se não é de estranhar, resulta numa desgraça a dobrar.

É como se um dissesse mata e outro esfola, aumentando exponencialmente, a cada minuto que passa, o ódio de quem tem de trabalhar para eles. Felizmente, nestes casos, quando finalmente o de cima é despedido, a secretária segue-lhe os passos, o que abre uma clareira de esperança em qualquer empresa.

Sinceramente, se fosse de uma dessas agências de ratting que anda por aí a avaliar o futuro da nossa economia, mensageiro do FMI ou investidor estrangeiro, o primeiro levantamento que faria era o da qualidade das secretárias do País. Proponho mesmo que, nas próximas eleições, os debates televisivos sejam entre as secretárias e os assessores dos nossos políticos e gestores porque, afinal, são eles a prova dos nove da sua qualidade (ou falta dela).

NOTA: Este texto suscita reflexões com alguns pontos comuns ao texto do capítulo Decisores e Assessores do livro Tempos Difíceis aqui citado em 01.08.2010.

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Reduzir a despesa pública

Transcrição seguida de NOTA:

Cortar na despesa
Destak. 01- 09- 2010. João César das Neves.

A mais infame das expressões políticas em Portugal é: «a despesa do Estado é incompressível». Quando o Sector Público prevê gastar este ano mais de 81 mil milhões de euros, quase metade do PIB, como pode ser impossível cortar?

A situação nacional é grave, mas tem a grande vantagem de ser simples de explicar. As últimas décadas criaram uma enxurrada de direitos, serviços, obras, exigências, garantias, benefícios. Gerações de políticos congratularam-se por acumular mais uma benesse para este ou aquele.

Nunca explicavam como se pagava. Cada uma era pequena e justificável; a totalidade é a ruína do Orçamento, que aumentou 60% em termos reais em 15 anos. Só se foi pagando porque a dívida cresceu, enquanto as sucessivas subidas de impostos, que nada resolviam, estrangulavam a economia. Agora, assustados pela crise, os credores internacionais perderam a paciência.

Não vale a pena fingir ou criar encenações. A solução não exige rever a Constituição, espiolhar o Orçamento, substituir o Governo. É só necessário um pouco de coragem e sentido de Estado. Depois há que conceber um programa sério, geral e responsável de redução equilibrada de benefícios (salários, pensões subsídios, apoios, obras e serviços), procurando manter a justiça mas cortando a sério a estrutura e tendência da despesa.

O FMI faz isso de borla. Não vale a pena dramatizar nem exagerar o sacrifício. A despesa só é incompressível se o poder político for mole.

NOTA: Se o défice ocorre quando as despesas são superiores às receitas; se estas, os impostos, já estão nos limites máximos, a solução só pode estar na redução das despesas e é notório que a actual máquina do Estado está demasiado despesista em múltiplos aspectos. Dá a impressão de que a infantilidade dos políticos os leva a «brincar» com o dinheiro público sem a mínima consciência de que se trata de um recurso finito, um bem perecível.

O artigo merece ser cuidadosamente interpretado porque, nos pormenores, contém todos os pontos sensíveis da doença que ataca o mecanismo estatal.

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A fome não se mata com balas

Depois das notícias vindas de Maputo, conclui-se que os políticos raramente usam uma óptica bem focada nos interesses do povo que juraram defender. Perante manifestações contra o aumento do custo de vida, em vez de pão ao autoridade atirou-lhes balas.

Infelizmente, neste aspecto e noutros, verifica-se em muitos países mesmo nalguns que se consideram civilizados, uma criminosa falta de sentido de Estado dos políticos em funções de responsabilidade. Esquecem que foram eleitos para gerir o bem-estar do povo, como seus mandatários e que devem ter sempre presente o seu dever para com os eleitores.

A sua falta de sentido de responsabilidade e de competência na gestão dos interesses nacionais leva a actos criminosos, condenáveis, como esta onda de violência atroz contra o povo faminto e indefeso. Mas, para mal da humanidade, a Justiça que devia ser geral e isenta, acaba por ignorar os crimes dos ocupantes das cadeiras do poder.

Por se julgar interessante, transcreve-se o artigo seguinte:

Em nome do "povo"
Jornal de Notícias 02-092010. Por Manuel António Pina

Dez mortos, entre os quais crianças, e várias dezenas de feridos é o balanço provisório dos tumultos motivados pela subida dos preços dos bens essenciais em Moçambique, onde pão, arroz, electricidade e transportes sofreram aumentos que chegam aos 20%. Isto num dos países mais pobres do Mundo, com um salário mínimo que anda pouco acima de 50 euros por mês. Os protestos vinham sendo há dias convocados por SMS e, ontem, Maputo acordou ocupado por polícias, apoiados por blindados, que não estiveram com meias medidas e abriram fogo sobre os manifestantes.

Os antigos guerrilheiros hoje no Poder em Maputo esqueceram rapidamente o sentido de uma palavra terrível como "fome", gritada para as câmaras da RTP por uma mulher desesperada: "Na Presidência estão comendo bem, por que é que nós havemos de morrer de fome?".

Para o provavelmente bem alimentado ministro do Interior da Frelimo, que ordenou à Polícia que atirasse a matar sobre os seus concidadãos (o tal "povo"), milhares de pessoas acossadas pela fome saqueando mercados por comida são (disse-o na TV) "aventureiros, malfeitores e bandidos" a abater.


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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Justiça Social ???

Vejamos onde se encontra a real origem do Poder que nos domina.

Para acabar com a crise e desenvolver o bem-estar dos portugueses, surgem as mais diversas sugestões. Agora, no Público aparece esta que merece séria meditação.

O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, que detém a cadeia de supermercados Pingo Doce e os hipermercados Feira Nova, defende redução do IRS e IRC e aumento do IVA, considerando que «o próximo Orçamento do Estado (OE) é “a última oportunidade para reduzir o papel do Estado-sorvedouro dos impostos”

Ou sou mais ignorante do que pensava ou esta proposta de um capitalista não surpreende absolutamente nada. Defende os seus interesses e os dos seus pares do topo da lista dos mais ricos e não tem escrúpulos de agravar tragicamente a vida dos mais pobres. Efectivamente, quer aliviar o IRS e o IRC que afectam mais os que têm rendimentos mais altos e libertam os que pouco têm.

Pelo contrário, quer agravar o IVA que afecta, por igual, todos os consumidores desde o mais pobre que apenas compra um pão para enganar a fome.

Se tal ideia fosse aceite, aumentaria de forma trágica o fosso, já demasiado acentuado, entre os mais ricos e os mais pobres!!!

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