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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Compreender os USA



Sugere-se a leitura do livro «Sister Revolutions, French Lightning, American Light», de Susan Dunn, sobre a Revolução Francesa e a que criou os USA, onde se mostra os dois acontecimentos ocorridos na mesma época com contactos muito apertados entre os actores de um e outro país.

Só que os franceses erraram no lema, pois não é prático conciliar a IGUALDADE com a LIBERDADE. Igualdade é sempre traduzida em uniforme, disciplina militar, ausência de iniciativa individual, liberdade cerceada, condicionada.

Os americanos, pelo contrário, realçaram a liberdade responsável, favorecendo a iniciativa individual, a criatividade, apenas limitada pelo respeito a igual direito do outro. Criaram riqueza seguindo as regras de que Linkoln fala no álbum representado acima.

A igualdade só deve ser de oportunidades, de cada um procurar a sua felicidade, isto é, a igualdade de todos perante a lei. Depois uns conseguirão melhores resultados do que outros, como aliás acontece em qualquer campeonato desportivo.

A liberdade impõe o respeito pelos direitos dos outros, pelas liberdades dos outros sejam pobres ou ricos, brancos ou de cor, nascidos aqui ou no estrangeiro, podendo seguir a profissão para que sentirem mais aptidão, escolhendo com quem casar, onde morar, o tipo de carro ou de bicicleta, ou sapatos, etc, etc. Se assim não for pode ser libertinagem ou outra qualquer coisa menos séria.

Mas vamos ao ódio contra os americanos. Durante a II Guerra Mundial, os americanos fizeram um esforço de guerra em que concentraram todos os esforços e foi criado um complexo industrial militar poderoso englobando iniciativas de muitos empresários.

Já perto da sua vida activa, o Presidente Eisenhower alertou para o perigo futuro vindo desse complexo industrial militar que não iria sujeitar-se a ser eliminado e não iria deixar de procurar negócio e lucros. Para isso, iria pressionar os políticos para resolverem os mínimos problemas à custa de guerras com materiais cada vez mais modernos e sofisticados. Essa previsão tem-se mostrado correcta. A investigação para novos armamentos não parou, antes pelo contrário, e, depois de criados, havia que os experimentar e vendê-los a outros países.

Portanto, o mal actual deve-se ao facto de tal complexo industrial militar não ter sido desmontado, com os agradecimentos do trabalho realizado durante a guerra.

Com base no espírito desta súmula, procure-se analisar tudo o que se passa no mundo e ficar-se-á a compreender melhor a situação actual. Até porque os países mais ricos não querem ficar atrás em poder militar, mesmo que para isso tenha de haver muita gente com fome, e o mundo, se os valores e princípios não forem reafinados, corre para o holocausto planetário. Já não se trata apenas da impreparação dos governantes, mas da sua exploração pelos grandes poderes económicos que os pressionam em benefício dos seus negócios.

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sábado, 11 de setembro de 2010

11 de Setembro

Dois momentos a recordar, neste dia: Em 1973 no Chile e em 2001 nos EUA.

Se a maior parte das pessoas se recorda da destruição das Torres Gémeas, são poucas as que têm memória do que aconteceu em 1973 no Chile em que foi assassinado o presidente eleito Salvador Allende, e bombardeando do Palácio de La Moneda como inicio do golpe militar que levou ao poder o ditador militar Pinochet, cujo regime resultou na morte de cerca de 30,000 pessoas e milhares de desaparecidos e torturados. pode ler aqui e
aqui.

Imagem da Net

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Relações China - EUA

Por este espaço ter uma vocação global, planetária e se interessar pelas questões estratégicas, faz-se a transcrição seguinte, vinda de Macau:

Borrasca no relacionamento China - EUA?

No Dicionário de Língua Portuguesa, 6ª edição, Porto Editora, o termo borrasca é definido como "'pé-de-vento súbito, acompanhado de aguaceiros; tempestade marítima; furacão; (fig.) acesso de ira; contrariedade súbita; zaragata; motim; tumulto; revolta; pl. inquietações".
Temos então muita água, irritação que pode dar em chatice.

Querem melhor descrição para o actual relacionamento (tenso) entre a China e os Estados Unidos?
Tudo começou com o episódio da possível vigilância e censura a conteúdos do motor de busca Google na China e a ameaça da empresa norte-americana de se retirar do mercado chinês (o pé-de-vento súbito).

A China a desmentir categoricamente aquilo que todos sabemos ser uma realidade, a ameaçar com retaliações comerciais, a deixar claro que não admite interferências em questões internas, e os americanos a dizerem que não admitem qualquer tipo de censura, mas que se trata de um problema que terá de ser resolvido pela própria empresa.

Seguiu-se a venda de armas a Taiwan.
A China volta a falar em interferência inadmissível em questões de política interna, porque Taiwan é parte integrante da China, voltou a ameaçar com retaliações comerciais, e os americanos deixaram claro que consideram que Taiwan precisa de repor os equilíbrios bélicos com o poder na China (os americanos precisavam daquela venda também, mas isso não se diz na diplomacia internacional, não é?).

Aqui já havia aguaceiros.

Agora o encontro do Dalai Lama com Obama.

A China fala em interferência intolerável em questões de política interna (onde é que a gente já tinha ouvido isto?), porque o Dalai Lama é uma figura política e não religiosa, e ameaça com retaliações comerciais (também parece que já tínhamos ouvido esta....).
Os americanos (Obama) expressam o seu profundo respeito pela figura religiosa e o símbolo de paz que o Dalai Lama representa, e afirmam abertamente que vão receber o líder espiritual tibetano com toda a honra.

Já estamos na fase da tempestade marítima.

Será que vai haver um acesso de ira, que conduza a revolta, que termine em zaragata, seguida de furacão?

Creio bem que não.

Obama está claramente a definir a sua fronteira perante o Poder chinês.
Nem está a testar Pequim, está a deixar claro ao que vem.
E está a fazê-lo quando passa o primeiro aniversário da sua presidência com a certeza de que nada de extraordinário resultará destes incidentes.

A China e os Estados Unidos dependem demasiadamente um do outro, economicamente, para deixarem que essas relações comerciais sejam afectadas por questões políticas.
Mais a mais, na ressaca de uma crise financeira que ainda está longe de estar ultrapassada.

Há borrasca, é inegável, mas são apenas algumas inquietações.
Nada mais do que isso.

Publicada por Pedro Coimbra em Devaneios a Oriente

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