Depois do julgamento do ex-PM da Islândia é agora noticiado que a antiga chefe de Governo da Ucrânia e musa da “revolução laranja” Iulia Timochenko foi hoje condenada a sete anos de prisão pelo crime de abuso de poder, tendo o juiz dado aval total ao pedido de sentença feito pelos procuradores neste caso.
Ainda há países em que não há imunidades nem impunidades totais para os políticos e onde se cumpre o princípio de que a lei é aplicável a todos os cidadãos.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Justiça sem excepções!!!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sabedoria salomónica!!!
Em democracia, devem sempre ser apoiadas as sugestões para resolver os problemas colectivos. Hoje tive o prazer de almoçar com o amigo Rui Abrantes que, do alto dos seus quase 86 anos, disse ser fácil saier da crise, bastando dois diplomas legais e a consequente regulamentação.
Acabar com o desemprego. Quem está a receber subsídio de desemprego passa a prestar serviço público a autarquias ou outras instituições, para ter direito à quantia que está a receber. Quem recusar tal trabalho é porque não precisa e tem outros recursos para sobreviver, pois deixa de receber subsídio.
Os agentes da Justiça têm que utilizar os computadores, para serem mais rápidos e eficazes com redução de pessoal e de despesa em papel.
Não sei bem se estas medidas seriam suficientes, mas constituiriam um bom início, para uma mudança de mentalidades e de economia.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Qual o Futuro de Portugal ?
Por conter temas de reflexão que ajudam a compreender as causas do afundamento na crise actual e por ajudar a reflectir no percurso que terá de ser d´seguido para termos um futuro menos dramático que o presente, transcreve-se a notícia seguinte que refere à intervenção intitulada “Portugal, Que futuro?”, que António Barreto proferiu na Academia de Ciências.
Barreto acusa governantes de omitirem factos que levaram à quase bancarrota
Público. 10.10.2011 - 17:34 Por Lusa
O sociólogo e ex-ministro António Barreto fez hoje duras críticas aos dirigentes que governaram Portugal nos últimos anos, acusando-os de iludir a realidade e omitir factos que contribuíram para as dificuldades em que o país se encontra.
“A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo”, afirmou o também presidente do conselho de administração da Fundação Manuel dos Santos, num discurso que fez em Lisboa.
Depois de uma situação que permitia “fazer planos de grande dimensão e enorme ambição”, passou-se, “em pouco tempo, num punhado de anos”, a uma “situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata”, acrescentou António Barreto na intervenção intitulada “Portugal, Que futuro?”, que proferiu na Academia de Ciências durante a inauguração do 2º ano lectivo do Instituto de Estudos Académicos para Seniores.
“Ainda hoje não sabemos as causas e o processo. Ainda hoje não conhecemos a origem exacta dessa terrível aceleração dos défices e das dívidas”, afirmou, reconhecendo que, se as “causas externas” são, “em parte, responsáveis”, a maioria dos países ocidentais não está na mesma situação que Portugal.
“Algo se passou mais, em nossa casa. Ou fizemos menos, ou fizemos pior. Ou não nos preparámos. Ou não cuidámos da nossa fragilidade. E o facto de saber que dois ou três outros países vivem dificuldades semelhantes, mais ou menos graves, não é suficiente para nos desculpar”, sustentou.
E prosseguiu, apontando que “há países e governos, a começar pelo nosso, que foram imprevidentes, complacentes e irresponsáveis". "Pode ser grande a origem externa das nossas dificuldades. Mas a verdade é que é isso mesmo o que se pede aos governantes: que prevejam dificuldades, que previnam problemas e que protejam os seus povos durante as tempestades”.
“Tivemos exactamente o contrário: as autoridades acrescentaram às dificuldades, não só pelas suas decisões, como também pelo seu comportamento teimoso e abrasivo”, opinou António Barreto, 69 anos, ministro do Comércio e do Turismo e depois da Agricultura no primeiro governo constitucional, que tomou posse em Setembro de 1976.
Numa tentativa de resposta à pergunta que lhe foi proposta como título da intervenção, afirmou: “Temos evidentemente um futuro. Mas não sabemos qual. Esse futuro depende cada vez mais de outros, dos vizinhos, do grupo do Euro, da União Europeia, dos Estados Unidos e até do resto do mundo”.
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Revoluções e golpes batem na rocha...
A notícia Governo egípcio reúne-se de emergência após confrontos que fizeram 24 mortos vem dar força ao ditado «quando o mar bate na rocha quem sofre é o mexilhão». Nas revoluções e nos golpes, as pessoas mais vitimizadas são os inocentes cidadãos que deixam de ser esmagados e explorados por uns governantes para o passarem a ser pelos novos ocupantes das cadeiras do Poder.
Há quase quatro décadas sentimos isso com os abusos generalizados dos agentes do PREC (Processo Revolucionário Em Curso). Agora estamos a ver no Egipto repetidos actos de violência, depois de ter surgido a esperança de melhores dias por ter sido derrubado o ditador Mubarak. E noutros países da mesma área geográfica as vítimas de entre a população são em número crescente e há quem vaticine uma guerra civil entre diversas facções tribais na Líbia pós-Kadhafi.
Mas, além do povo, há pessoas que são sempre vítimas de tais situações, que são os detentores do poder derrubado. E, havendo consciência disso, há que, em vez de ameaçar o povo com repressão, procurar a resolução pacífica dos factos que causam descontentamento, insatisfação, indignação, e procurar uma evolução sem luta, sem violência, com diálogo construtivo por forma a governar com o povo e para o povo em vez de o fazer contra o povo, em vez de decisões arrogantes, autocráticas, por intuição, capricho ou voluntarismo despótico. A verdade, a transparência, devem fazer parte do respeito a manter pelos cidadãos.
Não deve ser esquecido que as revoluções e os golpes, tal como o mar quando bate na rocha «lixam» sempre o mexilhão.
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Acidentes de viação
O flagelo continua nas nossas estradas e podia ser reduzido ou mesmo evitado se os condutores fossem mais cuidadosos e respeitassem a própria vida, a dos acompanhantes e a dos outros utilizadores das vias públicas. Transcreve-se parte da notícia:
Onze mortos em acidentes de viação no fim-de-semana
Público. 10.10.2011 - 08:15 Por Lusa
Onze pessoas morreram e 154 pessoas sofreram ferimentos em 378 acidentes de viação ocorridos no sábado e no domingo na área de jurisdição da GNR.
Nos 169 acidentes registados no sábado morreram seis pessoas e seis ficaram feridas com gravidade. Os acidentes com mortos ocorreram nos distritos de Braga (1), Coimbra (2), Leiria (1), Santarém (1) e Viseu (1).
No domingo morreram cinco pessoas nos 190 acidentes que ainda fizeram sete feridos graves. Os desastres com vítimas mortais sucederam em Braga (1), Faro (1), Porto (1) e Santarém (2).
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Agricultura deve aumentar produção
Governo quer "aumentar produção nacional" na agricultura
Diário de Notícias. 08-10-2011. por Lusa
O "aumento da produção agrícola nacional" é importante para o desenvolvimento económico do país, sendo um objectivo "muito claro" do Governo, disse hoje a ministra da Agricultura.
Assunção Cristas defendeu que Portugal deve "tentar produzir mais" nas áreas em que tem boas condições para tal, no sentido de reduzir a dependência das importações no sector alimentar, que se situa actualmente nos 30 por cento.
"A médio prazo, achamos que é possível equilibrar a balança, ou seja, em termos de valor, vender tanto quanto compramos", disse a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
Na segunda convenção social-democrata do distrito de Setúbal, dedicada às actividades relacionadas com o campo e o mar, que decorre hoje em Santiago do Cacém, a governante centrista apontou como uma das estratégias para atingir o objectivo definido "utilizar todo o dinheiro que temos".
A ministra referia-se aos "milhões de euros" que, no Orçamento do Estado, têm de ser inscritos para pagamento de coimas à União Europeia, por exemplo, pelo atraso na actualização do parcelário agrícola.
"É particularmente doloroso saber que dinheiro que poderia ser canalizado para a produção, para o investimento, está alocado ao pagamento de multas a Bruxelas", reforçou.
Assunção Cristas defendeu ainda que o crescimento da produção tem de ser acompanhado de uma organização do sector produtivo, sendo também importante "encontrar mecanismos de calibrar as relações entre a produção, a indústria e a distribuição".
NOTA: Ver os posts:
Agricultura não sofre apenas com o IVA
O essencial e o secundário
Deste último post transcreve-se:
«parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.
E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.»
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domingo, 9 de outubro de 2011
Política é forma de enriquecimento rápido
No artigo do Correio da Manhã «Ex-ministros ficam ricos com a política» é referido o livro do jornalista António Sérgio Azenha ‘Como os políticos enriquecem em Portugal’, em que afirma que os números não deixam dúvidas e constam no livro. Foca os casos de 15 ex-governantes que multiplicaram os rendimentos depois de saírem do Governo. E as fontes são duas: declarações de rendimentos entregues pelos próprios no Tribunal Constitucional e remunerações anuais referidas nos relatórios de governo nas sociedades onde trabalham.
Esta obra faz lembrar a designação de «provincianos deslumbrados» dada por outro jornalista a uma geração de políticos, que se inscreveram nas jotas mais prometedoras com a aliciante esperança de seguirem os exemplos dos mais antigos na «carreira». Estas expectativas e esperanças constituem forte motivação para a fonte de recrutamento para as jotas dos partidos. E faz compreender a razão que tem impedido que o prometido combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito ainda não tenha sido formalizado e tornado eficaz e rigoroso.
Eventualmente, poderão alguns dos casos citados no livro, ou outros, sugerir uma visita aos títulos listados a seguir:
- Ninguém sai da política "com as mãos limpas"
- Corrupção como factor da crise
- Anticorrupção. Todos com o indiano Anna Hazare
- Gestão descuidada do dinheiro público
- Corrupção. Alerta importante
- Corrupção e enriquecimento ilícito, cancro a extirpar
- Dignidade na política é indispensável
- Combater a burocracia e a corrupção
- Cravinho, Socialista que pensa
- Espanha combate a corrupção
- Corrupção com «protecção legal»???
- Corrupção, pobreza e injustiça social
- Corrupção mata mensageiro ???!!!
- Promiscuidade público-privado e corrupção
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sábado, 8 de outubro de 2011
Confusão no Parlamento
Em qualquer momento, é exigido aos governantes a boa prática do sentido de responsabilidade e do sentido de Estado, com o estudo rigoroso dos problemas e com a cuidada preparação das decisões.
Mas se tal comportamento deve ser seguido sistematicamente, ele é absolutamente indispensável em tempo de crise. Durante esta não se pode errar, não há recursos a desperdiçar e as pessoas já atingiram o limite máximo de sacrifício e qualquer gota faz transbordar a taça.
Um ministro não deve sujeitar-se a falar de um assunto do seu pelouro que não tenha sido perfeitamente estudado, não pode ficar-se pela generalidade, pelas intenções, por palavras vagas, por ideias gerais e promessas. Não pode ter dúvidas nem hesitações. Deve conhecer bem o objectivo que deve ser atingido e a estratégia mais adequada para lá chegar, sem deixar ao acaso qualquer dos efeitos de eventuais falhas.
E é fundamental que não pode perder de vista que as pessoas são prejudicadas por omissões ou erros de decisão e de execução Não pode actuar como um jogador de lotaria que, com fé e esperança, confia na sorte de acertar na taluda.
Isto aplica-se à ida do ministro ao Parlamento para não voltar a acontecer confusão total que ocorreu com o ministro da Economia para apresentar o plano estratégico dos transportes.
Mas, neste caso, houve um aspecto muito positivo, o de os deputados terem a noção da gravidade das atitudes de noviço ou de aprendiz ou de caloiro que não fez o trabalho de casa e ia crente no «logo se verá!». Os deputados mostraram estar conscientes daquilo que atrás ficou exposto e exerceram a sua praxe punitiva.
Espera-se que tenha sido um caso para esquecer e que não mais se repita. Portugal está num momento em que não pode haver erros. Oxalá os governantes assimilem todos os aspectos das responsabilidades que pesam nos seus ombros.
Alguns títulos da comunicação social sobre o assunto:
- Corte drástico no sector dos transportes em 2012
- 'Não percamos tempo com querelas inúteis'
- Todas as SCUT com portagens até final do mês
- Oposição queixa-se de não ter recebido Plano Estratégico dos Transportes
- Maioria chumba requerimento do PS para adiar audição do ministro
- Plano estratégico será aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Vontade do povo resiste às armas
É antigo o dito «querer é poder» e os acontecimentos das últimas décadas mostram bem que o povo, quando tem vontade partilhada colectivamente e quando está estruturado com uma organização social assumida na generalidade, consegue sobreviver a acções militares de grande intensidade. Aconteceu no Vietname, em grande parte das antigas colónias, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e estará prestes a concretizar-se na Síria e no Iémene.
A notícia «Ao fim de dez anos de guerra afegãos já não duvidam do regresso dos taliban»" em que é afirmado que «a única maneira de pôr fim à luta contra os taliban é trazê-los para o poder e mandar os estrangeiros embora", insiste Muttawa (kilWakil Ahmad Muttawakil, ex-braço direito do líder dos taliban, mullah Omar) numa entrevista à Reuters na sua casa de Cabul. Além disso, acrescenta, a insegurança e a imoralidade floresceram desde que as tropas lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o regime dos "estudantes de teologia" em Cabul.
Este e outros casos deveriam ser bem meditados pelas grandes potências antes de decidirem a guerra, que muitas vezes surge por pressão dos magnates do «complexo industrial militar» a que se referiu Eisenhower depois de sair da Presidência dos EUA..
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Impostos são o triplo de há 30 anos
Economia - Os Portugueses pagam hoje três vezes e meia mais impostos do que há 30 anos
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Peso do passado. Lições para hoje e amanhã
Embora algumas alterações gerais possam parecer cíclicas e voltarem a repetir-se, o certo é que concretamente, o tempo não volta para trás e nada se repete como fotocópia.
Sintonizado com esta ideia, António José Seguro diz que “As soluções do passado trouxeram-nos até aqui”. Estamos a sofrer as consequências más ou menos boas de erros e vícios de períodos anteriores, de muitas décadas. É preciso seguir a metodologia de «pensar antes de decidir», analisando bem todas as circunstâncias actuais, fixar objectivos e procurar, serena e racionalmente, a melhor solução para os atingir.
Neste momento, é preciso romper com vícios e manhas do passado e definir uma estratégia de forma alargada a fim de garantir uma “acção nacional convergente”. A divisão de esforços, as guerrilhas e tricas inter-partidárias, neste momento, são um erro anti-nacional, que desperdiça energias quando todas são poucas para recuperar a vida dos portugueses, nos vários sectores da vida económica e social..
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Crise económica e desemprego
Duas notícias mostram efeitos da crise alargada que nos está a esmagar. O facto de se referirem a sectores diferentes faz pensar.
Retirando lições da crise e procurando tornar a empresa mais rentável, a construtora «Soares da Costa prepara reestruturação que pode eliminar até 900 postos de trabalho». É um sinal preocupante pois mostra que vai ser reduzida a actividade de um sector que contribui para a riqueza nacional, o aumento da comodidade e bem-estar dos cidadãos e a melhoria do património habitacional e das obras públicas. Empresas que produzem bens e que exportam bens ou serviços, quando reduzem a actividade, empobrecem o pais.
Também a britânica «BBC vai acabar com 2000 postos de trabalho até 2017», para reduzir custos de funcionamento o que leva a fechar algumas redacções e reduzir alguma programação. Embora a divulgação de informação e de cultura seja indispensável na vida corrente, pode haver muitos cortes inofensivos para os «clientes». Será bom motivo para seleccionar os programas mais adequados à formação da sociedade de amanhã e eliminar os que corroem as pessoas estimulando a violência e as acções menos éticas e de solidariedade. Encontra-se já muita gente que diz não ver TV e que considera prejudicial que os jovens percam tempo em frente do ecrã.
Outra diferença entre estes dois casos, é que nos 900 trabalhadores da construtora a maioria são pessoas de fracos recursos, enquanto na BBC, entre os 2000, encontram-se muitos com salários exorbitantes, muito acima da média e que, por outro lado, têm facilidade em encontrar alternativas e usar a sua criatividade em ramos paralelos.
É conveniente ter atenção aquilo que afecta as pessoas e garantir a sua sobrevivência em condições humanamente aceitáveis.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Acabaram os tempos de ilusões
Os ilusionistas têm sempre muita audiência e são tidos como ídolos por muitos dos apreciadores das suas habilidades, por muitos dos seus fãs. Coisa parecida se passa com o espectáculo das campanhas eleitorais em que as promessas são sementes de tal produto aliciante. É que a ilusão ajuda a viver suportando as dificuldades que, com ela, ficam secundarizadas perante as perspectivas do «milagre».
Por isso, anunciar que «acabaram os tempos das ilusões» constitui uma grande machadada psíquica, um terrorismo psicológico que nos torna a vida mais amarga.
Estou a procurar imaginar como me irei sentir quando forem destruídas as minhas ilusões, alimentadas pelos actuais políticos, de que:
- A corrupção e o enriquecimento ilícito vão ser combatidos com rigor e eficácia, sem olhar a quem tem sido tradicional beneficiado;
- A justiça social vai melhorar a vida dos mais pobres e reduzir o fosso astronómico entre os 100 mais pobres e os 100 maia ricos;
- Os gestores do dinheiro público, dos nossos impostos vão usar de mais competência e capacidade e passar a gastar e investir menos do que as receitas do erário público, por forma a deixar de haver défice e dívidas;
- Os governantes e autarcas, por respeito aos cidadãos, democraticamente soberanos, passarão a ser transparentes nas suas decisões com efeitos nacionais, na vida das pessoas e no património de Portugal;
- A saúde vai procurar evitar despesas dispensáveis e abusivas, mas vai centrar a atenção no estado sanitário das pessoas, principalmente crianças , idosos e carentes de meios financeiros, para criar maior bem-estar, felicidade e capacidade para engrandecer Portugal;
- O ensino vai passar a orientar-se por objectivos permanentes visando a preparação dos futuros cidadãos para uma vida eticamente perfeita e competente e não para dar notas altas com a finalidade de obter belas estatísticas;
- A Justiça vai ser mais rápida e eficaz com menos burocracias e entraves, e igual para todos os cidadãos sem branduras para os melhor colocados na máquina do poder (político, financeira, etc.;
- As Foças de Segurança vão passara interessar-se mais pela segurança dos cidadãos e dos seus bens do que pelos recordes de colheita de coimas e multas
- Etc.
Enfim, estou a ficar muito preocupado após o anúncio de que «acabaram os tempos de ilusões», de que estas minhas ilusões vão ser destruídas, porque elas, além de me darem ânimo, contribuiriam para uma saudável saída da crise que resultou de erros e vícios estruturais das sociedades modernas. Tais ilusões, à medida que fossem concretizadas, levantariam nos portugueses o já muito falado e hoje muito ignorado orgulho de ser português.
Sem ilusões, sem esperança, a vida perde estímulo… e não pode ir longe.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Justiça Igual para todos
Em Democracia a lei é abstracta, geral e obrigatória pelo que a justiça é igual para todos e, muitas vezes, a função ou cargo exercido pelo arguido constitui um factor agravante dada a maior responsabilidade que dele advém.
Vem isto a propósito da notícia «Islândia: Ex-primeiro-ministro senta-se mesmo no banco dos réus» que vem estabelecer um grande contraste com o ocorrido há dias com o presidente da Câmara de Oeiras e com muitos casos em que houve políticos altamente colocados em quem recaiam graves suspeitas, mas que , para espanto geral, ficaram incólumes enquanto a tempestade ia amainando.
Em questões de crise e de «rating», há países que ficariam muito mal classificados se houvesse avaliadores que atribuíssem «rating social» .
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Crise e solução
Ninguém duvida que uma crise económica, financeira e social é um problema grave para quem tem que tomar decisões, para os que têm de suportar o peso das medidas decididas e para as gerações futuras que terão que suportar os efeitos que se arrastam por muitos anos.
Aqueles que arcam com a responsabilidade das grandes decisões não devem agir por capricho ou impulso, mas analisar cuidadosamente todos os factores intervenientes nas várias vertentes da questão. Para essa análise não devem desprezar dados e opiniões vindas de diversos azimutes, embora no momento da decisão tenham que assumir a inteira responsabilidade e, por isso procurar a melhor solução.
Assim, será conveniente que não sejam desprezados textos como os dois correspondentes aos seguintes links:
Austeridade não é solução para crise, diz Dilma Rousseff
Governo sueco receia que Grécia "não esteja no bom caminho"
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Coronel Melo. Para descontrair
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Seguro tem sentido de Estado
António José Seguro afirmou que "o PS está vinculado e quer contribuir para que o país possa cumprir todos os seus compromissos internacionais" e dará contributos "para que o país chegue ao final do ano com um défice de 5,9%, tal como está negociado e estabelecido com a 'troika'".
Com esta intenção, evidencia sentido de responsabilidade e sentido de Estado, colocando os interesses nacionais acima das rivalidades interpartidárias, que desgastam energias que devem ser empregues de forma convergente para se ultrapassar a crise actual e retomar a vida nacional, com vista ao desenvolvimento da economia para bem das famílias, principalmente as mais carentes de apoios.
Para essa intenção patriótica de fazer convergir todas as energias para objectivos nacionais é, sem dúvida, preciso estar atento às decisões e às promessas dos governantes, criticar o que não estiver correcto e indicar, sugerir, propor, melhores soluções e exigir que estas sejam tomadas em consideração nos procedimentos de preparação das decisões.
Neste sentido, constitui uma boa colaboração a sugestão apresentada quanto à redução de freguesias no interior do país, em que não deve adoptar-se o único critério da quantidade do número de pessoas", pois são estas e não os números que devem estar em primeiro lugar. As pessoas não devem ser obrigadas, para contactar a autoridade administrativa mais próxima, a deslocar-se a grandes distâncias com perca de tempo e despesas de transporte.
Este exemplo, se for sensatamente adaptado e seguido por todos os partidos, resultará num bom trabalho de equipa em que todos ficaremos beneficiados, mesmo os menores partidos da oposição porque poderão sempre orgulhar-se das suas propostas e da forma como as explicam aos portugueses. Como alguém um dia disse: todos seremos poucos para desenvolver Portugal.
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domingo, 2 de outubro de 2011
Resposta do Sr Almirante Carmo Duro a Macário Correia
Solicito que esse Gabinete faça chegar ao conhecimento do sr. Macário, presidente dessa Câmara, este e-mail da autoria e responsabilidade do Vice-Almirante (Ref.) Narciso Augusto do Carmo Duro.
Sr. Macário
Por estar nos Estado Unidos, não tomei conhecimento imediato das palavras que bolsou, numa rádio nacional, sobre as Forças Armadas. Por coincidência, no dia que me foi presente a sua singular peça de demagogia, de ignorância, de insensatez e de má educação, o Presidente Obama condecorou um sargento dos Marines com a Medal of Honor, por feitos praticados no Afeganistão. No discurso que proferiu durante a cerimónia dessa condecoração, usou palavras que poderiam servir de lição ao sr. Macário.
Claro que a arguta inteligência do sr. Macário lhe vai sugerir que não estamos no mesmo país e que as circunstâncias são diferentes. Não sr. Macário, as envolventes não são assim tão diferentes. Os militares portugueses serviram e servem em missões que não têm qualquer equivalência, com o que se exige de qualquer civil e/ou político, para melhor entender do que estamos a falar. Outra semelhança, sr. Macário, decorre dos princípios que enformam as Forças Armadas de múltiplos países, tais como a lealdade, coragem, ética, honestidade, clareza de procedimentos etc.
No fim, o que está em causa não são as diferenças entre as Forças Armadas mas sim as diferenças de categoria dos intervenientes políticos, não sei se me faço compreender.
Mas, sr. Macário, faço-lhe daqui um desafio. Marcamos um encontro com um órgão da comunicação social, para abordarmos, entre outros os seguintes parâmetros:
- O nosso currículo académico.
- Cursos e missões no estrangeiro e seus resultados.
- Quantas horas temos de navegação e quantas foram em imersão.
- Quantos meses estivemos fora da família e suas consequências.
- Quantos anos levam a um militar para atingir a reforma por inteiro. Igual para um deputado e para um presidente de câmara.
- Abordagem das mordomias. Aquelas que demagogicamente referiu, sem enunciar.
- Situação das construções clandestinas na Ria de Faro.
Tenho a consciência que alguns dos assuntos propostos podem exceder o seu âmbito de vivência ou de conhecimento, mas isso insere-se nos seus considerandos de leviandade, como aborda assuntos sérios sem cuidar dos resultados ou então considera-se intocável devido ao seu estatuto de político de longa data, ou devo escrever de sempre. Agora cabe-lhe a si propor outros assuntos.
Termino sugerindo que arranje um rabecão à sua medida.
Informo, ainda, que irei enviar este e-mail para quem eu entender.
Narciso Augusto do Carmo Duro
NOTA: Recebido por e-mail de amigo pessoal.
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Portugal em crise múltipla
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Greves contra o quê e para quê?
Parece que, no final das manifestações promovidas pela CGTP como protesto contra as medidas de austeridade do Governo, de 1 de Outubro, foi aprovada uma resolução para ser realizada uma semana de greves e paralisações, entre 20 e 27 de Outubro. Haverá a realização de um vasto conjunto de greves e paralisações nos locais de trabalho dos sectores público e privado”, também estando previstas “acções com expressão de rua”.
A referida a aprovação, nas circunstâncias emocionais existentes, perde «valor» real, fazendo lembrar a unanimidade da aprovação da «lei da rolha» num congresso do PSD, ou da aprovação no Parlamento da «lei de financiamento dos partidos».
Uma tal decisão devia ser precedida de uma metodologia do género da indicada em «pensar antes de decidir». Com efeito, analisando, mesmo que superficialmente, a situação da economia e das finanças do país e a necessidade de aumentar a produção, as exportações, o que obriga a melhorar a competitividade com melhor qualidade dos produtos a exportar, fica a dúvida sobre a racionalidade, a sensatez, de uma semana de greves. Será que pensam dessa forma desenvolver a produção em qualidade e quantidade? Será com greves que se aumenta a riqueza a distribuir pelos cidadãos para lhes aumentar o poder de compra? Tais greves afinal são contra quem e para quê? Como colher benefícios delas? De que forma elas melhorarão o futuro dos nossos filhos e netos?
Sem dúvida, é preciso estarmos atentos às decisões e às promessas dos governantes, criticar o que não estiver correcto e indicar, sugerir, propor, melhores soluções. Porque não organizar reuniões de discussão de problemas concretos e depois apresentar propostas ao Governo e exigir que sejam por ele devidamente apreciadas? Os trabalhadores conscientes e bem informados poderão e deverão contribuir para um Portugal mais desenvolvido e mais rico, com a riqueza distribuída com melhor justiça social.
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