Que partidos, que famílias e que futuro?
(Publicado no semanário O DIABO em 16 de Janeiro de 2018)
É muito desagradável que uma grande parte dos cidadãos eleitores, ao emitirem uma opinião sobre os políticos portugueses, usem palavras curtas mas de significado demasiado contundente.
É, por isso, urgente que os partidos comecem a preocupar-se com a imagem que apresentam publicamente, a fim de conquistarem a confiança dos eleitores e melhorarem a esperança que cada português deve ter no futuro do país onde, provavelmente, viverão os seus descendentes. Seria bom a que a acção didáctica exercida sobre os cidadãos – dos menos aos mais cultos – lhes criasse o desejo de imitar os bons exemplos vindos de cima, do alto da hierarquia político-administrativa. Isso levaria os eleitores a escolher, com mais fundamento e consciência, os seus representantes e defensores, com base nas qualidades que lhes reconhecem e admiram e, também, lhes orientaria os comportamentos, de forma mais condizente com os valores éticos e cívicos que infelizmente, parecem estar esquecidos de quem devia dar exemplo.
Os próprios partidos também estão a ser objecto de tais opiniões negativas mas, perante a actual lei fundamental, não se pode passar sem eles. Porém, cada um deve investir algum tempo e reflexão de equipa sobre os interesses nacionais, dos cidadãos, a fim de passar a dar primeira prioridade aos grandes assuntos nacionais aos quais devem ser subordinados os interesses privados do partido e dos seus familiares e amigalhaços.
Os exemplos vindos a público sobre algumas IPSS, subsidiadas abundantemente por dinheiro público, com dirigentes das famílias de políticos com ordenados principescos, e dando «emprego» a políticos, com o aval partidário, do governo e de autarquias são objecto de apreciações pouco abonatórias. E a sucessiva aparição de mais casos torna conveniente uma investigação rigorosa para aplicação de medidas correctivas e preventivas de repetição de escândalos. E, provavelmente, também haverá serviços públicos de que não se conhecem efeitos positivos para a vida colectica, a Nação, e que funcionam como palcos bem remunerados para indivíduos da partidocracia em que predominam familiares e amigalhaços, exigindo mais atenção talvez ao ponto de lhes ser aplicada a solução dada às três instituições que foram extintas para dar origem à ASAE.
Há muitos escoadouros, sem controlo, dos dinheiros sacados aos cidadãos através de impostos directos e indirectos, taxas e taxinhas. Uma boa análise da estrutura organizativa da máquina pública levaria ao encerramento de muita chafarica inútil e dispendiosa e a um melhor critério de nomeação de pessoal que deve ser selecionado pela sua preparação, experiência, competência, dedicação à causa pública, capacidade, sentido de responsabilidade, etc. A nomeação de familiares ou amigos para a função pública deve ser precedida de cuidados especiais, com garantia de que dispõem de visível superioridade em relação com os melhores concorrentes, para evitar posteriores crítica desagradáveis à imagem de quem nomeou. E, depois, todos devem ser avaliados pelos resultados do seu trabalho, que deve ser perfeito e útil ao país. As instituições para inspecções, auditorias e fiscalizações citadas pelo PM a quando dum caso ocorrido com uma IPSS devem ser também vigiadas para haver garantia da independência, do rigor e da honestidade como desempenham as suas funções.
Enfim, na partidocracia em que os portugueses vivem, há que definir as regras com deveres e direitos dos partidos, não imitar a aristocracia familiar destituída em 1910, mas construir um futuro ao nível dos tempos mais gloriosos da nossa História.
António João Soares
9 de Janeiro de 2018
sábado, 20 de janeiro de 2018
PARTIDOS, FAMÍLIAS, FUTURO
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
DEFESA DOS INTERESSES NACIONAIS EXIGE PRIORIDADES
A notícia «Cavaco Silva visita a Madeira na próxima semana» incita a reflexões cuidadosas. Quem esteja interessado em compreender tudo o que se passa à sua volta e de que possa ter de sofrer as consequências, como a meteorologia e as acções de políticos em funções de Estado, deve procurar explicações para o que chega ao seu conhecimento.
Por exemplo, a demora em termos um Governo em plena actividade, 40 dias depois das eleições e de ter havido uma decisão falhada como muita gente previa, exigia um esforço prioritário para uma solução para bem de PORTUGAL e dos portugueses. Por isso, e atendendo que o PR, no próprio dia das eleições afirmou que já tinha estudado todos os cenário pós-eleitorais, com o que criou a ilusão de que iríamos ter novo Governo, dentro de poucos dias, deixa no espírito dos portugueses a curiosidade de perceber a prioridade dada à ida à Madeira e, com isso, o adiamento da nomeação do próximo Governo. Das duas coisas, qual a que interessa mais a Portugal?
Foi agora relembrado na Comunicação Social que Sampaio foi muito mais rápido a decidir a criação do Governo de Santana Lopes. Demorou apenas 10 dias. Havia outras pessoas e outras circunstâncias. Há quem diga que a pressa de Sampaio gerou um governo que durou poucos meses. Mas a precipitação de Cavaco gerou um governo que durou dias.
COMO COMPREENDER AS PRIORIDADES???
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sábado, 18 de janeiro de 2014
QUEM SÃO OS POLÍTICOS DO PSD ???
A interrogação do título não tem resposta fácil. Ali encontram-se, certamente, pessoas de grande dignidade, e alguns de má qualificação, atraídos apenas pela ambição do enriquecimento fácil, rápido e por qualquer forma, servindo-se de qualquer pretexto para obter notoriedade e imagem pública. Não gosto de citar nomes, mas são demasiado conhecidos autarcas sem escrúpulos, indivíduos ligados ao BPN e ao BPP, aos terrenos em Oeiras destinados à expropriação para um futuro IPO, etc.
O que agora está a dar mais que falar é o caso da aprovação de proposta para referendo da co-adopção, em que, apesar da imposição de disciplina de voto na bancada parlamentar, houve «vários parlamentares sociais-democratas que deram a conhecer a intenção de apresentarem uma declaração de voto, o que traduz bem a divisão no seio do partido face a este tema». Mas tal declaração nada abona depois de terem mostrado falta de dignidade e de personalidade votando contra as suas convicções, num tema que não põe em jogo interesses nacionais ou sentido de Estado, só para não perder o «tacho». Há o caso excepcional de «Teresa Leal Coelho que se demitiu do cargo de vice-presidente do grupo parlamentar do PSD» para não ficar mal com a sua consciência.
O que agora aconteceu com militantes do PSD não é caso único. Já em 1981, os jovens pepedistas, com medo de se arriscarem em missões militares, propuseram um estatuto de objecção de consciência.
Nessa altura, quando no MDN estava em preparação a análise de tal proposta da juventude social-democrata, o então ministro da Defesa, Freitas do Amaral, promoveu uma reunião com os mais altos dirigentes dos partidos a fim de o assunto ser decidido por forma consensual. Nessa reunião, Álvaro Cunhal afirmou claramente que «a defesa de Portugal é dever de todos os portugueses» o que foi uma boa lição de patriotismo.
A evidenciar pouco sentido responsabilidade, em meados de Março de 2010 o Congresso do PSD acabou da pior maneira possível. Acabou com a «Lei da rolha» que foi aprovada por unanimidade, mas os congressistas, ao chegarem à rua, pensaram e arrependeram-se. Ao verificarem que, distraidamente, tinham aprovado,.por unanimidade, para os seus próprios estatutos uma abjecta restrição aos mais elementares valores da política e da liberdade de expressão.
E, agora, surge o caso da ideia peregrina de uns «boys» da jota com o referendo, como se o País estivesse a necessitar disso com prioridade sobre a reforma do Ensino, da Saúde , da máquina administrativa, do corte do excesso de gorduras que reforçam a crise e alimentam a burocracia e a corrupção, Como se não fosse mais urgente o combate à corrupção, ao tráfico de influências, ao enriquecimento ilícito, às negociatas, à promiscuidade entre interesse público e privado, compadrio, clientelismo, etc.
Por isso se compreende a expressão de Pacheco Pereira: “O país em que vivemos é um país irrespirável para uma pessoa honesta”. E o post QUEM CUIDARÁ DO FUTURO DE PORTUGAL .
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
QUEM CUIDARÁ DO FUTURO DE PORTUGAL
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Pacheco Pereira: “O país em que vivemos é um país irrespirável para uma pessoa honesta”
Ionline. Por Cláudia Reis. publicado em 16 Jan 2014 - 23:55
Pacheco Pereira criticou o congresso do CDS denominando- o de “populista”. Lobo Xavier diz que o CDS “fez um congresso fantástico” e António Costa falou em “encenação”.
Fazendo um balanço sobre o congresso do CDS que aconteceu no fim-de-semana passado, Pacheco Pereira foi bastante crítico. “O congresso do CDS é um acto de propaganda eleitoral do princípio ao fim”, disse Pacheco Pereira, lembrando que o mesmo acontece com “os outros partidos”.
O comentador acrescentou ainda que “mesmo as promessas que o CDS começa a fazer são promessas eleitorais pouco consistentes com as medidas tomadas actualmente”.
Para ele, “o CDS sempre teve características populistas, é um partido unipessoal, todos se elogiam uns aos outros e elogiam Paulo Portas”, afirmou.
Tendo em conta a realidade do país e as privatizações que o governo pretende fazer, Pacheco Pereira disse que “o país em que vivemos é um país irrespirável para uma pessoa honesta”.
Um exemplo da “vergonha” de país em que vivemos é para o comentador o referendo à co-adopção e à adopção por casais de pessoas do mesmo sexo proposta por um grupo de deputados do PSD. Segundo Pacheco Pereira trata-se de “má-fé”.
“Má-fé transformada em política governamental. Este é o país em que nós vivemos”, reiterou.
Já Lobo Xavier tem uma opinião muito diferente do colega dizendo que “não houve matéria para indignar ninguém no congresso do CDS”. O comentador diz que houve matérias que poderiam não ter sido discutidas no congresso e que pode ter sido “arriscado”, mas não entende que tenha sido feita “campanha eleitoral”.
Respondendo à provocação de Pacheco Pereira sobre o repetitivo elogio a Paulo Portas, Lobo Xavier disse que o CDS tem “um estilo próprio, que o culto a Portas é uma marca do partido”.
“Não vi nada no congresso que me causasse indignação. O CDS fez um congresso fantástico”, frisou Lobo Xavier.
Para António Costa o congresso do CDS “faz parte de uma encenação que está encenada entre os governos e a comissão europeia e todas essa turma”. O presidente da câmara de Lisboa diz que tudo isto “ajuda a uma ilusão de que as coisas correram bem, quando de facto não correram bem, por exemplo no que diz respeito ao controlo da dívida”.
Questionado sobre o referendo à co-adopção por casais de pessoas do mesmo sexo, António Costa diz apenas que “é uma batotice”.
NOTA: O país está em más mãos. Mas como será no futuro próximo? As jotas não mostram intenções de elaborar uma estratégia de longo prazo, como as estratégias de D. Diniz a preparar a educação, a agricultura e a madeira para as naus dos futuros descobrimentos e a estratégia do Infante D. Henrique, ao abrir novos mundos ao mundo, difundir a nosso soberania, cultura, religião e interesses económicos. Agora perde-se tempo com a memória do grande Eusébio, com a co-adopção por homossexuais, com as tricas sobre o estaleiro de Viana, com o encerramento de lares de idosos sem pensar nos idosos, com a lotaria das facturas, e com outras futilidades, sem estabelecer prioridades nos projectos e no emprego do tempo e sem olhar seriamente para o dia de amanhã, para vida que se prepara para filhos e netos, que serão fruto da redução do ensino obrigatório, de maus cuidados de saúde, etc. etc.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Constituição e Tribunal Constitucional
Circula por e-mail de endereços múltiplos o seguinte e-mail:
Novo impasse na eleição pela A.R. de juízes para o Tribunal Constitucional ?
Segundo a imprensa de hoje, depois de ter sido resolvido o problema shakespeariano “ser ou não ser juiz” permanecendo contudo a dúvida cartesiana “se um juiz deixa de ser juiz quando se encontra de licença sem vencimento”, correm rumores nos meios afectos aos partidos que se aproxima novo impasse na eleição de juízes para o Tribunal Constitucional depois de alguns deputados, não pondo em causa o seu curriculum, competência e isenção, terem no entanto manifestado as suas reservas à candidata desembargadora Fátima Mata Mouros por entenderem que o seu nome associado ao elevado cargo da República para o qual é proposta pode ferir a sensibilidade das pessoas e entidades mais ligadas ao mundo muçulmano e afectar as nossas relações com os países árabes.
Foi-lhe apenso o seguinte texto:
Este comentário seco recebido por e-mail demonstra bem que somos um povo de «faz-de-conta», preocupado com as aparências e desprezando o essencial. Recordo um caso ocorrido em Agosto de 1952, nas inspecções médicas para entrada na Escola do Exército, hoje Academia Militar. O capitão Chaves de Carvalho tinha por tarefa verificar se os candidatos tinham os dois testículos em condições normais e, enquanto apalpava o escroto de um candidato, vindo da inocente província, perguntou «Você é macaísta?». O rapaz surpreendido com a pergunta, disse «O quê?» e o capitão explicou «você é de Macau?». A resposta foi negativa.
Ora o essencial não era o feitio dos olhos dos candidatos.
Aqui nesta mensagem de e-mail, também se nota que os deputados dão mais importância ao nome de família da candidata ao TC do que ao problema fundamental que é o de analisar se é justificada a existência do TRIBUNAL CONSTITUCIONAL. Será que lhe são entregues tarefas acima da capacidade dos tribunais normais que são ÓGÂO DE SOBERANISA?. Haverá algo que ele tenha que decidir que o não possa ser pelos tribunais normais?
Não será este e outros pormenores da Constituição uma «pesada herança» de ela ter sido elaborada por uma Assembleia Constituinte formada pelo PREC e que actuou inteiramente condicionada, inclusivamente em sequestro com cerco a São Bento? E que ainda não houve testículos para a alterar e adaptar a um estilo mais moderno e consentâneo com o Portugal de hoje !!!
Parece que o mal de Portugal é ter políticos que se candidataram às eleições e que não merecem confiança por não serem capazes de distinguir o essencial dos pormenores cosméticos e, por isso, não concentrarem toda a sua energia para realização do que mais interessa aos portugueses, dos interesses nacionais, e perdem tempo com jogos florais.
Perante a má qualidade dos candidatos a eleições, abençoados sejam aqueles eleitores que votam em branco, mostrando que não têm confiança em qualquer deles.
E, entretanto, o Portugal do Infante D. Henrique, continua adiado à espera de um salvador.
Pensem nisto.
AJS
NOTA: Este assunto, como muitos outros, merece profunda meditação, desde os políticos em funções de responsabilidade até ao mais simples eleitor que tenha capacidade de raciocinar livremente. Os nossos «sábios» devem evitar vangloriar-se do seu saber livresco que os coloca muito longe das realidades que devem resolver e, por isso, impede que sejam eficientes e errem escandalosamente em coisas muito simples e banais. Os grande problemas resolvem-se começando por os reduzir à expressão mais simples, porque as melhores soluções encontram-se, frequentemente, na maior simplicidade.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A crise na Grécia e noutros países da UE
O meu Amigo FR teve a amabilidade de me enviar o seguinte vídeo e, para melhor se compreender o tema, acompanhou-o do texto da intervenção do eurodeputado Cohn-Bendit. Independentemente das simpatias ou antipatias pelo seu partido, a intervenção merece ser lida com atenção. O tema abrange também a actual situação de Portugal.
Tem a palavra o Partido dos Verdes. O senhor Cohn-Bendit.
Senhor Presidente, caros colegas: Eu gostaria de continuar na linha de Guy Verhofstadt.
É evidente que levamos quatro meses enrolando. É claro que estávamos errados.
É óbvio que, com tal hesitação, temos vindo a fornecer combustível para a especulação no mercado. Pelo menos, os membros do Conselho responsáveis devem admiti-lo, eles devem dizer “falha nossa”; Senhora Merkel, Senhor Sarkozy, seja quem for e qual o seu papel: como todos nós temos lido nos jornais, isto deveria ter sido feito imediatamente, este é, 1º ponto.
2º Ponto:
O que nós estamos a pedir ao governo Papandreous é algo quase impossível de cumprir. Peço ao Ecofin e aos chefes de governo que pensem se eles próprios... seriam capazes de fazer reformas em seus países como as que nós estamos a pedir à Grécia.
Quanto tempo seria necessário para a reforma do sistema de pensões em França? Na Alemanha: Quanto tempo seria necessário para resolver as suas pensões? E nós estamos pedindo a Papandreous para mudar tudo em três meses! Vós estais completamente loucos!
E a prova é o que está a acontecer na Grécia. Nós não estamos a dar a Papandreous, nem à Grécia o tempo para achar uma solução consensual. De encontrar uma solução consensual... nós não podemos mudar... Na Grécia não há identificação entre a cidadania e o Estado. Existe apenas o “cada um por si” e isso é lamentável. E a culpa é partilhada: desde há décadas de corrupção na classe política grega. O consenso, é necessário criá-lo! Será que devemos tentar convencê-los pela prática e não apenas pela legislação?
Vão ver o que acontecerá na Espanha, quando os problemas começarem. E verão em Portugal. Sr. Durão Barroso está bem ciente: foi assim que ele perdeu as eleições (na imagem vê-se D. Barroso fazendo sinais negativos). Não, desculpe, nunca perdeu as eleições.
O que quero dizer com isto é que temos de inspirar uma atitude de responsabilidade, e não pedir o impossível. Lembro que há muito tempo alguém disse: “Eu quero meu dinheiro de volta” (M. Thatcher). E agora parece que a expressão é: “Eu quero ganhar dinheiro com a desgraça dos gregos”. Porque esse é o ponto! Nós pedimos empréstimos a 1.5% ou 3%, e vamos financiar a Grécia a 3,5% ou 6%! Estais a fazer negócio à custa dos gregos e isso é inaceitável!
Por outro lado, a Europa também pode tomar iniciativas. Guy Verthofstadt tem razão, quando fala de um Fundo Monetário Europeu, um fundo de investimento e de solidariedade. Para realizar esse empréstimo teríamos de alterar os Tratados. Então, avante camaradas, avante! Este parlamento! Sim camaradas, aqui neste parlamento, nós temos a possibilidade de tomar as iniciativas para mudar os tratados! Se o Conselho não é capaz de decidir tomar essa iniciativa, vamos fazê-lo nós próprios! Criemos uma iniciativa, uma iniciativa comum deste parlamento para mudar o Tratado, para que, enfim, criemos um Fundo monetário Europeu que pode travar a especulação. Nós podemos fazê-lo, “Yes we can”. Vamos fazê-lo.
E agora outra coisa: No acompanhamento do que está a acontecer na Grécia: Peço à Comissão que a Direcção de Trabalho seja quem tome o controle, para termos uma ideia do que está acontecendo na Grécia. Além disso, peço ao Conselho que diga ao FMI que o Bureau Internacional do Emprego intervenha no que está acontecendo na Grécia. Estamos a falar de pessoas, de problemas de emprego, de perda de salários, (dificuldade minha em compreender o que de facto é dito, cerca dos 3min 50sgs) e não deixar que isto seja decidido apena pelo mundo das finanças(?) Mas são as instituições europeias e internacionais do trabalho, quem têm de aplicar um castigo, que deve pôr fim à loucura dos financeiros!
Um último ponto: há também uma outra maneira de prestar assistência ao orçamento grego: Simples! É tomar a iniciativa: nós, como União Europeia, tomarmos a iniciativa de promover o desarmamento na região. Isto é: uma inicia tiva política – Grécia-Turquia rumo ao desarmamento; a iniciativa política para as forças armadas [prussiana...gregas...turcas, desculpem] turcas serem retiradas do norte de Chipre. Para começarem o desarmamento.
Tenho que o dizer: no fundo somos hipócritas! Neste últimos meses, a França vendeu seis fragatas à Grécia por 2.5 milhões de euros, helicópteros por 400 milhões, caças Rafale (RMCF) por 100 milhões cada um – por desgraça, os meus “espias” não me puderam assegurar se foram 10, 20, ou 30; o custo total foi de perto de 3 mil milhões! E depois a alemanha: há poucos meses vendeu seis submarinos à Grécia e...durante o próximo ano outros mil milhões. Somos uns completos hipócritas. Emprestamos-lhes dinheiro, para que comprem as nossas próprias armas!
Peço à Comissão para apresentar ao Parlamento e ao Conselho um relatório sobre a venda de armas à Grécia e Turquia, por parte dos países europeus, nos últimos anos. Tenhamos, enfim, alguma transparência! Precisamos de saber.
Se nós somos verdadeiramente responsáveis, garantamos à Grécia a integridade do seu território. A Grécia tem 100.000 soldados, a Alemanha tem 200.000!... É totalmente absurdo, para um país com 11 milhões de habitantes ter um exército com 100.000 soldados. Digamos isso à Grécia, será, seguramente, mais eficaz do que cortar o salário de alguém que ganha menos de 1.000 €.
Peço à Comissão alguma justiça.
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domingo, 22 de novembro de 2009
País abstencionista de alto a baixo
Tem aqui sido referido por diversas vezes que os responsáveis pela gestão do País devem dar prioridade aos interesses nacionais, ao bem do País e só secundariamente aos interesses dos partidos e dos próprios políticos. Está provado que, infelizmente, tem sido pura utopia, porque nos interesses do País são ignorados, mesmo nos discursos mais circunstanciais. O que interessa aos nossos políticos tem sido tudo menos isso. Só se uniram em perfeita sintonia na votação da lei do financiamento dos partidos, não para benefício dos portugueses mas para bem dos partidos e das manobras financeiras que a todos interessavam do tipo agora conhecido como «face oculta»
Isto não é maledicência, mas a constatação das realidades. Agora, a confirmar, surgiram duas notícias que mostram que os partidos apenas se preocupam em lutar entre si, não aproveitando oportunidades para tomarem as melhores decisões para Portugal, mas fazendo ressaltar que não são iguais e que não se apoiam uns aos outros. Para cúmulo, procuram imitar o que de pior se verificou nas últimas eleições – a elevada abstenção. Agora é o partido do governo que se abastem, na AR, em vez de dialogar e negociar com os partidos da oposição a fim de encontrarem uma solução de consenso, boa para o País.
Sobre a avaliação dos professores e o novo estatuto da carreira docente, o projecto de resolução do PSD foi aprovado no Parlamento, contando apenas com os votos favoráveis dos social-democratas e com a abstenção do PS e dos restantes partidos da oposição.
Também, quanto ao fim das taxas no internamento e cirurgia foram aprovados, na generalidade, com a abstenção do PS, projectos de lei do BE, PSD e CDS-PP .
Afinal, qual é a capacidade de diálogo de argumentação válida e convincente, de negociação, dos deputados do partido que apoia o Governo? Que prestígio obtém o Governo com estas abstenções? A arrogância residual do líder da bancada não conseguirá credibilidade para o Partido, quando se seguem abstenções. Os deputados não devem considerar que o povo lhes paga de boa vontade para se absterem. Paga por ser forçado a isso, mas no voto eleitoral a decisão é livre.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Um Partido muito partido
Em 29 de Julho de 2008 escrevi no post «Partidos, para que servem?»:
«O PSD, até agora o maior partido da oposição, teima em não se aglutinar em torno de uma directriz respeitada pelos principais militantes. Quando se pensa que eles vão ganhar juízo, logo surge a desilusão. Ao derrubarem Santana, elegeram Marques Mendes, mas, em vez de o apoiarem convictamente, depressa começaram a campanha para o derrubar. Elegeram Menezes, com o apoio da maioria, mas logo os «barões», incapazes de acção, mas que se consideram donos do «partido», começaram a cortar-lhe as pernas e, o mais grave, quando as eleições legislativas estavam a curta distância. Manobraram à vontade e das eleições internas saiu vencedora Ferreira Leite, uma escolha que por ser democrática devia ser respeitada. Mas os donos dos cordelinhos, não podem estar quietos sem brincar com eles e estão já a começar a puxá-los novamente. Para quê? O que pretendem para o Partido e para o País? Que resultado desejam obter nas próximas eleições legislativas? Ao menos lutem para não ficarem abaixo do terceiro lugar!!!»
Apesar de não lhe darem apoio nem tréguas, deixaram a líder manter-se até às eleições, mas logo iniciaram as manobras para sua substituição. Não aprenderam que a união faz a força e cada vez se fragmentam mais, sem sentido de equipa para benefício do partido e muito menos para bem de Portugal.
Embora não goste de me referir a casos pontuais publiquei aqui o post «PSD - Políticos Sensatos Desapareceram?» e agora, por se enquadrarem na mesma tela, refiro o artigo de jornal «Ribau Esteves ataca Aguiar-Branco por causa de agência na AR» ao qual se seguiu outro «Santana faz críticas a Aguiar Branco», ambos dirigidos ao líder parlamentar do respectivo partido.
Costuma dizer-se que os políticos gastam as suas energias nas pequenas lutas inter-partidárias, mas estes casos evidenciam uma patologia mais curiosa e lamentável e uma irracionalidade na pulverização da própria equipa como se todos fossem aliados dos partidos rivais contra os seus supostos companheiros de luta por um hipotético objectivo comum pré-definido.
E assim vai Portugal, esquecido por aqueles que deviam sentir a responsabilidade de o guiar pelos melhores caminhos para o progresso e o desenvolvimento social e económico. Portugal está tão debilitado que é desejável que todos os esforços sejam orientados para os problemas essenciais, fundamentais, inadiáveis, urgentes, deixando de lado as pequenas coisas, de importância reduzida, que muitas vezes não passam de pequenas ambições pessoais ou de meros caprichos de vaidade.
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Qual é o sexo dos anjos?
Transcrição de um texto oportuno e muito bem observado
Discussões bizantinas
CM. 16 Novembro 2009. Por Carlos de Abreu Amorim
Reza a lenda (mais do que a história ensina) que quando os turcos estavam na iminência de conquistar Constantinopla (Bizâncio), em 1453, o que mais inquietava os bizantinos era responder a uma intrincada questão: Qual é o sexo dos anjos? Verdadeiro ou não, o episódio ficou como referência máxima de um debate ocorrido na pendência de um problema grave e cuja inutilidade o torna ridículo.
Querer discutir o casamento gay com o País submerso em problemas que ninguém resolve, quando temos um primeiro-ministro engolido por um lamaçal jurídico e político, no momento em que ministros pontapeiam publicamente a separação de poderes e fazem as acusações mais graves de que me lembro ao poder judicial, parece ser um favor desvelado a quem quer camuflar o que é importante.
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sábado, 3 de outubro de 2009
Prioridades na vida
Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco de maionese e esvaziou-o. Tirou a maionese e encheu-o com bolas de golfe. A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam que sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de caricas e mete-as no frasco de maionese. As Caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então, o professor pegou noutra caixa, uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim!".
De seguida o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e, claro, o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se, mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
Quero que reparem que este frasco representa a vida.
As bolas de golfe são as coisas Importantes: como a família, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona. São coisas que, mesmo que perdêssemos todo o resto, as nossas vidas continuariam cheias. As caricas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
'Se puséssemos primeiro a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem para as bolas de golfe. O mesmo acontece com a vida'. Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade, estabelece prioridades.
Brinca ensinando os teus filhos. Arranja tempo para ires ao médico. Namora e vai com a tua/teu namorado/marido/mulher jantar fora. Pratica o teu desporto ou hobby favorito. Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia...
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café. O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a vossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo." O café, é a bebida da cordialidade!
Quando as coisas na vida parecem demasiadas, quando as 24 horas do dia não são suficientes, lembra-te do frasco de maionese e do café. Haverá sempre tempo para limpar a casa e reparar as canalizações. Ocupa-te das bolas de golfe primeiro, das coisas que realmente importam.
NOTA: Embora já há anos conhecesse esta lição por e-mail, gostei de a encontrar no blog A Tulha do Atílio, publicada pelo amigo Luís e achei que ela é muito importante na vida privada e também na vida profissional e na governação do País. Os nossos governantes devem estabelecer prioridades por forma a utilizarem os recursos nacionais, sempre escassos por definição, da forma mais sensata e reprodutiva, para benefício de todos os cidadãos.
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domingo, 19 de julho de 2009
Discutir para decidir
Depois do post Pensar antes de decidir, encontrei hoje num artigo de opinião do Correio da Manhã, que transcrevo, a mesma ideia aplicada ao funcionamento dos partidor políticos, num momento em que se torna urgente rever as prioridades, e enfatizar o esforço de esclarecer a população por forma a permitir aos eleitores votar em consciência no dia das eleições. Esse esforço produziria também nos políticos um melhor conhecimento real da situação e aprender a separar o essencial do secundário.
O artigo não permite salientar uma ou outra frase porque todo ele é sumo. É uma lição condensada, intensa, densa em que nada se pode desperdiçar. Vale a pena ser lido principalmente pelos decisores políticos.
Discutir para decidir
CM. 19 Julho 2009, por João Vaz
Desde criança que todos nós cultivamos admiração por quem clama "O rei vai nu!" O conto infantil tradicional tem uma lição poderosa: o pensamento dominante cobre muitos embustes; e é difícil alguém levantar-se contra o estabelecido.
O contributo para o debate político lançado com assinaturas de 25 intelectuais traz um alerta necessário. Nas campanhas eleitorais aposta-se muito mais no marketing do que no esclarecimento.
Portugal, que já tem uma das menos diferenciadas alternativas partidárias, com PS e PSD a evocarem o mesmo tipo de preocupações sociais e igual cartilha económica, encontra-se carente de debate político. São muitas as experiências frustrantes de cidadãos que se vêem rejeitados quando tentam discutir os problemas do País nas instâncias partidárias. Ficam fora porque não há tempo para discutir ideias. Passa sempre à frente a urgência de tratar da atribuição de um qualquer lugar público.
Não se discute políticas antes de se decidir escolhas. E é grave que isto seja assim. Recentemente, vimos como se queimou a hipótese Jorge Miranda para provedor de justiça ao pôr o nome da pessoa à frente do acordo partidário. Resta saber se o clamor "o rei vai nu!" pega no Verão. É que, agora, o fresco é o mais desejável. Mas é urgente encontrar o hábito e a organização para discutir política. Política mesmo, não só nomeações.
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domingo, 3 de maio de 2009
Defesa do Consumidor
Temos a despensa cheia, mas o carrinho de compras está mais leve
Público. 03.05.2009 - 08h31, Raquel Almeida Correia
Se há indicador que a crise parece ter deixado ileso é o consumo de bens alimentares: os portugueses preferem abdicar de outros luxos, como as idas aos restaurantes, mas enchem a despensa de casa. Mais até do que em alturas de estabilidade económica.
Há, no entanto, produtos que já não entram tão facilmente no carrinho de compras nacional, como a carne vermelha e os doces. São considerados acessórios, ao contrário do que se passa com bens mais acessíveis e que servem de base a refeições mais económicas, como as conservas e as massas. Isto sem contar com o fenómeno das marcas próprias (comercializadas pela grande distribuição), cuja quota de mercado tem vindo sempre a aumentar nos últimos tempos. Uma mudança de hábitos que tem como grande meta a poupança.
Dados do primeiro trimestre de 2009, cedidos pela empresa de estudos de mercado TNS, revelam que as compras nos supermercados e hipermercados aumentaram 2,9 por cento em volume e 3,9 por cento em valor. Subida que, além de provar que os consumidores não deixaram de lado a alimentação, mostra que estão a gastar mais dinheiro nestes espaços comerciais. E é precisamente nos produtos de mercearia que mais concentram as suas despesas.
(…)
Refeições mais económicas
O TNS Worldpanel mostra que, nos primeiros três meses deste ano, vários alimentos sofreram um abrandamento na procura, como é o caso da carne, que registou uma descida de 5,2 por cento em termos de valor (em vez dos 189 milhões de euros facturados em 2008, a grande distribuição vendeu 179 milhões de euros deste produto entre Janeiro e Março de 2009).
(…)
"É natural que, numa altura de crise, os portugueses optem por poupar o máximo dinheiro, mas isso não deve pôr em causa da qualidade da alimentação", alertou. No que diz respeito a alimentos frescos, Domingos dos Santos acredita que os consumidores mostram mais propensão para as leguminosas (feijões e ervilhas, por exemplo), "que servem de base para fazer sopas", e para fruta de calibres mais pequenos e, por isso, "de preço mais económico".
Comportamento idêntico ao que se verifica com o pão embalado e as tostas - produtos cujas vendas desceram, respectivamente, 8,5 e 69,3 por cento para os 6,6 milhões de euros. Tudo porque os portugueses estão mais voltados para comprar pão fresco de padeiro, que viu a procura aumentar 9,1 por cento, chegando, agora, a uma facturação de 36 milhões de euros (contra os 33 milhões de 2008).
Combater o desperdício
Além de esta mudança ser originada por uma maior preocupação com a relação quantidade/preço, também há bens que registaram um crescimento como consequência directa da perda de quota de mercado dos restaurantes e da transferência das refeições para dentro do lar. É o caso, por exemplo, da categoria de bebidas e, sobretudo, do café torrado. Só nestes dois bens a facturação dos super e hipermercados aumentou 35,4 por cento.
Em alturas de crise, "os portugueses tornam-se mais racionais nas compras. Não só compram mais barato, como põem de lado alguns produtos considerados supérfluos", diz Pedro Queiroz, director-geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares (FIPA). É por isso que bens como os chocolates, cuja venda recuou 22,2 por cento entre Janeiro e Março (de 17,5 milhões para 14,6 milhões de euros), protagonizam descidas abruptas em termos de facturação. O mesmo aconteceu com os snacks (-49,3 por cento) e com os açúcares (-10,9 por cento).
Nos supermercados e hipermercados, as maiores perdas dão-se, contudo, ao nível dos artigos de drogaria e de higiene, considerados acessórios face à necessidade de manter a despensa cheia. Recuo que ocorre com "tudo o que o consumidor considerar menos necessário ou itens cujo consumo possa ser adiado", explica Paulo Caldeira, da TNS.
Este responsável refere que "ainda não temos 'tempos de crise' suficiente para conseguir retirar conclusões" finais sobre a mudança de hábitos de consumo dos portugueses. Mas os indicadores do primeiro trimestre desde ano mostram, para já, muito menos tolerância ao desperdício de dinheiro.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Políticos, pensem no País
Jorge Sampaio diz aos «agentes políticos» que se devem «deixar de assuntos periféricos». Este desafio que lança ao Parlamento é justificado porque, perante a crise que o país está a atravessar, os portugueses não podem estar satisfeitos com o ambiente crispado entre os agentes políticos, com o seu alheamento dos assuntos essenciais do País, de que é exemplo gritante a demora na substituição do Provedor de Justiça, a leviandade com que se atiram à loucura de investimentos públicos megalómanos sem pensarem no rácio custo-benefícios, para que alertou o Presidente Cavaco Silva. Sem definirem regras a que Bruxelas chama «conjunto de recomendações e boas práticas», ou «código de bem governar» ou «código de conduta», como aqui tem sido sugerido, os legisladores e governantes desperdiçam energias em lutas interpartidárias do alecrim e mangerona, mais preocupados com o sal no pão do que com a eficiência do ensino de civismo e de gestão financeira para o cidadão comum, com a segurança interna, com a eficiência da Justiça traduzida em menos criminalidade violenta, etc.
Uma crise é oportunidade de corrigir procedimentos e comportamentos a fim de se preparar um futuro mais racional e mais consentâneo com o bem-estar da população, mas, infelizmente, não se vêm decisões bem preparadas nesse sentido. Pouco de verdadeiramente positivo tem sido visto, e mesmo as muitas promessas são impensadas e sem garantia segura de virem a contribuir para um futuro mais risonho para a população.
Os conselhos de pessoas bem pensantes, como as citadas, devem ser meditados com profundidade.
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
Um grito de alerta, urgente
INCOMPETÊNCIA PREMIADA
por Mário Relvas, em Aromas de Portugal
Neste momento em que os nossos bravos soldados, se encontram ausentes no estrangeiro para combater "moinhos de vento", entenda-se opções pouco justificadas para um País pobre como Portugal, gastando rios de dinheiro, correndo riscos de vida, aqui no pequeno rectângulo, assistimos a cenas gratuitas de incompetência, de ministros, de autarcas com trinta anos de sucessivos erros e aberrações.
Pergunto, quando os nossos camaradas Comandos regressarem já terão as condições necessárias no seu quartel? Ou melhor, já terão uma unidade própria como destino final? Depois de andarem constantemente aos saltos... Terão direito a terem na sua unidade os nossos mortos, simbolizados no Monumento ao Esforço Comando, esquecido conjuntamente com o Museu Comando, no ex Regimento de Comandos da Amadora, que cai de podre? Já terão os meios materiais adequados ás missões? Os Pára-Quedistas e os Fuzileiros, queixam-se publicamente. Então, se não há dinheiro para umas coisas, há para a OTA? Sim, os estimados senhores dizem que, esta se paga sozinha e ainda sobra dinheiro...
As reformas das forças de segurança e, da administração pública são conversas mal contadas, convidando-os a conhecerem a realidade, contactando com quem as sente na pele.
As reformas da educação, dos serviços de saúde, outras aberrações sem nexo, que ninguém entende.
Ouvimos falar num possível pagamento de taxas de €1,50, nos levantamentos de multibanco... Ninguém responde com verdade a isto? Depois de os bancos terem despedido pessoal, automatizando quase tudo, diminuindo os seus custos, ainda querem mais xixa? Façamos uma paragem nos pagamentos e levantamentos de multibanco, inundemos os bancos com cheques e levantamentos/depósitos ao balcão e, eles ou contratam de novo mais pessoal, diminuindo os seus fabulosos lucros, ou entopem burocraticamente.
Quando não há dinheiro nas polícias, realizam-se cerimónias de aniversário de comandos de polícia, com almoçaradas, ofertas de relógios a membros do governo?
Senhor Presidente da República, está na altura de tomar uma decisão séria, o povo está saturado de tanta conversa, de tantas gaffes. Quem não recorda a era "Sampaio v/s Santana Lopes", que foi demitido por um ministro abandonar o governo?
Porque levamos nós com Mário Lino, com Manuel Pinho, com Alberto Costa, com Correia de Campos, com Maria de Lurdes Rodrigues...etc? António Costa já saiu por motivos "válidos", a CM de Lisboa, ou como já é conhecido o filme, a fuga do MEAI!...
Este é o País da incompetência premiada e da inércia governativa...Onde se fala, fala e se faz nada, para além de afundar cada vez mais o barco!
Sabemos que Portugal está em crise, mas é só para alguns? Sim, para os mesmos de sempre - os contribuintes, os cidadãos que, constantemente são enganados nas vésperas das eleições.
Sabemos que vai haver uma presidência europeia, mas entretanto Portugal afunda-se.
Já basta, senhor Presidente da República, salvemos o que resta de Portugal!
Publicada por MRelvas
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A. João Soares
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