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sábado, 11 de abril de 2020

A HUMANIDADE CAMINHA PARA O SUICÍDIO COLECTIVO

A Humanidade caminha persistentemente para o suicídio colectivo
(Public em O DIABO nº 2258, de 10-04-2020, pág 16)

Há milhares de anos, foram extintos os dinossauros; agora, segundo cientistas qualificados, parece que o ser humano está a preparar a sua exterminação. Não parecem fantasias de jovens extremistas que gostam de se mostrar, mas, sim, merecem ser ouvidos pelos responsáveis pelos Estados, a fim de serem evitados exageros de tecnologias que são demasiado perigosas para a saúde das pessoas.

Em 19 de Janeiro último, guardei um artigo em que o Dr. Martin Blank, do Departamento de Fisiologia Biofísica Celular da Universidade de Colúmbia, alertava para os perigos advindos do abuso dos telemóveis, questão muito notada na origem de cancros cerebrais e outras doenças graves, não apenas para os utilizadores, mas da multiplicidade de antenas em telhados de moradias e até de hospitais, onde se deve defender a saúde dos seus ocupantes. Perigos que estão a ser multiplicados pelo efeito do 5-G.

O abuso de equipamentos automáticos, accionado por radiações electromagnéticas, é notável. No regresso do refeitório onde almocei para o quarto, numa instituição que se queixa de falta de meios financeiros, passei por três portas que se abriam para eu passar, luzes que se acendiam e apagavam à medida que passava; nas casas de banho a luz acende-se automaticamente e, passado algum tempo, apaga-se mas, se uma pessoa se mexe, volta acender-se. Há muitos casos assim, o que torna o ar que respiramos totalmente pejado de radiações electromagnéticas, e isso é lesivo para a saúde, como explicou Martin Blanc.

E depois, passados mais de dois meses, recebi um vídeo em que o Dr. Thomas Cowan, médico, com muitas referências na Net, veio reavivar o meu interesse pelo tema da causalidade entre a electrificação da Terra e das radiações electromagnéticas em relação às grandes pandemias que temos sofrido. No vídeo, ele fazia uma prelecção a um grupo de pessoas em que focava, entre outras coisas, os seguintes casos:

Em 1918, houve uma pandemia de gripe espanhola, que considerou consequência de um salto quântico com a electrificação da Terra. Além da electrificação de cidades e algumas aldeias em 1917, houve a introdução de ondas de rádio em todo o mundo. Qualquer sistema biológico ficou envenenado por novos campos electromagnéticos, matando gente mais débil e tornando mais doentes os outros. Tais radiações empestaram o espaço dentro do Cinturão de Van Allen, que serve de protector do nosso Planeta e reage quando lhe chega tal poluição. Na sequência da II Guerra Mundial, o ar foi novamente agredido em força com a instalação de equipamentos de radar por todo o Planeta e verificou-se nova pandemia. Em 1968, ocorreu a gripe de Hong Kong, como reacção da camada protectora da Terra à colocação de diversos satélites emissores que emitiam frequências radioactivas no interior do seu espaço cósmico, e surgiu essa epidemia, fruto do envenenamento viral da fauna. Actualmente, com o 5G e a tara do electromagnetismo, há cerca de 20.000 satélites emissores de radiação, que activam milhões de equipamentos de que fazem parte telemóveis, sensores, alarmes, automatismos diversos, rádios, TVs, etc. Não foi por acaso que a pandemia do coronavírus foi difundida a partir da cidade de Wuhan, na China, que foi a primeira cidade do mundo a ser completa e densamente coberta por equipamentos de estilo 5 G.

Sempre que qualquer sistema biológico é exposto a um novo campo electromagnético, fica envenenado, morrem alguns, e os restantes entram numa espécie de vida suspensa, por pouco mais tempo e mais doentes. Depois destes alertas, será bom que os governantes e seus conselheiros procurem encontrar, sem demora, solução para reduzir significativamente a quantidade de instrumentos que funcionem com radiações electromagnéticas, a fim de travar a corrida para a extinção da espécie. ■

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

MORALIZAR A HUMANIDADE É IMPERIOSO

Moralizar a Humanidade é imperioso
DIABO nº 2213 de 31-05-2019, Por António João Soares, pág 16.

Deparamos repetidamente com actos de violência como, por exemplo, na Indonésia, onde, após saber que nas eleições o seu candidato perdera, uma quantidade de eleitores desencadeou desordens em que morreram seis pessoas e ficaram feridas 200. Infelizmente, acções violentas com resultados trágicos têm ocorrido por todo o mundo a pretexto de pequenos desgostos, como encontros desportivos, outras competições, etc. Estas ocorrências mostram que a Humanidade está enfurecida, por insatisfação descontrolada e por falta de respeito pelos outros. Há quem diga que não é de agora e que já na antiguidade havia violência. Parece uma posição demasiado conformista e submissa à tradição negativa do passado e desadaptada à evolução civilizacional que deve traduzir-se não apenas nas tecnologias mas, também, nos comportamentos das pessoas. O ser humano de hoje tem obrigação de ser mais sociologicamente perfeito do que o de há milhares de anos.

Mas, ao contrário da evolução que se considera lógica, a humanidade está num estado acelerado de degradação que justifica os piores receios de que, num futuro não muito distante, os egoísmos, prepotências e abuso da força a façam entrar em processo de extinção.

A quantidade de acidentes rodoviários e de aviação demonstram falta de cuidado e de respeito pelos passageiros, quer quanto ao estado de funcionamento das máquinas quer quanto aos cuidados na sua utilização. A utilização de telemóveis em andamento obriga as pessoas a desviarem-se para não serem abalroadas por utilizadores destas máquinas que anulam o seu poder de visão e de audição. Estes aparelhos, de pequena dimensão, são autênticas drogas que impedem contactos pessoais e fecham as pessoas em “redomas” que as isolam de tudo que as cerca. Quanto mais se desenvolvem as tecnologias, mais se deteriora a comunicabilidade entre as pessoas.

E, com os maus exemplos que vêm das elites que deviam ser modelos a imitar, a degradação está a sentir-se verticalmente em todas as idades, havendo, nas escolas, casos de desobediência a professores e mesmo de agressões a estes, quer por alunos quer pelos pais destes. Não é por acaso que hoje apenas se fala de direitos e ninguém considera que tem deveres, para consigo próprio, para familiares, para amigos e para todos os seres vivos, sejam humanos, animais ou vegetais.

Para fazer face a esta necessidade de evolução para um grau mais moral, ético e civilizacional, impõe-se que o sistema de educação seja reorganizado por forma a que as pessoas se desenvolvam, desde a infância, no culto do respeito pelos outros e no cumprimento de valores morais que evitem a violência e desenvolvam relações tendentes ao bom entendimento, diálogo, negociação, a fim se passar a viver em boa harmonia, tolerância e paz. Para benefício de todos.

Recordo-me de há muitas dezenas de anos, na minha aldeia, perante uns miúdos que tinham feito traquinice, um homem, talvez cinquentão, disse-lhes “estão a precisar de ir à tropa para aprenderem a ser homens”. Era o tempo do Serviço Militar Obrigatório e da Mocidade Portuguesa, em que se aprendia educação e espírito de equipa para trabalho de colaboração. Hoje não há nada disso e, em sentido oposto, a Comunicação Social apenas mostra exemplos de atitudes negativas e destrutivas de algo de bom que ainda possa haver nos comportamentos.

Se olharmos para imagens que nos chegam da vida de animais da selva, a que o Homem, arrogantemente, chama de irracionais, vemos neles mais sensibilidade, respeito pelos outros, espírito de equipa e de ajuda mútua e afectividade do que nos que se consideram racionais. ■

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terça-feira, 24 de abril de 2018

EUTANÁSIA OU O FIM DA HUMANIDADE

Eutanásia ou o fim da humanidade
(Publicado no semanário O DIABO em 24-04-18)

Inicio este texto com a transcrição de desabafo do amigo JCM acerca da EUTANÁSIA:
«… assistimos agora a toda esta polémica no pseudo Serviço Nacional de Saúde! Isto são "tretas" para distrair o pagode. O chamado SNS não existe! Existe sim a execução deliberada, só não vê quem não quer, da política das Esquerdas, de pôr em execução, sem necessidade de legislação, a EUTANÁSIA.

«Quando há hospitais com listas de espera de 5 anos para consultas e intervenções cirúrgicas URGENTES, como classificar? Assassínio? Não podemos, porque o assassínio está muito rigorosamente identificado no Código Penal. Consequentemente, esta decisão de protelar consultas, exames, cirurgias, contratação de profissionais, liquidação de dívidas aos fornecedores e profissionais de saúde, cativação de verbas orçamentadas, etc. etc. vem ao encontro das políticas defendidas pelas Esquerdas que defendem a EUTANÁSIA para resolver os milhões de problemas da maior conquista do 25A (!)! O Serviço Nacional de Saúde que fica complementado com a EUTANÁSIA !!! Assim, sim! As pestes grisalhas são reduzidas à sua expressão mínima, as crianças de todas as idades são deixadas morrer sem assistência nos corredores dos hospitais, tal como se fazia em Esparta nos anos 500 AC !!! E os militares ? Idem idem, aspas aspas! O ministro da dita Saúde bem disse: "Somos todos Centenos!" E os …? Também são Centenos? Pelo andar da carruagem são. Eu não sou! Sou paciente da EUTANÁSIA mas sem intervenção dos Centenos.

«Ouve os comentários e pareceres dos profissionais de saúde vertidos nos canais tv e consegues um artigo de se tirar o chapéu. Tem que ser rápido. Para a semana já os temas serão outros. As Esquerdas são sábias nos disfarces e dissimulações.

«Os carrascos directos estão bem identificados: Os ministros das Finanças, da Saúde e da Segurança Social. Tem graça haver um ministro da Segurança Social quando os doentes morrem como tordos por não serem atendidos nos centros hospitalares e, os que conseguem ser atendidos, não dispõem de meios financeiros para adquirirem os medicamentos!

«Ainda tenho a acrescentar que os "carrascos" são apadrinhados pelos outros "esquerdofrénicos", encabeçados pelos "eleitos" 1º ministro e Presidente desta República!!!...»

A EUTANÁSIA exige legislação muito cuidada e rigoroso controlo para evitar interesses de familiares, Estado, hospitais, serviço de saúde, etc. Recordo o que ouvia na minha infância acerca do crime da poça das feiticeiras, em Ranhados, freguesia vizinha de Viseu, em que um rico proprietário agrícola, na tarde do dia da malha de centeio foi encontrado morto na represa do ribeiro recaindo as suspeitas sobre a filha e o genro que pretenderiam a antecipação da herança do velho.

Mesmo antes de sair lei sobre o assunto, já há procedimentos que podem ser inseridos nas finalidades laterais pretendidas por forças de pressão a favor da EUTANÁSIA, como refere o desabafo do amigo atrás citado.

Os apoiantes da EUTANÁSIA, se a sua filosofia anti-natura, com desprezo pela vida dos outros e sem sensibilidade, tiver aprovação pelo PODER, acabarão por ser eliminados todos os que não produzem riqueza económica nacional, e pesam no orçamento do Estado, por serem idosos, deficientes, desempregados, criminosos, etc. Este novo tipo de pena de morte irá desinfestar a sociedade de «inúteis» que, com a evolução rápida das novas tecnologias, serão a maioria da população.

E depois? Para que serve tal tecnologia avançada se deixa de haver consumidores? Para que servem médicos, porque deixa de haver doentes? Para que servem os hospitais? Para que servem os laboratórios de medicamentos? E para a população tão diminuta daí resultante, para que são necessários tantos deputados, um governo a ocupar tanta gente, tantas instituições, comissões, grupos de trabalho a ocupar tanta gente a consumir tanto dinheiro? Para quê tanto tacho para «boys» e «girls»?

Tal desinfestação acabará na extinção da vida humana no planeta. E ficarão apenas os robots isolados a efectuar os seus programas sem a mínima utilidade, por não haver utilizadores em quantidade adequada.

Afinal para que houve tanto interesse em terminar com a pena de morte? Se a que existia servia apenas para eliminar criminosos, e a que aí vem será aplicada a inocentes, apenas por que não são produtivos e são considerados pesados ao erário, numa sociedade escrava do vil metal e em que não se tem respeito pela vida, o bem-estar e a felicidade das pessoas.

António João Soares
17 de Abril de 2018

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quarta-feira, 2 de março de 2016

INVISIBILIDADE PÚBLICA


Prof. da Universidade - Varredor durante um mês

(Recebido por e-mail em 2/03/2016 Para ver mais sobre esta tema ir aqui

Um psicólogo fingiu ser varredor durante 1 mês e viveu como um ser invisível.

O psicólogo social FB da Costa vestiu a farda de varredor durante 1 mês e varreu as ruas da Universidade de São Paulo, onde é professor e investigador, para concluir a sua tese de mestrado sobre 'invisibilidade pública'.

Ele procurou mostrar com a sua investigação a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente condicionada pela divisão social do trabalho, onde se valoriza somente a função social e não a pessoa em si. Quem não está bem posicionado sob esse critério, torna-se uma mera sombra social.
Constatou que, aos olhos da sociedade, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'...

Trabalhava apenas meio dia como varredor, não recebia o salário de R$400 como os colegas, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples BOM DIA, que nunca recebi como varredor, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o investigador. Diz que sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Os meus colegas professores que me abraçavam diariamente nos corredores da Universidade passavam por mim e não me reconheciam por causa da farda que eu usava.”

- O que sentiu, trabalhando como varredor?

- Uma profunda angústia. Uma vez, um dos varredores convidou-me para almoçar no refeitório central. Entrei no Instituto de Psicologia para levantar dinheiro, passei pelo piso térreo, subi as escadas, percorri todo o segundo andar, passei pela biblioteca e pelo centro académico, onde estava muita gente conhecida. Fiz todo esse percurso e ninguém EM ABSOLUTO ME RECONHECEU. Fui inundado de uma indescritível tristeza.

- E depois de um mês a trabalhar como varredor? Isso mudou?

- Fui-me habituando a ser ignorado. Quando via um colega professor a aproximar-se de mim, eu até parava de varrer, na esperança de ser reconhecido, mas nem um sequer olhou para mim.

- E quando voltou para casa, para o seu mundo real, o que mudou?

- Mudei substancialmente a minha forma de pensar. A partir do momento em que se experimenta essa condição social, não se esquece nunca mais. Esta experiência mudou a minha vida, curou a minha doença burguesa, transformou a minha mente. A partir desse dia, nunca mais deixei de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe, que é importante, que tem valor.
Aprendi verdadeiramente, com esta experiência, o valor da dignidade.

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domingo, 12 de abril de 2015

A HUMANIDADE VIVE AS ÚLTIMAS HORAS


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SOLIDARIEDADE ... SEMPRE


Transcrição de texto colhido no Facebook

NINGUÉM É SUPERIOR A NINGUÉM 
Por Ana Paula Nascimento

Certo dia, uma mulher avistou um mendigo, sentado numa calçada na Rua.

Aproximou-se dele, e como o pobre coitado, já estava acostumado a ser chacoteado por todos, a ignorou

. Um policia, observando a cena, aproximou-se:
- Ele está a incomodar a senhora?

Ela respondeu:
- De modo algum - eu é que estou tentando levá-lo até aquele restaurante, pois vejo que está com fome e até sem forças para se levantar. O senhor Policia ajuda-me a levá-lo até ao restaurante?

Rapidamente, o policia a ajudou, e o pobre homem, mesmo assim, não querendo ir, pois, não acreditava que isso estava a acontecer!

Chegando ao restaurante, o garçom, que foi atendê-los, disse sem pestanejar :
- Desculpe Senhora, mas ele não pode ficar aqui.. Vai afastar os meus clientes!!!

A mulher abaixou e levantou os olhos e disse:
- Sabe aquela enorme empresa ali em frente? Três vezes por semana, os directores de lá juntamente com clientes, vêm fazer reuniões neste restaurante, e sei que o dinheiro que deixam aqui, é o que mantém este restaurante . Pois é, eu sou a proprietária daquela empresa. Posso fazer a refeição aqui, com o meu amigo.. ou não?

O garçom fez um gesto positivo com a cabeça, o policia que estava de longe observando ficou boquiaberto, e o pobre homem, deixou cair nesse momento, uma lágrima de seus sofridos olhos.

Quando o garçom, se afastou, o homem perguntou:
- Obrigado Senhora, mas não entendo esse gesto de bondade.

Ela segurou nas suas mãos , e disse:
- Não se lembra de mim, João ?
- Me parece familiar - respondeu - mas não me lembro de onde.

Ela, com lágrimas nos olhos, disse:
- Há algum tempo atrás, eu recém formada, vim para esta cidade... Sem nenhum dinheiro no bolso... Estava com muita fome... Sentei-me naquela praça, aqui em frente, porque tinha uma entrevista de emprego naquela empresa, que hoje é minha. Quando se aproximou de mim, um homem, com um olhar generoso. Lembra-se agora João?

Ele, em lágrimas, afirmou que sim.

- Na época , o senhor trabalhava aqui. Naquele dia, fiz a melhor refeição da minha vida, pois estava com muita fome, e até sem forças. Toda hora, eu olhava para o senhor, pois estava com medo de prejudicá-lo, pois estava ali a comer de graça. Foi quando ví, o senhor a tirar dinheiro do seu bolso e colocar na caixa do restaurante. Fiquei mais aliviada. E sabia que um dia poderia retribuir. Alimentei-me, fui com mais forças para a minha entrevista.
Na época, a empresa ainda era pequena... Passei na entrevista, especializei-me, ganhei muito dinheiro, acabei comprando algumas acções da empresa, e com o passar do tempo, fiquei a proprietária, e fiz a empresa ser o que ela é hoje.
Procurei pelo senhor, mas nunca o encontrei... Até que hoje, o vi nessa situação. Hoje, o senhor não dorme mais na rua! Vai comigo para a minha casa... Amanhã, compraremos roupas novas, e o senhor vai trabalhar comigo!

Se abraçaram, a chorar.

O policia, o garçom e as demais pessoas, que viram essa cena, emocionaram-se diante da grande Lição de vida, que tinham acabado de presenciar!!!

MORAL DA HISTÓRIA:

Hoje sou eu a precisar . . . amanhã podes ser Tu !
Faz sempre o BEM... Um dia ele retornará em dobro para Ti !

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terça-feira, 30 de julho de 2013

INJUSTIÇA SOCIAL SEM DISFARCE


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Brincar aos pobrezinhos
Ionline. publicado em 30 Jul 2013 por Nuno Ramos de Almeida, Editor-executivo.

O governo garante que a economia está muito melhor e no sapatinho tem algumas prendas: 4,7 mil milhões de cortes nas despesas do Estado e a diminuição do IRC.

Cristina Espírito Santo, filha de um administrador do BES, confessou, na Revista do "Expresso", que gosta de ir para a herdade da família na Comporta porque é como "brincar aos pobrezinhos".

Infelizmente, a maioria da população portuguesa está condenada a brincar aos pobrezinhos todos os dias. E o governo cada vez nos dá mais coisas para ficarmos imersos no jogo. Nos últimos dois anos, 210 mil dos portugueses mais jovens e preparados foram forçados a sair do país, para fugir a este desafio obrigatório para quem não é familiar de milionário.

Há uns anos, o multimilionário Warren Buffett manifestou-se contra uma sociedade em que os ricos têm a vida resolvida e os pobres a vida condenada. Para Buffet, o direito de herança que faz dos filhos dos ricos ricos e dos pobres pobres significa querer ganhar os Jogos Olímpicos de amanhã com os descendentes da equipa dos jogos de há 40 anos.

Os mecanismos existentes para permitir uma política que contrarie esta situação e dê uma maior igualdade de oportunidades na sociedade passa por uma política fiscal justa que permita a redistribuição de rendimentos e a existência de um Estado social que tenha a educação e a saúde como direitos universais.

Acontece que as políticas neoliberais nos Estados Unidos e as contidas no Memorando da troika fazem da desigualdade fiscal e da destruição do Estado social os seus principais pilares. Talvez por isso, Warren Buffett assumiu, numa entrevista a CNN, que "há guerra de classes, com certeza, mas é a minha classe, a classe rica, que está a fazer a guerra, e estamos a ganhá-la". Recordou ainda que só paga 17% de impostos, enquanto os seus empregados pagam 33% ou 41%. A crise tem sido uma verdadeira máquina de guerra a promover o aumento das desigualdades em Portugal e no resto do mundo desenvolvido. No início dos planos da troika calculava-se que - embora a responsabilidade do desastre económico estivesse ligado a um modelo de desregulamentação financeira, a multiplicação de negócios ruinosos com parcerias público-privadas e swaps e à criação de uma moeda única que privilegiou a Alemanha - em cada dez euros retirados para pagar a crise, mais de oito vinham directamente dos bolsos dos trabalhadores por conta de outrem e dos reformados. Esse estudo divulgado pelo "Público" revelava que menos de um euro, desses dez, era pago pelas grandes empresas e pelo capital financeiro.

Como se provou pela situação actual esta política destruiu o emprego e a economia. O que propõe neste momento o governo? Diminuir os impostos das empresas e continuar a fazer suportar a crise apenas por quem trabalha. Afirmam que este choque fiscal vai promover o emprego, quando na prática só é possível gerar empregos se os portugueses tiverem dinheiro para gastar. A esmagadora maioria das nossas empresas trabalha para o mercado interno, e se os trabalhadores continuarem a ter de pagar directamente a crise, essas empresas não vão sobreviver.

Acresce que os cortes previstos de 4,7 mil milhões de euros vão repercutir- -se como cortes nos salários dos trabalhadores. Se os transportes, a saúde, a educação e outros bens de primeira necessidade ficam mais caros, é como se nos tivessem cortado ainda mais os salários.

Aquilo que se está a fazer não é sanear as finanças públicas nem relançar a economia para a maioria das pessoas, mas garantir uma maior fatia na distribuição de rendimentos para uma minoria de privilegiados - aqueles que podem "brincar aos pobrezinhos" na Comporta.

"O capital tem horror à ausência de lucro; quando o capital fareja o lucro torna-se ousado. A 20% fica entusiasmado. A 50% é temerário, a 100% enlouquece à luz de todas as leis humanas e a 300% não recua perante nenhum crime" (Karl Marx, "O Capital").

A crise é uma máquina de guerra e o governo está-se nas tintas para as vítimas.

Editor-executivo.

NOTA. É louvável a franqueza de Warren Buffett. Mas os governantes estão submissos perante as pressões dos ricos. O texto cita Karl Marx, mas temos palavras mais recentes, as do Papa Francisco que mostra grande sensibilidade para a ausência de Justiça Social que começa é visível mesmo nos mais baixos níveis que aceitam as injustiças, muitas vezes, em consequência da propaganda e com a esperança de ser beneficiados pelos «ídolos efémeros».

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terça-feira, 25 de junho de 2013

O GOVERNO E OS CIDADÃOS


É suposto que, em democracia, toda a acção de um Governo deve estar voltada para o objectivo nacional de proporcionar a melhor qualidade de vida aos cidadãos e é para isso que devem funcionar os diversos sectores do Estado, como a Educação, à Saúde, à Justiça, a Economia, as Finanças, a Defesa, a Segurança, etc. E a observação das condições de vida e de satisfação da população é fundamental porque ela tem «fome» pode zangar-se. É isso que está acontecendo no Brasil, na Síria, na Turquia, etc.

Mas no Brasil Dilma Rousseff, consciente de que é preciso atender ao descontentamento da população e às suas justificadas reclamações e evitar arrogâncias e teimosias obsessivas, anuncia 5 pactos, propõe plebiscito para realização de reforma política e acelera reformas na saúde, perante o que os descontentes serenaram e ficam a aguardar as medidas concretas.

Pelo contrário, em Portugal, as confederações patronais dizem que o Governo tem de reconhecer que “algo falhou”, os patrões pressionam Governo a desistir da receita da austeridade e como sugestão ou conselho desafiam Governo a alterar o rumo.

E há outras vozes da área do Governo a reforçar a necessidade de medidas suavizadoras das dificuldades dos portugueses, como. Por exemplo, Frasquilho que defende descida de impostos, Menezes que critica atitude «autista» do Governo, João Salgueiro que apela à união dos reformados contra o governo, etc.

Mas, apesar destes alertas, o Ggoverno, com a habitual arrogância e egocentrismo gaba-se pela voz do seu líder “Tenho muito orgulho no trabalho que estou a fazer”, frisa que «Governo vai manter rumo que tem seguido» e que [quer dar a cara em 2015]

Esta atitude do Governo português em sentido oposto ao de Dilma, levanta muitas dúvidas e interrogações ao cidadão pensante, e a jornalista Constança Cunha e Sá faz delas uma expressiva súmula quando confessa «não percebo de que êxitos o Governo fala».

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Desorientados sem GPS

Verifica-se uma desorientação por parte dos decisores políticos, que faz lembrar os cataventos ou um viajante que, em dia de céu encoberto, se mete por picada através de floresta densa, que não conhece, sem ter o apoio de um GPS nem a luz solar para se orientar.

Agora Catarina Martins refere que foram criados 37 novos cargos remunerados de executivos intermunicipais para os “dinossauros autárquicos”, que já não podem candidatar-se nas próximas eleições, mas em quem o Poder tem interesse em manter «activos» dentro do polvo, situação esta que Catarina classifica como “um escândalo”. As competências dos cargos são vagas, eles não foram eleitos directamente pelos cidadãos nem submetidos a concurso público, apenas nomeados por compadrio político.

A confirmar-se esta notícia, a nomeação representa troca de favores, clientelismo político, «jobs for the boys», à custa da austeridade que é imposta ao pobre povo, numa altura em que, os governantes falam de redução das despesas mas que a levam a cabo apenas nos serviços essenciais aos cidadãos, como a educação, a saúde, a segurança social, etc. E, com os 37 novos cargos, vai aumentar-se a burocracia já excessivacujos efeitos são bem explicados no texto aqui transcrito do livro de José Gil.

Por outro lado, a desorientação é manifesta por isto representar um aumento da complexidade da estrutura do Estado quando se esperava o contrário com a promessa de refundação proposta por Passos e também a prometida reforma do Estado.

Se não há GPS aplicável, não têm faltado conselhos de notáveis pensadores nacionais e estrangeiros, acerca do caminho a seguir para a solução da crise, que deve ser diferente da austeridade excessiva do «custe o que custar». Só para indicar uns nomes da área dos partidos do Governo, ficando-me por Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Marques Mendes, Vítor Bento, João Salgueiro e Santana Lopes de quem transcrevo frases recentes: “Há uma coisa de que eu não tenho dúvida nenhuma, não se governa um povo deprimindo esse povo, não pode ser. Quem governa uma cidade, uma freguesia, um país, tem que dar ânimo a esse povo”. “É contranatura deprimir um povo quando se governa esse povo. Tem de se dizer qual é o futuro, mesmo que seja difícil. Mas as pessoas têm de acreditar que há um dia seguinte”. «não se governa nenhuma comunidade deprimindo essa comunidade».

Jaime Nogueira Pinto diz que “Salazar em ditadura explicava tudo o que estava a fazer"

Na ideia de contribuir para dar ânimo e esperança ao povo e de explicar o que está a passar-se, em ambiente de respeito pelos cidadãos, a CGTP pede a Cavaco Silva que “ouça o povo” ao que o ministro Aguiar-Branco, talvez, com uma ponta de ironia, mas com a preocupação de dizer o «politicamente correcto» afirma que o Governo está atento aos sinais da sociedade. Se isto é verdade, então podemos apelidar os governantes de sádicos, malvados e insensíveis, por aumentarem o sofrimento e a angústia de quem já sobrevive deprimido, como mostram os números do desemprego que não param de subir, e as pessoas deixam de cuidar da saúde por as taxas moderadoras terem sido aumentadas escandalosamente.

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domingo, 7 de outubro de 2012

Legalidade ou moralidade ?

Há leis que proíbem fazer carteiras e sapatos de senhora com o couro do crocodilo;
mas, infelizmente, não há nenhuma lei que proíba fazer orçamentos de Estado com o couro da classe média.


Frase recebida por e-mail

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

GNR foi anjo da Guarda

O pessoal da Guarda Nacional Republicana através do seu programa «Idosos em Segurança», sabe ser o anjo da Guarda de pessoas em condições extremas, como se pode verificar na notícia que se transcreve.

GNR ajuda idoso que vivia na miséria
Correio da Manhã. 08-08-2012. 1h00 Por: P.G.

Um idoso de 79 anos que vivia num monte devoluto, em Vales Mortes, Serpa, em "condições de higiene e saúde degradantes" há mais de dez anos, foi ajudado pelos militares da GNR, no âmbito do programa ‘Idosos em Segurança’, que o acolheram no próprio posto, no passado dia 31 de Julho e cuidaram da sua higiene e alimentação no posto de Serpa até haver vaga num lar.

Antes, a patrulha levou o homem ao hospital de Serpa para receber tratamento a algumas escoriações, e, por solicitação da autoridade, foi pedido apoio a um lar de Serpa para a alimentação e vestuário. Mas a falta de disponibilidade para acolher o homem levou os militares a optarem por alimentar e cuidar da higiene do idoso no próprio posto.

"Através dos contactos desenvolvidos pela GNR com a Segurança Social foi possível obter uma vaga no lar de Amareleja, em Moura, para onde foi conduzido e onde permanece", disse fonte da autoridade.

Imagem do Correio da Manhã

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Políticos de anedota fazem humor negro

A Europa e, talvez, a humanidade podem estar a caminho da extinção da espécie humana. Os dinossauros desapareceram devido a catástrofe natural mas os seres humanos poderão desaparecer por ignorância, vacuidade cerebral, ausência de senso e de ideias, como tem sido demonstrado por políticos que dizem o que não queriam dizer, ou por não saberem exprimir as ideias ou porque estas não existem, como se tem visto por cá e, o que é muito grave, porque em França, Estado que pretende, juntamente com a Alemanha, comandar o leme do barco europeu, segundo a notícia Governante francesa aconselha sem-abrigo a “evitarem saídas” por causa do frio. Ela não se limitou a dizer, mas escreveu:

«A vaga de frio que está a assolar a Europa levou a secretária de Estado francesa da Saúde a redigir, no passado fim-de-semana, alguns conselhos para os seus concidadãos. Mas o que deveria ser uma iniciativa salutar passou a ser motivo para ridicularizar a autora. É que Nora Berra sugeriu aos “mais vulneráveis”, incluindo os sem-abrigo, que evitassem sair de casa.

Nora Berra, secretária de Estado da Saúde, francesa, escreveu no seu blogue que uma das “principais medidas a adoptar em caso de frio extremo, especialmente pelas populações mais vulneráveis”, é que as pessoas “devem evitar sair”. E passou a enumerar os grupos de pessoas aos quais se dirigia: “Sem-abrigo, crianças, idosos ou com certas doenças respiratórias crónicas, cardiovasculares ou endócrinas”.»


Felizmente, em Portugal o bom-senso não desapareceu completamente e, em Lisboa, houve uma atitude muito humana, com sensibilidade para o problema dos sem-abrigo, pois, em vez de os «aconselhar a não sair à rua», o Metro de Lisboa abriu estações para que eles saíssem da rua e dormissem em ambiente protegido e mais confortável.

Imagem do Google

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A ordem criminosa do Mundo

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fosso entre ricos e pobres na mira da OCDE

Transcrição de artigo:

OCDE pede aos governos para atacarem a desigualdade
Público. 05.12.2011 - 17:07 Por Paulo Miguel Madeira

Resultados contrariam doutrina dominante.

Os governos dos países da OCDE devem combater o crescente fosso entre ricos e pobres, que atingiu níveis históricos, disse a organização num relatório divulgado hoje. Portugal continua a ter uma das sociedades com maior desigualdade neste grupo.

“O rendimento médio dos 10% mais ricos” dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que agrupa as economias de mercado mais desenvolvidas, “é agora [em 2008] cerca de nove vezes o dos 10% mais pobres”, tendo atingido o seu “nível mais elevado em mais de 30 anos”, lê-se num comunicado de imprensa.

“O contrato social está a começar a deslaçar em muitos países. Este estudo desfaz as assunções de que os benefícios do crescimento económico se transmitem automaticamente aos mais desfavorecidos e que maior desigualdade favorece uma maior mobilidade social”, disse o secretário-geral da OCDE, o mexicano Angel Gurria, no lançamento em Paris deste relatório, intitulado “Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising”.

O relatório compara a desigualdade em 1985 com a desigualdade em 2008, e conclui que ela aumentou “mesmo em países tradicionalmente igualitários, como a Alemanha, a Dinamarca e a Suécia”, onde a diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres passou de 5 para 1 na década de 1980 para 6 para 1 no final da década passada.

“Sem uma estratégia abrangente para um crescimento inclusivo, a desigualdade vai continuar a aumentar”, disse ainda Gurria, para quem “o crescimento das desigualdades não tem nada de inevitável”. A qualificação da força de trabalho “é de longe o instrumento mais poderoso para contraria o aumento da desigualdade”.

As maiores desigualdades, considerando esta medida, registam-se no Chile e no México, onde os 10% mais ricos tinham rendimentos superiores a 25 vezes os dos 10% mais pobres, seguidos da Turquia e dos EUA, onde a diferença era superior a 14 para 1, e de Israel, Grã-Bretanha e Portugal, com 13,4, 11,7 e 10,3.

Portugal entre os mais desiguais

A desigualdade em Portugal mantém-se assim entre as mais elevadas deste grupo, na sexta posição quando considerada a diferença entre os rendimentos dos 20% mais ricos e os dos 20% mais pobres, que é de 6,1 vezes – face a 5,4 vezes para o conjunto dos seus 34 membros.

Portugal é no entanto uma das poucas excepções a um crescimento dos rendimentos mais elevados maior do que o crescimento dos rendimentos mais baixos.

Os rendimentos dos 10% mais ricos cresceram a uma média anual de 1,1% entre meados da década de 1980 e finais da década passada, enquanto no caso dos 10% mais pobres cresceu 3,6%. Para o total da população, o crescimento médio anual foi de 2%.

No conjunto da OCDE, o crescimento do rendimento dos 10% mais ricos foi de 1,9% ao ano, face a 1,3% para os 10% mais pobres. O relatório nota que a desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, diminuiu na Turquia e na Grécia, manteve-se na França, Bélgica e Hungria e aumentou nos restantes países para que há dados para este período.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Mundo irá ter menos guerras???

Segundo uma notícia que pode ser prenúncio de mais sensatez nas relações internacionais, EUA destroem a B-53, a bomba nuclear mais poderosa, 600 vezes mais potente do que a bomba lançada sobre Hiroxima, em 1945.


Oxalá, este gesto de desarmamento seja um regresso à racionalidade. Vem demonstrar que foi reconhecida a estupidez da indústria militar e dos políticos que, mesmo depois de verem a destruição em Hiroshima, acharam cretinamente que isso era pouco e criaram armas mais destrutivas. 600 vezes mais letal do que a de Hidroshima, só pode demonstrar a insanidade mental dos governantes que decidiram a sua construção, mostrando a intenção de a utilizar, apesar dos seus efeitos catastróficos para a humanidade.

Mas agora, para destruir a humanidade, há armas não menos poderosas mas menos espectaculares e mais infalíveis como se está a ver com a austeridade que o OE 2012 está a oferecer aos portugueses. E parece que os decisores, totalmente absorvidos por números frios e abstractos, não se apercebem que, eliminando a classe mais desprovida de meios e tornando mais pobre a classe média a caminho da extinção, os que sobram, os ricos, deixarão de beneficiar daqueles que trabalham e que pagam impostos para lhes alimentar o cancro do vício da ambição insaciável.

Que futuro estão a preparar? Com as armas da economia, da finança e da injustiça social, não serão necessárias armas nucleares, para exterminar a espécie humana.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Saúde. Ironia ou profecia ???!!!

Notícias diversas realçam as dívidas de hospitais que originam dificuldades de aquisição de medicamentos. Por outro lado, muitas pessoas decidem não comprar todos os medicamentos que lhes são receitados, outras evitam ir a consultas e urgências, por falta de capacidade para fazer face às despesas inadiáveis. Também os apoios de saúde se tornaram mais reduzidos.

Isto é preocupante e faz recordar aquilo que foi escrito com ironia há perto de dois anos e que agora parece que foi uma profecia de Nostradamus que se vai aproximando da concretização.

«E há quem ouse fazer futurologia, com o seguinte prognóstico. Quando um reformado, for pela primeira vez ao médico, mesmo que tenha uma doença grave, ouvirá do médico dizer: leve esta aspirina e tome com um copinho de água, e se não passar volte cá. Claro que isso não o cura e ele volta e, então, o médico diz: Não esteja preocupado, antes de se deitar tome este comprimido com um pouco de água tépida e vai ver que amanhã estará bom e nada lhe doerá. E ele no dia seguinte não sente mais dores nem nada! Está já do outro lado. Com isso, o Estado poupa na pensão de reforma, nos serviços de saúde e noutros eventuais apoios a idosos. Os herdeiros tomam posse da herança mais cedo. O crime compensa, o amor ao dinheiro e a falta de ética e de sentimentos dão resultados desse género.

Hoje, a generalidade dos médicos não colaboraria nisto mas os estatutos de ética da Ordem virão a ser actualizados e os funcionários do Estado têm que cumprir as ordens superiores. O caso atrás referido dá força a esta hipótese, aparentemente macabra. Isto parece duro, mas talvez seja uma profecia de um futuro mais ou menos próximo. E a dureza será amaciada com palavras de humanitarismo alegando o alívio de sofrimento incurável.

Os cidadãos deviam estar atentos a tais sinais e reclamar antes que seja tarde. Mas a apatia e o desinteresse leva a aceitar os primeiros casos e a deixar consolidar os procedimentos de que depois seremos vitimas.»


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sobre o medo

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Onde Estamos? Para Onde Vamos?

Depois da interessante conversa de ontem (19-05-2011) com o amigo Lourenço, companheiro do convívio trimestral, dei comigo a meditar neste tema.

Desde os velhos tempos da antiga Grécia e da antiga China, chegam referências ao desejo de filósofos que, já então ansiavam pela perfeição do ser humano e pelo bom relacionamento entre pessoas e povos, por forma a transformar o Planeta num paraíso. De tais objectivos de evolução humana e social participaram muitos homens de pensamento e as diversas correntes religiosas, e o resultado foi sendo materializado por alterações na vida dos povos. Mas estas foram sempre aproveitadas pelos detentores de poder para aumentarem este à custa dos menos capazes ou débeis.

As sucessivas épocas passaram pelo poder agrário e o feudalismo, pelo poder industrial de produção de bens e ferramentas e estamos agora no poder financeiro, que já não parece estar baseado em produtos ou em dinheiro real mas apenas virtual em que a contabilidade e o controlo não garantem a segurança desejada. A crise surgida há cerca de três anos resultou da virtualidade de financiamentos que se evaporavam quando se vendessem os bens sucessivamente penhorados em resultado de transacções baseadas em créditos sem base consistente.

Já existem muitos pensadores a tentarem definir ONDE ESTAMOS e quais os vectores que nos trouxeram até aqui e a procurarem desvendar as tendências de evolução para o futuro próximo. Deixam a sensação de grandes receios quanto ao que poderá ser o amanhã, PARA ONDE VAMOS.

Há necessidade de estudos elaborados por pessoas independentes que definam claramente o AGORA, e os factores que o condicionam, para que se esbocem os principais caminhos prováveis e, desses, os mais desejáveis do ponto de vista da Justiça Social e da melhor convivência entre as pessoas e os povos. É trabalho que fica bem a nível universitário, em grupos de entusiastas que consigam, depois aliciar os políticos a colocar em prática, as estratégias que renovem o culto dos principais «valores éticos» e coloquem normas no marketing fraudulento que se destina ao incremento irracional do consumismo, à ostentação, que destroem recursos sem benefício para o real bem-estar dos povos, e de que resulta o aumento do poder financeiro, raramente coincidente com valor ético e cultural.

Será bom que as gerações mais jovens, principais beneficiadas pelas boas condições que o futuro venha a ter, se entusiasmem desde já a colaborar numa obra que é para si. Seria um sinal de esperança que de entre os jovens surgissem ideias para definir ONDE ESTAMOS e PARA ONDE VAMOS. O pior que pode acontecer é a aceitação do «destino», o silêncio desconfortável, o sofrimento consentido.
AJS, Maio 2011

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domingo, 1 de maio de 2011

Manifesto para um mundo melhor

Transcreve-se a parte essencial da notícia do PÚBLICO de 01-05-2011. Trata-se de um apelo a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo, com indicação de mais de 50 assinantes ligados à docência de sociologia e a outros sectores de índole social.

Como cientistas sociais que partilham valores de democraticidade e de justiça social, temos estado atentos a esta crise económica internacional multifacetada e com consequências profundamente negativas no que diz respeito ao Progresso da Humanidade.

A democracia tem que conter a crítica de si própria (Nuno Ferreira Santos)

Vive-se, na Europa e nos Estados Unidos da América, um tempo de crise económica e social profunda, onde o impacto dos mercados financeiros internacionais e da especulação nas economias nacionais se apresenta como fortemente comprometedor não apenas da retoma económica, mas também, não só da estabilidade democrática, como do aprofundamento da democracia e, consequentemente, do bem-estar social.

Às elevadas taxas de desemprego, à precariedade e volatilidade do mercado de trabalho, resultado de políticas neoliberais protectoras e favorecedoras dos interesses do grande capital, os políticos têm vindo a responder com medidas de combate à crise profundamente fragilizadoras das classes de menor estatuto social e económico, mas sem impacto na resolução dessa mesma crise, servindo apenas para “acalmar” o apetite dos mercados financeiros internacionais através do pagamento de elevados e injustificados juros cobrados às frágeis economias nacionais. Estas medidas são apresentadas às opiniões públicas como as únicas verdadeiramente eficazes para minorar os efeitos da voracidade dos mercados financeiros internacionais desregulados, omitindo o papel daqueles na emergência e aprofundamento da crise. Esta é declarada e assumida pelos governantes e por muitos economistas como se de uma fatalidade se tratasse. Ao mesmo tempo, propaga-se a ideia (ideologia) da inviabilidade de alternativas, a par da fragilização, no caso Europeu, do seu Modelo Social assente na redistribuição económica alegando a sua insustentabilidade a médio e longo prazo e a sua subalternização à Europa da Concorrência.

Acentua-se a responsabilidade individual e a desresponsabilização do Estado face aos grupos sociais mais vulneráveis, reduzindo as oportunidades para se realizarem enquanto cidadãos, beneficiando os mais poderosos em prejuízo dos mais desfavorecidos.

O ataque ideológico ao Modelo Social Europeu é um ataque ao mundo, dado que aquele é o modelo-padrão a partir do qual se constroem as aspirações dos cidadãos das nações emergentes e as novas formas de organização social que urge construir nesses países para redistribuir a crescente riqueza de que poucos usufruem.

As suas consequências são o paulatino desmantelamento das protecções sociais que (ainda) limitam os danos da pobreza e da exclusão social pondo em causa o contrato social que fundamenta a democracia. Às grandes desigualdades de distribuição de rendimento existentes nos países emergentes, perpetuadoras de inúmeras vidas imersas na mais profunda pobreza, juntam-se as novas situações, nos países mais ricos, onde o nível de riqueza cresce ao mesmo tempo que o número de pobres.

É em períodos de crise que se constroem alternativas de futuro. Todos os que se sentem interpelados, descontentes e explorados não podem ser mobilizados pelo “medo” para soluções autoritárias. E corre-se esse perigo. Por isso, é este o momento certo para que os cientistas sociais, que se ocupam de analisar, de procurar compreender e de sistematizar conhecimento sobre as sociedades, as suas dinâmicas, as suas forças e também os seus efeitos perversos, se empenhem na construção do aprofundamento da democracia. Em conjunto com todos aqueles que estão dispostos a trabalhar por um Mundo Melhor. Com todos aqueles que sabem que a democracia se inventa e se reconstrói. Outros paradigmas são possíveis, mas exigem o compromisso de todos nós, para que se diminua a distância entre governantes e governados, denunciada há tantos anos por Bourdieu; para que seja possível, à semelhança do preconizado por Edgar Morin, resistirmos a uma ideologia dominante que tudo varre à sua frente e que apresenta como evidente e normal o que mais não é que a exploração e a desigualdade, que recusamos; para que seja possível compreender à semelhança de Cynthia Fleury, que a democracia tem que conter a crítica de si própria, de modo a que se reinventem as regras que nos governam, impedindo a “entropia” das democracias. Torna-se, por isso, fundamental a intervenção no espaço público, nomeadamente através da construção de um Manifesto capaz de interrogar o capitalismo desenfreado em que vivemos (e particularmente a submissão às exigências dos mercados financeiros internacionais) que sacrifica parte significativa dos seres humanos em nome do lucro exacerbado de alguns, encaminhando-os para a perda gradual dos Direitos e da Dignidade Humanos. Trata-se de um Manifesto capaz de questionar o tipo de sociedade que está a construir-se com este modelo económico e apontar para a construção de uma sociedade em que o modelo económico não faça refém a maior parte da humanidade, destruindo-lhe nomeadamente a capacidade de indignação através do aumento da insegurança e precariedade associadas ao mercado de trabalho. O papel dos e das cientistas sociais é também desconstruir as “evidências do mercado”, bem como outras ideologias tão eficazes, nomeadamente no que diz respeito à veiculação de que não existe alternativa para a actual ordem económica e social mundial.

Afirmamos, pelo contrário, que uma nova ordem económica mundial é possível: uma ordem que restitua aos seres humanos o Direito à indignação, o Direito ao trabalho, o Direito a expectativas positivas e oportunidades de vida, o Direito à Dignidade.

Propomos, por isso, a adopção mundial de medidas tendentes a diminuir o impacto social da actual crise mundial que, se consideradas pelas elites governantes mundiais, contribuirão para o incremento das economias nacionais, para restituir ao ser humano a confiança no futuro e para o aprofundamento do sistema democrático.

Uma democracia saudável é uma democracia mais deliberativa e comunicativa, em que as políticas de “redistribuição”, de “reconhecimento” e de “participação” se articulam em prol de uma justiça mais respeitadora dos direitos humanos, mais cooperativa, sem áreas marginais, tendo em vista transformar este nosso mundo numa comunidade de comunidades.

A sobreexposição da opinião pública aos economistas do regime e sua cartilha de pensamento único desvitaliza e despolitiza o espaço público, difundindo a ideia que Margaret Thatcher apregoou quando subiu ao poder e que constitui o nó górdio de todo um programa: "não há alternativa". Nos dias que correm, esta questão surge com particular intensidade no respeitante à dívida soberana. A prenoção da intocabilidade da dívida afoga todas as tentativas de a discutir enquanto instrumento privilegiado de transferência dos rendimentos do salário para o capital. Na verdade, o reescalonamento e a reestruturação da dívida deveria permitir aos países não pagarem juros extorsionários. De igual modo, afigura-se fundamental impor uma justa redistribuição dos sacrifícios, obrigando a banca (uma das principais causadoras e beneficiárias da actual crise) a pagar imposto de acordo com os lucros obtidos, a par da taxação das grandes fortunas, das mais-valias bolsistas e urbanísticas, das transferências para offshores. Finalmente, julgamos essencial que qualquer política macroeconómica calcule, de antemão, o número de pobres que vai produzir, para que se perceba e evite os danos sociais e morais da sua implementação.


A construção de um Movimento Social Internacional

Apela-se a todos os Cidadãos e Cidadãs do Mundo para aderirem a este Manifesto, em ordem a construir um Movimento Social Mundial capaz de enfrentar o actual capitalismo desenfreado que se quer fazer “senhor do mundo” e reféns as pessoas que o habitam. PELA REGULAÇÃO DEMOCRÁTICA E SOLIDÁRIA DO CAPITALISMO. PELA HUMANIDADE COM DIGNIDADE.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Irresponsabilidade e desumanidade generalizada, degradação nacional

Transcrição de artigo que merece muita atenção por ser um indício muito sintomático do Estado a que chegou o País e os seus serviços públicos.

Um país insuportável
Jornal de Notícias. 13-02-2011. Por A. Marinho e Pinto

A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Tudo seria simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso.

Uma mulher com 88 anos de idade morreu no seu apartamento em Rio de Mouro, Sintra, mas o corpo só foi encontrado mais de oito anos depois, juntamente com os restos mortais de alguns animais de companhia (um cão e dois pássaros).

Este caso, cujos pormenores têm sido abundantemente relatados na comunicação social, interpela-nos a todos não só pela sua desumanidade mas também pela chocante contradição entre os discursos públicos dominantes e a dura realidade da nossa vida social. Contradição entre promessas e garantias de bem-estar, de solidariedade e de confiança nas instituições públicas e uma realidade feita de solidão, de abandono e de impessoalidade nas relações das instituições com os cidadãos.

Apenas duas ou três pessoas se interessaram pelo desaparecimento daquela mulher, fazendo, aliás, o que lhes competia. Com efeito, uma vizinha e um familiar comunicaram o desaparecimento às autoridades policiais e judiciais mas ninguém na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária e no tribunal de Sintra se incomodou o suficiente para ordenar as providências adequadas. Em face da participação do desaparecimento de uma idosa a diligência mais elementar que se impunha era ir à sua residência habitual recolher todos os indícios sobre o seu desaparecimento. É isto que num sistema judicial de um país minimamente civilizado se espera das autoridades policiais e judiciais, até porque o caso era susceptível de constituir um crime. O assalto e até assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim tão raros em Portugal. Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como, inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao arrombamento da porta de entrada.
E tudo seria tão simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso. Mas não. Dava muito trabalho ir à uma residência procurar pistas sobre o desaparecimento de uma pessoa. Dava muito trabalho oficiar outras instituições para prestar informações sobre esse desaparecimento. Sublinhe-se que um primo da idosa se deslocou treze vezes ao tribunal de Sintra para que este autorizasse o arrombamento da porta da sua residência. Mas, em vez disso, o tribunal, lá do alto da sua soberba, decretou que a desaparecida não estava morta em casa, pois, se estivesse, teria provocado mau cheiro no prédio. É esta falta de bom-senso e humildade perante a realidade que constitui uma das principais causas da degenerescência da justiça portuguesa. Os nossos investigadores (magistrados e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.

Mas há mais entidades cujo comportamento revela que a pessoa humana não constitui motivo suficientemente forte para as obrigar a alterar as rotinas burocráticas e impessoais.


A luz da cozinha daquele apartamento esteve permanentemente acesa durante um ano, ao fim do qual a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica, sem se interessar em averiguar o motivo pelo qual um consumidor deixou de cumprir o contrato celebrado entre ambos.

Os vales da pensão de reforma deixaram de ser levantados pela destinatária, mas a segurança social nada se preocupou com isso. Ninguém nessa instituição estranhou que a pensão de reforma deixasse de ser recebida, ou seja, que passasse a haver uma receita extraordinária sem uma causa. E isto é tanto mais insólito quanto os reformados são periodicamente obrigados a fazerem prova de vida. Mas isso é só quando estão vivos e recebem a pensão.

Os CTT atulharam a caixa de correio daquela habitação de correspondência que não era recebida sem que nenhum alerta alterasse as suas rotinas.

Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o respectivo proprietário fosse citado. Como é que é possível num país civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar? Sem que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo? Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro? Quem avaliou a casa? Quem fixou o seu preço?

Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto, ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é sempre das leis. É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.

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