Eutanásia ou o fim da humanidade
(Publicado no semanário O DIABO em 24-04-18)
Inicio este texto com a transcrição de desabafo do amigo JCM acerca da EUTANÁSIA:
«… assistimos agora a toda esta polémica no pseudo Serviço Nacional de Saúde! Isto são "tretas" para distrair o pagode. O chamado SNS não existe! Existe sim a execução deliberada, só não vê quem não quer, da política das Esquerdas, de pôr em execução, sem necessidade de legislação, a EUTANÁSIA.
«Quando há hospitais com listas de espera de 5 anos para consultas e intervenções cirúrgicas URGENTES, como classificar? Assassínio? Não podemos, porque o assassínio está muito rigorosamente identificado no Código Penal. Consequentemente, esta decisão de protelar consultas, exames, cirurgias, contratação de profissionais, liquidação de dívidas aos fornecedores e profissionais de saúde, cativação de verbas orçamentadas, etc. etc. vem ao encontro das políticas defendidas pelas Esquerdas que defendem a EUTANÁSIA para resolver os milhões de problemas da maior conquista do 25A (!)! O Serviço Nacional de Saúde que fica complementado com a EUTANÁSIA !!! Assim, sim! As pestes grisalhas são reduzidas à sua expressão mínima, as crianças de todas as idades são deixadas morrer sem assistência nos corredores dos hospitais, tal como se fazia em Esparta nos anos 500 AC !!! E os militares ? Idem idem, aspas aspas! O ministro da dita Saúde bem disse: "Somos todos Centenos!" E os …? Também são Centenos? Pelo andar da carruagem são. Eu não sou! Sou paciente da EUTANÁSIA mas sem intervenção dos Centenos.
«Ouve os comentários e pareceres dos profissionais de saúde vertidos nos canais tv e consegues um artigo de se tirar o chapéu. Tem que ser rápido. Para a semana já os temas serão outros. As Esquerdas são sábias nos disfarces e dissimulações.
«Os carrascos directos estão bem identificados: Os ministros das Finanças, da Saúde e da Segurança Social. Tem graça haver um ministro da Segurança Social quando os doentes morrem como tordos por não serem atendidos nos centros hospitalares e, os que conseguem ser atendidos, não dispõem de meios financeiros para adquirirem os medicamentos!
«Ainda tenho a acrescentar que os "carrascos" são apadrinhados pelos outros "esquerdofrénicos", encabeçados pelos "eleitos" 1º ministro e Presidente desta República!!!...»
A EUTANÁSIA exige legislação muito cuidada e rigoroso controlo para evitar interesses de familiares, Estado, hospitais, serviço de saúde, etc. Recordo o que ouvia na minha infância acerca do crime da poça das feiticeiras, em Ranhados, freguesia vizinha de Viseu, em que um rico proprietário agrícola, na tarde do dia da malha de centeio foi encontrado morto na represa do ribeiro recaindo as suspeitas sobre a filha e o genro que pretenderiam a antecipação da herança do velho.
Mesmo antes de sair lei sobre o assunto, já há procedimentos que podem ser inseridos nas finalidades laterais pretendidas por forças de pressão a favor da EUTANÁSIA, como refere o desabafo do amigo atrás citado.
Os apoiantes da EUTANÁSIA, se a sua filosofia anti-natura, com desprezo pela vida dos outros e sem sensibilidade, tiver aprovação pelo PODER, acabarão por ser eliminados todos os que não produzem riqueza económica nacional, e pesam no orçamento do Estado, por serem idosos, deficientes, desempregados, criminosos, etc. Este novo tipo de pena de morte irá desinfestar a sociedade de «inúteis» que, com a evolução rápida das novas tecnologias, serão a maioria da população.
E depois? Para que serve tal tecnologia avançada se deixa de haver consumidores? Para que servem médicos, porque deixa de haver doentes? Para que servem os hospitais? Para que servem os laboratórios de medicamentos? E para a população tão diminuta daí resultante, para que são necessários tantos deputados, um governo a ocupar tanta gente, tantas instituições, comissões, grupos de trabalho a ocupar tanta gente a consumir tanto dinheiro? Para quê tanto tacho para «boys» e «girls»?
Tal desinfestação acabará na extinção da vida humana no planeta. E ficarão apenas os robots isolados a efectuar os seus programas sem a mínima utilidade, por não haver utilizadores em quantidade adequada.
Afinal para que houve tanto interesse em terminar com a pena de morte? Se a que existia servia apenas para eliminar criminosos, e a que aí vem será aplicada a inocentes, apenas por que não são produtivos e são considerados pesados ao erário, numa sociedade escrava do vil metal e em que não se tem respeito pela vida, o bem-estar e a felicidade das pessoas.
António João Soares
17 de Abril de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
EUTANÁSIA OU O FIM DA HUMANIDADE
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
CORTES PERVERSOS NA SAÚDE
Será que a ameaça de mais cortes a acrescentar aos anteriores, seja uma estratégia de caminhar para aplicar a eutanásia compulsiva aos cidadãos menos produtivos, por, desumanamente, serem considerados um peso no Estado. Isso seria condicente, ou outro sinal da mesma tendência, com as afirmações do deputado do PSD, Carlos Peixoto, acerca do perigo da peste grisalha , referido há tempos neste blogue.
Transcreve-se o artigo do Expresso:
"É perverso fazer mais cortes na Saúde"
Expresso. 21:43 Terça feira, 15 de outubro de 2013. Por Vera Lúcia Arreigoso
Enfermeiros lembram que já foram ultrapassadas todas as medidas exigidas pela troika.
JOSÉ VENTURAO Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vê com grande preocupação novos cortes na Saúde.
"A primeira reacção é que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vê com grande preocupação que sejam, uma vez mais, feitos cortes na Saúde, onde já foram ultrapassadas todas as medidas previstas pela troika", afirma a vice-coordenadora nacional, Guadalupe Simões.
"As consequências serão para a saúde dos portugueses, mas também para os indicadores que colocavam o Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre os mais eficientes".
Na opinião da enfermeira, não é compreensível "uma nova redução nas verbas da Saúde, quando todos temos a perfeita noção de que é cada vez mais difícil aceder ao SNS". E dá um exemplo: "A actualização das taxas moderadoras nos hospitais face à inflação é, na verdade, um imposto criado para financiar o SNS."
No Orçamento do Estado para o próximo ano, está ainda prevista uma alteração no modelo de organização e remuneração das Unidades de Saúde Familiar, embora sem indicação concreta do que vai mudar. No entanto, Guadalupe Simões está convencida de que as alterações não vão ser para melhor.
"Todos os relatórios demonstram que há maior eficiência e que isso se deve à criação de incentivos remuneratórios, que tememos que agora venham a ser reduzidos para os profissionais e para as próprias unidades." Na prática, "será mais um contrato feito com os profissionais de saúde que é rasgado, colocando em causa uma reforma que está paralisada desde que este Governo tomou posse."
Sobre os cortes nos protocolos com os sectores privado e social, a dirigente sindical é taxativa: "É perverso, pois este ministro tem feito protocolos com privados, e que aumentaram a despesa do SNS". Desde logo, "o acordo, feito à revelia do Tribunal de Contas, com o Hospital da Cruz Vermelha".
Têm também interesse:
Saúde com menos 848 milhões
Médicos forçados a emigrar
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
REFORMADOS ESPOLIADOS
A notícia do JN, Estado tirou 2500 milhões a reformados em três anos é preocupante como bem tem afirmado o ministro Paulo Portas.
Será que a insistência de cortes e restrições no poder de compra ou seja nas capacidades de sobrevivência de muitos cidadãos deste grupo que se sente "atacado pelas medidas de austeridade", se integra num processo oculto de «eutanásia» em estruturação progressiva, para exterminar todos os cidadãos inactivos?
Recorda-se que já em 11 de Fevereiro de 2009, o presidente do PS, Almeida Santos, ex-ministro socialista e um dos subscritores da moção sectorial que levou ao congresso nacional do PS, no final do mês, em Espinho, em que defendia a realização de um referendo nacional sobre a eutanásia.
Parece não ter havido coragem para legislar sobre este tema, mas a contínua perseguição aos reformados, pode indiciar que, subrepticiamente, pode estar a ser preparado um facto consumado. A preocupação com défices, dívidas, etc e a insensibilidade de governantes, alimenta este receio.
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sábado, 29 de dezembro de 2012
Evitar o médico !!!
O Secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, disse que «é preciso que as pessoas façam alguma coisa para que recorram menos aos serviços» do SNS» porque, «por mais impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS, mais tarde ou mais cedo, será insustentável».
Tenho lido e ouvido muito sobre as vantagens pessoais e sociais da «medicina preventiva» mas, apesar da insensibilidade dos actuais governantes em relação às pessoas e aos respectivos problemas, não esperava esta argumentação de tão alta entidade. O meu espanto vai ao ponto de pensar que isto possa ter sido uma brincadeira da Comunicação Social, porque ou esta forma de dizer as coisas tem intenções humorísticas ou, por outro lado, poderá ser interpretada como uma preparação para em breve ser criada legislação para a eutanásia que, depois, passará a obrigatória para as doenças mais caras ao Estado e, mais tarde, para todos os inactivos logo que adoeçam (ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
Realmente os impostos são insuficientes para suportar todos os sanguessugas que vivem à larga à custa do Estado (com pensões milionárias e acumuladas, nas fundações, nos observatórios, nas empresas e nas instituições públicas e autárquicas, como assessores e especialistas nos gabinetes dos governantes, nas PPP, nas empresas de consultadoria que trabalham para o Governo, etc. etc.). Mas, em democracia e num Estado civilizado regido por valores morais éticos, humanitários, seria mais ético, mais moral, mais democrático, que o dinheiro dos impostos revertesse prioritariamente para benefício directo dos contribuintes e dos cidadãos mais carentes, finalidade que deveria estar acima das mordomias e dos interesses das sanguessugas do feudalismo dos grupos económicos.
Afinal para que pagamos impostos? Será apenas para recapitalizar bancos mal geridos e empresas e instituições destinadas apenas a dar salários e regalias a tentáculos do polvo?
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Estamos mal enterrados
Transcrição de texto de Joaquim Letria, publicado em «maleducado66» em 30-11.2012, seguido de mota:
A REDUÇÃO das reformas e pensões são as piores, mais cruéis, e
moralmente mais criminosas, das medidas de austeridade a que, sem
culpa nem julgamento, fomos condenados pelo directório tecnocrático
que governa o protectorado a que os nossos políticos reduziram
Portugal.
Para os reformados e pensionistas, o ano de 2013 vai ser ainda pior do
que este 2012. Os cortes vão manter-se ou crescer e, com o brutal
aumento de impostos, a subida dos preços dos combustíveis, do gás e da
electricidade, e o encarecimento de muitos bens essenciais, o
rendimento disponível dos idosos será ainda menor.
Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em função
dum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida,
entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes
agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora
espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de
rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram,
não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.
No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem
atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha,
serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os
políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no
fim de contas, estamos todos mal enterrados...
NOTA:
Os comportamentos que os nossos políticos vêm praticando há alguns anos e agora com mais intensidade, denunciando desumanidade, insensibilidade e crueldade, com neurose obsessiva pelos números fazem prever tempos muito difíceis. A propósito do excesso de idosos dependentes da pensão e dos cuidados de saúde, não esqueçamos que Almeida Santos num congresso do PS, relativamente recente, apresentou a sugestão ou proposta de se legislar sobre a eutanásia. Não se trata de uma obra de misericórdia para os que sofrem, mas para reduzir as despesas do Estado com os que já não produzem. Os Espartanos da antiga Grécia e o Hitler tinham a mesma ideia. O grupo Bilderberg também a tem.
A eliminação dos não activos, possivelmente, começará de forma discreta, com sucessivos cortes e dificuldades (como estamos a enfrentar), mas poderá acabar por ter aspectos definitivos: na primeira ida ao médico depois da reforma, o médico, independentemente da doença, receita aspirina e diz «vai passar, mas se voltar a sentir-se mal venha cá para mudar de tratamento». Quando volta, o médico tira da gaveta um comprimido e diz-lhe: à noite coloque na mesa-de-cabeceira um a caneca de chá morno e o comprimido, depois de estar na cama tome o chá e o comprimido. No dia seguinte já não terá nada»... E não tem.
Longe de mim chamar a isto uma profecia ou uma simples previsão, pois é apenas um receio de que os sintomas existentes não parem de se agravar no sentido esboçado.
Sugere-se que os políticos, com a sua vocação pela austeridade, se recorrerem abertamente à eutanásia compulsiva, a iniciem pelos detentores de reformas milionárias, pois isso terá mais beneficio para o orçamento.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Gastos com reformas e pensões
Há muito que surgem reparos acerca da falta de apoio a idosos, havendo casos demasiado críticos. Um médico contou que no hospital Amadora Sintra chegou, por meio do 112, uma senhora com 81 anos, solteira, sem família, vivendo só, que sempre tinha trabalhado como empregada doméstica. Depois de ecografia, electroencefalograma e TAC, foi diagnosticado AVC, com paralisia do lado direito e incapacidade de falar e foi-lhe dada alta. Razão indicada, no hospital não há camas para pessoas com mais de 80 anos.
A notícia de hoje de que «Gastos com reformas aumentam mais de 1,1 mil milhões» é mais um indício preocupante do que possa estar a germinar na mente dos políticos.
No post «PS defende morte e ausência da vida???» é transcrito o artigo de Mário Crespo «O horror do vazio» a esses indícios podem alinhar-se outros, que se juntam ao caso do hospital, à carência de apoio a muitos idosos e à proposta de Almeida Santos acerca da Eutanásia.
A notícia de hoje diz que o Estado gastou 20,6 mil milhões no ano passado com pensões. As da Segurança Social aumentaram mais de 1,1 mil milhões de euros em comparação o ano 2008.
O custo das pensões tem subidas médias de seis por cento. No ano passado, Portugal gastou 20,6 mil milhões de euros em pensões, quase 13 por cento do Produto Interno Bruto.
A notícia é assustadora quando interpretada em confronto com os outros indícios. Provavelmente, como a Segurança Social, faz as contas aos euros e actuará de forma comercial, tende a fazer apenas investimentos pouco volumosos por não serem rentáveis, com pessoas que já não produzem e apenas são um peso para o orçamento como agora é sublinhado na notícia. Quando um idoso adoecer, o Estado não correrá o risco de ter de gastar muito com ele, como se viu na velhinha com AVC e aproveitará uma oportunidade para dizer que o caso é incurável e aplicar-lhe-á a eutanásia de forma mais ou menos discreta!!!
Moralmente é inaceitável, mas dizia um conhecido político que ética e política são incompatíveis. E há quem ouse fazer futurologia, com o seguinte prognóstico. Quando um reformado, for pela primeira vez ao médico, mesmo que tenha uma doença grave, ouvirá do médico dizer: leve esta aspirina e tome com um copinho de água, e se não passar volte cá. Claro que isso não o cura e ele volta e, então, o médico diz: Não esteja preocupado, antes de se deitar tome este comprimido com um pouco de água tépida e vai ver que amanhã estará bom e nada lhe doerá. E ele no dia seguinte não sente mais dores nem nada! Está já do outro lado. Com isso, o Estado poupa na pensão de reforma, nos serviços de saúde e noutros eventuais apoios a idosos. Os herdeiros tomam posse da herança mais cedo. O crime compensa, o amor ao dinheiro e a falta de ética e de sentimentos dão resultados desse género.
Hoje, a generalidade dos médicos não colaboraria nisto mas os estatutos de ética da ordem virão a ser actualizados e os funcionários do Estado têm que cumprir as ordens superiores. O caso atrás referido dá força a esta hipótese, aparentemente macabra. Isto parece duro, mas talvez seja uma profecia de um futuro mais ou menos próximo. E a dureza será amaciada com palavras de humanitarismo alegando o alívio de sofrimento incurável.
Os cidadãos deviam estar atentos a tais sinais e reclamar antes que seja tarde. Mas a apatia e o desinteresse leva a aceitar os primeiros casos e a deixar consolidar os procedimentos de que depois seremos vitimas.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
PS defende morte e ausência da vida???
Transcreve-se um artigo de Mário Crespo de há dez meses e meio que continua a dar que pensar. Tem havido fortes indícios de que a ideia não só não foi abandonada como está a ser implementada sistematicamente, com a indiferença apática do povo mantido em coma induzido, com discussões secundárias que desviam as atenções, tal como as camuflagens em campo de batalha.
O horror do vazio
Jornal de Notícias. 2009-02-16. Por Mário Crespo
Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte.
No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado.
Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro.
Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida.
O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.
Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Testamento vital e eutanásia
Depois do post Nova Ordem Regulatória Mundial com o texto bem elaborado de Helena Alves Da democracia ao totalitarismo, surgem hoje nas notícias títulos que merecem ser lidos e meditados. Não vou analisar para não pressionar em qualquer sentido ou tendência.
Convém estar atento, relacionar as peças do puzzle muito complexo que afecta a humanidade. Para onde nos estão a querer levar? Quem irá beneficiar com isso? Porque pretendem impor esse caminho? Que noção têm os responsáveis políticos dos tão falados, quando oportuno, Direitos Humanos?
Há dias um médico foi chamado a um lar para ver uma idosa com 81 anos solteira sem família que sempre tinha tido boa saúde e vivendo sozinha, que tinha sofrido um AVC de que resultou hemiplagia do lado direito, ficando sem voz, mas reagindo por sinais às perguntas . No Hospital Amadora-Sintra onde recebeu os primeiros socorros, depois dos exames convenientes, deram-lha alta, porque, «como já tem mais de 80 anos não pode ficar cá a ocupar uma cama».
Estão a perceber?
Eis os títulos que numa primeira busca encontrei.
- Regular testamento vital é prioritário face à eutanásia
- PS adia diploma sobre testamento vital e consentimento informado
- Gritou 23 anos e ninguém ouviu
- História para nos ligar à terra
- Um terço da população mundial vive sem energia eléctrica
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domingo, 5 de outubro de 2008
Terceira idade e pensões
Transcrição de texto recebido, por e-mail, do autor, João Mateus, que teima em viver (!), contrariando, assim, os interesses da Segurança Social a qual, segundo notícias recentes, parece estar a preparar discretamente uma eutanásia mitigada, para reduzir o número de pensionistas improdutivos.
"Velho exemplar do género humano, da espécie "homo portucalensis" e da subespécie "improdutivo", de cuja existência soube, há mais de uma dúzia de anos, ouvindo na televisão o então nosso Primeiro Ministro, venho de há muito a ser regularmente confrontado com bem orquestrada campanha que, em doce e sonolenta melopeia, nos repete até à saciedade que o sistema português de pensões é uma forma de redistribuição de riquezas em que as gerações mais novas pagam às mais velhas, o que implica que estejam as mesmas pensões dependentes do número de contribuintes que, como é sabido, tende a diminuir não só em termos reais mas, mais grave ainda, em termos estatísticos, na proporção com o número crescente de "velhadas", eufemisticamente chamados de idosos que, de momento, já são numerados até à 4ª idade.
Abstraindo da suspeita, muito pessoal, de que exista, na sombra, uma subliminar campanha fomentada pelo grande capital na procura de clientes para os seus produtos, até agora elevados aos píncaros das virtudes e cuja debilidade é, neste momento, mais que patente, fica o facto, muito concreto, de que se procura inculcar no meu espírito, como no dos meus companheiros de situação, nos "cotas" para ser mais claro, a ideia de que somos politicamente incorrectos por não nos decidirmos a morrer numa idade decente, como até há pouco acontecia, estando eu, por exemplo, há oito anos a ser sustentado por uma pensão paga pelo Estado com o dinheiro dos "produtivos", que espero não estejam, para já, em vias de extinção, e que são o outro prato da balança do binómio economicista no início referido.
Mas tudo tem um limite e, qual mandador de bailes de roda, não posso deixar de gritar "alto e pare a dança".
Mau grado os anos decorridos, eu e muitos outros nas mesmas circunstâncias não esquecemos ainda, por certo, o que se passava, e continua a passar, quando se inicia o trabalho remunerado.
Por mim falando, quando, ainda na década de 50, entrei nessa situação, o Estado, meu patrão ao longo de 44 anos, contados para efeitos de aposentação, fez-me ciente do teor de um "presumido pacto" que me impunha com a sua dupla força de entidade patronal e de Estado: mensalmente retinha uma parte do meu vencimento por ele fixada, e, em contrapartida, no momento em que eu me aposentasse, e nesse tempo as expectativas de lá chegar não eram as de hoje, passaria ele, com base no que me retivera, e que tinha a obrigação lógica de rentabilizar, a pagar-me a dita pensão, que não é nenhuma esmola nem favor das novas gerações, que espero se continuem a renovar a bem da subsistência da espécie. De resto, para além das minhas prestações, contava o Estado ainda com a parte que proporcionalmente me correspondesse nas de todos aqueles que, malfadadamente, não chegaram à idade de se poderem aposentar.
Isto, abstraindo das condições especialíssimas em que nasceu, sem liberdade de opção para a parte mais fraca, é o que se chama um contrato e já os romanos diziam que "pacta sunt servanda", ou seja, que os acordos devem ser cumpridos.
Utilizou o Estado o dinheiro que me reteve para pagar aos mais antigos? Se porventura o fez, lembra-me a história da Dª. Branca com a circunstância de a Caixa Geral de Aposentações já vir da década de 20... Ou esqueceu-se o Estado de entregar à Caixa as quotizações devidas como entidade patronal, limitando-se, no dia a dia, a pôr o dinheiro necessário para o sistema não entrar em insolvência? Creio que o Estado de que sou um grão de areia é uma pessoa de bem e, de resto, nenhum desses actos me diria respeito pessoalmente.
O que é um facto, e isso ninguém pode ignorar, é que para me ser reconhecido o direito a uma pensão eu tinha de ter sempre cumprido a minha parte no acordo. Está, por isso, o Estado obrigado a cumprir a sua e, honra lhe seja feita, ainda não deixou de o fazer. Não devo, em tal matéria, favor nenhum às novas gerações e, como eu, não o deve a multidão dos chamados de "pensionistas", termo em que, semanticamente, noto uma certa carga negativa. Por mim, prefiro reformado, aposentado, jubilado ou algo semelhante. De qualquer modo, na situação que Portugal e o Mundo atravessam, os "pensionistas" são até, frequentemente, o amparo das novas gerações em luta com o desemprego, o subemprego, os salários de miséria e sei lá que mais...
E, já agora, seja-me permitido que termine referindo a curiosa situação criada com a extinção, a prazo, da Caixa Geral de Aposentações, determinando que os novos trabalhadores do Estado sejam inscritos não nela mas na Segurança Social.
Dia a dia, com cada aposentação ou morte de activo diminui, sem apelo nem agravo, o número dos contribuintes, ao mesmo tempo que, pela dilatação da média da duração da vida, aumenta o número dos beneficiários. E o dia chegará em que só o Estado seja o pagador com o dinheiro que não será o das novas gerações mas sim o de todos os contribuintes, sem exclusão dos beneficiários, o que, em certa medida, já deve estar a acontecer.
Não me perguntem, porém, sob pena de isto ficar como os discursos do Fidel de Castro, se tal facto não irá, ou não estará já a inflacionar os resultados da Segurança Social, a beneficiar das contribuições dos novos funcionários públicos, que só lá para os anos 40 se começarão a aposentar. Também por pensar em Fidel, passo sobre o problema das alterações do "pactuado", já na vigência do "pacto", por decisão unilateral, e sobre o problema das pensões de sobrevivência que, nalguns casos, levam sumiço nas mesmas condições.
João Mateus
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Eutanásia infantil
Por Mariazita, Outubro 2007
Gosto de coleccionar coisas – bonecas, mochos, miniaturas de perfumes e bebidas, postais ilustrados (tenho uns milhares) – e mais não digo para não me chamarem louca! E gosto de coleccionar artigos, crónicas, entrevistas, que de um modo ou outro, chamaram especialmente a minha atenção.
Numa revisão a estes escritos deparei-me com uma entrevista que me tocou particularmente. Foi feita há 2 anos por uma conceituada revista, a um médico italiano a quem apelidaram de Dr. Morte.
Transcrevo aqui uns pequenos excertos.
(…) o Vaticano acusa-o de ser como os nazis. É o médico mais controverso do momento. Nos últimos três anos ajudou quatro bebés a morrer. Para ele, a eutanásia infantil não é um pecado, é um acto de misericórdia
- Seria capaz de terminar com a vida de um dos seus filhos ?
- Nunca o faria pela minha própria mão. Nesse momento seria um pai e não um médico. Acho que no caso de estar perante essa situação tão difícil – quando não há cura possível, nenhuma esperança – iria querer que o meu filho sofresse o menos possível.
- Qual foi a experiência de eutanásia mais forte que teve?
Houve um caso que mudou a minha visão pessoal. Era um recém-nascido com uma doença de pele muito rara. Bastava tocar-lhe para a pele sair. Quando tivemos a certeza absoluta do prognóstico, falamos com os pais. Passado um tempo os pais vieram pedir-nos para acabarmos com a vida do filho.
- O que sentiu nessa altura ?
- Foi chocante. Quem quer acabar com a vida de uma criança ? Por outro lado, conhecendo tão bem aquele recém-nascido e sabendo como não conseguiríamos reduzir-lhe o sofrimento, entendemos o problema dos pais. (…)
É um tema assustador. Adoro crianças. Por bebés tenho verdadeira paixão. Não consigo imaginar-me a ter que tomar uma tal decisão. Já me vi na situação de pedir a Deus que terminasse com o sofrimento de um ente muito querido – o meu Pai. Em fase terminal de um cancro, mantive-o em minha casa até ao final. Acompanhei-o dia e noite. O sofrimento era, por vezes, insuportável. Como não desejar que tal martírio terminasse?
Senti, na carne, o que é pensar – antes a morte! Mas…eutanásia infantil…é um problema muito sério.
Como encarar um médico que tem a coragem de a praticar ?
Vamos todos pensar nisso ?
Mariazita, Outubro 2007
NOTA: Recebido por e-mail da autora. Não me sinto preparado para concordar ou discordar, de forma geral.
Tenho muita consideração e admiração por amigos com filhos deficientes, pelo seu amor paternal, pela abnegação e pelo espírito de sacrifício. Mas também reconheço a sua preocupação e angústia ao pensarem nas incertezas do futuro desses filhos, se e quando ficarem órfãos. Não há estrutura de apoio adequado a deficientes. Muitos, de famílias sem posses passa a vida de forma miserável.
A eutanásia para adultos também merece sérias reservas porque pode ser aplicada por iniciativa de familiares para anteciparem a posse da herança ou a efectivação de negócios, ou pelo Estado para reduzir as despesas com a pensão (Neste caso , conviria começar pelos beneficiados com várias pensões milionárias!). Porém, já no me repugna o «suicídio assistido» quando pedido por doentes graves, em fase terminal, com plena consciência.
Trata-se de um tema complexo, com vários factores a serem ponderados que poderá dar origem a uma polémica esclarecedora e construtiva.
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A. João Soares
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Etiquetas: eutanásia
