Segundo notícia do Público «Estradas de Portugal fechou ontem o contrato da subconcessão do Pinhal Interior», o evidencia que o Grupo Mota-Engil, a que pertence Jorge Coelho, demonstra que o seu poder dentro do país não se resume aos contentores de Alcântara em Lisboa, mas abrange todo o País, pondo em risco a existência de eucaliptos e dos campos de golfe, pois as auto-estradas multiplicam-se, como cogumelos no início do Outono, ao ponto de, dentro de pouco tempo, não deixarem espaço para campos de golfe ou eucaliptais !!!
Claro que tanto o golfe como os eucaliptos têm sofrido críticas e ácidas dos seus detractores, por motivos diversos, mas esses agora sentir-se-ão felizes com mais este vasto espaço para auto-estradas que ficarão certamente às moscas como a A8. E na medida em que o mau encaminhamento do dinheiro público debilita a economia as auto-estradas serão cada vez mais inúteis por já terem ultrapassado o grau de necessidade, por terem superado a procura.
Costuma ouvir-se que a agricultura só é rentável quando praticada em grandes extensões, para facilitar a mecanização, mas com a submissão do Estado às construtoras, dentro em breve, não fica um hectare contínuo, intacto. E se continua a ser satisfeita a gula da Mota-Engil e de outras, chegaremos ao ponto de não poder haver um quintal onde se possam plantar duas macieiras, nem onde possam viver dois coelhos, excepto o da construtora !
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Golfe e eucaliptos em perigo !!!
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A. João Soares
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Etiquetas: estradas
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A estrada continua um meio de morte
Nos períodos mais festivos, são inúmeras as famílias que sofrem a perda de entes queridos e ficam com outros a seu cargo, deficientes dependentes para o resto da vida, em consequência de acidentes rodoviários.
As autoridades esforçam-se a contar e recontar a quantidade de mortos e feridos e comparam com os valores do ano anterior, como se as pessoas, com os seus sofrimentos e sentimentos, fossem coisas banais e não seres humanos com laços de afectividade e de responsabilidade em relação à família, a colegas e amigos. Cada caso é um problema grave e não apenas um número, mas os responsáveis não têm sensibilidade para assim pensarem.
No blogue Mentira, o bloguista «Mentiroso», tal como tem feito noutras épocas de previsível aumento da sinistralidade, mais uma vez se debruçou sobre o tema, no post Estradas Assassinas. Do seu texto ressalta que a obsessão dos políticos contra a velocidade e o álcool é uma confissão de incapacidade para analisar o problema na sua totalidade, focando apenas dois aspectos que nem são essenciais, pois são resultantes de causas mais complexas e abrangentes. E são estas que devem se atacadas com eficácia.
O «denominado excesso de velocidade», tal como é na realidade, não passa de ferramenta para a caça à multa. Tal excesso representa a ultrapassagem de limites estabelecidos por sinais colocados, muitas vezes, por mero capricho, como se pode verificar, por exemplo com sinais de 30 onde, se a preocupação fosse realmente a segurança de automobilistas e peões, não necessitava ser inferior a 60 ou, quando muito, 50. Este dislate já aqui foi referido várias vezes.
Na origem dos acidentes está, em muitos casos, o mau traçado e construção das estradas, a sinalização sem fiabilidade, desadequada que, estimulando o desrespeito e criando maus hábitos, pode originar acidentes quando eventualmente o sinal for correcto e deva ser respeitado. Hoje na maior parte dos casos o automobilista pensa «se ali está 30, posso ir a 100! A velocidade causadora de acidente é a «velocidade excessiva» isto é, aquela em que o condutor já dificilmente pode controlar o veículo. O excesso de velocidade deveria referir-se a esta, com um pequena margem de segurança para baixo.
Como os números revelam, as sucessivas alterações ao Código não têm contribuído para aumentar a segurança, diminuindo a sinistralidade, podendo deduzir-se que essa não teria sido a intenção do legislador, que parece ter-se apenas preocupado em agravar as penalizações em valores das multas e das coimas.
Teria sido mais eficaz uma campanha de sensibilização, bem preparada a levar a cabo de forma abrangente, começando nas escolas e nos clubes e outras organizações sociais. Haveria que evitar cartazes caríssimos e sem mensagem clara inteligível que apenas interessam à empresa contratada e , eventualmente, ao funcionário amigo que assinou o contrato. Há soluções mais eficazes e menos custosas.
Uma campanha de educação cívica através de todos os meios, que sensibilize para o respeito à vida própria e à dos outros, o cálculo do risco a ser controlado, o bom senso, etc., reduziria os erros que frequentemente se praticam. O uso do álcool passaria a ser comedido, dentro do razoável e, quando sob o efeito do seu abuso, o condutor consciente da sua debilidade, praticaria uma condução mais cuidada ou estacionaria o carro e seguiria ao destino noutro meio. Isto seria conseguido com uma sensibilização bem assimilada.
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A. João Soares
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Etiquetas: acidentes, estradas, segurança rodoviária
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
PS receia perder as próximas eleições !
Apesar das anunciadas reduções do IVA (Imposto sobre o valor acrescentado) e de aumentos de salários em 2009 e de outros benefícios devidos «ao desafogo criado pelas medidas concretas sensatas e eficazes do actual Governo» (serão mais ou menos estas as palavras a usar na justificação!) é notório que os políticos no poder temem não alcançar a melhor posição na contagem dos votos nas próximas legislativas. Um dos indícios desse receio, talvez pânico, é a consolidação de benefícios aos políticos, o aumento de outros e a criação de novos. Situa-se neste âmbito o aumento orçamentado das despesas dos políticos em viagens e estadas (Ver Correio da Manhã de hoje). Dizia o humorista brasileiro Milôr Fernandes: «roubem já porque amanhã poder vir a ser proibido». Os nossos eleitos, na expectativa de não continuarem no poleiro por mais mandatos, procuram, sem vergonha nem pudor, sacar o máximo dos dinheiros dos nossos impostos.
O argumento do défice que, se existia, deveu-se apenas a erros de governação, serviu principalmente de pretexto para nos obrigarem a apertar o cinto sem a mínima hesitação e com desumana insistência, a fim de eles poderem gozar de todos os benefícios como se estivessem num país em que todos os cidadãos fossem ricos e felizes, à custa de abundantes recursos naturais nacionais. Parecem senhores feudais servindo-se lautamente daquilo que há, sem pensarem nos servos que passam fome.
A clareza destas atitudes autoritárias, exploradoras, contrariam as esperanças que o povo alimentou após a revolução de 25 de Abril. Fazem recordar a frase do artista Camilo de Oliveira «Tomem que é democrático!» Pobre povo resignado, mais apático do que o de Myanmar, do Tibete o do Paquistão, só semelhante em moldes actuais ao da Venezuela. Quando acordará? Qual a força da onda explosiva de tanto sofrimento recalcado? Quando a pressão dentro da marmita se torna demasiado elevada, a explosão poderá ser catastrófica, o que poderá ser grave. A história nacional mostra que as revoluções violentas do século passado não melhoraram a substância da vida do País, continuando tudo cada vez mais nauseabundo (tal pântano referido por um ex-PM, ou a tanga que outro citou). Mas parece não existir um obreiro competente para operar a mudança pacífica que leve o nosso desenvolvimento ao nível dos nossos parceiros europeus.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Mortes na estrada continuam
O bloguista «Mentiroso» deve estar muito pesaroso por, depois do seu alerta no blog Mentira a favor de uma condução segura na férias, ter de enfrentar a estupidez e insensatez dos condutores que originam as notícias trágicas de acidentes.
As mais recentes dizem que os acidentes de viação nas estradas de Portugal continental provocaram 14 mortos, 54 feridos graves e 702 feridos ligeiros na semana passada, segundo dados revelados esta terça-feira pela Direcção-Geral de Viação (DGV).
A PSP registou 13 mortos, 40 feridos graves e 500 feridos leves.
A GNR, contabilizou um morto, 14 feridos graves e 202 feridos ligeiros.
Esta foi uma semana atípica, uma vez que a GNR costuma registar maior número de vítimas.
Desde o início do ano, os acidentes de viação provocaram 551 mortos, tantos como em igual período do ano passado. O número de feridos graves e ligeiros registaram quebras de 311 e 876, para 2.070 e 28.167, respectivamente.
Podem cobrir a cara de vergonha os governantes e os legisladores que há décadas, a pretexto de acabar com esta tragédia, têm feito sucessivas alterações ao Código das Estradas, como se a causa e o remédio desta desgraça que enluta tantas famílias, por vezes em momentos festivos que era esperado serem de felicidade, estivesse na legislação e no valor de multas e cóimas, numa atitude sadicamente restritiva e repressiva.
Ninguém lê o código, nem ele é acessível à maioria da população. Talvez valesse a pena os responsáveis procurarem pensar analisar outros factores da tragédia, como a sinalização irreal das estradas, que serve mais para enganar e fazer caça à multa do que para ajudar a segurança dos utentes e olhar para a forma mais eficaz de suprir a ignorância, insensatez e falta de civismo dos condutores, através de um policiamento mais frequente e rigoroso. A eficácia do policiamento passa fundamentalmente pelas atitudes posteriores dos tribunais que não punem de forma «educativa» os homicidas por negligência que abundam nas estradas. A acção conjunta do sistema polícia-tribunal tem que ser rápida e eficiente quanto a resultados dissuasores a longo prazo.
Quanto a sinalização, já aqui dissemos que sinais incoerentes e exageradamente restritivos são convite a ser desrespeitados eles e todos os outros. Mas, se um dia surgir um sinal verdadeiro, haverá aí acidentes porque o condutor, ao ver 30 pensa, baseado na experiência, que pode circular a 60 ou mais e despista-se. Quem coloca os sinais deve ter maior sentido das responsabilidades. Já aqui referi a existência de um de 30 num troço que pode ser percorrido a 70 sem qualquer perigo.
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A. João Soares
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Tragédia nas estradas
Introdução: Transcrição do texto do artigo publicado no blog Mentira pelo colega bloguista «Mentiroso», excluindo as fotografias por dificuldades técnicas e fazendo pequenas adaptações com a intenção de suprir a falta delas. Este tema devia ser tratado com a maior visibilidade em toda a Comunicação Social, a fim de reduzir a gravidade desta situação. Hoje o JN traz notícia de que têm morrido em média mais de dois mortos por dia nas estradas.
Férias. Aproveite Para se Suicidar
O cão é o mais antigo companheiro do homem, com quem vive há mais de 114.000 anos. Com ele aprendeu muitas manhas e se habituou a viver, caçar, comer, ajudar no que lhe exigiu, ensinou, e treinou. Obedece e cumpre sem reclamar.
Conhecendo o velho ditado dos países desenvolvidos e civilizados, que diz que pelo comportamento das crianças e dos cães se conhece a mentalidade dos adultos, chegamos à óbvia conclusão de que difícil seria aos portugueses terem sentimentos e comportamentos mais atrasados e selvagens.
Costuma ensinar o seu cão a ser agressivo e a morder às pessoas de que não gosta. Acha giro? Se não o fizer ele não morderá. Só o cão dum selvagem morde nas outras pessoas: o cão copia o comportamento e os sentimentos do seu dono, não apenas o que o dono diz, mas muito mais o comportamento e, sobretudo, o que o cão sabe que ele sente. Quando diz ao seu rebento para não fazer uma certa coisa porque não está bem, mas você a faz, o que vai ele aprender, o que lhe disse ou o que lhe ensinou com o seu exemplo? O ditado é certo e é pouco conhecido em Portugal porque todos têm vergonha do que ele revela. Desmascara totalmente.
Costuma abandonar o seu cão quando vai de férias? Adquiriu um cão para o seu filho pequeno ter alguma coisa em que bater? É o método mais eficiente e altamente psicológico para formar o carácter duma futura besta humana, que de humano terá tudo menos a mentalidade.
Se está num destes casos, não se esqueça de aproveitar a oportunidade magnífica que tantos aproveitam para nestas férias se suicidar na estrada. Será um contributo patriota para acabar com o mau nome que os portugueses angariaram por todo o mundo para onde forem desde há umas décadas.
Pelo caminho, faça uma paragem para assar um frango numa pequena fogueira. Sabe muito melhor que em casa. Se após ter terminado o repasto já não tiver nenhum líquido para apagar, é simples, urine em cima e espalhe o restante com os pés. Mais adiante, ao atravessar uma propriedade bem arborizada, se tiver terminado o seu cigarro, atire a beata acesa para as ervas secas da orla.
Agora que já contribuiu para os bombeiros justificarem a sua existência, só lhe falta mostrar o que tem entre as pernas para poder consumar tranquilamente o acto essencial. Tente aproveitar estradas vazias para não matar mais ninguém, acelere a fundo e atire-se contra qualquer coisa dura ou para debaixo dum pesado bem grande, se possível pela frente. As mulheres têm a sorte de não possuírem nada semelhante entre as pernas, por isso que raramente têm coragem para se suicidarem deste modo.
Aqueles que se virem livres de si agradecerão com reconhecimento, contentamento e alívio. Saudades? Duas ou três semanas. O mundo será um pouco melhor.
Quando o seu espírito pairar sobre o asfalto e olhar para o corpo donde acabou de sair, verá qualquer coisa como o que se vê em imagens que pela sua agressividade não são publicadas.
São imagens geralmente não publicadas a fim de evitar que os suicidas percam a coragem no momento crucial.
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A. João Soares
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Etiquetas: acidentes, estradas, rodoviária, segurança
