sábado, 30 de novembro de 2013

CONVIVÊNCIA DE ESTILOS DIFERENTES


Almocei na tasquinha do Sr Luís e, como a crise com a austeridade provoca redução da clientela, ele prestou-se a conversar um pouco. Saí com a perspicácia mais afinada e, no regresso a casa, recordei o tema da «peste grisalha» do deputado Carlos Peixoto e reparei que na vida real, na arquitectura urbanística coexistem harmoniosamente estilos antigos e modernos.

Na conversa referida achei de grande interesse a abertura com que pessoas maduras analisam os factos reais com isenção e muito saber enquadrando os factores da modernidade com a experiência adquirida pela observação directa durante décadas, pela leitura e pelo estudo interessado. Movido por tal raciocínio fiz as seguintes fotografias:






Para os leitores que já não se lembrem da frase avacalhada do deputado, juntam-se os seguintes links:

Sabedoria de grisalhos ou peste de jotinhas ??? 
VEJAM O FEDELHO QUE NOS INSULTOU COMO PESTE GRISALHA....A NÃO PERDER DE VISTA.... 
Resposta ao Deputado CARLOS PEIXOTO do PSD, sobre a “Peste Grisalha”
A PESTE GRISALHA (Carta aberta a deputado do PSD) 
A peste grisalha... 
Peste parlamentar 

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PORTUGUESES ESTÃO A DESPERTAR


Seria bom que a crise servisse de lição não apenas aos políticos (que têm mais dificuldade em aprender), mas principalmente a todos os portugueses, para que despertássemos da sonolência em que temos vivido e pensássemos mais seriamente no futuro e nas estratégias a praticar para passarmos a tirar mais resultado do nosso trabalho, por este ser melhor orientado.

E, pelos vistos, há muita gente válida que está a orientar os seus passos na melhor direcção. A notícia «número de empresas novas aumenta em 15,5% em Outubro» constitui um óptimo sinal de que a lição está a ser aprendida por muita gente.

Desejo-lhes o maior êxito e que as suas actividades se dirijam principalmente aos produtos e serviços que possam ser comercializados e exportados a fim de substituírem importações e servirem para o equilíbrio das balanças comercial e de pagamentos. Esse será o melhor caminho para reduzir a dívida.

A mesma notícia diz que nas insolvências se verificou uma quebra de 15,1% em relação a período homólogo do anos anterior. «Os dados indicam que este crescimento é geograficamente transversal, com todos os distritos a apresentar dados positivos, e com a grande maioria destes distritos a registar crescimentos de dois dígitos"».

Embora o País esteja com pouca capacidade de ajuda financeira aos ousados novos empresários, será bom que os serviços oficiais lhes proporcionem conselho técnico e informação útil para a sua actividade.

O mundo será dos ousados e felicito os jovens que se arriscam no empreendedorismo, com seriedade, dedicação e permanente avaliação da situação a fim de o êxito lhes sorrir a cada momento.

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PORTUGAL SERÁ PAÍS EM ESBOÇO


A notícia Justiça admite negociar mapa judiciário com os juízes e procuradores suscita uma preocupante meditação sobra as malhas que a política tece.

Será que, ao fim de 30 meses de governo, se aproxima a aprovação do «mapa judiciário»? Será que será aprovado a tempo de entrar em funcionamento durante o actual mandato?

Com tal lentidão e governos de 4 anos, Portugal nunca se modernizará nem haverá Reforma do Estado. Como os partidos não colaboraram nos estudos para as mudanças, o próximo Governo poderá anular aquilo que este tem estado a esboçar e começar a fazer os seus próprios esboços.

E com estes «belos» exemplos de eficiência, Portugal será sempre um país em esboço!!!

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EMENDAS NO OE PARA AS UNIVERSIDADES


Os reitores das universidades notam «espírito de cooperação» em reunião com Passos Coelho. Este «mostrou abertura para, no início de 2014, repor os valores que os reitores entendem ter sido cortados em excesso.»

O facto de as decisões serem tomadas sem base em estudos correctos com a colaboração dos mais interessados, e sem serem analisados todos os factores do problema com vista a evitar resultados indesejados, conduz a posteriores remendos com os respectivos inconvenientes para os serviços e para a imagem de imponderação que recai sobre os decisores. A táctica de avanços e recuos, de erros e tentativas, de avanços e recuos, sem ESTRATÉGIA bem definida, não honra nem prestigia líderes e dirigentes.

É, pois, fundamental pensar antes de decidir, como se sugeriu no post de 4 de Dezembro de 2008. Depois de tomadas as decisões, poderão ser feitos pequenos ajustamentos pontuais, de acordo com o controlo da sua aplicação, mas devem reduzir-se ao mínimo indispensável, se os estudos que conduziram à decisão foram efectuados com competência e honestidade.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CONSUMO, RECESSÃO, DÉFICE


Deparei, há pouco, com a notícia com o título aumento do consumo ajudou Espanha a deixar a recessão

Veio reforçar o texto publicado em 12 de Junho de 201, a propósito do então ministro das Finanças Gaspar confessar a sua incapacidade de prever a derrapagem do défice orçamental, dizendo que o comportamento das receitas fiscais "não era positivo" e que os valores estavam abaixo do esperado".

Mas antes dessa data, já tinham surgido em público opiniões de que a austeridade, da forma como foi conduzida, resultaria na quebra do poder de compra dos cidadãos, de onde adviria menos consumo, menor negócio da economia, falências, despedimentos, e, portanto, menos impostos a pagar ao fisco. Essa previsão estava correcta como Gaspar reconhecia tardiamente. Foi pena ele não a ter levado em consideração. Ficava-se na dúvida do que viria a seguir. Mas agora vemos o que aconteceu.

Qual o papel do Governo para evitar a derrapagem do défice orçamental? Qual o papel do ministro das Finanças? Porque não foram tomadas medidas mais adequadas à situação real?

Não houve perspicácia nem coragem para corrigir a austeridade. Mas, entretanto a Espanha adoptou remédio diferente para combater a crise, como se vê em notícias dessa data: Orçamento espanhol vai cortar 15% nas despesas dos ministérios;e também Governo espanhol prevê fecho de 450 empresas públicas

Agora a Espanha colhe os benefícios de, em relação a Portugal, ter preservado o poder de compra dos seus cidadãos e de, desta forma, aumentar o consumo com os benefícios daí resultantes.

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MINISTRO DA DEFESA E O VELHO DO RESTELO


Na estrofe 95 do Canto Quarto de Os Lusíadas de Luís de Camões, constam as primeiras palavras de «um velho de aspecto venerando»:

«Ó glória de mandar. Ó vá cobiça
Desta vaidade a quem chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Cüa aura popular que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peio vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas! (…)»

Palavras de sensatez que sugerem a meditação que deve preceder a aventura E medir as consequências de cada passo. Mas alheio a apelos de estudo, planeamento, organização e programação Ministro da Defesa critica «velhos do Restelo».

No seu entusiasmo caprichoso e obstinado, esquece que se deve pensar antes de decidir. O interesse nacional aconselha que nem devemos obedecer cegamente aos conselhos conservadores do Velho do Restelo, nem seguir inconscientemente as loucuras de jovens imponderados e de de «fraudulento gosto» ambiciosos de «glória de mandar», de «cobiça», de «vaidade» e de «fama»

Em vez de impulsos imponderado e caprichosos de «custe o que custar», há que procurar o que há de positivo nas opiniões de uns e de outros para definir a bissectriz e a estratégia mais adequada a seguir para um futuro melhor.

Portugal não dispõe de «musculatura» para se meter em aventuras de alto risco, ao sabor de jovens incompetentes, impreparados e arrogantes que pretendem avançar antes de procurar prever os riscos e inconvenientes dos passos que querem dar.

Ao mesmo tempo que deparei com a notícia atrás referida encontrei outras referidas ao negócio dos estaleiros de Viana do Castelo de que cito os títulos (basta fazer clic sobre eles para os abrir): Ministro pode comunicar despedimento de trabalhadores de estaleiros, Trabalhadores convidam ministro da Defesa a conhecer estaleiros, e Autarca de Viana do Castelo indignado com ministro da Defesa.

As opiniões dos portugueses não devem ser ignoradas, principalmente as dos trabalhadores dos estaleiros e da autarquia local, segundo aquilo de que tanto se fala quando se argumenta com a autoridade democrática.

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VERDADE REDUNDANTE E AMEAÇADORA



O PM Passos Coelho disse «País não vai parar» mesmo com decisão negativa de TC, o que é uma verdade redundante, dado que nada impede o país, os portugueses, de continuar a existir, como se viu ao longo da sua história de 870 anos. Mas, no momento actual, em que vimos sofrendo os efeitos de uma austeridade galopante e que promete continuar por 2014 e seguintes , não é tranquilizador, antes é ameaçador e preocupante, a afirmação de que não vamos parar.

Depois dos erros do PREC, temos vindo a regredir e a situação actual é o resultado dessa marcha orientada para a desgraça. E, nos dois últimos anos, a velocidade aumentou contra toda a lógica e contra a própria Constituição. A promessa «irrevogável» de que o País não vai parar nesta corrida degradante, é sinal de que, em breve, estaremos no fundo do abismo sem possibilidade de um regresso à dignidade nacional. Será que perderemos a pouca soberania ainda existente e passaremos a ser um protectorado da Europa ou de Angola?

Certamente que a intenção do orador não seria lançar o pânico mas, para o evitar, deveria usar o sistema de pensar antes de falar e deixar de falar tanto para ter tempo de preparar melhor os discursos.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AO CORRER DA (COM) PENA - POEMA DE VIÇOSO CAETANO

As nossas televisões,
(Seja qual for o canal)
Serão d´um modo geral
Um perfeito chavascal, Salvo raras excepções.

Transpiram idiotice
Pela voz duns "sabichões",
complexados d´esquerda,
A fazer politiquice,
P´ra não dizer bajulice,
Vai daí só dizem merda !!

Não s´enxergam ao espelho,
Sempre a meter o bedelho
E a foice em seara alheia,
Não respeitando ninguém
E onda a educação rareia.

Cada grupo, uma alcateia
! Gente banal, sem valores
(Fazendo disso primores)
Só aprenderam rancores,
Vá se lá saber com quem !

Mesquinhos, gananciosos,
Uns dos outros invejosos,
Sempre à caça da desgraça
P´ra lhe comerem a carne, P´rós outros sobr´à carcaça.

Na política é tal qual:
(abres os olhos Zé Povinho)
Não sejas tão inocente,
P´ra não dizer tão anjinho!

São Judas, que por dinheiro
Te vão cantar o "fadinho",
Par chegar ao poleiro.

Farão tudo p´ra que votes
Mas depois, sem que tu notes,
Passam logo a sacudir
A água dos seus capotes...
Vira o disco e toca a mesma,
Devagar, do tipo lesma.

.....................................
Eu tenho um grande Amigo,
( Dos muitos que Deus me deu)
Valoroso, inteligente,
Muitíssimo competente,

Para o qual só um partido
Resolveria as questões:
- A sigla é PCO
(P. Contra Oposições)

Demorei a lá chegar
E a ver as suas razões
Concluindo por fim
Que as poucas excepções
Selam a regra geral.

Em PORTUGAL é assim:
FICA SEMPRE TUDO IGUAL
Não adianta dizer mal

E com tal Democracia
Não tarda voltamos todos
Às velas e almotolia.

E adeus que me vou embora,
Valha-nos Nossa Senhora!
Qu´amanhã é outro dia...

Por Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres
18 de Outubro de 2013


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sábado, 23 de novembro de 2013

POEMA DE VIÇOSO CAETANO - NA HORA

S´é certo: - viver não custa,
Custa é saber viver.
É o mesmo co´a velhice,
No saber envelhecer.

Se não é uma chatice !

Vai se perdendo a noção,
Do que foste e já não és,
Vai-se esquecendo a lição
Dois pontos e travessão:
- os Homens passam e andam,
o que fica é a Nação.
E acabam mesmos xé-xés.

É triste vê-los penar,
Vê-los arrastar os pés.

Mas já é indecorosa,
Direi mesmo detestável,
Qu´uma velhice raivosa,
P´ra não dizer execrável,
Venha instigar as ralés
à desordem e ao tumulto.
E aí, os tais xé-xés
já não merecem respeito
e muito menos indulto.

Este, o exemplo perfeito
qu´os pais da Democracia,
pais da Pátria, em agonia,
vieram agora nos dar.

Uns democratas da treta,
que assim por este andar
vão acabar na sargeta,
que esse é o seu lugar.

De: Viçoso Caetano
O Poeta de Fornos de Algodres
22 Novembro de 2013 >

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PORTAS «REPROVA SOARES» E «REPROVO» PORTAS


Compreendo e concordo com Portas quando «reprova» Mário Soares por «legitimar a violência». As suas palavras são sensatas quando diz: "As declarações de um antigo Presidente da República [Mário Soares] são graves porque elas significam, mesmo que involuntariamente, a legitimação da violência e em democracia a violência nunca é a forma adequada de manifestar uma opinião".

Mas quando diz "em democracia e em liberdade, a forma adequada de expressar uma opinião é o voto", não se pode deixar de as «reprovar», porque infringem os direitos constitucionais de liberdade de pensamento, de expressão, de associação, de manifestação etc. A liberdade não pode ser circunscrita ao «voto». Curiosamente, essa lei da rolha que defende, contraria o apelo do PM aos portugueses que se aliem independentemente do partido   Ora, aliar-se significa trocar opiniões, expressar-se, para uma finalidade que entretanto for esboçada e consentida pelos aliados.

Se o apelo do PM não parece muito saudável e pode acarretar os mesmos perigos que se podem subentender das palavras de Mário Soares, as palavras de Portas são um atentado intolerável à liberdade da democracia, uma mordaça aplicada a cada cidadão que até fica impossibilitado de obter informação, através dos seus amigos e conhecidos, que lhe permita tomar conscientemente a decisão do voto, que Portas considera ser a «forma adequada de expressar uma opinião».

Parece que, em democracia, não é curial aplicar tal mordaça e não convém contrariar o povo que, na sua sabedoria milenar, diz que «da discussão nasce a luz».

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PODER DO MARKETING E DA PUBLICIDADE


O Marketing e a Publicidade têm muito poder e conseguem impingir produtos sem qualidade ou de qualidade duvidosa. Confirma o velho aforismo que diz que «o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente».

Por isso, os seus técnicos devem ser possuidores de ética, honestidade e sentido de responsabilidade perante toda a sociedade.

Não é por acaso que a «Associação APECOM critica o consultor de comunicação que ajudou Passos a liderar o PSD». A Direcção da Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas (APECOM) emitiu ontem um comunicado em que se demarca das declarações de Fernando Moreira de Sá, consultor de comunicação que admitiu a manipulação da comunicação social e de debates durante o processo de eleição de Pedro Passos Coelho como líder do PSD, em 2010. Pretende com esta admoestação «separar o trigo do joio», para que os outros técnicos não sejam lesados por suspeitas de serem iguais.

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ANGOLA E A OBCESSÂO DO PODER


Angola. Entrevista com Rafael Marques (3/3)

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MOÇAMBIQUE E O DESCONTENTAMENTO DA RENAMO


REACÇÃO À INVASÃO A CASA DE DHLAKAMA


O militante do partido Renamo e membro do Conselho do Estado, António Muchanga, diz que não faz sentido que o Governo decida vandalizar as infra-estruturas da Renamo e de seus dirigentes. Assim, Muchanga diz que mesmo o colonialismo, no seu auge, não chegou a esse extremo.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

GOVERNO NÃO CONSENTE CONSENSO PARA OE


O consenso, como aqui foi referido em várias ocasiões, exige acordo das partes, o qual é conseguido em negociação com cedências de ambos os lados, sendo ideal que, no fim, todos se sintam satisfeitos por ter colaborado num acto de interesse colectivo, neste caso, do Estado.

Mas, para mal dos portugueses, o consenso fica à porta do OE. Propostas do PS quase todas chumbadas e nesta notícia constam várias medidas.

Esta recusa de fazer cedências vem de longe tendo sido mais crítica no início deste verão (compromisso para a salvação nacional). A Imagem que ficou é que o Governo, quando fala em consensos ou união nacional» e quando apela aos cidadãos para se aliarem, apenas pretende que todos dêm as mãos obedientemente para aplaudir as medidas por ele tomadas. Se a intenção é essa, pode concluir-se que Governo não quer consenso, isto é, não quer aproveitar sugestões, propostas, achegas e utilizá-las para melhorar os seus esboços de projectos.

Foram aqui publicados muitos textos referidos a este tema de que se listam os seguintes:

Portugueses aliem-se e ...
Consenso por Portugal?
Marcelo fala do guião da reforma do Estado
Reforma do Estado em futuro incerto
Programa cautelar. Falam sem saber
PS e PSD fazem «burla polìtica» ???
Alerta para risco e «experiências políticas» perigosas
Ditadura de Rosalino ???
Objectivos e interesses nacionais
O porquê dos cortes ???
Tão irracional que é difícil de explicar ???
Actividade económica cresce ???
A austeridade continua a agravar-se
Governo de «imaturos» e «masoquistas» lixa «mexilhão»
Como reduzir o roubo a reformados e viúvas
Quem vier a seguir que se lixe
Que perspectivas para Portugal ?
Falso optimismo vs realidades 
Todos pela trela, «democraticamente» !!!
Democraticamente, cala-te
Leitura das eleições

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NÃO TÊM PONTA DE VERGONHA

Extrai-se a última parte do artigo de opinião de Henrique Monteiro, em que parece ter havido gralha na frase que serve de título «Vergonha é o que não falta» e adita-se uma NOTA:

(...)«Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, departamento que não tem dinheiro para - como se costuma dizer - mandar cantar um cego e vai cortar 15 milhões de euros em despesas com pessoal, recrutou um 'boy' do PSD para o seu gabinete a quem vai pagar como adjunto. Ou seja, mais de três mil euros, mais do que ganha um director de serviços, ou, como escreve no Expresso João Garcia, "mais que juiz, o mesmo que coronel, o dobro de professor'. Fernanda Cachão ironiza que "afinal há dinheiro" desde que seja "money for the boys".

Mas o melhor, o melhor mesmo é o currículo do adjunto. Tem 24 anos, três workshops no centro de formação de Jornalistas, Cenjor, fez o estágio na Rádio Renascença onde trabalhou oito meses e foi durante cinco meses consultor de comunicação do... PSD! Uau!!

Acresce que Barreto Xavier, antes desta contratação já tinha três adjuntos, sete técnicos especialistas, duas secretárias pessoais, chefe de gabinete, dez técnicos administrativos, três técnicos auxiliares e três motoristas.

Falta dinheiro (salvo para os boys) mas há excesso de descaramento.»(...)


NOTA: Por melhor que seja a democracia e o regime de mudanças de governos a intervalos regulares, traz, em sociedades de débil preparação CÍVICA, como é a nossa, o inconveniente de, a cada mudança, se substituírem todos os «boys» sentados nas cadeiras pelo governo anterior. Isso fica caríssimo ao dinheiro público, porque os que saem vão para tachos não apenas públicos, mas de instituições a quem fizeram favores e recebem pensões vitalícias (ou mais ou menos).

Por este andar, em breve, estará quase toda a população, que saiba fazer a assinatura, em lugares de pouca ou nenhuma utilidade a comer à sombra do erário. E quem lhes paga? Depois os que pagam não conseguem suportar toda a matilha. Só então, e não estamos longe, se acordará e se limparão as teias de aranha, se deitarão os Miguéis de Vasconcelos à rua, se fará a desinfecção, a desinfestação, a desparasitação, a desratização, a monda, a selecção para purificar o regime. Vai sendo urgente agir em tal sentido.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CONVERSA INDIGESTA MAS QUE SUSCITA REFLEXÃO


Terminado o almoço num restaurante económico, adequado à actual austeridade, três amigos, que atraíram o proprietário, emitiam palpites, entre sérios e humorísticos, de que se reproduzem de memória alguns excertos:

UM- Mas diz lá, se te dessem a escolher entre a doença de Alzheimer e a de Parkinson, qual escolherias?

DOIS- Seguiu-se hesitação … e a preferência de que optava pela de Parkinson, porque o cérebro deve estar sempre operacional.

TRÊS- o proprietário lembrou o fim da vida da mãe, imobilizada que passava todo o dia na posição em que fora colocada de manhã.

UM- Pois é nós pensamos nos que ficam, mas o paciente de Alzheimer não se sente preocupado por coisa alguma. Para ele tudo está bem. Enquanto o de Parkinson paga a cerveja e não a bebe por a entornar, o de Alzheimer bebe a cerveja e sai por se esquecer de a pagar.

AMIGO ANTÓNIO- Vocês já pensaram que o de Parkinson, mesmo que mantenha a mente totalmente lúcida, vive enclausurado numa máquina que não lhe obedece e não consegue materializar as suas vontades? Mas o de Alzheimer embora não se sinta, não seja infeliz, não tem vida como ser humano, tem apenas vida vegetal. Conheço um amigo que já deixou escrito à família que pretende, quando deixar de os reconhecer e de conversar com lógica, lhe dêem apenas medicamentos para não ter dor física mas excluam qualquer medicamento para lhe prolongar a vida incluindo os alimentos. E aqui se coloca espaço para a polémica sobre o direito ao suicídio assistido e à eutanásia.

Chegados a este ponto o DOIS ausentou-se porque só aceitava a legalidade de se terminar com a vida depois de a Igreja tomar uma posição favorável.

O AMIGO ANTÓNIO, continuou a definir a sua opinião e disse que a vida nos foi dada e é nossa responsabilidade fazer dela a melhor gestão para nosso benefício e da humanidade e é moral que tenhamos liberdade para tomarmos as decisões que achemos melhores, depois de profunda reflexão e de obtermos conselho de especialistas da nossa confiança.Tudo acaba e a nossa vida não é excepção, e é preciso aceitar o último momento com serenidade e dignidade.

Para fim de almoço não foi um bom digestivo, mas para pessoas com capacidade de pensamento foi um tema para meditação durante a tarde.

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PALACETE DE SAMPAIO


Transcreve-se texto recebido por e-mail e os comentários que o acompanhavam:

Regalos republicanos
por Rui Crull Tabosa, em 24.10.2011

A bela imagem que acompanha este texto não foi escolhida por acaso.

Trata-se da "Casa do Regalo", um palacete situado "no topo da Tapada das Necessidades, entre frondosa mata", mandado construir pelo rei D. Carlos I para estúdio de pintura da rainha D. Amélia. Na República serve, não para instalação de entidades oficiais, mas, pasme-se, para gabinete de recreio do reizete Sampaio (que bebe do fino, como se usava dizer), um dos moralistas do regime que gosta de encher a boca com a propalada "ética republicana", a tal que, supunha-se, tinha a ver com igualdade entre os cidadãos e a abolição de "regalias" (lex dixit) e privilégios a quem os já não representa.

Dito de outro modo, no dia seguinte ao termo de funções de chefe do Estado, Sampaio deveria (querer) voltar a ser um cidadão comum, como os demais, enfim, um entre iguais.

Mas não, claro que o Jorginho gosta de um ambiente apalaçado (mesmo que a Lei 26/84, alterada pela Lei 28/2008, se refira a "gabinete", não a palacete ...), aprecia o séquito de "um assessor e um secretário da sua confiança" e, é claro, não prescinde do "automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível".

Pouca despesa, como se imagina, qualquer coisita como, só em pessoal, entre cem mil e duzentos mil euros anuais, ou talvez um pouco mais...

Este espírito desprendido e este viver modesto não surpreendem em tão emérito socialista, ou não tivera ele dito há uns anos, quando recebeu 90 mil euros do Prémio Carlos V, que "O prémio, desta vez, vai ser para mim. Não vai haver associações de caridade. Os tempos vão maus".

Seja como for, neste tempo de profunda crise, em que se corta nos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores, em que antigos governantes vão deixar de poder acumular subvenções com rendimentos privados, urgia dar também o exemplo de acabar com injustificadas regalias de antigos titulares de cargos políticos, a começar pelos ex-Presidentes da República, desde logo revogando as alíneas a) e b) do artigo 6.º da Lei 26/84.

O que, de resto, sempre seria uma exigência do próprio princípio republicano, se, é claro, houvesse vergonha neste País.

Comentários da origem:

INFELIZMENTE ESTE NÃO É O ÚNICO. ANDAM AÍ MUITOS MAMÕES, A VIVER À NOSSA CUSTA……

Pois é........ Afinal é assim mesmo.....e é de esquerda e no tempo da “outra senhora” se não era PC pouco faltava..... Eu que me governe e os outros.....que se “lixem”....... Deixemos de ser ingénuos....

Temos que chegar à conclusão que sistema Republicano em vigor desde 1910, fica muito caro!... Nesta altura, sustentamos 4 Personalidades. Como estamos em época de restrições, temos reduzir despesas e não pode haver privilegiados!... Ou será que as restrições são sempre para os mesmos !... Quero dizer os que menos recebem.

“Não há pior cego do que aquele que não quer ver”
(Proverbio popular)

“Quando nos enfeudamos a um partido perdemos a racionalidade e nem reparamos na merda que nos vai pela casa”

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EM QUE MÃOS ESTÁ O PODER REAL?


Transcrição de artigo:

O regime treme com o BES
17 de Novembro, 2013por Pedro d'Anunciação

A propósito da crise no BES, que começou com as denúncias de comportamentos pouco éticos do seu presidente, Ricardo Salgado, e acabou com enfrentamentos fortes e públicos dentro da família, alguém escreveu que se trata do Banco do Regime. Mas logo houve quem fosse mais longe, especificando que o BES é o próprio Regime em que vivemos.

Gosto desta última ideia. Afinal, foi o BES que movimentou peças essenciais do Regime, desde a PT à Controlinvest, passando pela Ongoing. E, muito antes de Sócrates querer atropelar jornais e jornalistas, já o BES fazia chantagem com estes, através da publicidade que controlava.

Quando imaginamos a corrupção do Governo, estamos a vê-la no BES – que troca animadamente gestores do grupo com membros do Executivo ou das empresas essenciais do País.

E ao sabermos que o presidente do BES assumiu calmamente, e sem complexos nenhuns, ter-se esquecido simplesmente de declarar uns milhões de ganhos, apressando-se sem mais problemas a emendar a situação, porque lhe convinha, podemos estar certos de que algum ministro ou ex-ministro poderia não se coibir de fazer o mesmo.

Pior: ficámos a saber que o presidente do BES considera natural, e fá-lo, um presidente de um Banco acumular com o seu super-ordenado uns gordos extras a assessorar pessoalmente clientes do próprio Banco. Podridão que não nos admiraríamos de ver em políticos do Regime.

Sim, o BES não é apenas o Banco do Regime, mas o próprio Regime. Se a zanga da família Espírito Santo vai ao ponto de levar a investigações minuciosas dentro do GES, talvez não seja apenas o BES, e a família dos seus proprietários, a dar um enorme trambolhão – talvez seja o Regime todo a escancarar-se no chão.

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domingo, 17 de novembro de 2013

É TÉNUE A FRONTEIRA ENTRE DEMOCRACIA E DITADURA


Transcrição de artigo:

O poder de Sócrates
SOL. 28 de Outubro, 2013. por José António Saraiva

Não sou nem nunca fui adepto de teorias da conspiração. Em 99% dos casos não passam de fantasias delirantes. Por isso, o leitor não inclua por favor a história que vou contar nessa categoria.

Quando o Governo nacionalizou o BPN, os accionistas da sociedade, por intermédio de Miguel Cadilhe (que não é propriamente uma pessoa sem credibilidade), tinham acabado de apresentar uma proposta de viabilização do banco.

O Governo recusou-a e partiu para a nacionalização, com o argumento de estar a defender as poupanças dos pequenos depositantes.

Sabe-se no que aquilo deu.

Assim, não é correcto atirar todas as culpas para os accionistas.

Estes propuseram-se salvar o banco, o Governo é que não os deixou.

Claro que podiam não o ter conseguido.

Mas, aí, a responsabilidade seria deles – e o Estado não se teria metido naquela alhada.

Recorde-se que, na altura em que o BPN foi nacionalizado, o Governo controlava a CGD (que é pública) e já dominava o BCP, através de Santos Ferreira e Armando Vara, ambos socialistas e próximos de Sócrates, que tinham vindo da Caixa para ali.

Simultaneamente, Sócrates mantinha óptimas relações com o BES, dada a sua conhecida boa relação com Ricardo Salgado, que sempre o defendeu (quebrando a distância que mantivera no passado em relação à política).

O Banif também era muito vulnerável às pressões governamentais, dada a sua precária situação financeira.

Pode pois dizer-se que, com a nacionalização do BPN, o primeiro-ministro passou a ‘controlar’ boa parte da banca portuguesa: controlo directo da Caixa e do BPN, ascendente sobre o BCP, grande proximidade com o BES e neutralidade do Banif.

Só verdadeiramente o BPI, liderado pelo irreverente Fernando Ulrich, escapava ao controlo do Governo socialista.

E, mesmo assim, Sócrates namorou o chaiman daquele banco, Artur Santos Silva, convidando-o para elevados cargos.

Vejamos, agora, o sector dos media.

Sócrates controlava directamente o grupo RTP, que é do Estado (e do qual faz parte a RDP).

Tinha também bastante influência na Controlinvest, mercê das dívidas deste grupo à banca, sendo do domínio público os telefonemas cúmplices entre José Sócrates e Joaquim Oliveira.

E a Controlinvest inclui meios como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a Máxima e a TSF.

Sócrates mantinha também relações estreitas com a Ongoing, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, detentora do Diário Económico.

Entretanto, através da PT, o Governo montou uma operação para comprar o grupo TVI, mandando um emissário a Espanha (Rui Pedro Soares) para tratar do negócio.

Este grupo, além da TVI, detém meios como a Lux e a Rádio Comercial.

Só fugiam ao controlo do Governo o grupo Impresa, liderado por Balsemão, e o grupo Cofina, de Paulo Fernandes.

Mesmo assim, ainda houve uma tentativa de assalto à Impresa por parte da Ongoing.

Quanto à Cofina, o Governo conhecia bem a vocação ‘negociante’ de Paulo Fernandes e nunca recearia muitos males vindos daí.

Finalmente, José Sócrates fez uma tentativa para fechar o SOL – através precisamente do BCP, que era accionista do jornal.

O SOL era um David ao pé de vários Golias, mas irritaria Sócrates precisamente por ser um dos poucos media que ele não controlava.

E – recorde-se – foi este jornal que denunciou o caso Freeport, o caso Face Oculta (compra da TVI e tentativa de controlo de outros media) e o caso Tagusparque (apoio eleitoral de Luís Figo).

Fica claro, portanto, que houve um momento em que José Sócrates esteve mesmo à beira de dominar ou ter o apoio de importantes meios de três sectores nevrálgicos:

– Banca, com a CGD, o BPN, o BCP e o BES;

– Comunicação social, com a RTP, a RDP, o DN, a TSF, o JN e a tentativa de compra da TVI;

– Poder político, através do domínio da máquina do Governo e do aparelho do partido, onde não se ouvia uma única voz dissonante.

Só hoje, quando olhamos para essa época, percebemos até que ponto estivemos à beira do abismo. Como foi possível permitir que se concentrasse tanto poder nas mãos de um homem psicologicamente tão instável?

E como foi possível derrubá-lo?

O que derrotou Sócrates, primeiro, foram as contas públicas – que, contrariamente aos outros sectores, ele se revelou incapaz de controlar.

Tentou até à última esticar a corda e evitar um Resgate, mas a corda acabou por partir – e isso foi a sua primeira grande derrota.

Depois foi a derrota eleitoral.

E esta constitui uma homenagem à democracia.

A democracia mostrou a sua força ao conseguir apear um homem que, à escala do país, acumulou um enorme poder ‘de facto’.

Ele julgar-se-ia quase invencível, mas as urnas derrubaram-no.

Por isso, é muito natural que, embora afirme o contrário, hoje odeie a democracia.

P.S. – Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado ‘o Vale e Azevedo da política’. Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado.

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PORTUGUESES ALIEM-SE E ...


Muitas vezes é difícil compreender o que acontece. Mas ao reflectirmos e juntarmos peças do «puzzle», começa a fazer-se luz.

Passos apela aos portugueses que se aliem independentemente do partido, colocando de lado as suas cores políticas e os seus interesses pessoais, para garantir que o país se voltará a erguer. Este apelo, semelhante a muitos que ouvimos e lemos, desde há cerca de três anos, parece ter algo de patético e ter saído de cabeça mal recheada de algum conselheiro ou assessor pouco ciente das realidades e das condições de comunicar com as pessoas. A forma mais eficaz de obter a adesão dos portugueses seria usar a regra de explicar as respostas às perguntas: o quê? porquê? para quê? Como? Quais os resultados esperados? O que deve fazer cada cidadão? De tal forma mostraria, com o pormenor possível, aquilo que se deseja obter e não se limitaria a usar palavras vagas que se traduzem apenas em. «Ajudem o governo para continuar a fazer o mesmo que tem vindo a fazer». Somos levados a recordar as palavras de Rui Machete referidas em Rui Machete critica "podridão dos hábitos políticos".

É preciso explicar aos portugueses mais humildes qual é o objectivo concreto, o que cada um deve fazer e qual o benefício que obterá. Esclarecido isso, cada um se sentirá motivado para colaborar. A grande campanha da nossa História – os descobrimentos – não se conseguiu com campanhas televisivas (!!!) Houve que consciencializar sobre o objectivo de procurar uma via alternativa às caravanas da «rota da seda» e das especiarias. E não faltaram voluntários que atraíram e motivaram as suas equipas.

O Governo não deve pedir ao povo que se una às suas soluções, mas deve começar por se unir ao povo para conhecer as suas dificuldades e ajudá-lo a resolvê-las da forma mais adequada. Ora o PM tem-se mostrado orgulhoso por ignorar o povo, as suas manifestações pacíficas de indignação e as suas greves, que têm sido a forma de luta mais usada.

E o resultado do que o Estado tem vindo a fazer, com o argumento de «custe o que custar», ficou claro na notícia Os multimilionários portugueses são mais e estão mais ricos. E no outro extremo da sociedade, aparece o aumento crescente da fome e da pobreza com o elevado número de óbitos que a propaganda tendenciosa atribui à «onda de calor do Verão», sem referir as dificuldades com a saúde, a pobreza crescente, a ansiedade, a insegurança quer doméstica quer na rua.

Por coincidência e quase simultaneamente parecendo ser uma resposta ao apelo do PM surge notícia da Freguesias querem ter “papel activo” na reforma do Estado. Estarão as freguesias cientes do interesse do Governo? Como irá reagir o Governo a esta atitude de aliança colaborante? Ela pode constituir um teste à sinceridade do apelo. Ou será que o apelo se enquadra no sistema do «vale tudo para vencer» descrito em Campanhas ao negro?

Apresente-se ao povo algo credível e motivador e ele, certamente, aderirá, mas parece que já não se deixa levar por fantasias e promessas de «banha de cobra», de quem já deixou muitas promessas por cumprir. Explique-se para motivar a adesão.

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