O Marketing e a Publicidade têm muito poder e conseguem impingir produtos sem qualidade ou de qualidade duvidosa. Confirma o velho aforismo que diz que «o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente».
Por isso, os seus técnicos devem ser possuidores de ética, honestidade e sentido de responsabilidade perante toda a sociedade.
Não é por acaso que a «Associação APECOM critica o consultor de comunicação que ajudou Passos a liderar o PSD». A Direcção da Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas (APECOM) emitiu ontem um comunicado em que se demarca das declarações de Fernando Moreira de Sá, consultor de comunicação que admitiu a manipulação da comunicação social e de debates durante o processo de eleição de Pedro Passos Coelho como líder do PSD, em 2010. Pretende com esta admoestação «separar o trigo do joio», para que os outros técnicos não sejam lesados por suspeitas de serem iguais.
Imagem do Google
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
PODER DO MARKETING E DA PUBLICIDADE
Publicada por
A. João Soares
à(s)
16:57
2
comentários
Etiquetas: abuso do poder, ética, honestidade, marketing, publicidade, sentido de responsabilidade
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
CUSTO DA DIARIA DA TROIKA NO SHERATON
Com o nível de vida (à custa do Estado) dos nossos políticos e a qualidade dos carros em que se deslocam), este luxo da troika é inevitável. Eles concluem que somos o país mais rico do mundo!!!
Publicada por
A. João Soares
à(s)
14:19
1 comentários
Etiquetas: abuso do poder, despesas
sexta-feira, 22 de março de 2013
A situação política, vista à maneira de José Gil
Transcrição (por alto) de passagem do livro de José Gil «Portugal, Hoje – O Medo de Existir», de Relógio D’Água Editores, Novembro 2004 que vem ao encontro do muito que tem sido escrito ultimamente acerca da crise complexa que estamos a atravessar:
«Ao aceitarmos o descaramento com que certas medidas são tomadas, estamos a aceitar o desaparecimento de toda a ética da vida política. E estamos a deixar que novamente o nevoeiro nos envolva e que o terreno propício ao enquistamento (a não inserção) se desenvolva. Estamos a aceitar que este se estratifique no nosso inconsciente, e assim se justifique o declínio da democracia.
Se este tipo de duplo-esmagamento (do poder apoiado pelos mídia e do medo existencial) não produziu microterrores (que virão muito depois), ele prolifera agora através do duplo efeito do controlo da televisão pelo poder e do controlo dos territórios existenciais pela televisão O PM compreendeu perfeitamente a importância do capital simbólico que a imagem mediática confere. O prestígio, o carisma de origem «divina» que afecta os gestos, a imagem, as palavras do sujeito mediático encerra uma mais-valia simbólica que o torna puro, imediatamente atraente e «belo». A imagem transforma (pelo menos tendencialmente) o antipático em simpático, o repulsivo em aceitável. A aura mediática muda o facto em direito e valor.
Com tanta magia assim ganha, o homem político mediático corre o risco de julgar que tudo pode, que as maiores asneiras, erros, desgovernações lhe serão imediatamente perdoados ou melhor, que eles serão afectados de uma espécie de «impunidade», de «ligeireza», de «irrelevância» que não contarão no balanço final eleitoral – porque, afinal, não se inscreverão na memória popular. A isto chama-se também populismo, demagogia imanente (que se enraíza endemicamente no nosso país, no «nacional porreirismo», naquele gregarismo «da malta», que traduz a força extraordinária da cultura popular portuguesa que atravessou as barreiras de classe e de estatuto, num país «provinciano» em que nem a nobreza nem a burguesia conseguiram produzir culturas verdadeiramente autónomas, duradouras e consistentes).
… leva-nos de novo à génese da nossa passividade de cidadãos livres.
Porque é que deixámos chegar as coisas a este ponto? Porque é que uma maioria da população não se indigna e protesta ao ponto de obrigar o Governo a mudar de direcção? De onde vem a nossa anestesia, a nossa complacência, enquanto povo perante actos que fazem perigar a democracia?»
NOTA: Se procurarmos observar as realidades à nossa volta, as interacções entre vários factos e fizermos um esforço para responder às dúvidas que se nos levantam, certamente faremos evoluir o nosso conceito de cidadania, sair da concha da complacência ou da indiferença e teremos uma participação mais activa na nossa sociedade, de que dependemos e para cujo desenvolvimento todos devemos colaborar.
Imagem de arquivo
Publicada por
A. João Soares
à(s)
19:01
0
comentários
Etiquetas: abuso do poder, complacência, Democracia, indiferença, indignação, mediatismo, realidade
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Banca Suíça no caminho da ética
Transcrição
"Suíça ameaça cleptocracia mundial"
"Bloqueados 100 milhões de dólares do presidente angolano.
"Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais.
O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo.
Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes:
- 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005;
- dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados;
- os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire;
- mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares.
É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sediados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.
No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)?
Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares?
Usou-se o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade?
Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético?
Que autoridade terão, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados?
Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo antidemocrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?
Na Wikipedia lê-se:
"Os habitantes de Angola são, em sua maioria, negros (90%), que vivem ao lado de 10% de brancos e mestiços. A maior parte da população negra é de origem banta, destacando-se os quimbundos, os bakongos e os chokwe-lundas, porém o grupo mais importante é o dos ovimbundos. No Sudoeste existem diversas tribos de boximanes e hotentotes. A densidade demográfica é baixa (8 habitantes por quilometro quadrado) e o índice de urbanização não vai além de 12%. Os principais centros urbanos, além da capital, são Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela, e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Angola possui a maior taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) e de mortalidade infantil do mundo. Apesar da riqueza do país, a sua população vive em condições de extrema pobreza, com menos de 2 dólares americanos por dia."
O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fáticos portugueses relativamente ao "milagre angolano" (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.
Os fundos comunitários europeus aproximam-se do fim. Os portugueses, entretanto, não foram capazes de preparar o país para o futuro difícil que se aproxima. São muito pouco competitivos no contexto europeu. As suas elites políticas, empresariais e científicas são demasiadamente fracas e dependentes do estado clientelar que as alimenta e cuja irracionalidade por sua vez perpetuam irresponsavelmente, para delas se poder esperar qualquer reviravolta estratégica. Quem sabe fazer alguma coisa e não pertence ao bloco endogâmico do poder vai saindo do país para o resto de uma Europa que se alarga, suprindo necessidades crescentes de profissionais nos países mais desenvolvidos (que por sua vez começam a limitar drasticamente as imigrações ideologicamente problemáticas): Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega... No país chamado Portugal vão assim ficando os velhos, os incompetentes e preguiçosos, os indecisos, os mais fracos, os ricos, os funcionários e uma massa amorfa de infelizes agarrados ao futebol e às telenovelas, que mal imaginam a má sorte que os espera à medida que o petróleo for subindo dos 60 para 100 dólares por barril, e destes para os 150, 200 e por aí a fora...
A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colónia portuguesa. Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos. E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da actividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitectos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o governo português, desesperado com a dívida... E com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores econômicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação. E os princípios? E a legalidade?
Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim e, pelo contrário, viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa, onde fica a coerência de Portugal?
Micheline Calmy-Rey, ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que tanto é ladrão o que rouba como o que fica à espreita ou cobra comissões das operações criminosas."
Recebido por e-mail do amigo FR
Publicada por
A. João Soares
à(s)
17:28
9
comentários
Etiquetas: abuso do poder, Corrupção, ética
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Sócrates não se demite
Depois de o Público ter lançado a ideia de que Cavaco marcou reunião do Conselho de Estado após “ameaças” de que Sócrates poderia demitir-se, surgiu com rapidez a notícia de que Gabinete garante que Sócrates não ameaçou demitir-se.
Foi um esclarecimento politicamente correcto, antes que se levantasse uma pressão de tal peso que levasse o PM a aceitar o desafio. Isso seria errado para ele, pois não teria garantia, segura nem talvez provável, de sobreviver. Por mais deslumbrado que lhe chamem, é um lutador com apurado sentido da sobrevivência e apego ao poder e não é desprovido de inteligência.
O suicídio, hara-Kiri ou seppuku, é uma solução dos honrados e nobres Samurais, para defesa da honra que consideram mais valiosa do que a própria vida.
Sócrates não iria arriscar tanto pelo simples projecto das Finanças Regionais. Aguentou os vários fracassos das promessas feitas na campanha eleitoral de 2005; aguentou o caso das habilitações académicas e desistiu do processo contra o professor António Balbino Caldeira Do Portugal Profundo; aguentou as suspeitas sobre o caso Freeport em que a sua exaltação nervosa na AR nada esclareceu antes o lesou mais; aguentou o caso com o jornalista João Miguel Tavares, de que desistiu em tribunal; aguentou o não cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Governo para o Magalhães; e aguentou a desistência da criação do aeroporto de Lisboa na Ota. Entre outros projectos e promessas.
Tudo isto leva a não se ficar surpreendido com a comunicação do gabinete que mostrou muita esperteza e sentido de oportunidade a não perder, embora para dizer o que é lógico e coerente com a personalidade da entidade. Tudo leva a crer que Sócrates não se demitirá, não imitará António Guterres, dotado de qualidades diferentes.
Publicada por
A. João Soares
à(s)
18:42
4
comentários
Etiquetas: abuso do poder, coerência
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O saque ao erário não tem limites
Há situações escandalosas que vêm a público apenas ocasionalmente, o que deixa fora de vista o horizonte limite destas poucas vergonhas. Daí as suspeitas recaírem generalizadamente sobre todos os políticos, embora possa haver eventuais excepções.
Depois de um alto responsável pela ERSE se ter demitido e ficar com um ordenado fabuloso durante dois anos, da rápida promoção de um antigo empregado de balcão da CGD, ser nomeado administrador, passar para o BCP e, depois, ser promovido pela CGD a um escalão superior, assim como dos ordenados dos administradores do BdP aliados a regalias vitalícias mesmo que desempenhem as funções apenas algumas horas, aparece agora um caso não menos espantoso.
Um ex-chefe de gabinete de José Sócrates que é presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP, 98 mil euros, salário anual, referida no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais. Este número representa que recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro.
A justificar essa remuneração, no ano passado, teve o incómodo de assistir a 10 (dez) reuniões que a «comissão especializada de sustentabilidade e governo societário» realizou. Por cada comissão em média recebeu 9800 euros, equivalente a cerca de 22 salários mínimos nacionais, mensais (por uma reunião de poucas horas!!!).
Para conhecer melhor o assunto poderá ser lida a notícia no Correio da Manhã de hoje.
Publicada por
A. João Soares
à(s)
17:50
2
comentários
Etiquetas: abuso do poder, ambição, exploração, saque
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O poder em «boas» mãos !!!
Na Freguesia de Argival, Póvoa de Varzim, o presidente da Junta ameaçou com «três tiros» os deputados da União Eleitoral de Argival, na oposição, durante a última Assembleia de Freguesia. O incidente não teve graves consequências porque o público presente conseguiu segurar o autarca Adolfo Ribeiro.
Esta sessão extraordinária da assembleia tinha sido pedida pelos três membros da lista independente para discutir o que consideram ser "uma má administração do património", por parte do executivo de maioria PSD.
Domingos Silva, o cabeça de lista da UEA, queixou-se da falta de energia eléctrica no cemitério, do abandono a que está votada a Fonte da Senhora dos Milagres e da forma como foram feitas as obras na sede da Junta. O deputado independente quis ainda saber os contornos dos negócios, primeiro, da venda "ao desbarato" dos terrenos junto ao lavadouro à Agros e, segundo, da cedência de terrenos à associação local, "Argevadi".
Em resposta "o presidente da Junta disse, aos gritos: "Vocês são uns calhaus com dois olhos. Se tivesse aqui a 'p….' dava-vos três tiros a todos", segundo contou Domingos Silva.
Noutra autarquia mais no centro do País, o presidente da Câmara de Oliveira do Bairro e o vice-presidente podem vir a perder o mandato por terem omitido em 2006, à Comissão Regional da Reserva Agrícola Nacional (CRRRAN) que têm interesses particulares num projecto de ampliação – ocupando terrenos situados em Reserva Agrícola Nacional - da empresa Metalcértima a que ambos estão ligados. Violaram o princípio de não patrocinar interesses particulares, próprios ou de terceiros.
Se no primeiro caso, há ausência de autocontrolo, educação, sentido democrático e respeito pelos opositores e público presente na reunião, no segundo caso trata-se de um aproveitamento das funções públicas de autarca para benefício próprio ou de familiar (foi alegado a empresa pertencer à esposa). Casos como este poderão existir em vários locais, como o mau carácter de muitos apolíticos leva a crer, pelo que se conclui que «denunciar é preciso» a fim de que situações imorais sejam banidas da vida pública que, além de prejudicarem os interesses nacionais constituem um mau exemplo para a população.
Publicada por
A. João Soares
à(s)
18:13
0
comentários
Etiquetas: abuso do poder, arrogância, imoralidade
