Apesar de Passos Coelho ter dito que o país está na direcção certa, O professor Marcelo diz que Passos devia admitir que Governo tem de mudar de rumo. Segundo o professor, «o primeiro-ministro em vez de discutir a mudança de rumo no meio do temporal disse como é que vai ser Portugal depois do temporal». E disse mais «Eu acho preferível sempre pôr as cartas na mesa e dizer que isto mudou na Europa e em Portugal e por isso temos de mudar algumas coisas. Só lhe ficava bem dizer isso, admitir que é preciso mudar de rumo, e só perde com o não fazer».
Confirma que Passos é muito teimoso, o que vem reforçar aquilo que tem sido aqui referido por diversas vezes como se pode ver numa rápida visita aos posts mais recentes.
Imagem de arquivo.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Governo tem de mudar de rumo
Publicada por
A. João Soares
à(s)
16:13
0
comentários
Etiquetas: diálogo, governar, rumo, transparência, verdade
domingo, 2 de dezembro de 2012
Sem bússola, sem Norte
Transcrição de artigo:
Perdido
Diário de Notícias. 02-12 1012. por PEDRO MARQUES LOPES, GESTOR
O nosso primeiro-ministro parece ainda não ter percebido que de cada vez que presta declarações fala com os cidadãos. Como os portugueses não estão propriamente interessados em ter conversas de café com o homem que os governa, convinha que tivesse alguma coisa para dizer quando lhes fala. E já agora de substancial ou, pelo menos, alguma novidade.
Na semana passada, Passos Coelho começou com um discurso, de quase uma hora, na Madeira, em que diagnosticou amnésia, sem que se tenha percebido muito bem a quem. Disse que "podia bem" com os adversários das suas políticas, afirmou a sua convicção na inteligência dos portugueses e jurou que a austeridade ainda não é excessiva. Fora os desconhecidos conhecimentos sobre psiquiatria, a habilidade para testes de inteligência e a bravata - as bravatas começam a ser um hábito de Passos Coelho -, nada de novo.
Depois, quarta-feira, o primeiro--ministro deu uma entrevista à TVI.
Após a votação da coisa a que alguns chamam orçamento, com a convicção na opinião pública a crescer de que a refundação ou a reforma do Estado não passa dum corte cego de quatro mil milhões de euros na despesa, afectando seriamente os alicerces do nosso edifício social sem que se conheça a alternativa, e sem ainda sabermos o que se passou com o Orçamento de 2012, fazia sentido Passos Coelho vir esclarecer-nos. Se não fosse pedir muito, talvez acender uma velazinha de esperança.
Mas eis o que tinha para nos dizer: o desvio colossal no défice de 2012 foi uma surpresa; renegociação, nem pensar (vai ser penoso ver o primeiro-ministro a anunciar brevemente a renegociação); a austeridade será redentora; o orçamento para 2013 é bom porque os deputados votaram (Passos Coelho ainda não percebeu o que se está a passar no PSD e no grupo parlamentar) e ele "espera que o Governo acredite nele"... A palavra de esperança foi esta: "Vai custar muito. Mas vamos lá chegar vivos." A cereja no topo do bolo. Ufa, ficamos todos muito mais aliviados...
Confirmamos que Passos Coelho quer mesmo criar um problema com Paulo Portas: a distracção do primeiro-ministro tem limites e ele com certeza sabe que um governo de coligação tem uma hierarquia formal e outra material. O Governo sem Gaspar pode continuar, mas não sem Portas. A guerra dentro do Governo e na coligação prossegue.
E a refundação, ou reforma do Estado ou reforma das funções do Estado? Em Fevereiro logo se vê. Pergunta-se: então onde é que param os planos feitos por aquelas equipas de sábios que rodeavam Passos Coelho? Por onde anda o conhecimento absoluto sobre todos os aspectos da governação que permitia mudar tudo três meses após a tomada de posse? Perdeu-se tudo na mudança de São Caetano para São Bento ou era uma colossal aldrabice?
Apareceu, porém, uma espécie de ideia: uma das partes da refundação ia ser feita através de pagamentos na educação pública. Ninguém percebeu em que tipo de ensino, de que forma, de que maneira ia ser feito, nada. Claro está, e para não variar, lá veio um ministro, neste caso o da Educação, no dia seguinte, desmentir o seu primeiro--ministro. Nada de novo, portanto.
Já percebemos que o primeiro-ministro não prepara as entrevistas, não estuda os temas e vai pensando enquanto fala. Mas, convenhamos, de quem anuncia uma refundação do Estado sem saber minimamente o que vai fazer, de quem desenha um orçamento criminoso e inconsciente, de quem propôs a alteração na TSU sem perceber o impacto da medida, não se pode esperar que prepare uma entrevista.
Passos Coelho vulgarizando as suas intervenções, não acrescentando nada, repetindo apenas meia dúzia de frases feitas em que já ninguém acredita, perde a atenção dos cidadãos quebrando um elo fundamental entre liderança e população. Como nunca, essa ligação era vital. Mas está, infelizmente, perdida.
O pior, porém, é já ser evidente que fora a sua fé cega no plano revolucionário pós-troikiano de Gaspar, Passos Coelho não tem uma ideia consolidada e estruturada sobre praticamente nada. E sempre que fala, isso torna-se claro para cada vez mais pessoas. Agora tem fé em Gaspar, outro guru se seguirá.
Nada pior do que sentir que quem nos lidera está ainda mais perdido do que nós.
Imagem do DN
Publicada por
A. João Soares
à(s)
22:00
0
comentários
Etiquetas: estratégia, objectivo, rumo, sentido de responsabilidade, transparência, verdade
domingo, 13 de maio de 2007
Rumo político ou incoerências?
Rumo político ou incoerências dos partidos?
Era suposto que a Política é a arte de governar a cidade; arte, doutrina ou opinião relativa ao governo os estados; conjunto de princípios que orientam a acção de um governo. Isto seria a Política com P maiúsculo, com uma estratégia, um rumo, um programa, orientada por um sistema de valores éticos e patrióticos que serviriam de exemplo aos cidadãos comuns. Mas, o mais vulgar é assistirmos a uma política com p minúsculo, com uma táctica em ponto pequeno que em vez de rumo, se limita a guinadas ao sabor das rajadas de vento, na resolução de casos de momento. É a intriga dos que dirigem ou pretendem dirigir os assuntos públicos.
Neste momento, estamos a assistir a essa incoerência entre uma boa estratégia e uma incrível tácticazinha, ao dar-se prioridade à Câmara de Lisboa em prejuízo dos interesses nacionais, do culto da honra, da ética.
Diz a Comunicação Social que o PS vai propor o Dr. António Costa, actual ministro de Estado e da Administração Interna, para o que terá de abandonar estas funções, em que estava a realizar tarefas de suma importância que estão longe de concluídas e muito menos de estarem aperfeiçoadas e consolidadas. É subalternizar o Governo de Portugal, os interesses nacionais, em favor de mesquinhos interesses de luta partidária, o que constitui uma enorme falta de respeito pelos Portugueses, pelos eleitores de todo o País. De entre as actuais tarefas do MAI, podem citar-se a da reorganização das Forças de Segurança, a da Protecção Civil e dos Bombeíros e a reestruturação da Administração Pública, para tornar a máquina do Estado mais ligeira, barata e eficiente, com menos burocracia e, consequentemente, menos vulnerável à tentação da corrupção.
Tudo isto é demasiado importante para alguém, inconscientemente, se dar à veleidade de parar tudo e entregar a tarefa a outro, provavelmente menos capaz e entusiasmado e que terá de começar tudo de novo, ou então ficar nas mãos de secretários de Estado já metidos no assunto. O que será uma situação difícil e pouco ética. Para maior gravidade, isto passa-se em vésperas de Portugal assumir a Presidência da União Europeia.
Por outro lado, a Comunicação Social refere que o provável candidato do PSD será o Dr. Seara, agora presidente da Câmara Municipal de Sintra. Trata-se de outra violento pontapé na ética, uma significativa incoerência, contra os interesses gerais e condicionado por mera luta partidária. Com efeito, Seara, torna-se num desertor, num homem sem palavra que foge ao cumprimento do compromisso tomado com os sintrenses e que não se torna credível perante os lisboetas que verão nele uma pessoa pouco séria que poderá abandoná-los, em qualquer momento, por interesses alheios ao compromisso que assumir perante eles. Há ainda a acrescentar que se trata de homem muito ligado ao futebol, o que nada abona em seu favor, numa altura em que pairam graves suspeições sobre todos os dirigentes deste desporto.
Realmente, se acontecer o que está a ser anunciado, dos políticos não podemos esperar sentido de Estado nem patriotismo, nem ética, nem capacidade para defender os interesse nacionais. Não merecem a mínima consideração e apoio de pessoas isentas bem pensantes. Estamos perante uma teatrada, em que cada um vai fazendo a sua palhaçada no palco para animar a plateia, sem ofensa para os verdadeiro artistas. Mas eles sabem que o povo menos esclarecido e sob os sedativos da propaganda, da banha de cobra, em atitude de ovelhas mansas, não vai deixar de dar o seu voto cego nas próximas eleições, indo responder aos caciques que os costumam pastorear e iscar com Tshirts, esferográficas, aventais e outras bugigangas com que se enganam os tolos. Infelizmente, é este o País que temos, e os espertos sem escrúpulos exploram estas debilidades.
Aconselha-se a leitura de (para abrir, basta fazer clique):
Escolher os melhores
Se Manuela rejeitar Seara avança pelo PSD
Sondagem interna impulsiona Seara como candidato do PSD
Nomes que aumentam o optimismo de Lisboa
Publicada por
A. João Soares
à(s)
10:28
2
comentários
Etiquetas: incoerência, política, rumo
