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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

JÁ TENS UM «SMARTPHONE» NOVO ???


Notícia do Jornal de Negócios diz que «Mercado de “smartphones” cresce 74% no semestre», o que levanta sérias dúvidas sobre a capacidade da generalidade dos portugueses para gerir racionalmente a sua vida.

A crise não gerou tendências de amadurecimento da forma de encarar o consumismo e a prevalência da ostentação, do apego a coisas superficiais, marginais, não essenciais.

Não é visível a ideia de estabelecer prioridades na vida privada e, por consequência, também é duvidoso que nas vidas profissionais as coisas tenham melhorado.

Imagem do Google

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sábado, 13 de abril de 2013

QUAL É A PREOCUPAÇÃO PRIORITÁRIA?


Li, há alguns anos que, na China, a maior parte dos membros do Governo e das principais instituições nacionais eram engenheiros agrónomos e hidrólogos, porque o problema a que era dedicada mais alta prioridade era o aproveitamento das vastas áreas agrícolas das planícies orientais e o controlo das grandes cheias vindas das áreas de montanha e que assolavam essas grandes planícies agrícolas.

Em Portugal, a maior parte dos governantes e dos seus protegidos são pessoas com estudos de direito, o que leva a perguntar a razão de tal opção. Será para que a Justiça funcione com mais agilidade? Parece que não, pois é essa a opinião da generalidade das pessoas com quem se fala. Será para que a legislação seja mais simples prática, compreensível e eficaz? Também não, como se depreende de muitos casos, em que a confusão se traduz em recursos sucessivos até que os casos sejam bloqueados por aparecer a prescrição. Será para que o Governo actue dentro da legalidade? Muito menos, como se viu agora no desrespeito pela Constituição, em que o Governo, depois da sua ilegalidade, em vez de pedir desculpa pelo seu erro, atribuiu culpas ao Tribunal Constitucional que apenas cumpriu o seu dever e justificou a sua existência.

Então como compreender que na recente mini-remodelação do Governo tivessem entrado quase só pessoas ligadas ao Direito? Será para aumentarem as restrições na vida dos cidadãos que agora, entre outras coisas têm de respeitar a velocidade máxima de 20 Km/h em alguns locais?

É para morrerem asfixiados que os cidadãos vão votar? Ou é para terem quem defenda os interesses colectivos e garanta melhores condições de vida com educação, segurança, saúde e crescimento económico que gere riqueza nacional e emprego?

Imagem de arquivo

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Prioridade, lugar ao mais importante

O frasco de maionese e café

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes...Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o....tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".

De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.

As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia representa as pequenas coisas.

'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.

Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.

Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...

Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo."

Texto recebido por e-mail
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domingo, 7 de junho de 2009

Prioridade errada dá mau resultado

Neste momento ainda não se conhecem os resultados definitivos das eleições para o Parlamento Europeu, mas como não gosto de perder tempo com as tricas e os pormenores «laterais», e procuro reflectir nos conceitos, reporto-me à afirmação de um «cabeça-de-lista» de um importante partido. Segundo ele, apesar de ter andado amparado pela mão de tutores do seu partido, cometeu o grave erro de ocupar a maior parte do seu tempo com uma questão «lateral», um "fait-divers" da campanha, perdendo, desta forma, o tempo que deveria ser destinado prioritariamente à questão «central».

Vale a pena ler a notícia «Vital diz que caso do BPN foi uma questão lateral na campanha». Um erro incompreensível numa pessoas que é tida como possuidora de um cérebro bem equipado. Este erro na selecção do que é «central» e do que é «lateral», é grave, pelo menos, para quem conhece a metodologia muito generalizada e referida nos posts «Pensar antes de decidir» e «Parar para pensar».

Melhor teria feito se, com o seu saber teórico, elucidasse os eleitores do que é a União Europeia para 0os europeus e para o mundo, e das funções do Parlamento Europeu. Dessa forma contribuiria para reduzir a abstenção que representa ignorância do que é representado pelas eleições de onde advém o desinteresse pela ida às urnas. A abstenção deve-se ao comportamento dos políticos e, pontualmente, à forma como a campanha foi conduzida desperdiçando tempo com questões laterais e «fait-divers», focados em ataques ao adversário em vez de mostrar valor nas próprias propostas apresentadas.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

As prioridades do Governo

Gostaria de transcrever, por cópia digital o seguinte artigo, mas não consegui ter acesso, pelo que vai aqui um trabalho de teclado, letra a letra. Mas o artigo de José Júdice, no jornal gratuito Metro de hoje merece o esforço. Uma redacção em estilo queirosiano que dá gosto.

Parafuso a Menos

Cada um sabe de si, é uma advertência que tenho de fazer aos leitores antes que me chamem louco ou inconsciente por acreditar que o Governo zela pela nossa segurança. A verdade é que desde meados de Agosto me sinto muito mais confiante, mais seguro e tranquilo em relação ao futuro da pátria, da União Europeia, do mundo e da civilização – e num plano mais egoísta, de mim mesmo – com a publicação pelo Governo de uma Declaração de Rectificação a uma portaria de Junho passado corrigindo o tamanho dos parafusos com que devem ser afixadas nas paredes as placas identificativas dos estabelecimentos comerciais.

Assinada pela directora do Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros, evidenciando que a gravidade do assunto chegou ao «staff» do próprio primeiro-ministro, fica determinado que as placas devem ser presas às paredes «através de parafusos de aço inox em cada canto, com oito milímetros de diâmetro e 90 milímetros de comprimento» e não, como anteriormente determinava a ignóbil portaria de Junho, num erro inadmissível ou num lapso inconsciente que punha em causa talvez não a segurança de pessoas e bens, mas certamente a segurança das placas, com parafusos de 60 milímetros de comprimento. Se aconteceu, não veio nos jornais. Será que caiu algum parafuso no «staff» da Presidência do Conselho de Ministros? É possível, mas o silêncio da oposição, que aproveitaria sem duvida essa oportunidade, não esclarece. Seja o que for, o Governo zela por nós e pela nossa segurança.

Ao aumento da criminalidade, o Governo responde com o aumento do tamanho do parafuso. À diminuição do PIB, manda quem deve que se aumente 50 por cento o comprimento do parafuso para estimular a nossa indústria. Ao desemprego, à incerteza, à insegurança, ao endividamento das famílias, ao preço do petróleo, ao aquecimento global, à corrupção e evasão fiscal, o Governo responde certamente o melhor que pode e sabe, aumentando o número de polícias na rua, de fiscais nas bombas de gasolina e nas Finanças, de assistentes sociais nas famílias carenciadas e o tamanho do parafuso. Era uma medida que se impunha. Há por aí muita gente a quem já falta um.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Democracia de eleitores iluminados

Transcrevo este texto do Professor João César das Neves, recebido por e-mail, que faz pensar nas capacidades do nosso povo para avaliação e análise das prioridades e escalas de valor. Embora dando um desconto a algum exagero literário, fica aqui concentrada uma série de vícios de apreciação que faz meditar no facto de, estando nós numa «espécie de democracia», serem estas pessoas a eleger, com o seu «elevado critério», os dirigentes políticos.
Certamente os líderes da UE, baseiam-se em conclusões como esta para menosprezarem o resultado do referendo irlandês neste regime democrático europeu!

Fumadores!!!
(João César das Neves é Economista e Prof. Universitário)

- Dona Fernanda, então por aqui? Agora me lembro, ainda não lhe dei os parabéns pelo seu homem. Vi-o no concurso da televisão. Que honra! Muitos parabéns! Fiquei orgulhosa como se fosse meu!

- É verdade, dona Cátia. Estamos muito contentes. Foi muito bom, até para compensar a desgraça da minha irmã. Não sabe? Imagine que o marido dela é administrador de um banco.
- Não me diga! Que vergonha! Mas qual? Daquele criminoso, o BCP?

- Olhe nem sei bem. Mas aquilo é tudo a mesma gente. Coitada da minha irmã, anda muito ralada! Felizmente que o amante está muito bem. Era segurança num bar, mas agora conseguiu ficar dado como deficiente por causa de uma sova que levou e o subsídio é excelente.

- Ainda bem! Que sorte! Olhe, essa sorte não tenho eu. Ando muito preocupada com o meu sobrinho. Não, não é com o homossexual. Não, esse está óptimo. Foi ao estrangeiro casar com o amigo e agora até estão a pensar adoptar uma criança por lá. O que me preocupa é o outro, o Zé. Tem um restaurante, imagine. Um restaurante de luxo.

- Ai, coitado! Em que se havia de meter! E tem tido muitas queixas?

- Pois. Calcule que nem sequer usava sabão líquido nas casas de banho e os exaustores são de baixa extracção. Estou com medo que mais cedo ou mais tarde acabe na cadeia, pobrezinho!

- Compreendo, compreendo. As ralações que temos! E então o que é que a traz por cá? Eu vou agora ali à direcção da escola queixar-me. Veja lá que a minha filha me disse que lá na escola não há máquinas de distribuição de preservativos na casa de banho das raparigas. Só na dos rapazes. Não é uma vergonha?

- Um escândalo. Depois se há problemas a culpa é dos pequenos! Eu também tenho de lá ir mas, infelizmente, é derivado ao comportamento do meu Ronaldinho.

- Não me diga que ainda é por causa da gravidez?

- Não, que ideia. Isso está tudo resolvido. Eles os dois trataram a questão com muito bom senso. Nem pareciam ter 13 anos! O aborto correu muito bem e o meu rapaz até já arranjou outra namorada bastante mais velha. Não, o que me preocupa é aquele grupo com que ele anda.

- Qual? A banda de rock satânico? Oh, minha amiga não se apoquente com isso. Nós lá em casa até dissemos ao nosso rapaz para criar uma. Antes isso que andar pelos ATL da paróquia com aqueles beatos a meter patranhas na cabeças dos miúdos. Na banda é muito mais seguro e saudável. Não só é artístico, como abre horizontes e um dia, quem sabe... Olhe, não me preocuparia nada com isso.

- Não, não é isso. Nós também estamos muito satisfeitos por ele andar com a banda. É um excelente meio de educação. Ao princípio ainda me chocavam um bocado as letras das canções, a falar de suicídio e sangue, mas agora até acho graça. Rapazes são rapazes, não é? Não, é muito pior. Ele também anda metido em coisas mesmo graves com aquele outro grupo clandestino. Já ouviu falar, não? Aquele grupo de fumadores que no outro dia até apareceu no jornal por um deles fumar dentro do metro.

- Que horror! O seu filho fuma? Mas isso faz imenso mal à saúde e polui o ambiente. Então ele pensa no aquecimento global? Esta juventude está perdida!

- Eu sei, eu sei! Tentámos tudo para o afastar do vício, mas nada. O meu marido até quis ver se o interessava em blogs pornográficos, chats neonazis e outras coisas que fossem também um bocadinho subversivas e clandestinas mas não fizessem tanto mal. Mas nada! Ele não larga o cigarro! A culpa é do meu homem e eu já lhe disse. Imagine que quando o miúdo era pequeno lhe dava pistolas e outros brinquedos de violência. Claro que tinha de ter esta consequência, não era?

- Que horror! Imagino como anda apoquentada. E nos estudos, que tal anda ele? Os meus,, antigamente, era um castigo. Davam muitos erros de ortografia mas isso agora, com este novo programa para o insucesso escolar, deixou de criar problemas porque já não conta. E, mesmo na Matemática, o que interessa é a criatividade dos miúdos. Se os professores explicam mal que culpa têm os pequenos?

- Eu digo o mesmo. Se eles depois acabam todos no desemprego, ao menos gozem a juventude...

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Travar para pensar

De autor não identificado, recebido por e-mail, merecendo reflexão, nos tempos em que se argumenta com exemplos estrangeiros («comparado»), nem sempre bem escolhidos.

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas. Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superávites orçamentais seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem, perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza. A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e sub-dimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Crescimento, escolas, PIB

O bastonário da Ordem dos Economistas, Murteira Nabo, defende que, após controlado o défice, é preciso dar prioridade ao crescimento da economia.

Eu diria que, em permanência, independente do défice, não deve ser perdido de vista o objectivo do crescimento e tão acentuado quanto for possível, para não aumentarmos a distância que já nos separa da média europeia. E para haver crescimento sustentado, tem de haver saúde, segurança pública e social e trabalho e, principalmente, um ensino eficaz adequado às necessidades do País.

Quanto a esta necessidade do ensino, em que devem ser dadas prioridades aos bons resultados da formação de pessoas produtivas, eficientes para a sobrevivência do Estado Português, é chocante a forma como hoje é noticiada uma medida humanitária muito louvável, mas que não deve ser encarada desta forma. Diz a notícia que «as escolas que não dêem PRIORIDADE na matrícula às crianças com necessidades educativas especiais de carácter permanente serão alvo de um processo…».

Esta forma de expressão distorce a realidade e os objectivos. Uma escola deve ter por PRIORIDADE a formação de pessoas com que Portugal poderá contar para a sua sustentação como Estado independente e com crescimento do PIB (Prazer Interno Bruto), isto é, para o aumento do bem-estar e da felicidade das populações. Esta prioridade reconhecendo e premiando o mérito dos melhores estudantes, dos que evidenciam maiores capacidades, deve ser inconfundível. Não deve ser colocada ao mesmo nível nem em paralelo com as acções humanitárias em relação às crianças diferentes carecendo de educação especial. Este é outro assunto, merecedor da melhor atenção e do apoio mais eficiente que for possível, por forma a assegurar-lhes a melhor qualidade de vida. Mas não pode ser PRIORITÁRIA em relação à formação dos mais aptos. Usando esta prioridade nas actividades da escola, seria como colocar no pódio de uma maratona os três últimos a chegar à meta, ou mesmo os três que desistiram a maior distância da meta.

E a propósito do PIB, Helena Sacadura Cabral, num jornal gratuito, diz que aprendeu de um professor que «a economia é a arte de adequar o sonho à realidade», mas, posteriormente, descobriu que há uma outra incógnita: a política. A economia deve funcionar para as pessoas, para o PIB, prazer interno bruto. Deve haver a preocupação de analisar o nível de felicidade dos cidadãos, como um dos aspectos cruciais sobre o qual os governantes deveriam passar a debruçar-se. Não com a finalidade de obter mais votos, mas para terem a consciência de que a economia e a política só têm importância real se as decisões contribuírem para a felicidade e a melhor qualidade de vida daqueles a quem se destinam. E as pessoas do povo consideram necessário para a sua felicidade, ter saúde, segurança e trabalho, temas que esperam a boa actuação, dos ministérios da Saúde, da Justiça, da Administração Interna, da Educação e do Trabalho e Segurança Social.

Estes três temas, surgidos em separado, estão muito relacionados e merecem profunda meditação, por parte dos governantes para aumentarem este PIB e, por parte dos cidadãos, para avaliarem em permanência o desempenho dos seus eleitos e olharem-nos com espírito crítico muito realista.

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