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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

HAJA PAZ E NÃO GUERRA


É muito citado o ditado latino «SI VIS PACEM, PARA BELLUM» que significa "se quer paz, prepare-se para a guerra". Mas note-se o uso do verbo preparar e não do verbo fazer. Preparando-se para a guerra, cria-se poder dissuasor que impede os outros de atacar. Mas, fazendo a guerra, obrigam-se os outros a procurar vencer e daí vem a escalada de violência em que, mesmo os derrotados, alimentarão o ódio e o desejo de retaliação e de vingança, por qualquer meio, e será um inferno duradouro. Repare-se que o crime hediondo do dia 13 deu, de imediato, a retaliação sobre territórios do Médio Oriente e depois...

Os crimes prescrevem. Não devemos dificultar a boa convivência futura com ideias vingativas assentes em erros do passado, mais ou menos distantes. Se queremos construir um mundo melhor, mais harmonioso, devemos procurar olhar mais atentamente para a preparação do futuro, sem esquecer os pontos válidos do passado e evitando os erros antigos. Mas há poucos políticos competentes para essa grande tarefa, que tenham coragem de resistir às pressões malditas dos ambiciosos donos do capital internacional.

Haja filósofos que ensinem as pessoas a respeitar as outras por mais diferentes que sejam. O RESPEITO MÚTUO será a ferramente mais eficaz para a harmonia planetária, para criar Nações Unidas, de verdade. Em vez de agressão é preferível a conversa, a negociação, quer directamente entre os confrontados, quer com ajuda de intermediários. Os diplomatas devem ser mais intervenientes do que os militares.

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Negociar, coligar em vez de utilizar as armas

No jornal Público de hoje, vem uma notícia, de Jorge Heitor, que talvez seja de bom augúrio, pois poderá significar uma mudança da visão de Bush sobre o mundo. O título é significativo «Presidente Bush defende no Benim uma solução partilhada para o conflito no Quénia» Segundo ela, os EUA gostariam que o chefe de Estado queniano, Mwai Kibaki, entregasse uma parte do poder à oposição, o Movimento Democrático Laranja (ODM) , para se acabar com a violência. Ou será que esta intenção pacífica se deve a não haver ali petróleo?

Hoje a secretária de Estado, Condoleezza Rice, faz uma visita a Nairobi, levando a mensagem de que Washington deseja o fim da violência e um acordo de entendimento entre as partes em contenda.

Mas um alto funcionário norte-americano observou, segundo a Reuters, que a partilha do poder deverá demorar algum tempo a preparar. O anterior secretário-geral da ONU, Kofi Annan, desde há semanas no Quénia, e mesmo muitos quenianos crêem que uma grande coligação seria a melhor solução. Porém na origem do conflito está a dúvida sobre quem, na verdade, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro, muito disputadas entre Kibaki e o líder do ODM, Raila Odinga.

A oposição gostaria de ver redigida uma nova Constituição, tomar parte num Governo provisório e realizar novas eleições dentro de dois anos; mas o poder não se mostra com vontade nenhuma de que se volte às urnas antes de 2012.

Esta atitude dos EUA, no sentido da resolução do diferendo pela negociação, pelas conversações, de forma pacífica, constitui a melhor alternativa à luta armada que destrói vidas, património e o ambiente de confiança no futuro. Muito aqui tem sido publicado, de que selecciono os seguintes posts:

- Relações internacionais são interesseiras
- A Paz pelas conversações
- Ausência de autoridade internacional. ONU ineficaz
- Vulnerabilidades da ONU
- Crises em África

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