Têm surgido alertas para o perigo da austeridade excessiva, que reduz o poder de compra da população, a diminuição do consumo, o encerramento de empresas e o consequente aumento do desemprego e, por outro lado, desde há anos que têm sido advogadas outras soluções para normalizar a dívida sem onerar demasiado a capacidade de crescimento e o bem-estar das pessoas.
Agora Manuel Maria Carrilho recorda os anos entre 1928 e 1932, em que a austeridade, a recessão e o desemprego na Alemanha atingiram valores galopantes que acabaram por favorecer a ascensão de Adolfo Hitler. Isto deve constituir um alerta a respeitar pelos governantes europeus, principalmente dos países que estão em plena crise.
Mas, como os grandes problemas não se resolvem olhando apenas para os aspectos negativos, é conveniente referir também a solução apontada hoje por Cavaco Silva que, para vencer a recessão, considera necessária u utilização das seguintes alavancas: investimento, turismo, exportações e queda menos drástica do consumo. Este é um conselho sensato para conseguir o crescimento da economia e o bem-estar das populações.
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Solução para vencer a recessão
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Vale do Tua. Desprezo por turismo e agricultura
Transcrição de artigo:
Há algo de podre no vale do Tua
Diário de Notícias. 01-12-2010. Por DANIEL CONDE (Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua)
Há algo de podre no vale do Tua, e não é o fantasma do futuro a trazer um travo a esgoto das águas eutrofizadas da albufeira do Tua.
Há algo de errado quando um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Conformidade Ambiental de Projecto de Execução (RECAPE) afirmam numa base científica que a barragem vai ser desastrosa a nível regional e insignificante a nível nacional, mas a barragem avança.
Há algo de errado quando a Linha do Tua tem vindo a ser abandonada ou mesmo mencionada no caso Face Oculta, mas a culpa da má manutenção da via e estações é atirada como que para os próprios utentes que a utilizam. Há algo de muito errado quando um consultor da UNESCO afirma deslumbrado que a Linha do Tua tem todas as condições para ser considerada Património da Humanidade, reiterando o que disse o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) sobre o seu valor patrimonial único, mas depois os ministérios do ambiente e da cultura (e depois o próprio Igespar) concluem que nem o vale nem a Linha do Tua têm valor patrimonial ou ambiental algum, arquivando com uma celeridade desconcertante o processo de classificação desta como Património Nacional.
Algo não está bem quando os comboios da Linha do Tua ficam sobrelotados de turistas, quando o Plano Estratégico Nacional de Turismo e o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte prevêem maravilhas turísticas para esta região, e quando um projecto de turismo ferroviário para a Linha do Tua fica em terceiro lugar num concurso nacional de empreendedorismo, e a CP e a Refer fecham as portas à sua exploração turística.
Algo de muito errado se passa quando com um projecto ferroviário de baixo custo se poria um madrileno em Bragança em duas horas, e nos debates havidos em Trás-os-Montes sobre desenvolvimento ninguém diz uma palavra sobre caminhos-de-ferro.
Muito mal vai o estado da Democracia quando a voz de 18 mil peticionantes contra a construção da barragem do Tua e a favor da reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua, defendendo inclusivamente métodos alternativos mais baratos e mais eficientes de produção e poupança de energia, não é ouvida ou não é suficiente para calar a de meia dúzia de indivíduos mal intencionados e de carácter duvidoso.
A lista de incongruências, atropelos, e laivos de actividades amplamente contempladas no Código Penal avoluma-se. Vagas de estudos científicos e pareceres de especialistas - de entre os quais UNESCO e Comissão Europeia - que apontam um severo dedo à barragem do Tua e coroam de louros o vale e a Linha do Tua, esboroam-se com um rumor de espuma do mar contra sabe-se lá que perigosos rochedos e contracorrentes.
Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede...
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Urbanismo vs estética
Por várias vezes passou pela caixa de entradas um anexo com imagens das recentes construções «turísticas» em Sesimbra, mesmo a beijar as areias e a ter os alicerces regados pelas ondas naquela vila de pescadores.
Mas essa agressão ao ambiente, à paisagem que deleitava os olhos dos residentes e dos visitantes não é caso único. Os autarcas mostram pouca sensibilidade para aspectos estéticos e ambientais e menor resistência à pressão dos construtores. É o caso das lixeiras selvagens que se têm disseminado por todo o País e irão ser retiradas em grade parte por cidadãos voluntários conscientes de que o ambiente é um recurso que deve ser preservado.
Mas, propriamente semelhante ao caso das edificações de Sesimbra, há em Cascais os edificios que substituem o antigo Hotel Estoril Sol que, ao ser construído, foi alvo de tantas críticas que deviam ficar de lição.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Turismo a encarar de forma consistente
É vulgar ouvir-se dizer que o futuro de Portugal depende do turismo. Mas a sorte não cai no prato sem ser cozinhada. O artigo a seguir transcrito evidencia que se trata de uma actividade económica que exige pensamento profundo, coerente, lógico e abrangente de actividades convergentes e interactivas.
O Dubai, perante as perspectivas do fim do petróleo como «ouro negro»,teve uma ideia inteligente, a de estruturar a sobrevivência do País com recurso a outras fontes de divisas e concluiu que o turismo e as novas tecnologias (informática) bem poderiam ser a chave do futuro.
Mas lá, tal como tinha acontecido no Algarve, cometeram o erro de pensar que o turismo se esgota no «bronzeamento dos presuntos» e construíram abundantes instalações hoteleiras perto da areia das praias.
Também não basta criar campos de golf nos terrenos que sobram nos estreitos intervalos da densa rede de auto-estradas. Em Portugal há muita riqueza para atrair estrangeiros que, além do bronze, procurem aumentar a cultura e os conhecimentos na ânsia de manter o cérebro activo e adiar a chegada do Alzheimer. Desde os marcos históricos da antiguidade, mais ou menos remota, como os castelos e fortalezas ao longo da fronteira, as Linhas de Torres, Aljubarrota, Montes Claros, Buçaco, Almeida, às antigas aldeias de Monsanto, Sortelha, Tibaldinho, etc., há o património museológico industrial e agrícola, e as indústrias tradicionais como a louça de barro preta, em que se destacam Molelos, na encosta Leste do Caramulo, Bizalhães na encosta leste do Marão e Ribolhos no concelho de Castro Daire.
Da louça de barro preta, as três referidas são diferentes entre si e os entendidos não têm dificuldade em as identificar. Por exemplo a de Molelos é tão perfeita que chega a ser confundida com lindas peças de estanho, minério muito abundante na zona.
Isto serve para dizer que apostar no turismo não é para amadores, mas para pessoas com grande capacidade de definir a globalidade do problema para dele ser tirado o máximo proveito em todos os aspectos. Por exemplo: que proveito Portugal tem tirado das pegadas de dinossauro em Belas que ocasionou um acréscimo de quase três milhões de contos na construção da CREL, ou da Pedreira do Galinha em Mira Daire comprada pelo Estado por quase um milhão de contos, ou das gravuras de Foz Côa que fizeram parar a barragem onde já tinham sido investidos mais de 20 milhões de contos, e que impediu reduzir a dependência do petróleo tão nocivo para a atmosfera e o efeito de estufa.
Precisamos de bons políticos e de elites pensadoras prestigiadas que sejam ouvidas antes de serem tomadas decisões de fundo.
Eis o artigo referido:
CRÓNICA DE O 'EXPERT' IGNORANTE
Ferreira Fernandes
Quando os americanos aboliram a polícia e o exército iraquianos, lamentei não me terem contratado para conselheiro. Ter-lhes-ia dito: eh pá, matem os generais mas passem a mão pelo pêlo a uns coronéis. Nenhum país, sobretudo invadido, pode prescindir de oficiais locais (e de exército e de polícia). Mas ninguém me quis ouvir. Agora, foi com o Dubai. Ao princípio também fiquei impressionado com aquelas ilhas em forma de palmeira gabadas pelo Beckham e pelo Figo, aquele prédio mais alto do mundo, aquelas construções desenfreadas e propostas para que os turistas as comprassem. Um dia, fui lá. Dar um passo fora da porta era ficar com os óculos embaciados pela fornalha exterior. E porquê sair quando a cidade era cimento armado sem um só velho bairro árabe para visitar? Por essa altura, as melhores revistas mundiais tinham páginas sobre o El Dorado dos investidores imobiliários. Mas quem poderia querer uma casa num lugar impossível de viver, quanto mais fazer turismo? Esta semana, eis a capa da Newsweek: "Dubai, acabou a festa!" O mundo está perigoso quando eu, nulidade em defesa e em economia, sei mais que os senhores do mundo.
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domingo, 13 de janeiro de 2008
Portugal País de turismo?
As palavras são empregues muitas vezes sem ser tomado em devida conta o seu significado. Dizer que Portugal, pelo simples facto de ter sol e praias, é um País de turismo, não parece uma afirmação correcta. Que espécies de turismo: científico, religioso, desportivo, cultural? Que pólos de atracção existem por todo o rectângulo para cativar quantidades de visitantes com poder de compra?
No Público de hoje, vem o artigo de Maria Antónia Zacarias, com o título «Património rural e arquitectónico do Alentejo está esquecido». Mas, infelizmente, pelo interior do Portugal Profundo, encontramos muito outro património arqueológico, arquitectónico, cultural, em que é de salientar a quantidade de antigas fortificações ao longo da fronteira das Beiras, Trás-os- Montes e Minho, bem como de património arquitectónico propriamente rural de que fazem parte pontes, fornos, adegas, chaminés, estábulos, moinhos, fontes e celeiros, entre outros tipos de construções rurais, como as pequenas oficinas de alfaias agrícolas.
Como a autora do artigo diz, «há imensos recursos que podem ser aproveitados para desenvolver as condições sócio-económicas das populações transfronteiriças». Mas as ruínas são a imagem mais visível, evidenciando um desprezo que nada nos valoriza aos olhos de qualquer turista com apreço pelos aspectos culturais.
É urgente elaborar um guia que seja ser um verdadeiro e rigoroso inventário do património,de todos os recursos arqueológicos, arquitectónicos e rurais e com identificação precisa dos que necessitam de intervenções urgentes e, depois, proceder a contactos com as agências turísticas para a sua integração em rotas que os valorizem aos olhos dos interessados.
Há actividades regionais, artesanais, culturais que seriam valorizadas e contribuiriam para o desenvolvimento sócio-económico-cultural das populações locais. O investimento que se faça neste sentido, valorizando, recuperando e conservando tal património, pode não ter efeitos imediatamente visíveis, mas, a médio e longo prazo, traz dividendos ao conjunto do País. E, então, poderá dizer-se que somos um País de Turismo.
Mas é preciso que as autoridades locais e centrais se consciencializem de que se deve começar por chamar a atenção para o mau estado de conservação em que se encontra grande parte do património.
É de esperar que se inicie uma linha de investigação e valorização do património arquitectónico regional, como contributo para o desenvolvimento social, económico e turístico das zonas rurais e para reforçar os elementos de identidade da população. Não posso deixar de referir uma campanha de divulgação das antas, dólmans ou orcas da Beira Alta, levada a cabo pelo blogue AquidAlgodres a que outros da região se associaram. Iniciativas deste género são um contributo interessante para dar a conhecer as riquezas de uma região e atrair turistas culturais.
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
Como é encarado o Turismo?
No jornal Destak de hoje lê-se o seguinte:
SAÚDE Depois de o ministro da Saúde não ter comentado a crise no hospital de Faro, Pedro Nunes, da Ordem dos Médicos, disse ao Destak que as condições nas urgências daquele hospital são «terceiro-mundistas ».
Sendo o Algarve a maior fonte de receitas provenientes do turismo, seria lógico que as condições de apoio de saúde, em vez de «terceiro-mundistas» apresentassem um grau de qualidade ao nível dos países europeus.
Tem de haver coerência, ou se quer turismo ou não; mas, se o queremos, temos de agir em conformidade. E para que os turistas não se apercebam de que vivemos de política de fachada, convém que todo o País dê ao exterior uma imagem real de uniformidade em todo o território, com eficientes apoios dos serviços essenciais.
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domingo, 28 de outubro de 2007
Boa notícia vinda do Alentejo
Alentejo quer formar 11 mil trabalhadores no turismo
Roberto Dores
O sector turístico alentejano vai precisar de duplicar os 11 mil trabalhadores que actualmente preenchem os quadros das unidades hoteleiras para responder aos vários investimentos previstos para a região, nos próximos cinco a dez anos. As micro, pequenas e médias empresas receiam, por isso, perder a mão-de-obra para os grandes projectos e reclamam uma "urgente formação" de pessoal, que pode passar pela instalação em Évora de uma escola de hotelaria.
A preocupação da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) tem por base os cinco mil novos empregos previstos para os empreendimentos do Litoral Alentejano - Pinheirinho, Costa Terra e Tróia Resort -, a que se seguem mais seis mil para integrarem as 11 unidades territoriais previstas para Alqueva e para os cinco complexos que já obtiveram o estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN) projectados para Évora - Herdade dos Almendres, Évora Safari Park, Herdade dos Padres, Herdade das Fuzeiras e Évora Resort. Este último é liderado por Jaime Antunes, um empresário que ambiciona transformar a capital do Alto Alentejo num destino de golfe, através de um investimento global de 800 milhões de euros.
E os empresários debatem-se já com a falta de mão-de-obra qualificada, uma vez que apenas 20% dos trabalhadores frequentaram cursos de hotelaria e turismo. "Corremos sérios riscos de ver as grandes unidades irem buscar pessoal às empresas pequenas, quando precisarem de 200 ou 300 trabalhadores", alerta Francisco Zambujinho, presidente da ARPTA.
O presidente da Região de Turismo de Évora, João Andrade Santos, garante que o plano turístico para o Alentejo projectado em 2002 falhou, justamente, "devido à falta de recursos humanos", aproveitando para reivindicar para Évora uma escola superior de hotelaria.
E a crescente procura parece justificá-la. Até Agosto, as 134 unidades hoteleiras do Alentejo tiveram uma receita de 40 milhões de euros, quando no período homólogo de 2006 não foram muito além dos 30 milhões.
NOTA: O desenvolvimento do País depende do dinamismo dos empresários, da sua capacidade de prever, planar definir uma estratégia de longo prazo. Isso não cabe ao Governo e a população não pode esperar dele o impossível. Aos poderes políticos compete criar as normas que enquadrem as iniciativas privadas, acelerando-as e não as entravando com burocracias que só interessam à corrupção e prejudicam o País.
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A. João Soares
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Etiquetas: desenvolvimento, formação, mão-de-obra, turismo
