Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Esta frase é muito antiga e está na base dos estudos e das investigações ligadas a tudo o que respeita à biologia, à mineralogia, à geologia. As transformações podem tornar-se visíveis ao fim de séculos ou após poucos dias ou horas. Tudo o que tem início tem fim.
Este rememorar do conceito referido vem a propósito da notícia Passos perde apoio dos 'seus'
em que, acerca do desagrado do não pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos em Junho, são citados os nomes do coordenador da Comissão de Orçamento e Finanças, Duarte Pacheco, do eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, dos antigos líderes sociais-democratas, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes e de António Capucho.
Já há dias surgiram palavras de desagrado e desaprovação de: Paulo Portas, Eduardo Catroga, Rui Rio, etc
Seria bom para os portugueses que a governação funcionasse menos visivelmente de aparências e futilidades e se focasse mais na essência dos problemas, seus factores definidores e estratégicos, as origens reais dos «conflitos» e a procura de soluções sérias e duradouras, com sensatez e sentido de Estado e de responsabilidade, tendo sempre em vista a melhoria das condições de vida dos portugueses, principalmente dos mais carentes.
Com tal mudança de filosofia e de prioridades começaria a ser conquistada a confiança do povo, consumidor e eleitor, e este recuperaria a esperança em dias melhores.
Imagem de arquivo
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A EROSÃO DO PODER
Publicada por
A. João Soares
à(s)
10:55
0
comentários
Etiquetas: pensar antes de agir, prevenir, sensatez, sentido de Estado, sentido de responsabilidade
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Manuel Pinho, crente fanático
A fé move montanhas
JN. 090522. Por Manuel António Pina
É uma notícia animadora: "Manuel Pinho acredita que a Autoeuropa vai manter-se em Portugal". Podem faltar-lhe outras coisas, mas fé não falta ao ministro Manuel Pinho:
"Manuel Pinho acredita que Portugal pode sair bem desta crise " ('Diário Económico', 30/9/ /08);
"Manuel Pinho acredita na competitividade das empresas portuguesas" (TSF, 10/11/08);
"Manuel Pinho acredita que défice pode ser reduzido a 3%" ('Jornal de Negócios', 2/10/06);
"Manuel Pinho acredita no plano para salvar Quimonda" (RTP, 27/1/09);
"Manuel Pinho acredita que o país pode passar de importador a exportador de energia" ('Sol', 30/6/07);
"Manuel Pinho acredita que sector do turismo resistirá à crise" (TSF, 12/9/08);
"Manuel Pinho acredita no cluster do mobiliário" (Paços de Ferreira, 30/5/08);
"Manuel Pinho acredita que Douro será zona turística de 'altíssima qualidade'" (JN, 5/5/ 09);
"Manuel Pinho acredita numa nova maioria do PS" (TSF, 10/5/09); e por aí fora, que a crónica não dá para mais…
Pode ser, quem sabe?, que a fé mova montanhas, e que mais valha ter fé do que fazer algo. Tenhamos, pois, fé em Manuel Pinho. Pode ser…
NOTA: Oxalá a sua esperança ou fé fossem realidade. Mas é chocante que um governante não tenha melhores argumentos e análises para conduzir a Economia do País. Afinal a sua fé não assenta somente na papa da sua farinha predilecta, de que não digo o nome para não fazer publicidade em concorrência com Sua Excelência.
Fica, no entanto, a dúvida de ele seguir como norma os slogans:
- Tem fé e deita-te a dormir.
- Acredita e joga no euromilhões,
- Se acreditares enricarás.
E por falar em fé, recordo o preceito com sabor bíblico e mais promissor de êxito: «ganharás o pão com o suor do teu rosto».
Seria bom que Sua Excelência seguisse a sugestão de Pensar antes de agir e antes de falar.
Publicada por
A. João Soares
à(s)
16:59
2
comentários
Etiquetas: competência, pensar antes de agir, ponderação, sensatez
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Governo recua no pagamento por conta
Ontem, o Governo recuou o prazo da obrigação imposta às empresas de liquidar o pagamento por conta. A data limite que estava prevista na lei para 15 de Dezembro esteve em vigor durante apenas um dia, porque um despacho das Finanças repôs o prazo para o final do mês.
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) aplaudiu o recuo do Governo por este ter sido sensível às dificuldades de tesouraria das empresas criadas pela «publicação tardia do diploma».
Se a AEP ficou satisfeita pela alteração de uma lei por despacho, temos que nos regozijar pela solução oportuna e pacífica de um erro de governação. Porém, há que lamentar a ocorrência do erro que, como muitos outros, resultou do «analfabetismo» dos funcionários do ministério no que diz respeito às normas de preparação da decisão e de planeamento, aconselhadas em todos os manuais de gestão e recentemente aqui mais uma vez referidas no post Pensar antes de decidir. Seguindo estas normas, poupa-se tempo e outros recursos e ganha-se em prestígio e fiabilidade e conquista-se a confiança da população que tem péssima opinião sobre a competência dos governantes.
Para obter tal solução «milagrosa, talvez bastasse reduzir ao mínimo a quantidade de assessores e escolher, por concurso público, pessoas competentes que sirvam de apoio sólido aos actos do Governo.
Publicada por
A. João Soares
à(s)
10:47
0
comentários
Etiquetas: pensar antes de agir, preparação da decisão
