Apesar da crise FINANCEIRA global, em Portugal os Bancos lucraram 1403 milhões até Setembro. Isto foi conseguido com redução de custos e oneração de clientes.
À cabeça, o Santander Totta foi o banco que obteve lucros mais elevados, ascendendo estes a 399,3 milhões de euros (mais 0,3% que no período homólogo).
Mas, apesar disso, ainda querem mais lucros, pretendendo criar uma taxa para a utilização do cartão multibanco.
Já há mais de dois anos nos posts Cartão multibanco explora o cidadão e Banca cria lucros explorando os clientes se alertava para as manobras tendentes ao aumento de lucros à custa dos clientes.
O cartão Multibanco é um exemplo típico da face mais exploradora das técnicas de Marketing: primeiro «impingiram» o cartão aos clientes, quase os obrigando a aceitar, porque isso iria reduzir o pessoal de atendimento ao público (diminuição de pessoal igual a redução de custos); depois de as pessoas se habituarem às vantagens do cartão apareceu a anuidade e, entretanto, para dificultar a fuga para a alternativa do cheque, aumentaram o preço deste; agora que as pessoas já aceitam a anuidade como normal, querem a taxa de utilização. E fazem tudo isto baseados na memória curta das pessoas que esquecem que o cartão apareceu para benefício do banco ao reduzir o pessoal em serviço nas agências.
E enquanto os bancos se banqueteiam com lucros de muitos milhões, continua no País muita gente com fome, muitos que eram remediados vão à sopa dos pobres, envergonhadamente, para não morrerem por desnutrição.
Já que os políticos não encaram as dificuldades crescentes que desta forma são impostas ao povo (porque delas beneficiam como têm mostrado notícias da CGD, CCP, BPN, BPP, etc.), deve cada cidadão pensar serenamente como deixar de ser explorado de forma tão sistemática e sem escrúpulos, de forma tão imune e impune, no bom estilo dos parasitas mais sugadores.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Bancos com lucros de milhões
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A. João Soares
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Etiquetas: bancos, multibanco
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Cartão multibanco explora o cidadão
Conheço algumas pessoas que têm embarcado em decisões, sem reflexão séria e aprofundada, quando lhes telefonam para casa a aliciar com promoções, ou quando vão aos bancos e lhes impingem novos «produtos muito vantajosos». Ilusão! Ninguém (a não ser os amigos certos) nos telefonam para nosso interesse. O interesse é deles, isto é, da empresa que servem.
Há mais de duas dezenas de anos, os bancos a fim de reduzirem o número de empregados para menos de metade e, assim, aumentarem os lucros, ofereceram-nos, quase á força, o cartão multibanco, sem anuidade e sem qualquer taxa. As pessoas, relativamente depressa, aderiram a este meio de pagamento e inventaram imensos truques para memorizar o código. Numa progressiva aplicação de métodos científicos, passado algum tempo, quando as pessoas já estavam viciadas, dependentes do cartão, os bancos obrigaram ao pagamento da anuidade. E as pessoas, dependentes como já estavam, submeteram-se a essa extorsão. Entretanto, os bancos tinham reduzido o pessoal e fraccionaram-se em agências de dois ou três empregados por todas as ruas de cidades e vilas e obtiveram lucros cada ano mais elevados, apesar da crise do País.
Agora, depois de terem aumentado o custo dos cheques, propõem-se cobrar uma taxa por cada utilização do cartão. O recente aumento do custo dos cheques não foi por acaso, pois serve para dissuadir muita gente a regressar a esse modo de pagamento, já pouco usado, sendo obrigada a aceitar o ónus do cartão.
Mas, senhores utentes, não se esqueçam que se torna mais prático e vantajoso regressar ao modo de pagamento antigo, através de dinheiro, em notas e moedas. Vale a pena experimentar e, quando chegarem à conclusão de que é prático e económico, porque não transferem parte das vossas poupanças para os bolsos do administrador bancário para quem não há crise, irão continuar essa independência dos cheques e do cartão. E, se muitos seguirem esta sugestão, obrigarão os bancos a admitir mais pessoal, reduzindo o desemprego que grassa no País, e a tratarem os clientes como pessoas.
Está nas nossas mãos um poder não negligível que devemos utilizar para evitarmos sermos explorados descaradamente. Bastam os políticos, para nos secar os bolsos!!!
O facto de os bancos estarem conluiados com os restantes da União Europeia, em nada invalida a reflexão atrás exposta. Tudo é concertado entre eles contra os cidadãos desprotegidos.
Publicada por
A. João Soares
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19:21
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Etiquetas: bancos, exploração, multibanco
