Com mais frequência do que a desejada chegam notícias desmoralizantes que nos levantam dúvidas sobre a sanidade mental dos responsáveis pela governação e pelos diversos serviços que deviam prestar o melhor apoio aos cidadãos.
O artigo «Segurança dos portugueses em situações de crise» diz-nos que tudo parecia preparado para a onde frio dos últimos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia previu as temperaturas baixas e a Protecção Civil emitiu vários alertas, mas, apesar dessa aparência de prevenção e de preparação para fazer face à crise, nada foi feito com eficácia para que neste País pequeno em território mas com funcionários tão bem pagos, ao alto nível, não houvesse 114 estradas cortadas em vários distritos do País, 6 mil crianças (só em Amarante e Baião) sem aulas, 23 aldeias (só do concelho de Baião) isoladas devido ao gelo. É simplesmente incrível!!! O certo é que, depois de surgidos os primeiros alertas deviam ter sido accionados todos os planos de contingência, tinham que ter sido mobilizados todos os meios, porque eram vidas que estavam em perigo.
Incompetência, imprevidência, inconsciência, laxismo, acomodação, enfim uma série de defeitos que não devem existir em tais serviços e no Governo que os tutela. Pode perguntar-se como foram feitos os concursos públicos para a selecção dos responsáveis pelas actividades envolvidas no combate aos efeitos desta crise, e de outras?
Não basta a quem foi prejudicado pelo frio e a neve saber que «Governo admite alguma falha na coordenação contra a neve» e que «Frio: Governo nega falta coordenação mas admite alguma falha» ou que «PSD quer ouvir Protecção Civil no Parlamento com urgência». Estas notícias apenas mostram que alguém notou que a eficácia primou pela ausência e que perante esses reparos, os «responsáveis» sentiram que é preciso sacudir a água do capote, passar uma esponja e assobiar para o lado.
E assim vai Portugal. Portugueses despertem da letargia em que têm sido enterrados e reajam, exijam a satisfação dos vossos direitos.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Portugal merece mais seriedade dos seus servidores
terça-feira, 15 de julho de 2008
Compraram pistolas sem coldres para as Forças de Segurança
Em 2006 foram iniciados os concursos de aquisição das pistolas Glock de 09 mm (42 000 a 50 000) destinadas à GNR e à PSP. Segundo o DN, em fins de 2007, a GNR começou a receber as armas e logo reparou que eram adequadas a canhotos porque tinham a patilha de segurança do lado direito, o que levantou a ironia do pessoal de armamento dizendo que a encomenda foi acompanhada pelo negativo da fotocópia, pois, sendo dextra a generalidade dos agentes, a patilha devia estar do lado esquerdo. E, por outro lado, não chegaram os respectivos coldres.
Entretanto, a GNR, tendo já recebido quase 9000 pistolas Glock, adoptou duas soluções provisórias para suprir a falta dos coldres próprios:
1.Foram feitos 60 coldres para as 300 pistolas distribuídas à Escola da Guarda, que eram destinadas ao treino policial dos oficiais, sargentos e praças (que envolve sacar e guardar a pistola);
2.Foram adaptados entre 200 e 300 coldres para uso dos militares dos regimentos de Infantaria e Cavalaria, para uso dos agentes participantes na operação "Verão Seguro" (Algarve) que já estão a usar as referidas pistolas Glock. Foi assegurado ao DN que os coldres adaptados e usados pelos militares daqueles dois regimentos, embora não sejam os adequados, "são seguros" e não afectam o manejo da arma durante o serviço. A Guarda não podia ficar à espera (por tempo indeterminado) da compra dos coldres por concurso - até por ser "uma pena" ter aquelas armas guardadas (em caixas individuais) e não as poder usar.
Segundo a mesma fonte, a GNR, também para "ganhar tempo", decidiu enviar, para os Grupos Territoriais espalhados pelo País, as restantes pistolas já recebidas com a condição de servirem apenas para os agentes conhecerem o funcionamento da arma e a ela se habituarem e para a instrução de tiro, não podendo ser usada na rua devido à falta dos coldres.
Porém, passados dois anos, o ministério da Administração Interna (MAI) anunciou ontem o concurso para a aquisição de "32 000 a 50 000 coldres de cintura", destinadas às pistolas Glock da GNR e da PSP, assinado no passado dia 3 deste mês pelo director-geral de Infra-estruturas e Equipamentos do MAI.
Ficou, no entanto, sem explicação o adiamento ou dilação desta compra, que até parece ter sido devido a esquecimento. Mas, como se pode compreender tal coisa? Quem falhou?
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A. João Soares
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Etiquetas: esquecimento, falhas, pistola
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
ASAE com entusiasmo e com falhas
Transcrição seguida de NOTA:
Em casa da ASAE há foras de prazo
Ferreira Fernandes
A ASAE fecha uma mercearia em vésperas de ser centenária. Como uma mercearia, centenária ou não, deve cumprir as leis e como não conheço a mercearia de Faro, calo-me. Aliás, porque estamos num país de baldas, a uma ASAE repressora eu dou o benefício da dúvida. Ver quem deve fazer, fazer, dá-me mais ganas de aplauso do que de crítica. O não fazer, ou fazer mal, da ASAE é que encanita: como quando ela tem fora de prazo os extintores da sua sede.
Aí, saco do meu arsenal de provérbios:
"É mais fácil ver o argueiro no olho do vizinho que a trave no próprio olho." E, de dedo em riste, dirijo-me ao patrão da ASAE:
"Não é sisudo o juiz que tem jeito no que diz e não acerta no que faz." Infelizmente, faço-o pouco convicto. Primeiro, porque António Nunes, que desdenha da colher de pau, não deve aceitar saberes populares. Segundo, porque o episódio dos extintores arrumou-me com as ilusões. Sai outro provérbio:
"Quando o mal é da nação, nem a poder de sabão."
NOTA: E podia acrescentar: «Em casa de ferreiro, espeto de pau.» Este está insinuado no título. Mas, como os agentes da ASAE estão a ter preparação paramilitar altamente sofisticada, ser-lhes-á difícil entrar na sede para a fiscalizar, porque os que a guardam, tendo igual preparação, podem oferecer uma resistência até à morte. E nada salva os fiscais, mesmo que vão embuçados, porque consta dos manuais que a defesa tem sempre vantagens, sendo preciso um efectivo triplo para a vencer. Será por isso um espectáculo digno de boa cobertura televisiva, mais completa do que a da fiscalização do mercado do «relógio». A ASAE foi uma boa solução para a bagunça que caracterizava a economia nacional no tocante a bens de consumo, mas parece ter tomado o freio nos dentes e já entupiu os tribunais com quantidade indigesta de processos. Irá acabar por ficar tudo arquivado! Outro adágio: «É pior a emenda do que o soneto»
Publicada por
A. João Soares
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07:49
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