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terça-feira, 16 de agosto de 2016

FREUD NA FESTA DO ONTAL

Transcrição de post colocado hoje no blog «Ponte Europa» por carlos Esperança.

Passos Coelho, este PSD e o País

Miguel Relvas, Marco António e Paulo Júlio dirigiram a central de intoxicação que, das redes sociais da Internet foi alargada à comunicação social tradicional, e foi responsável pela ascensão de Passos Coelho, de líder precário do PSD a PM de vocação vitalícia.

Na política, após liderança da JSD, não tivera qualquer função executiva, e na atividade privada, além de homem de mão de Ângelo Correia, não ultrapassou a administração de uma empresa de aproveitamento de fundos europeus (Tecnoforma) para cursos exóticos, técnicos de aeródromos e heliportos da zona centro, de cuja falência se encarregou antes de o fazerem PM.

Depois de Cavaco Silva ter chegado a PR, o PSD, aturdido, foi incapaz de reagir, ainda a lamber feridas dos seus dois últimos primeiros-ministros, Durão Barroso, cúmplice da invasão do Iraque, e Santana Lopes.

Quando, pela primeira vez, a direita conseguiu um PR culto, inteligente e sem negócios nebulosos, continua prisioneira dos arrivistas que confiscaram os seus partidos, e Passos Coelho mantém-se o insubstituível barítono e intérprete da pauta musical da banda e do bando que vão à festa do Pontal.

O zeloso funcionário da Troika que na sua trágica experiência laboratorial, em Portugal, deixou o País arruinado, o Estado desintegrado, e a banca sem solução, chamou ‘troika’ à aliança de 4 partidos (PS + BE + PCP + PEV) que na AR viabilizaram o governo PS.

Foi um ato freudiano de quem conseguiu aplausos na Festa do Pontal ao dirigir diatribes à “troika [de quatro] da maioria”!

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PSD GOSTA DE UNANIMIDADES


Do artigo Co-adopção. Deputados do PSD querem matar referendo extraio a frase «Deputados de peso, como Mota Amaral, Guilherme Silva ou Teresa Leal Coelho acham mesmo que a proposta deve cair.»

O que é mais preocupante é que sendo o PSD um partido com responsabilidades, tenha um bando de deputados que se comportaram como ovelhas sem matéria cinzenta e aceitaram a disciplina de voto numa coisa que não é essencial para os portugueses.

Significativamente isto não é inédito no PSD, pois já no Congresso de 24-03-2010, os participantes votaram POR UNANIMIDADE a «lei da rolha». Depois de chegados à rua todos se confessaram arrependidos (veja os links seguintes). Que irresponsabilidade para não dizer imbecilidade!

Com políticos como estes, qual será o futuro de Portugal? Que país será o dos actuais jovens? Abram-se os links acerca da lei da rolha»:

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1520593
http://videos.sapo.pt/SQcjhupbqV3MnqPEfWog
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/quotlei_da_rolhaquot_enjeitada_por_notaacuteveis_do_psd.html
http://www.tvi24.iol.pt/politica/psd2010-congresso-mafra-psd-santana-lopes-tvi24/1147122-4072.html
http://expresso.sapo.pt/a-lei-da-rolha-a-estupidez-e-a-asfixia=f571196

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PSD PREPARA PROFUNDO SANEAMENTO


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Distritais pedem regresso do PSD à social-democracia
Por Luís Claro e Pedro Rainho. publicado em 20 Fev 2014 - 05:00

Congresso começa amanhã. Com as eleições à porta e a saída da troika, as distritais e concelhias pedem menos impostos e aumento dos salários.

As distritais com mais peso no PSD - Lisboa e Porto - batem na mesma tecla: é preciso regressar à social-democracia. Com Passos Coelho a ser acusado de ter transformado o PSD num partido liberal, a distrital de Lisboa alerta para a necessidade de evitar "fenómenos que desvirtuem" a social-democracia e o PSD/Porto preconiza o regresso à matriz do partido.

Ao todo são 25 moções temáticas que estão em discussão no congresso que amanhã começa às 21 horas no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Durante três dias está aberta a reflexão sobre o futuro do partido que implementou as mais duras medidas de austeridade em 40 anos de democracia e a distrital de Lisboa não esconde que o PSD "tem vindo a perder a capacidade de atrair novos militantes, com efeitos muito negativos no peso político do partido e influência no país". Por isso, a proposta temática dos sociais-democratas de Lisboa traça "um novo caminho", que passa por "um PSD mais próximo da sociedade" e capaz de evitar "fenómenos que desvirtuem a verdadeira social-democracia".

O alerta para a necessidade de "regressar" ou "reafirmar" a social-democracia é o assunto que domina a moção da distrital do Porto. Numa reflexão sobre as lições que devemos tirar desta crise, a proposta defende que "a social-democracia foi a chave do sucesso" do PSD "no passado" e "será o patamar axiológico" em que o PSD deve construir o seu futuro. "Este é o tempo do regresso da ideologia", lê-se na moção do PSD/Porto.

O que se traduz, na proposta temática do PSD/Porto, na rejeição de um "Estado liberal neutro", porque "o Estado mínimo é uma ilusão perigosa". O PSD/Lisboa é mais contido e assume que a "emergência financeira", provocada pelos governos socialistas, condicionou a reforma do Estado e, por isso, torna-se "imperativo preparar a reforma estrutural do Estado", que assegure "um Estado social sustentável de melhor qualidade, melhor acessibilidade e mais justo".

A três meses do fim do programa de ajustamento, a concelhia do PSD de Lisboa concretiza algumas propostas para o pós-troika: redução do IVA na restauração antes do início do Verão, aumento do salário mínimo a partir do dia 1 de Outubro desde ano e alterações na lei do arrendamento para proteger os mais velhos e com menos rendimentos. Na defesa destas propostas, a concelhia de Lisboa defende que a acção do PSD deve ser norteada pela "marca da social-democracia".

O aumento do salário mínimo é reivindicado igualmente na proposta temática apresentada pelo ex-secretário de Estado do Emprego Pedro Roque, dos TSD, intitulada "retomar o desenvolvimento económico e o bem-estar social". Os TSD começam por citar Sá Carneiro - o ex-líder é citado em quase todas as moções - que, em 1976, dizia que "é necessária uma política de austeridade, mas impõe-se que essa política de austeridade não recaia, especialmente, sobre as classes trabalhadoras".

Em resumo, as distritais do PSD rejeitam que o PSD meta a social-democracia na gaveta e preconizam que, após uma política de contenção com a troika no país, o PSD deve começar a dar sinais de que não se confude com um partido liberal. Com as eleições europeias já em Maio e as legislativas em 2015, a pressão aumenta para que o governo se aproxime mais do eleitorado. "O país precisa de um PSD grande, mas precisa, sobretudo, que o PSD ganhe as próximas eleições legislativas", alerta a distrital do PSD de Lisboa.

Passos Coelho vai mexer na direcção

Passos Coelho prepara-se para fazer alterações na direcção e mexer nos vice-presidentes. O líder do partido só deverá fazer os convites amanhã ou mesmo no sábado, mas nomes como os de Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, ou de José Matos Correia, deputado próximo de Durão Barroso, são hipóteses fortes para integrar a nova direcção. “São hipóteses, mas quem decide é Passos Coelho”, diz ao i um social-democrata. Ao “Sol”, Teresa Leal Coelho disse que a constituição da nova direcção é “um assunto sagrado” que está exclusivamente nas mãos do presidente do partido.

Os vice-presidentes de Passos são Moreira da Silva, Marco António Costa, Nilza Sena, Teresa Leal Coelho e Pedro Pinto. Em 2012, Manuel Rodrigues, que foi chamado para o governo, pediu para deixar uma das vice-presidências e o lugar não voltou a ser ocupado.

A nova direcção irá preparar o ciclo eleitoral, com eleições europeias e legislativas. O que exige uma actuação mais activa da direcção que sair deste congresso.

O QUE PEDE O PSD A PASSOS COELHO

Descida do IVA antes do Verão

Subida do Salário Mínimo Nacional (SMN) em seis meses e descida do IVA na restauração antes do Verão – o líder da concelhia de Lisboa do PSD acredita que, depois das “medidas de enorme violência” que o governo aplicou nos últimos dois anos e meio, o congresso do partido (a três meses das europeias) marca o início de “um novo tempo político”. Com “a inversão do ciclo económico, o bom senso e a responsabilidade social aconselham” a que o SMN suba para os 500 euros já a partir de 1 de Outubro, defende Mauro Xavier. É também “chegado o momento” de baixar o IVA da restauração, “com efectividade a partir de Julho”. A revisão da lei das rendas, a revisão do enquadramento da greve no Código de Trabalho são outras propostas.

Mais dinheiro para as câmaras

Os autarcas do PSD pedem ao governo que aligeire a corda que sufoca as finanças locais. “É necessário continuar nesta senda” de ajustamento também para o poder local, “mas com a devida compreensão perante as dificuldades das autarquias, como aquela que algumas vezes a própria troika revelou para com o Estado português ao flexibilizar metas”, defende Álvaro Amaro. O presidente dos Autarcas Social-Democratas pede também mais poder para os municípios, que estão “preparados para assumirem novas responsabilidades”. Mas, lembra Amaro, é preciso mais dinheiro para a Educação, porque “são necessárias correcções às verbas relativas ao pessoal não docente e à conservação e melhoria do parque escolar”.

Menos deputados na assembleia

A JSD considera essencial que a reforma do Estado contemple alterações no sistema político. Os jovens do PSD querem que o parlamento passe a ter menos trinta deputados e que os partidos políticos deixem de poder ser financiados pelos privados.
A proposta que Hugo Soares vai defender no congresso prevê ainda que o Presidente da República tenha “um único mandato de sete anos” para garantir que o cargo eja exercido “sem qualquer temor eleitoralista ou populista”.

Avançar com a regionalização

Faro deixa à partida claro que é preciso ir mais longe e “aprofundar as reformas estruturais” que o governo começou a aplicar em 2011. Na lista de trabalho de casa por fazer, a distrital de Faro do PSD destaca a “regionalização adminstrativa” do país continental como forma de “interromper, e progressivamente inverter, a tendência crescente para uma maior centralização do processo decisório por parte do Estado”. Em suma, os social-democratas da distrital algarvia do PSD querem mais autonomia, e querem ver inscrito no programa eleitoral do partido para 2015 – com vista às próximas legislativa, portanto – “o compromisso de avançar com o processo de regionalização do país”.

Mudar a lei do aborto

As palavras de Passos Coelho, em Maio de 2011, dão o mote para a proposta de revisão da lei do aborto, passados quase sete anos sobre a entrada em vigor da nova legislação. Nessa altura, o presidente do PSD defendeu a necessidade de “reavaliar essa situação” que resultou do referendo. António Pinheiro Torres propõe agora “um balanço, objectivo e desapaixonado, da aplicação da lei”. O social-democrata não vem pedir uma reversão absoluta da legislação. Pretende, antes, que o partido aposte na defesa de um outro modelo de regulação do aborto, defendo taxas moderadoras agravadas para os casos reincidentes ea obrigatoriedade de realizar consultas de planeamento familiar.

Subida do salário mínimo

Os trabalhadores do PSD (TSD) acreditam que os “sinais de esperança” da economia são sinónimo de “um novo ciclo de desenvolvimento” para o país. Na moção que apresenta ao congresso, o secretário-geral dos TSD e ex-secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, considera que, a três meses de concluir o programa de assistência financeira, “o país parece renascer das suas próprias cinzas”. A pensar já no pós-troika, os TSD pedem a actualização do salário mínimo e a “revitalização da contratação colectiva”.

NOTA:
PSD PRECISA DE PROFUNDO SANEAMENTO. Para regressar à Social-democracia, precisa de afastar o actual líder teimosamente obcecado com teimosia e autoritarismo com ideias promiscuas de liberalismo e nazismo com arrogância obsessiva a que chama «determinação», mas mal determinada porque as suas promessas irrealistas não demoram muitas horas a ser anuladas e substituídas por outras opostas ou com excepções de capelinha. Considerando-se dono absoluto da «verdade», não aceita consensos mas apenas aplausos aos seus «milagres», por capricho ou por inspiração onírica. Se este ziguezague em torno da austeridade continuar da forma a que temos assistido e lamentado, nem o partido nem Portugal poderão levantar a cabeça, sendo preciso um «milagre» que, com mais força do que um tsunami, varra todo o lixo que incomoda os portugueses.

Imagem de arquivo.

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CAPUCHO? PORQUE NÃO OS DO BPN?




Pacheco Pereira: "Quase todas as pessoas do escândalo do BPN são do PSD e não perderam a militância."
Esses prejudicaram os interesses nacionais e muitos cidadãos.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Barões do PSD tolhem o partido

Transcrição seguida de NOTA de artigo que apresenta uma análise interessante da idiossincrasia do maior partido da oposição:

Medos, silêncios e espantos
Jornal de Notícias. 07-03-2011. Por Carlos Abreu Amorim

1. Pedro Passos Coelho ainda não sofreu o gosto amargo da tradição em que o PSD se tem tragicamente destacado: uma oposição interna feroz e destrutiva cujo efeito inapelável tem redundado no facto de que cada liderança é canibalizada pela anterior e assim sucessivamente, para gáudio dos seus adversários à esquerda e à direita.

Mas a esmagadora votação interna que Passos Coelho adquiriu não foi o único factor que aquietou a raiva mal escondida dos seus opositores – as iminentes (mas não eminentes) eleições presidenciais foram a condição suprema que adiou a costumeira algazarra no partido laranja. O tão apregoado “novo ciclo” na política indígena a partir da reeleição de Cavaco Silva tem já como efeito inicial e inegável o previsível altear da vozearia de muitos dos que foram derrotados há um ano e que farão tudo, mas mesmo tudo, que estiver ao seu alcance para que Pedro Passos Coelho nunca venha a ser primeiro-ministro. Nem que, para isso, enlacem as suas tácticas políticas com a estratégia pessoal de José Sócrates.

2. Primeiro foi Santana Lopes. Com uma justificação política e intelectualmente tosca, arremessou o nome de Rui Rio para líder ideal de um partido em que ele próprio, presume-se, experimentaria um papel tonificante para o seu próprio ego. Logo a seguir, em contraciclo com o que tinha acabado de declarar, afirmou-se desiludido com o PSD e a política.

Santana Lopes tem uma incapacidade irreparável para acolher o valor do silêncio – queixa-se dos políticos (como se ele alguma vez tivesse sido outra coisa), dos não-políticos, fala muito, incessantemente, antes e após o tempo oportuno, obsessivamente centrado em si, sobre o que lhe fazem, o que lhe fizeram e o muito que imagina lhe pretendem causar.

Santana Lopes esquece-se do que deveria significar já ter sido líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal. E ainda que a memória histórica não lhe seja favorável, deveria acalentar a esperança de poder vir a ser uma opinião respeitada na sociedade portuguesa. Ao invés, cada vez mais, assemelha-se a uma “voz Deolinda” fora da geração e da realidade, que já ninguém consegue levar a sério.

Desta forma, é natural que a sua oratória ininterrupta e aligeirada seja aproveitada para fazer as vezes de “galgo coelheiro” da táctica de outros que nada quererão com ele caso venham a obter algum êxito – é o que se passa com Rui
  Rio e Pacheco Pereira.

3. Rui Rio poderia ter sido presidente do PSD quando Durão Barroso fugiu para lugares mais auspiciosos – mas fez os cálculos e resolveu que ainda não era o momento. Foi o primeiro vice-presidente de Santana Lopes e estava em posição privilegiada para lhe suceder quando este baqueou – mas a sua contabilidade particular dizia-lhe que não tinha chegado o ensejo de avançar e permitiu que o partido fosse liderado por Marques Mendes. Quando este caiu, Rio deveria ter acometido contra Filipe Menezes – mas computou que a sua hora não tinha ainda assomado e retraiu-se outra vez. Muitos dos seus esperançosos seguidores julgaram que o fim da liderança de Menezes significaria o advento de Rio – mas não, novamente, este mostrou não possuir a audácia exigida e preferiu empurrar Ferreira Leite. Quando esta foi derrotada, Rio hesitou, titubeou, voltou a decidir não ir a votos e – pasme-se! – tudo fez para que Paulo Rangel fosse derrotado apesar de não esconder a sua oposição a Passos Coelho

Agora é o mesmo Rui Rio que surge a defender a permanência do Governo Sócrates até ao fim do mandato, porque, tal como elucidou o seu inevitável profeta, Pacheco Pereira, a mudança de governo seria muito “traumática”!!!

Rio e Pereira querem que Sócrates governe até ao final de 2013 mas não por causa do país – muito pelo contrário. O seu triste intuito é desgastar a actual liderança do PSD e reganhar tempo para lhe conseguirem fazer frente, o mesmo tempo precioso que o país já não tem. Pretendem, apenas, que os seus meros interesses pessoais e politiqueiros prevaleçam ainda que os disfarcem com conferências grandiloquentes mas inócuas acerca da crise do regime. Crise essa, a de valores e de vontades, que ambos estão em vias de personificar pelo seu pior ângulo.

NOTA: O PSD tem sido um centro de iconoclastia. Elegem um líder, sendo suposto que é o melhor, mas logo lhe cortam as pernas para voltarem a fazer nova escolha, em ambiente de semi-loucura como aquele em que foi votada por «unanimidade a lei da rolha», seguindo ovinamente os barões, após o que os mesmos eleitores, ao saírem para a aragem do ar-livre, se arrependeram, também unanimemente, de tal votação. Com tais unanimistas abúlicos e o predomínio de inconfessados interesses pessoais e ausência de visão nacional dos interesses do País, estão agora a destruir uma hipótese de o partido voltar a ser poder, uma ambição que vem sendo frustrada há muito tempo.

E, com estas tricas internas à margem dos interesses nacionais que colocam em lugar sem prioridade, fica a dúvida: Portugal precisará mesmo do PSD? Se ele vier a ocupar o Poder, não irá continuar a desgovernação em que temos vivido? Ou o País precisará de uma outra solução que rompa decididamente com a podridão que resultou de uma pouco frutuosa e mal aproveitada revolução ocorrida há 37 anos?


Imagem da Net

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

PSD em momento decisivo!!!

Transcrição, com pequenas alterações na formatação de um post vindo de Macau da autoria de Pedro Coimbra, observador atento da vida lusitana. O mundo é uma aldeia; não há distâncias!

Um muda, outro rompe e outro une

Confirma-se a candidatura e o timing de apresentação.
Aguiar-Branco também está no ringue.
Mas este diz que vem para unir.
Há o que quer mudar (Passos Coelho), o que quer romper (Paulo Rangel) e este diz que quer unir (
Aguiar Branco é candidato “para unir”).
Para quem diz que quer unir, as bocas a Paulo Rangel são um bom começo.
E Manuela Ferreira Leite, cada vez mais com vontade de se ver livre desta tormenta, diz que "quantos mais candidatos melhor" (
Manuela Ferreira Leite: “Quantos mais candidatos melhor”).
Desde que a deixem em paz....
Na verdade, na confusão em que o PSD se encontra, mais um, menos um, qual é o problema?
Ouvindo estas afirmações, e apesar das críticas de Marcelo Rebelo de Sousa ("candidatos em pacote") e Alberto João Jardim ("candidatos aos molhos")(
Jardim compara Portugal à Sicília), Castanheira Barros também quer tentar a sorte (Castanheira Barros mantém intenção de se candidatar à liderança do partido, faltando-lhe 300 assinaturas).
Este seria o candidato de quê?
De qualquer maneira, a questão nem se põe.
Pela amostra, ele quer, mas não é querido.
Pode forçar.
A ser assim, seria o candidato da violação.
Naquele ambiente pornográfico em que vive o partido laranja, até que nem destoava.

Publicada por Pedro Coimbra em Devaneios a Oriente.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Passos Coelho uma hipótese de futuro

De tudo o que aqui tem sido dito sobre a necessidade de encarar a sério a preparação de Portugal para o futuro, atendendo a que o porvir interessa mais aos jovens do que aos idosos no fim da carreira activa ou no fim da vida, e dado o sempre latente conflito de gerações, é previsível que Pedro Passos Coelho se tenha que debater com as ainda poderosas forças do grupo do reumático que se considera dono do partido que tão mal tem tratado nos últimos tempos.

Um indivíduo septuagenário dificilmente pode contar com mais 20 anos de vida saudável e de influência, ao passo que um que ande pelos 40, na mesma ordem de ideias, pode contra com mais 50. Isto mostra que o mais jovem tem muito mais interesse do que o idoso em preparar um futuro de progresso, seguro e com bem estar, de que ele beneficiará. O idoso, quanto ao futuro, deseja que não lhe faltem sopas e descanso no resto da vida.

Pode dizer-se que ao mais jovem falta experiência política, mas isso significaria que seria virtude continuar a vida dos recentes anos em que a degradação tem sido acelerada. Já ninguém evita falar de corrupção, enriquecimento ilícito, tráfico de influências, etc. e os políticos em plena AR, perante os olhos do povo através da TV, não se poupam a insultos mútuos. É a isso que chamam experiência política? Poderá ser experiência mas para esquecer, para apagar da memória.

Por isso, quanto mais inocente e virgem for um candidato a cargos públicos, mais garantias oferece de poder vir a criar um Portugal melhor do que o actual. Terá, sem dúvida, de possuir qualidades de inteligência, perspicácia, sentido de Estado, dedicação aos interesses nacionais, para analisar os problemas e resistir ás pressões do grupo do reumático. Este, convicto da sua velha «experiência», tudo fará para abater o jovem dirigente. No PSD, essa tem sido a regra, frequentemente abatem um para lá colocarem o supra-sumo, mas no dia seguinte à posse logo se inicia a campanha para a sua eliminação. Aconteceu com Santana Lopes, Marques Mendes, Filipe Menezes e agora com Manuela Ferreira Leite. Para onde irá um tal partido que, em vez de um bloco de granito não passa de um monte de brita?

Para bem do Partido e também de Portugal, já se ouvem vozes sensatas como «Aguiar Branco: Passos Coelho é “um bom candidato”» e «Menezes: tem a “convicção” de que Passos Coelho vai ser o próximo líder».

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