O tenor José Carreras, em entrevista, disse:
A situação social modificou-se, embora pareça que, nos últimos anos, estamos a regredir. Na minha geração, tínhamos de ser determinados e lutar pelo que queríamos. A geração seguinte viu tudo ser-lhe dado de um modo mais fácil. É uma geração de superprotegidos. (…)
Tive a sorte de ter estado no momento certo quando escolhi esta profissão, mas acredito que o reconhecimento que tenho resulta do esforço. Infelizmente, nem sempre é assim com as novas gerações. As novas gerações têm uma noção errada de que tudo se consegue de uma formal fácil: dinheiro, fama, estatuto. Às vezes, nem sequer há rigor moral. Claro que, entre os jovens, também há gente maravilhosa que segue a ética moral.
Cavaco Silva, no discurso de 5 de Outubro, disse:
O nosso sacrifício tem de ter um propósito, um sentido, uma razão de ser. Não atravessamos dificuldades unicamente para corrigir os erros do passado recente, mas também para encontrar um rumo de futuro. (…)
Muitos dos nossos jovens destacam-se a nível internacional, competem com os melhores do mundo (…) nos orgulham pelo seu dinamismo e pelas suas capacidades, pela sua ambição e vontade de vencer. (…) cada qual escolhe o seu caminho, movido pela ambição de revelar o seu talento e dar largas ao seu dinamismo.
Durante tempo demais, Portugal foi um país iludido pelo curto prazo, que de algum modo se deixou envolver pela espuma dos dias, vivendo o presente sem cuidar do futuro. Os tempos de crise constituem, em todo o caso, uma ocasião privilegiada para nos repensarmos como colectivo, para que encontremos caminhos de futuro que suscitem o consenso dos agentes políticos e sociais e que mobilizem a sociedade civil.
A Educação continua a ser o melhor investimento que cada um pode fazer no seu futuro.(…) As famílias, as crianças e os jovens têm de perceber que vale sempre a pena estudar, trabalhar com esforço e dedicação, buscar a excelência. Não podemos permitir que se instale a ideia de que o sucesso se alcança por outros meios. (…) Os alunos devem ser preparados ao longo do seu percurso escolar para um ambiente de maior exigência.
Se ambicionamos um futuro melhor, temos de ambicionar ser melhores no futuro. (…) um apelo aos jovens. Apesar das dificuldades, nunca deixem de apostar na vossa educação. Ninguém se arrepende por ser mais qualificado, mais culto, mais informado.
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sábado, 6 de outubro de 2012
O êxito resulta de ética, esforço e luta
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A. João Soares
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Etiquetas: dedicação, êxito, luta, persistência, sensatez
sábado, 27 de outubro de 2007
Apoio a jovem em dificuldade
A Internet, quando bem utilizada, pode servir para melhorar as condições de vida das pessoas, principalmente através do efeito de palavras amigas e de incentivo.
Há cerca de um mês, apareceu num post meu um comentário um tanto enigmático e fui retribuir a visita ao blog do comentador, tendo ali encontrado uns posts que denunciavam uma alma em crise e desequilíbrio, com uns comentários de amizade e apaziguamento de uma visitadora. Como tinha tempo disponível quis deixar umas palavras mas não sabia se aquilo eram desabafos de uma situação crítica ou apenas exercícios de escrita, aliás, de boa qualidade literária e boa expressão de ideias coerentes.
Mais tarde, há poucos dias, foi-me chamada a atenção para um novo post nesse blog em que o autor mostrava uma situação que mais parecia a despedida de um suicida e citava o meu nome agradecendo a minha ajuda e compreensão. Não hesitei em deixar logo ali as melhores palavras de apoio e de sugestão que me surgiram.
Apareceu um novo post mais sereno mas que mostrava ainda uma instabilidade que necessitava ser cuidada. Lá deixei novo comentário e recebi um e-mail a agradecer, o que me levou a colocar mais um comentário.
Como esses meus textos são públicos, ao alcance dos visitantes do blog, de que não cito o nome para não criar dificuldades ao seu autor, não é indiscrição dar-lhes aqui maior visibilidade com duas intenções: poderem ser considerados interessantes para pessoas em situação de crise semelhante e, por outro lado, para congregarem apoios de leitores que tragam novas palavras úteis para complementarem as minhas, escritas espontaneamente, tornando de maior utilidade.
Seguem-se os referidos comentários:
Primeiro comentário (antigo)
Uma posição muito positiva. Força amigo.
A vida é luta. As dificuldades ajudam a fazer músculo, necessário para vencer na vida.
Depois de vencer uma tempestade temos a bonança, o prazer de mais uma vitória. E a certeza de lá mais à frente o próximo obstáculo ser mais fácil de vencer por já termos experiência e musculatura melhor preparada.
Um abraço
Segundo comentário
Caro B...
Obrigado pelas palavras que me dirigiste. Eu, talvez de forma diferente da tua, quero contribuir para que o mundo seja melhor. Não podes, não devemos, desistir.
Toda a gente tem momentos difíceis. Eles nos dão a força e a alegria de os ultrapassarmos. Os grandes cientistas de que tomaste conhecimento nos estudos não tiveram êxito logo no primeiro momento. Quantas dificuldades tiveram de vencer. Vencer significa ter lutado, não desistir, continuar.
Há uns tempos, nestes diálogos que mantenho com gosto nos blogs, concluí que, sem o saber concretamente, o meu ídolo é a água dos rios. Ela tem uma estratégia de vitória e cada momento é luta para vencer dificuldades. As rochas as montanhas que se interpõem entre ela e o mar, não a fazem parar, desistir. Se não pode continuar o caminho, contorna o obstáculo. Se este é incontornável, para, pensa, ganha força e depois ou derruba o obstáculo ou lhe passa por cima. Segue sempre o caminho mais fácil, o possível, mas que a leva ao seu objectivo que está longe, invisível. Não se contenta com os pequenos objectivos parcelares, nem desanima por não ver o resultado final da sua luta.
Meu caro amigo, os sábios não vão desaparecendo, ficam porque são persistentes, têm fôlego de maratonistas, não são pusilânimes e sabem que Roma e Pavia não se fizeram num dia. As grandes obras demoram tempo a serem concluídas. E melhorar o mundo não é tarefa para os próximos dias, é para ocupar a tua geração até ao fim e, depois, ser continuada pelos vindouros. Não se pode desanimar por não ver resultados imediatos.
Caro B..., dos fracos não reza a história. Coragem, a felicidade não é um tabu inatingível. Ela depende daquilo que temos à nossa volta e da forma como o contemplamos, o melhoramos e nos servimos dele. É uma interacção com humildade e a certeza de que queremos servir a humanidade, com generosidade, espírito de bem-fazer. Se alguém não te compreende, terás de explicar melhor ou esperar melhor oportunidade. Olha a água do rio!!!
Um abraço e felicidade
Terceiro comentário
Caro B...,
Ontem fiquei grandemente preocupado com a situação psíquica de um ser humano a quem atribuo valor como pessoa e bom português. Mas, agora com estas tuas confidências públicas, estou mais tranquilo e optimista.
Foi pena teres apagado alguns posts, porque mais tarde poderias apreciar o percurso das tuas preocupações e a evolução que deste à vida.
Viver é isto, porque a vida é como os alcatruzes da nora, ora está em cima ora em baixo. É preciso nunca perder a energia para não dificultar a recuperação. Agora estás apontado ao bom caminho e é preciso ponderares e avançares serenamente sem esmorecer.
A vida das pessoas e dos Países funciona entre duas baias limitadoras e condicionantes: o amor e o medo. O medo é destrutivo, corrosivo e fonte de conflitos de toda a ordem. O amor é motivador de momentos felizes, em todos os aspectos. Mas nada é linear e natural, as influências negativas aparecem ao dobrar de cada esquina e tudo exige permanente atenção e precaução, tal como a condução em que o volante está sempre a ser solicitado por forma a manter a trajectória correcta do percurso.
Todas as pessoas merecem o nosso respeito, mas todas têm virtudes e imperfeições, pelo que é conveniente mantê-las à distância adequada, umas devem estar longe de nós e, de certa forma, ignoradas, enquanto outras podem ser autorizadas a entrar na nossa bolha privada, no nosso casulo. Não é fácil este exercício de classificação, e as desilusões acontecem. Temos de lhes dar apenas o seu valor e não dramatizarmos uma coisa que é para esquecer.
É preciso ter coragem para limpar as gavetas e deitar fora o lixo. O saber popular é muito rico e aqui lembro-me do ditado «águas passadas não movem moinhos».
Felicito-te pela tua lucidez de espírito e desejo que ponhas na ordem as tuas emoções. Escreve. Escreve muito, mas positivamente, para alimentar a decisão que tomaste. Aceita o apoio da tua mãe, mas sê tu próprio naquilo que tens de melhor. Parabéns pela tua reflexão.
Um abraço e votos de felicidade
Quarto comentário
Caro B...,
Li o teu e-mail e o comentário que Paula Raposo (pelo carinho dela e por um teu post dedicado a tua mãe, penso serem a mesma pessoa), e fico satisfeito por ver que estás a usar a tua inteligência para controlar a emotividade.
Como dizes ter apreço pelas minhas palavras, permito-me acrescentar mais umas ideias aos meus últimos comentários com a convicção de que as tomarás ou não em consideração conforme achares conveniente. O problema é teu e terás que o resolver com inteira responsabilidade, mas sendo sempre útil reflectir nas ajudas que te surjam, principalmente de pessoas que não são parte no assunto e apenas seguem, digamos que uma vocação de bem fazer.
O uso que fiz de ditados populares e do exemplo da água pode deixar transparecer uma personalidade encanecida, presa a um passado já antiquado. Realmente pertenço a uma geração bastante tolhida pelo receio da extroversão e da abertura nas ideias e nas palavras, isto é, desconfiada. Mas prezo-me de não ser bem assim. Irreverente, sempre gostei de pôr tudo em causa e de procurar perceber os porquês das situações.
A tua intenção de «fechar para balanço», silenciar-se para meditação e só depois voltar a escrever, talvez não seja melhor solução.
A meditação tem inconvenientes, quando não é seguido um método adequado ou assistida por outra pessoa com preparação e experiência, e se começa a andar à roda, sem se encontrar a melhor saída, como um burro a puxar a nora. Além dos ditados e da água do rio, refiro agora uma lição muito mais moderna. Raramente olhamos à nossa volta e retemos lições valiosas de pequenas coisas. Quando um computador começa com falhas e nos torna difícil continuar a trabalhar, a melhor solução é parar, desligar e passados uns minutos, voltar a ligar.
Para ti, que agora decidiste desligar, julgo que é bom voltares a ligar à escrita, mas não te carpires olhando apenas para o umbigo. Experimenta, durante uns dias, escrever orientado para fora de ti, para o ambiente circundante, mantendo-te desligado, quanto possível, das tuas emotividades. A escrita para ti, que gostas e tens jeito, é uma terapia contra o stress emocional. Mas procura, durante uns tempos, escrever pela positiva (com amor e sem medo) sobre pormenores que observes durante o dia, apreciando o que há de melhor, procurando compreender os porquês, encarando as várias hipóteses de explicação do fenómeno e possíveis vias para melhorares aquilo que te circunda.
A conversa com os teus botões é de evitar porque te azeda o íntimo e te torna cada vez mais difícil a saída do labirinto para a luz da paz, do amor e da felicidade. Usa a inteligência para te desviares de emotividades que nada melhoram. Procura esquecer-te de ti próprio e apreciar o exterior com o máximo de isenção, compreensão, condescendência, amor e paz. Isso vai fazer-te melhor e, depois, passarás a ver por outro prisma os problemas que agora te perturbam.
Os outros têm direito a gerir a sua vida e a procurarem aquilo que consideram melhor, o direito de arriscar e errar. Não devemos ficar pelas críticas, mas, se possível, e eles quiserem, procurar ajudá-los. Para nós, da observação dos erros alheios, deve ficar a lição e o aumento da nossa sabedoria.
Desculpa a extensão, mas as palavras são como as cerejas...
Um abraço e melhores votos
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A. João Soares
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Etiquetas: luta, persistência, senso, tenacidade, vida
domingo, 9 de setembro de 2007
Grão a grão...
Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.
Por: Madre Teresa de Calcultá
Extraído do Blog Fragmentos culturais http://fragmentosculturais.blogspot.com/
NOTA: Tenho aqui defendido este conceito, por outras palavras. Gostava de receber muitos COMENTÁRIOS sobre esta ideia e a sua aplicação, na vida prática
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Etiquetas: gota, grão, perseverança, persistência
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Já lá vão 35 anos. Parece que foi ontem.
Já lá vão 35 anos. Parece que foi ontem.
Por António Neves, tenente-coronel comando
Há momentos na vida em que tudo parece acabar, tudo se desmorona, tudo se desmancha, tudo cai, tudo desaparece num turbilhão imenso, confuso e escuro.De repente e sem que nada o fizesse crer, todos os nossos projectos, todas as nossas fantasias, todos os nossos castelos construídos ou a construir, tudo desapareceu inexoravelmente de forma brutal, cruel e instantânea. Os sonhos, os planos longamente arquitectados para um início de uma vida adulta e organizada, que na prancheta da imaginação se apresentam sempre de forma risonha e apelativa, tudo desapareceu, tudo se escoou, tudo se afundou, devorado por esse tremendo “buraco negro” afunilado e profundo.
Já lá vão 35 anos.
A constatação da dura realidade em que nos encontrámos, a certeza de que o pesadelo era palpável e é real, a consciência da monstruosa injustiça que os deuses permitiram que sobre nós se abatesse, geraram em nós sentimentos de raiva, de dor e de inconformismo que apelaram às nossas mais recônditas reservas de energia e de resistência para conseguirmos emergir de todo este caos. O destino reclamou de nós pesado tributo. Iremos pagá-lo mas iremos igualmente cobrar dividendos.
Já lá vão 35 anos.
Não lançámos a toalha ao chão. Não aceitámos a derrota e recusámos a rendição. Por muito poderosas e destruidoras que sejam as forças que sobre nós se abatam, por mais profundas que sejam as marcas e as feridas que provocam e enquanto subsistir a nossa capacidade de pensar e a nossa vontade própria, há sempre coisas que são indestrutíveis e que são as grandes armas que irão permitir vencer a adversidade e lutar contra todas as barreiras: a personalidade, o carácter, a força interior, a criatividade e o poder de iniciativa. Com este arsenal e com o sólido e indispensável apoio dos entes queridos e dos amigos, é e foi possível, recriar todo um novo projecto de vida, voltar a colocar na prancheta novos planos e novos horizontes, voltar a sonhar e voltar a acreditar nas fantasias.
Já lá vão 35 anos.
A luta não é, nem foi fácil. As múltiplas barreiras físicas, culturais e sociais continuam a ser tremendas e por vezes difíceis de ultrapassar. Ao longo desta caminhada, dia após dia, mês após mês, ano após ano, foi necessário subir montanhas e atravessar desfiladeiros. Poucas vezes encontrámos planícies. Foi necessário abrir muitas portas, quase sempre fechadas, forçar a entrada, muitas vezes a pontapé. A novidade e o ineditismo da luta que vimos travando no seio de uma sociedade quase totalmente alheia a estas realidades, trouxe-nos algumas vezes momentos de desalento e de frustração, mas trouxe-nos igualmente, momentos de alegria e sentimentos de vitória, quando conseguimos finalmente abrir as portas ou atravessar os desfiladeiros, mostrando aos outros que todos juntos e cada um com a sua quota parte de participação, é que preenchemos e construímos o puzzle deste imenso universo que é a humanidade e/ou a sociedade ou as micro-sociedades em que estamos inseridos.
Já lá vão 35 anos.
É tempo de olhar para trás e sentir a agradável sensação e o prazer de quem cumpriu mais uma etapa na vida. Olhar para baixo, lá do cimo da montanha e ver o sinuoso edifício traçado que desde a base até aqui nos conduziu, vencendo e ultrapassando inúmeros e aparentemente intransponíveis obstáculos. Olhar com alguma nostalgia para tudo o que aconteceu, para tudo o que foi construído, para tudo o que foi concretizado, quase sempre a partir do zero, como tudo hoje parece tão simples e tão fácil.
Já lá vão 35 anos.
Para nós e contrariamente às conhecidas teorias da astrofísica, primeiro aconteceu o “buraco negro” e depois o “grande boom” que permitiu que tudo se recreasse e que tudo se reconstruísse. E assim aconteceu e vai acontecendo. Aquilo que aconteceu numa fracção de tempo, que foi um hiato da nossa existência e em que tudo parecia irremediavelmente perdido, voltou a ser realidade e a vida reapareceu com todo o seu esplendor.
As actividades profissionais e culturais, sempre vividas e desenvolvidas, o envolvimento e a participação em múltiplas iniciativas e projectos de âmbito social e comunitário, a partilha de conhecimentos e experiências com pessoas e instituições, permanente contacto e convívio com os amigos, aquecem-nos o ego e dão-nos a certeza de sermos membros pro-activos da grande aldeia a que pertencemos. Mas há um factor que é, e foi fundamental para que o “boom” que sobreveio ao “buraco negro” acontecesse: o calor humano e o amor da família e dos amigos. Sem o companheirismo, o apoio e o amor sempre presentes, da família, dos pais, dos irmãos, da esposa, dos filhos e agora dos netos, as vitórias alcançadas não teriam nem o sabor nem o significado que todos lhes atribuímos. Foi por eles e com eles que tudo se realizou.
Faz hoje 35 anos que esta saga começou.
Cascais, 24 de Julho de 2007»
A. Neves, Tenente-coronel Comando, in Passa-Palavra
NOTA: O Amigo António Neves é, no meu conceito, um herói, não por ter sido ferido em combate e ter ficado totalmente invisual e sem as duas mãos, porque isso pode acontecer a qualquer um, mas porque, tendo sofrido uma tragédia que deixaria um ente normal destruído para o resto da vida, soube de uma forma muito inteligente desenvolver uma luta permanente, que o levou a encontrar uma forma muito digna e exemplar de superar as dificuldades. Já tive o grande prazer de referir as suas qualidades de Homem de carácter e força de vontade indomável, ao expressar as minhas impressões dos primeiros contactos que com ele tive, aqui e aqui. Não sei dizer mais mas tudo o que pudesse dizer seria pouco para exprimir a minha admiração, respeito e muita consideração pelo Sr. Tenente-coronel António Neves.
Parabéns António Neves pela sua tenacidade e força de vontade e pelo exemplo que tem dado.
Publicada por
A. João Soares
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Etiquetas: coragem, persistência, vontade
