Serviços públicos sem respeito pelos utentes
(Publicado no semanário O DIABO em 170808)
O cidadão portador do Cartão nº 03749056 7ZX5, residente em Runa precisou de ir a Lisboa no dia 13 de Julho de 2017. Habituado a usar de pontualidade, com o significado de «estar a horas», estava na estação da CP de Runa às 07h30 para tomar o comboio com paragem prevista no horário para as 08h13, com chegada prevista ao Rossio às 09H59.
O comboio chegou a Runa às 08h50 (com atraso de 37 minutos). Chegou ao Rossio às 10h57, isto é, cerca de 1 hora mais tarde do que que o previsto.
No regresso, o referido cidadão não conseguiu chegar a Sete Rios a tempo de tomar o comboio que passou às 16h44. E, como o comboio seguinte partia de Meleças às 18h35 teve de se deslocar para esta estação, tendo queimado cerca de duas horas no percurso e no cais e embarque, sem comodidade adequada a tão longa espera.
Os horários não estão de acordo com os interesses da generalidade dos utentes, com intervalos muito variáveis e, por vezes exagerados. Por outro lado, os planos feitos pelos cidadãos para os seus deslocamentos não podem ser elaborados com fiabilidade devido a atrasos frequentes na circulação dos trens.
Alguns comboios utilizados nesta linha (do Oeste) têm os vidros de tal maneira pintados que a sua opacidade não permite ver os nomes das estações em que vão parando, o que dificulta aos utentes sair na estação que lhes interessa. E não existe qualquer meio de comunicação a informar qual é «a próxima estação».
Na quinta-feira seguinte, dia 20, o comboio que seguia para Caldas da Raínha, devia, pelo horário parar às 7h10, mas apenas chegou às 7h35 (25 minutos de atraso). O que seguia para Meleças chegou a horas mas, na estação seguinte, Dois Portos, esteve parado mais de 20 minutos, o que se repercutiu num atraso desagradável na chegada ao Rossio.
E, no regresso a partir de Sete Rios que estava previsto no horário ser às 16h44 teve um atraso de 6 minutos, que foi sendo aumentado nos anúncios sonoros, para 10, 20, 27 e 30 minutos. A confusão gerada pelos anúncios, quase sobrepostos a outros, perturbou a atenção e o passageiro perdeu-o e teve que tomar outro comboio para Meleças, de onde partiu às 18h38, quase DUAS horas após ter comprado o bilhete.
No dia 27, o bilhete foi comprado em Sete Rios às 15H49. Às 17h05, depois de muita espera em Meleças, era hora de partir, mas os passageiros que aguardavam foram avisados por um funcionário da CP de que essa viagem não se ia realizar e que teríamos de esperar algum tempo pela seguinte. Às 18h36 o comboio iniciou a viagem, isto é, 2h47 após ter sido obtido o bilhete. As pessoas reclamavam e o funcionário respondia que a bilheteira já estava fechada e podiam entregar reclamação por escrito no dia seguinte. Alguns passageiros ligavam para casa a fim de informar do atraso da chegada, para não estarem preocupados.
Os responsáveis pela CP e os governantes responsáveis pela defesa dos cidadãos devem prestar a devida atenção aos casos referidos e a outros que possam contribuir para um melhor serviço a prestar aos cidadãos. Pensa-se que o investimento em tais medidas será recuperado pelo aumento de utentes atraídos pela maior comodidade deste meio de transporte que é menos poluente do que os rodoviários.
É urgente que as entidades responsáveis actuem eficazmente em defesa das populações do Oeste que precisam de utilizar esta linha. Tal como está a funcionar, É UMA VERGONHA.
António João Soares
1 de Agosto de 2017
terça-feira, 8 de agosto de 2017
SERVIÇOS PÚBLICOS NÃO RESPEITAM UTENTES
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A. João Soares
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
QUEM MANDA NO PAIS? QUEM É EXPLORADO?
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A. João Soares
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Greves contra os utentes dos serviços
Hoje tive que fazer uma pequena viagem durante 16 minutos na linha suburbana da região de Lisboa que costumo utilizar. Sabia que há greve e que muitos dos comboios não se realizariam e deduzi que, à semelhança de greves anteriores sairia um às 11h20, que me permitiria estar no destino a horas.
Eram 11h10 quando cheguei à estação e encontrei o dístico de que a próxima viagem iniciaria às 12h30. Sentei-me num banco da plataforma e esperei ao frio desenvolvendo o pensamento de que esta forma de luta é contra os utentes dos serviços que em nada são culpados do mal que possa estar a preocupar os trabalhadores.
Certamente que a entidade patronal seria mais afectada se o serviço fosse realizado em pleno mas sem cobrança de bilhetes. Enfim, talvez a finalidade de tal forma de luta seja conseguir mais uns dias sem trabalho. Assim, nada de bom se augura para o futuro desenvolvimento da economia nacional e o bem-estar das populações.
A fotografia mostra a ausência de brio do pessoal da CP ou da REFER que não cuida de limpar os comboios utilizados na realização dos serviços mínimos. Além de menos comboios e a horas pouco convenientes temos de suportar a lixeira de anteriores utilizações.
Eis os links referidos:
- Greve na CP e contradições de alto nível
- Greves contra o quê e para quê?
- Greves. Porquê tantas ?
- Greve é boa ou má, conforme… !!!
- Greve como forma de protestar ???
- Greve irracional
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A. João Soares
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Greve é boa ou má, conforme… !!!
Em 9 de Novembro último, coloquei aqui o post A greve é uma arma e explicava que, como arma deve ser utilizada com muita precaução. Curiosamente, recebi agora por e-mail de velho amigo que vem de certa forma reforçar alguns dos argumentos que então utilizei e, por isso transcrevo na íntegra:
Quando o PCP era contra as greves...
Por M. Amaral de Freitas
Ainda a propósito da greve geral...
"Os trabalhadores e trabalhadoras de todos os sectores, empresas e serviços, com vínculos permanente ou precários, têm motivos para aderir à greve geral de 24 de Novembro", proclama o PCP na primeira página do seu jornal oficial. Sob a palavra de ordem "a adesão de cada um faz a força de todos".
Isto sucede agora. Mas já houve um tempo em que o PCP era contra a realização de greves em Portugal. Um tempo em que, por coincidência ou talvez não, os comunistas ocupavam pastas ministeriais no Governo. Convém recordar aos mais desmemorizados, por exemplo, uma resolução do Comité Central (CC) do PCP datada de 17 de Junho de 1974 em que a direcção do partido se insurgia contra a realização de uma greve nos CTT. Passo a transcrever parte desse longo comunicado, naturalmente com a devida vénia.
«O PCP alerta contra o perigo de reivindicações irrealistas e chama particularmente a atenção para as exigências de súbita e radical diminuição da semana de trabalho, que em alguns casos desceria a níveis não praticados mesmo nos países mais desenvolvidos. Semanas de 35/36 horas não correspondem ao nível do actual desenvolvimento económico. As reivindicações irrealistas conduzem a um beco sem saída, à perturbação do equilíbrio económico ou ao aumento dos preços e ao agravamento da inflação que anulam os aumentos de salários alcançados.
As formas de luta devem ser cuidadosamente examinadas antes de decididas. No actual momento político, a greve só deve ser utilizada na luta por reivindicações sérias e ponderadas, depois de esgotados todos os outros recursos. Os trabalhadores devem fazer tudo para que não tenha lugar em sectores-chave da vida económica dadas as profundas e desfavoráveis repercussões que pode ter na situação económica e dadas as graves reacções que pode provocar. O CC do PCP desaprova a greve dos CTT (...) Desaprova a greve em outros sectores vitais da vida económica e social do País e apela para que os trabalhadores tenham plena consciência dos graves riscos que correm e fazem correr ao processo de democratização iniciado em 25 de Abril. (...) Chama com solenidade a atenção dos trabalhadores para o facto de que a desorganização da economia, a paralisação de transportes e outros meios vitais da vida económica criam condições favoráveis para a reacção e a contra-revolução.»
Um prodígio de hipocrisia, esta posição dúplice de um partido que quando está na oposição incentiva os trabalhadores a fazer greve mas quando está no Governo recomenda aos mesmíssimos trabalhadores que não utilizem tal forma de luta. É isso, aliás, que sucede nos países ainda dirigidos por partidos comunistas: China, Coreia do Norte, Cuba, Laos e Vietname. Todos condicionam fortemente ou interditam o direito à greve - naturalmente, sem um sussurro de protesto do PCP. A nula adesão à luta faz a fraqueza de todos.
NOTA: Falta salientar que as greves em serviços públicos constituem uma péssima utilização da arma porque as vítimas são sempre trabalhadores inocentes, os utentes de tais serviços que, não têm a mínima culpa da situação que desagrada e acabam por ser sacrificados duramente na sua vida e rotina quotidiana.
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A. João Soares
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