domingo, 30 de setembro de 2012

António Borges o arrogante «sábio»

Talvez o arrogante «sábio» António Borges consiga fazer as quatro operações aritméticas sem calculadora nem precisar de contar pelos dedos, talvez consiga saber logaritmos, derivadas, integrais, estatísticas e outros malabarismos com números, mas isso não justifica, não lhe dá o direito de querer impor a sua opinião com a arrogância de quem se julga ser dono absoluto da verdade e muito menos de ser incontido nas palavras ofensivas que usou para os empresários que têm sido pilares da economia nacional, inovando, produzindo e exportando, como é referido na notícia António Borges classifica de "ignorantes" empresários que criticaram a TSU.

Os visados não aceitaram tais modos menos correctos de uma pessoa que joga nos dois campos de adversários e se presta à promiscuidade entre público e privado, recebendo do Estado e da Jerónimo Martins, empresa que tem negócios com o Estado (ver aqui e também aqui) e reagiram como se pode ver nas notícias seguintes:

- O empresário Luís Onofre ficou “pasmado”com as declarações de Borges

- Fortunato Frederico, patrão da Fly London ofendido com as afirmações de António Borges

- Filipe de Botton, presidente da Logoplaste, disse que António Borges “demonstra total ignorância do que é o tecido empresarial português”

- Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), disse que António Borges não tem “perfil para o lugar público que ocupa”

- Murteira Nabo. empresário e ex-ministro, disse que Borges não foi feliz ao ter chamado “ignorantes” aos empresários

- Rui Moreira, presidente da ACP, acusa António Borges de se colocar “na posição de ministro que não é”

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sábado, 29 de setembro de 2012

Guerra Mundial Financeira

O Homem que disse toda a Verdade na TV



Sabe o que é a corrupção? Já reparou nas múltiplas formas como se apresenta? Não fica pelo envelope passado por debaixo da mesa. Nem pelo «tacho» para um familiar. É um fenómeno muito mais complexo na troca de favores e atenções que vão muito além da oferta de ROUBalos e de ALHEIRAS. Esteja atento e tente descortinar todos os indícios.

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Dia de Grande Manifestação

A minha actual situação não me permite a deslocação a Lisboa para aumentar o número de manifestantes. Mas estarei presente em pensamento, porque tenho na memória algumas frases que fui fixando:

 - Para o triunfo do mal basta que os bons não façam nada.
Edmund Burke (16-01-1729 – 09-07-1797)

- Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente há uma certa cumplicidade vergonhosa.
Vítor Hugo (22-02-1802 - 22-05-1885)

- O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior.
Platão (428-347 A.C.)

- Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.
Mahatma Gandhi

- A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.
Aristóteles

- Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colmeia por medo das picadas das abelhas.
Shakespeare

- O que me preocupa não é o grito dos maus! É o silêncio dos bons.

- Se lutares, podes perder; se não lutares, estás perdido!

- É preciso não temer arriscar, pois, quando um barco avança, ele equilibra-se.
Ditado chinês

- A mais elevada moral é a que nos leva a trabalhar incessantemente para melhorar a humanidade.
Mahatma Gandhi.

- Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim.
Mahay«tma Gandhi

- A utopia move o mundo e a demagogia governa-o.

- Se não mudas nada em ti mesmo não esperes que o mundo mude.

- Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.
'' António Aleixo''

- Ninguém entra em pânico com aviso prévio.
Prof João César das Neves

- A vida consiste não em ter boas cartas, mas em jogar bem com as que se possui.
Josh Billings

- É curioso que a vida, quanto mais vazia, mais pesa.
Léon Daudi

- Em país em que não há governo, todos governam e, quando todos governam, todos são escravos.

- É preciso revitalizar o homem para depois pensarmos em revitalizar o planeta.
Hugo Wernack

- Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens.
Pitágoras

- Temos o direito de ser diferentes, mas temos o dever de não sermos indiferentes.

- É melhor estar preparado para uma oportunidade e nunca tê-la, do que ter uma oportunidade e não estar preparado.

- Todos nós estamos na sargeta, mas alguns de nós olham para as estrelas.
Oscar Wilde

- "Saber mandar sempre foi um dos mais soberanos dons da espécie mortal."
Carlos Malheiro Dias

- "Não manda bem quem tem a ânsia de mandar."
John Ruskin

- Qualquer um pode ficar furioso. Isso é fácil! Porém, ficar furioso com a pessoa certa, na intensidade correcta, no momento correcto, pelo motivo correcto e na forma correcta,… isso não é fácil!
Aristóteles (Ética a Nicómaco)

- Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.>

- A arma mais letal é a alma ferida.

- "Vergonha" é uma emoção que nos deixa saber que somos finitos.
John Bradshaw(1933-….)
Educador americano

- A ditadura clássica é vitalícia e acaba com a morte (natural ou provocada ) do ditador. A actual democracia é uma ditadura pelo prazo de 4 anos. Geralmente, ambas se iniciam com a aprovação dos cidadãos.

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Dinheiro público é mal gerido

Muito se tem falado das «gorduras do Estado» e da necessidade de as eliminar.

Recentemente, foram anunciadas algumas medidas contra as fundações e logo surgiram as esperadas reacções daqueles que se sentem lesados nos benefícios que vinham usufruindo. Em teoria e ideologia, é provável que todas as fundações tenham sido criadas para fins socialmente recomendáveis e usando métodos de gestão honestos, mas as realidades da sua existência, muitas vezes, ignoram as finalidades e as justificações visadas no momento da criação e tornaram-se pontos de fuga dos capitais do Estado, do dinheiro dos nossos impostos.

As notícias vindas a público mostram que a má gestão do dinheiro público acontece não apenas nas fundações (veja-se o post de 20 de Outubro de 2010 Fundação Cidade de Guimarães), mas também, de uma forma geral em milhares de actos públicos, principalmente nos contratos directos. Agora surge a notícia Câmara de Lisboa paga 19 mil euros a Mega Ferreira por estudo que já tem o que pode traduzir amiguismo ao amigo (Pesquisar no Google «CML – Antóno Mega Ferreira») por não ter sido reconduzido na presidência do CCB.

Torna-se urgente um esforço partilhado por todas as sedes de poder para reorganizar a sociedade, definir os destinos dos dinheiros públicos e fiscalizar rigorosamente as despesas públicas. Porque será que os ex-políticos e seus amigos e coniventes estão ricos, com pensões milionárias muitas vezes acumuladas e vários tachos???? Porque será que os políticos, apesar de terem cometido graves erros não se sentaram no banco dos réus???

Devemos meditar nesta tão grave situação que conduziu à crise em que nos encontramos, mas que não afecta os que beneficiaram com as causas que a ela conduziram, os quais continuam a querer colher o máximo com a sua continuação.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sinais animadores ?

Em perigo de crise social, moral e financeira, devemos evitar ficar agarrados a lamentos e a fixações naquilo que é negativo (infelizmente abundante) e precisamos de aproveitar os sinais positivos e animadores que, por acaso, surjam.

É certo que não podemos depositar demasiado optimismo e esperança em tais sinais porque , na maior parte dos casos, acabam por se esfumar sem os resultados desejáveis ou prometidos. Mas, mesmo sem euforia, convém destaca-los até para que os «responsáveis» se sintam obrigados a não frustrar as espectativas criadas.

A tão propalada , desde há mais de um ano, redução de despesas com fundações e outras obesidades do Estado doente deu agora sinais de concretização. Como dizem vários observadores, num universo de centenas de «instituições» sugadoras do erário público, dos nossos impostos, as notícias vindas a público não podem ser consideradas verdadeiros e significativos cortes, ficando-se apenas pequenas escoriações ou arranhões em tão magno problema. E há dúvidas de que, perante a proverbial subordinação dos governantes às amizades com ex-políticos, bancos e grandes capitalistas, os sinais agora vindos a público venham a ser concretizados com o desejado rigor e patriotismo, mas já são um sinal animador no meio dos factores de desânimo, descrença e medo de dramas sociais irremediáveis.

Para levar esta acção salutar para a sociedade portuguesa, é indispensável analisar o assunto com profundidade. Por exemplo, procurar resposta para as interrogações seguintes e outras. O que se passa com cada uma das muitas centenas de fundações? Qual ao alegada finalidade da sua criação e qual a actividade de benefício publico e «outras» que têm vindo a desenvolver? Estas actividades correspondem às finalidades inicialmente propostas? Quem tem sido beneficiado com a sua existência? Como tem sido efectuada a contabilidade e como tem sido feito o seu controlo? Que ligações existem entre o Poder político nacional, regional, autárquico e financeiro e os elementos das administrações, e outros órgãos de direccão, conselho e controlo? Qual o grau de promiscuidade entre função pública e interesse privado realmente existente nos ocupantes da tutela que têm consentido nos desperdícios do erário público com muitas «instituições» de menor interesse para a sociedade?

Certamente, haverá muitos casos gritantes semelhantes ao da Fundação do PSD-Madeira.

Mas há um outro sinal animador, o das buscas a casa de ex-governantes, no âmbito da investigação de má administração de dinheiro público e de desleixo em relação aos interesses nacionais, em negócios da Estradas de Portugal. Esta notícia pode mostrar que a Justiça está a tentar ser aplicada a todos os cidadãos, independentemente dos seus cargos públicos. Isso é animador para os portugueses e mais será se não parar a meio e se for conduzido até às últimas consequências. Portugal precisa de ter confiança na Justiça e considera-la o mais forte pilar da harmonia na vida social e nas interacções de cidadãos com todo e cada um dos serviços públicos.

Oxalá não falte clarividência para estudar bem as decisões antes de virem a público e coragem, honra, dignidade e sentido de Estado e de responsabilidade para usar de forte patriotismo e concretizar a melhor estratégia para o futuro dos portugueses e de Portugal.

«Honrai a Pátria que a Pátria vos contempla»

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Governo não pensa em orçamento. Só pensa em receitas

O orçamento, tal como o balanço, seja público, empresarial ou individual assenta na operação aritmética denominada subtração. O défice, ou o lucro ou benefício é a diferença entre o aditivo e o subtractivo, a receita e a despesa.

Perante isto verificamos, pelo título da notícia Governo estuda mais impostos para compensar devolução de subsídio aos funcionários e pensionistas que o Governo sofre de uma obsessão, socialmente preocupante, de apenas se preocupar com os impostos e outras formas de receitas fiscais, em vez de deitar também uma olhadela às despesas. Aliás, já houve promessas governamentais, com indicação de prazos, de reduzir drasticamente as despesas com pessoal da máquina do Estado, incluindo assessores inexperientes com salários de directores-gerais em fim de carreira, com fundações, com observatórios, com empresas públicas e autárquicas, com instituições, comissões e organizações dispensáveis, etc, mas dessas promessas têm-se notícias semelhantes às das promessas eleitorais !!!

Continuaremos à espera de milagre? Ou surgirá um momento de lucidez patriótica que faça o Governo encarar a sério e na sua globalidade o grave problema nacional?

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Problemas não se adiam, resolvem-se

Tenho recebido muitos comentários de pessoas afectas à área do Governo que, para aliviar a imagem deste, arranjam os mais variados pretextos para justificar o adiamento de situações problemáticas e graves, ou porque as causas vêem de trás ou porque as soluções são difíceis e custosas, exigindo coragem e sacrifícios de mordomias e privilégios.

Quanto às causas, é vulgar a insistência nos erros surgidos imediatamente após o 25 de Abril e agravados continuadamente pelos sucessivos governos. Dizem que os exageros da má governação atingiram o máximo no tempo de Sócrates, mas não querem aceitar que no actual Governo foi acelerado o agravamento da crise, com a austeridade, o desemprego, a fome, o encerramento de empresas, etc.

Ora, quer a causa esteja no Afonso Henriques, no 5 de Outubro, no 26 de Maio ou no 25 de Abril, a verdade é que o problema existe e está actualmente a sacrificar demasiado os portugueses mais carentes e desprotegidos, embora os mais poderosos e favorecidos pela política continuem com o seu luxo e espavento. Portanto, há que, sem demoras, já, se corte este vício de deixar o País deslizar velozmente para o abismo.

Não se pode deixar tal tarefa para os que hão-de vir, no futuro, porque, depois, as dificuldades serão maiores e de solução muito mais difícil. Custe o que custar, a tarefa compete aos actuais detentores do Poder. A solução tem que ser realizada já, hoje, agora, pois não admite adiamentos.

Mas há quem justifique a falta de decisões para eliminar fundações, observatórios, instituições diversas, empresas públicas e autárquicas e outros sistemas parasitários sugadores do cofre do Estado sem proporcional benefício para os cidadãos, porque tais eliminações obrigariam a indemnizações a «boys» e a «girls», por despedimento antes do fim do período de contrato. Isto é demagogia. Se tal critério fosse tão respeitado para todos os cidadãos, não haveria, hoje, tanto desemprego, pelo País fora. A racionalidade da vida diz que é preferível amputar uma perna gangrenada do que deixar que ela infecte todo o corpo e cause a morte. Com efeito, o benefício do desaparecimento de uma organização deficitária e sem utilidade efectiva (a não ser para os tachistas que alberga) acabará por, em breve prazo, cobrir as indemnizações e, depois traduzir-se em benefício financeiro para o orçamento e em vantagens para a moralização do sistema.

Parece não haver dúvidas nas linhas gerais deste raciocínio, mas começa a tornar-se evidente a ausência de patriotismo e verdadeira coragem dos políticos eleitos em exercício para defender os interesses nacionais e submeter-lhes os interesses pessoais, próprios e dos seus amigos, cúmplices e coniventes. Quando surgirá tal coragem? Quem será o heróico salvador de Portugal nesta data dramática?
A João Soares, 24 Setembro 2012

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domingo, 23 de setembro de 2012

Muitas cigarras e poucas formigas

Costuma ser perda de tempo ler ou ouvir os ditos dos governantes porque, depois de espremido, sai apenas água e nem sempre potável. Mas há exceções e, agora, surge, talvez por descuido do Sr. Ministro Miguel Macedo, a afirmação de que Portugal é “um país de muitas cigarras e poucas formigas” (para ler o artigo faça clic no link). A frase tem muito de verdade e merece ser devidamente ponderada.

Em quantidade de pessoas, as formigas são mais numerosas e são as maiores, ou únicas, vítimas da voracidade das medidas de austeridade que não param de lhes sugar o tutano, para benefício das cigarras. Para mais, muitas formigas, na sua vontade de produzir, queixam-se de não as deixarem labutar para seu sustento e das suas famílias e estão confinadas ao desemprego.

Por outro lado, as cigarras (preguiçosas e improdutivas que não param de «cantar» na comunicação social e de explorar as formigas) , embora possam ser em menor quantidade do que as formigas, possuem uma voracidade que não se satisfaz com a total exploração das pobres formigas que pouco usufruem do muito que labutam.

Parece que o Sr. Miguel Macedo advoga a redução das cigarras e a melhoria das condições de trabalho das laboriosas formigas. Convém recordar-lhe que são bem conhecidos os enxames de cigarras a controlar e a reduzir: assessores, deputados, jotinhas, sanguessugas de fundações desnecessárias, peste ligada à invenção de «observatórios» e de instituições que, aparentemente, nada fazem de útil ou indispensável, mas que custam caro às formigas que constroem o «morro de salalé» do erário que alimenta todas as cigarras, PPPs, empreas públicas e autarquicas, etc.

Realmente, estando atento aos muitos e-mails que circulam com informação acerca das cigarras de luxo que abundam escandalosamente num País em crise, em que as formigas sofrem de carências vitais, é justo que se afirme com maiúsculas que somos «UM PAÍS DE MUITAS CIGARRAS E POUCAS FORMIGAS”, pois não há formigas que cheguem para alimentar toda ambição de ostentação das cigarras.

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Padre Mário da Lixa e a austeridade



Trata-se de uma opinião desassombrada do Padre Mário Pais de Oliveira apoiada em fundamentos teológicos e texto bíblico, que vem enquadrar-se nas ideias contidas em notícias já conhecidas de que se citam, ao acaso:

Freitas do Amaral sugere imposto acrescido sobre os melhores salários

Alberto João Jardim diz que “a paciência das pessoas tem limites”

Alberto João Jardim quer mudança de regime

Ladrões já começam a assaltar as hortas 

CGTP propõe alternativas para o Estado arrecadar seis mil milhões sem cortes

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sábado, 22 de setembro de 2012

Austeridade ataca a dignidade do pobre

Transcreve-se o seguinte artigo que vem em consonância com aqueles já aqui existentes referindo a justiça social, a equidade, a harmonia social, a paz social, a democracia, o diálogo e o consenso social, etc:

Austeridade. Vítor Melícias condena “assédio à dignidade do pobre”
Público. 22.09.2012 - 12:17 Por Lusa

O presidente emérito da Confederação Internacional das Misericórdias (CIM), o padre Vítor Melícias, condenou neste sábado o “assédio à dignidade do pobre”, numa declaração a propósito das medidas de austeridade em Portugal.

“É extremamente urgente que se travem estas medidas tão aceleradas de austeridade, com incidência sobretudo financeira”, preconizou o também ministro provincial dos Franciscanos e membro do Comité Económico e Social em Bruxelas.

Falando à agência Lusa à margem do Congresso Internacional das Misericórdias, que termina hoje no Porto, o presidente emérito da CIM considerou que “não se está a tomar em atenção que as primeiras pessoas a serem atendidas são os pobres”.

Vítor Melícias assinalou que vê “com muita preocupação o assédio à própria dignidade do pobre enquanto pessoa humana e enquanto primeiro de todos os irmãos”.

O padre franciscano entende que a crise actual é “de valores e de lideranças, com a agravante de, pela prevalência dada aos critérios financeiros sobre os próprios critérios de economia e critérios sociais, se estar, aceleradamente, a agravar a insegurança das pessoas, quer a nível social, quer até a nível psicossocial”.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Burocracia exagerada é uma peste terrível

Transcrição do artigo:

Ministro diz que cortes na burocracia permitiram dar mais 254 milhões à acção social 

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou hoje que os cortes, em 2012, nas despesas com burocracias e administração do Estado permitiram transferir mais 254 milhões de euros para a verba da acção social.

“Num tempo difícil, num tempo em que é difícil fazer escolhas e os recursos são limitados, que optamos por restringir de forma muito significativa as despesas com a burocracia, os custos com a administração do próprio Estado para podermos dar um pouco mais: mais 16 por cento, mais 254 milhões de euros para a verba da acção social orçada para este ano, que é a verba que serve, exactamente, para responder às famílias e para responder às instituições”, disse.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, discursava hoje durante a abertura do X Congresso Internacional das Misericórdias, que até sábado decorre no Porto e em Vila Nova de Gaia, tendo substituído na sessão solene o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que estava previsto até hoje no programa oficial do evento.

Pedro Mota Soares disse ainda saber “das dificuldades que hoje as instituições sociais atravessam” e de “como é importante trabalhar para lhes dar sustentabilidade”.

“É importante que tenhamos a noção de que o Estado, por si só, não conseguirá chegar a todas as situações mas se o Estado tiver a capacidade de estabelecer parcerias, se o Estado tiver a humildade de pedir ajuda a quem nasceu para ajudar os próximos, então aí a resposta social pode ser inovadora, a resposta social pode mesmo marcar um novo paradigma e uma nova mudança. É isso que estamos empenhados em fazer”, sublinhou.

O ministro da tutela defendeu ainda que “o papel de um Estado responsável é reconhecer e aproveitar a presença e a actividade das misericórdias” e “reconhecer que a acção social é melhor, que a acção social é muito mais eficaz quando é feita em parceria”.

“Reconhecer uma nova acção social, solidária e única, que se reinventa diariamente, com novas respostas para os novos problemas, com novas exigências para as novas dificuldades. Para que isso aconteça, é essencial que os decisores políticos também procurem conhecer a realidade, que os decisores políticos tenham a mesma proximidade que as instituições sociais e as misericórdias têm aos problemas”, enfatizou.

NOTA: A burocracia exagerada lesa o Estado, os portugueses de uma forma imparável, por estimular a corrupção. Aquilo que a burocracia faz decidir apenas passado dois anos pode ser resolvido em poucos dias com uns «robalos» e uma «alheiras».
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Democracia e Diálogo são parceiros Inseparáveis

Sem democracia é difícil e inútil haver «diálogo» por falta de confiança mútua, lealdade e abertura, Por seu lado se o diálogo estiver ausente não é coerente falar-se de democracia.

Com democracia e diálogo é possível preparar as decisões, fáceis ou difíceis, para os pequenos ou grandes investimentos, empreendimentos e acções sociais. Deve sempre usar-se uma metodologia adequada para pensar antes de decidir.

Esta ideia foi criticada alegando que no Governo de Guterres era dada toda a prioridade ao diálogo mas que raramente era concluído e concretizado, traduzindo-se em medidas concretas. O diálogo com a finalidade de preparação da decisão, não deve ser bloqueado por demasiadas hesitações ou por avançar por decisões parcelares e opções mal analisadas. A quantidade de hipóteses de solução deve ser reduzida, sucessivamente, até ser escolhida a melhor, após comparações entre todas, tendo em atenção a finalidade e aprioridade dos factores.

A decisão deve ser expressa de forma correcta, isto é, clara precisa e concisa. Deve conter a finalidade que se pretende atingir, as tarefas a desenvolver, quem é responsável por cada tarefa e o início das diversas fases, a fim de haver perfeita interacção entre todas as partes envolvidas e as maiores sinergias.

Iniciada a acção deve ser controlada a realização de todos os actos necessários, para atingir o objectivo pretendido com a máxima eficácia e economia recursos, incluindo o tempo. Em consequência do controlo, resultam, frequentes decisões adicionais, ou por deficiência de planeamento ou por resultados imprevistos ou alterações dos factores condicionantes. Na prática não há planeamentos do género custe o que custar. Pelo contrário, o objectivo, a finalidade só pode ser alterado, excepcionalmente, pelo escalão superior que o estabeleceu.

Felizmente, parece que chegámos ao ponto de as principais forças políticas nacionais se mostrarem decididas a um diálogo útil com vista a procurar as melhores soluções para os problemas que preocupam todos os portugueses. E talvez já pudéssemos ter chegado a esse entendimento democrático se não houvesse o esquecimento de que em diálogo tem que haver cedências de parte a parte, e se não houvesse quem tenha a tendência para teimar na sua ideia e querer levá-la para a frente «custe o que custar». Oxalá a promessa de diálogo seja bem interpretada e posta em prática para que todas as energias do País se conjuguem para o melhor objectivo a bem de Portugal.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Estado em Emergência

Transcrição de artigo:

E agora?
Correio da Manhã. 17-09-2012. 1h00. Por: Luís Pires da Silva, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE

Ao fim de pouco mais de um ano de governo, assistiu-se à maior manifestação que há na memória recente. Depois de se ter recusado um governo PS, escolheu-se o alternativo PSD/CDS. E agora?

O histerismo na classe política é patente. Há os que tudo fazem para se manterem no poder e os que tudo fazem para irem para o poder. E aqui não se fala dos líderes mas de todos aqueles que gravitam à sua volta. E com isto chegamos a um Estado em Emergência.

Sem a regeneração da classe política, que se subjuga ao poder económico e financeiro, que tem um discurso oco que já ninguém ouve, que age confirmando o que todos pensam deles, não é possível restabelecer a confiança dos cidadãos. E isto é um facto.

Esta manifestação foi mais uma forma de mostrar indignação contra a classe política. Alguma elite política sussurra que isto passa, que é um escape para as pessoas e que depois estas voltam para "as suas vidinhas".

Desenganem-se os que assim pensam. Não existe neste momento nenhuma classe profissional, incluindo aqueles que teoricamente os protegem, que não diga que está farta. Se nada for feito, a escalada de protesto aumentará certamente.

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Governo na encruzilhada

Transcrição de artigo:

Os sinais da rua e do PP
Correio da Manhã. 17-09-2012 1h00. Por: Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

Passos Coelho governa com a obstinação de quem tem uma missão a cumprir. Por isso adiou problemas que aconselhavam uma remodelação. Em menos de duas semanas, porém, o tempo político acelerou de tal modo que se arrisca a não retomar as rédeas.

Os sinais da rua são óbvios: uma larga maioria de portugueses já não aguenta a austeridade. A manifestação de sábado foi uma demonstração inequívoca e democrática. Os sinais de Portas acompanham esse sentir. É preciso cortar mais nas PPP, na despesa e na propriedade do Estado, não pedir mais sacrifícios. E fazer uma remodelação alargada. É que se julgam que a legitimidade do governo não está ferida enganam-se redondamente.

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domingo, 16 de setembro de 2012

sábado, 15 de setembro de 2012

Polícia guarda sede do FMI

A sede do Fundo Monetário Internacional, situada no número 57 da Avenida da República, em Lisboa, está a ser vigiada por polícias e cães, devido à ocorrência de alguns confrontos.

Gritos e algumas palavras de ordem têm vindo a ser pronunciadas pelos manifestantes em frente à sede do FMI. Foram ouvidos três petardos e pelos menos dois jovens foram detidos quando arremessavam tomates contra o edifício. Para além disso, um dos manifestantes atirou uma garrafa.

Ver notícia do DN

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Acabou a «pobreza envergonhada»

Directores escolares alertam que acabou "pobreza envergonhada"
Público. 15-09-2012 - 11:45 Por Graça Barbosa Ribeiro

Uns aparecem a pedir manuais escolares, outros a perguntar o que têm de fazer para conseguir mais apoio da acção social escolar, mas há também quem esteja preocupado com as refeições.

Dois ou três dias bastaram para os pais começarem a pedir apoios nas escolas. Esta semana foi de regresso às aulas.

Na maior parte das escolas do país, esta semana serviu para proporcionar um primeiro encontro entre professores e alunos, que só segunda-feira começam as actividades lectivas. Mas dois ou três dias bastaram para os representantes das duas associações de directores detectarem mudanças. "Acabou a pobreza envergonhada, os pais estão num tal grau de desespero que nos procuram e falam abertamente das dificuldades", comenta Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

"Não é uma multidão, mas tenho falado com colegas que dizem que está a acontecer em todas as escolas. Se antes tínhamos de estar atentos aos miúdos para detectar carências, esta semana bastou-nos abrir a porta aos pais", diz Filinto Lima que nota que, "se a vergonha acabou", a pobreza, eventualmente, "até aumentou".

Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), confirma a tendência. E diz ter notado, também, que "têm aparecido muito mais pais nas reuniões de início de ano" - "Há mais desemprego e têm mais tempo? Procuram apoio na escola? Só espero que tenhamos força para dar a estes pais e aos alunos o que eles precisam: um espaço de fuga a este clima de depressão e de crise", diz Manuel Pereira, acrescentando, contudo, que teme que isso seja impossível, "dada a situação complicada que se vive nas escolas".

Fala dos professores contratados "que fazem uma hora e meia de carro por dia para ir dar aulas e outro tanto para regressar às suas casas e aos filhos pequenos e que não ganham mais do que tempo de serviço". E junta-lhes os horários zero, "que vivem tempos de incerteza" e aqueles "que têm mais alunos por turma e mais turmas". "Vivemos este ano uma escola triste com actores tristes", resume Rui Martins, professor e dirigente da Confederação Nacional Independente de Associações de Pais (Cnipe). O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, diz-se preocupado com as questões sociais e a direcção da Federação Nacional dos Professores divulgou um comunicado sobre este ano horribilis: "Menos 40,5% de docentes contratados em 31 de Agosto e menos 50% contratados na primeira bolsa de recrutamento", indica.

Apesar dos múltiplos problemas relacionados com a colocação de professores, a maior parte não afecta os alunos, por se tratar de duplicações em relação às vagas existentes. Verificam-se atrasos nas ofertas de escola dos estabelecimentos com autonomia e em território educativo de intervenção prioritária, onde o Ministério passou a controlar o processo de selecção.

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Recuar nem sempre é fraqueza

O socialista António Vitorino comentou hoje as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, que geraram uma onda de contestação social, sublinhando que “recuar não é um sintoma de fraqueza” e que “pode ser uma medida de sensatez”, principalmente quando é decidido antes de criar situações irremediáveis.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A defesa não conduz à vitória

A frase do título é muito conhecida no futebol, hoje tanto em voga para desviar as conversas dos problemas essenciais da sociedade. Também as antigas fortificações de fronteira, de que á bom exemplo a Grande Muralha da China, não foram suficientemente eficientes para evitar invasões e muito menos para levar à vitória. Também as couraças e as blindagens, se foram tornando, sucessivamente, ineficazes e sofreram reforços, mas o poder atacante foi sempre decisivo e vencedor. O ataque é a melhor defesa.

Esta reflexão vem a propósito da notícia de que a segurança do primeiro-ministro e de alguns ministros foi reforçada, o que leva a concluir que os serviços responsáveis estão conscientes do agravamento do descontentamento e da indignação da população, e pretendem garantir, a todo o custo, a salvaguarda das entidades que devem defender. Estão movidos pela determinação de cumprir com zelo e eficácia a sua missão.

Mas a defesa nunca é totalmente eficiente, como mostrou o assassinato de Indira Gandhi, por dois guardas pessoais de um grupo étnico que estava descontente com o governo, o de John Kennedy, o de Olof Palm, o de Anuar al Sadat por atiradores de uma unidade de elite durante um desfile militar em cerimónia oficial, etc.

E, não sendo a segurança física absolutamente eficaz contra o descontentamento e a indignação, deve ser orientado o esforço para prevenção, através da boa aplicação da democracia, actuando lealmente a favor do bem estar do povo, da justiça social, da redução do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, com clareza e transparência, explicando de forma compreensível quais as soluções possíveis para cada problema e a razão porque se optou por uma e não pelas outras. Claro que isto coloca de lado as soluções oníricas inspiradas por momentos «geniais» que depois são teimosamente impostas, «custe o que custar». Esse ataque frontal, bem estudado com intenções patrióticas, é que leva à vitória e é a melhor defesa contra todos os perigos.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Recado aos deputados

Em situação de crise multidisciplinar, com a austeridade a flagelar duramente os cidadãos mais carentes, cabe aos órgãos de soberania interiorizar as suas obrigações de olhar seriamente para os interesses nacionais e organizar os serviços por forma a desenvolver sinergias para se associarem esforços a fim de multiplicar os seus efeitos e resultados para bem de Portugal.

Infelizmente, é frequente vermos «intelectuais» de vários ramos a olharem apenas para o próprio umbigo, para os factores da sua área de interesse esquecendo as interacções com outras áreas da colectividade nacional. Neste momento já se encontram pessoas com pensamento construtivo desprendido das peias do respectivo partido ou de interesses parciais. Isso é um sintoma positivo que dá esperança de um melhor futuro do país. O sinal mais visível nas notícias recentes é o que Manuela Ferreira Leite dá aos deputados o recado de que «alguma coisa tem de ser ajustada». Ver o vídeo. Mas há outras notícias que evidenciam notável patriotismo, como, por exemplo:

- Crescem dentro do PSD críticas ao pacote apresentado por Passos
- Trabalhadores Social-Democratas pedem ao Governo que reponha “sensação de equidade”
- JSD exige ao Governo mais equidade na distribuição de sacrifícios
- Reunião tensa entre Gaspar e deputados dos partidos do Governo
- Portas cancela “à última hora” presença em homenagem a Fernando Henrique Cardoso
- CDS cancela rentrée e troca-a por Conselho Nacional
- Vice-presidente do CDS-PP critica medidas anunciadas pelo Governo
- Porta-voz do CDS em guerra com o ministro das Finanças
- Belmiro de Azevedo lamenta “erros permanentes” nas medidas tomadas
- Manifestação de sábado será "início de uma revolta popular pacífica"

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gaspar lento e confuso

Já estávamos habituados à fala pausada e serena de Vítor Gaspar, que era interpretada como resultado de muita ponderação na medida das palavras a empregar mas, na entrevista de ontem, o que mais impressionou foi a confusão daquilo que disse e o esforço para omitir o que não queria dizer.

Disse que em macro-economia não pode haver previsões credíveis, rigorosas e seguras mas, pouco depois, com ar convicto, « garantiu que o pacote de medidas de austeridade anunciado pelo Governo bastam para Portugal atingir “os efeitos esperados”» e que «“As medidas anunciadas hoje são suficientes para conseguir os efeitos esperados”».

Disse e repetiu que «“esse esforço está repartido rigorosamente por todos”». Mas omitiu que, nessa distribuição, há tarefas diferentes, dois tipos de esforço: o daqueles que vêem agravada a sua contribuição para o Estado, como por exemplo, os trabalhadores por contra de outrem que têm a sua contribuição aumentada de 63,64% ao passar de 11% para 18% (18:11-1x100=63,64%), e por outro lado, as empresas que fazem o «esforço» de receber a quase totalidade dessa grossa quantia.

Em certos momentos, parecia um fanático religioso ou um psicopata quando argumentava com a sua fé, a sua esperança, convicção, desejo de que o financiamento das empresas iria «conter o desemprego, reduzir as importações e aumentar as exportações». Chegou a fizer que das facilidades criadas às empresas com o dinheiro dos trabalhadores iria resultar em redução dos preços dos produtos e serviços fornecidos «para estimular o mercado interno.

«Quando foi questionado sobre como é que o Governo pode obrigar as empresas a baixarem os preços, para estimular o mercado interno, defendeu que a baixa da Taxa Social Única dá às empresas “capacidade para diminuir os preços”. Quando foi perguntado se é ingenuidade pensar que as empresas vão baixar os preços porque está a fazer esse apelo, Vítor Gaspar disse: “Não devemos subestimar o efeito da opinião”.

Mas quanto ao «efeito da opinião, mudou de ideias» «quando foi questionado por uma jornalista sobre as dezenas de pessoas que o aguardavam à saída da SIC, comentou que não se tratava “de todo” de uma manifestação espontânea, mas de uma “manifestação orquestrada”, sem indicar a quem se referia». Não podemos deixar de pensar que se, em tão curto espaço de tempo, foi organizada, orquestradanente, uma manifestação de dezenas de pessoas, o Governo deve ter muito cuidado porque isso leva a concluir que há por aí bons orquestradores e maestros com grande capacidade de actuação oportuna e rápida.

- Pelos vistos a cartilha do Governo não serve para esclarecer os cidadãos, com verdade e transparência, pos parece não ir além do blablablá.

Como nota final, refere-se a notícia Chefe de missão do FMI disse que mudanças na TSU não foram exigência da troika
.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Relvas disse que cidadãos já sabiam

Miguel Relvas encontra-se no Rio de Janeiro, no Brasil, e disse que os cidadãos já sabiam que as novas medidas de austeridade eram inevitáveis.

O Sr. ministro, Dr. Miguel Relvas, «se calhar» não terá esquecido de que aquilo que «os cidadãos já sabiam» ou de que estavam à espera era que o Governo cumprisse as promessas feitas pelo PSD durante a campanha eleitoral e outras, concretamente, depois de tomar posse. Muitos, talvez os mais ingénuos, acreditaram que tais promessas viessem a tornar-se realidade e, por isso, deram o seu voto ao PSD. Os portugueses esperavam que a sua vida melhorasse com o actual Governo mas, na realidade, piorou e não se vislumbra sinal de vir a melhorar. O Governo insiste na medicação errada que fez piorar o doente, com a agravante de querer aumentar a dose do veneno. Se o remédio falhou, se até o TC o condenou, ficamos parvos ao ver que, em vez de procurar novas soluções, novos remédios, insiste no erro «custe o que custar».

O descontentamento não parece restringir-se aos «piegas» aos «histéricos» ou aos indiferentes, pois há notícias de que ele está instalado dentro do PSD, nos TSD e na JSD.

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Se calhar é verdade...

O Sr. ministro Aguiar-Branco disse:
“Há uma coisa que é verdade. Nós se calhar não temos comunicado tão bem todos os cortes que temos feito da despesa”

Se calhar, é verdade que o Sr. ministro não reparou no desajustamento das duas partes desta afirmação - «há uma coisa que é verdade» e «nós se calhar» - pois a «verdade» refere uma certeza enquanto que o «se calhar» suscita dúvidas, incertezas.
Se calhar, essa coisa não é verdade…

Se calhar, é verdade que o Sr ministro quer lançar mais confusão e angústia nas mentes já muito perturbadas dos portugueses.
Se calhar, é verdade que, ao atribuir as culpas ao que se passou há muito mais de um ano deseja que os portugueses não pensem nos sacrifícios que lhes têm sido impostos, inutilmente, desde há cerca de um ano e três meses.
Se calhar, é verdade que não gosta que se pense que o número monstruoso de fundações, observatórios, empresas públicas e municipais continua praticamente intacto, apesar das promessas.
Se calhar, é verdade que o Sr. ministro não deseja que se diga que o aumento do IVA e de todos os cortes em benefícios, existentes desde há muito, apenas afectam os mais necessitados e deixam de fora aqueles que o professor Freitas do Amaral classifica de privilegiados, muito privilegiados e tubarões.
Se calhar, é verdade que não reparou que de todos os sacrifícios impostos não veio melhoria para os portugueses, nem no défice, nem no desemprego, nem na actividade económica (baixou o consumo, a venda de automóveis, de combustíveis e as pequenas empresas têm fechado em grande quantidade), nem no número de sobre-endividados, nem na quantidade de suicídios, nem na violência doméstica e entre amigos, etc.
Se calhar, é verdade que o Sr. ministro não quer assumir que tem aumentado no Governo a quantidade de assessores jovens e inexperientes que não foram ajudar os governantes a decidir mais correctamente e evitar erros que depois se vêem na necessidade de corrigir.
Se calhar, é verdade que o Sr ministro não quer confessar que tem havido muitos abusos na utilização de funções para fazer favores a amigos e coniventes.
Se calhar, é verdade que o Sr ministro não esperava que os eleitores do PSD, depois de ouvirem as promessas eleitorais e as que se seguiram à posse do Governo, têm sido muito surpreendidos por a vida dos mais pobres ter piorado drasticamente desde há 15 meses e não verem sinal de a queda ser atenuada.
Se calhar, é verdade que o Sr. Ministro não concorda com a JSD quando ela exige ao Governo mais equidade na distribuição de sacrifícios e medidas de corte na despesa.
Se calhar, é verdade que o Sr ministro não quer confessar que sabe que com a nova dose letal de austeridade, os salários mais baixos da função pública são os que podem perder mais dinheiro.
Se calhar, é verdade que o Sr ministro, como profundo conhecedor do Direito, não discorda dos Magistrados que consideram "inconstitucionais" novas medidas de austeridade.
Se calhar, se calhar, sabe-se lá…

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

P.M. «Impreparado»

Transcrição:

Marcelo acusa Passos de só ser “concreto para o mexilhão”
PÚBLICO. 09-09-2012 - 22:00

Marcelo considera que comunicação de Passos ficou entre o descuidado e o desastroso.

Marcelo Rebelo de Sousa acusou neste domingo Passos Coelho de ser um primeiro-ministro “impreparado” e de ter feito um discurso ao país “no mínimo descuidado e no máximo desastroso”. E diz que há um aumento de impostos.Com vídeo.

No habitual comentário da TVI, o antigo presidente do PSD e actual conselheiro de Estado não poupou palavras críticas em relação ao actual líder “laranja” e primeiro-ministro, por causa da intervenção que este último fez na sexta-feira em que anunciou mais medidas de austeridade.

Para já, Marcelo diz não ter ainda todos os dados para considerar se as medidas são ou não constitucionais. Para o também conselheiro de Estado de Cavaco Silva, o discurso de Passos teve uma parte concreta e outra vaga.

A concreta foi a parte em que anunciou os cortes de salários para a função pública, pensionistas e privados. Já a vaga foi a que não explicou como vai tributar o capital, como vai cortar nas fundações, nas Parcerias Público Privadas.

“Para o mexilhão foi concreto, para outras espécies mais sofisticadas foi vago”, concluiu Marcelo. "Fiquei gélido" por ouvir Passos Coelho só "contar uma parte da história", acrescentou.

O antigo presidente social-democrata criticou também a mensagem que Passos Coelho colocou no Facebook, na madrugada deste domingo, afirmando que Passos devia ter tido aquelas palavras dirigidas aos portugueses na sua intervenção.

Para Marcelo, o primeiro-ministro deixou tudo por explicar, nomeadamente por que diz que não vai haver um aumento de impostos. “Ficou a ideia de que para agradar ao PP diz que não é um aumento de impostos quando é”, acrescentou.

Para o professor de direito, o aumento dos descontos para a segurança social de 11% para 18% vai levar à baixa de consumo, “especialmente das pessoas mais carenciadas”, e ao encerramento de empresas.

E para Marcelo a intervenção “desastrada” fica a dever-se “à impreparação” de Passos Coelho.

Marcelo espera agora que o Presidente da República peça esclarecimentos ao Governo sobre o que não foi explicado e que, se tudo se mantiver como está, espera que o Presidente diga ao Executivo que tem de as mudar.

O antigo presidente do PSD tinha ainda mais dois recados para Passos Coelho: devia ter anunciado uma remodelação logo após o seu discurso e “não lhe ficou bem falar antes do jogo da selecção para ver se passava despercebido”.

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domingo, 9 de setembro de 2012

Juízes, Governo e Tribunal Constitucional

Segundo a notícia Juízes vêem as novas medidas como “afronta ao Tribunal Constitucional”, «A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) disse hoje que as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo são “uma afronta ao Tribunal Constitucional”, considerando que penalizam “mais uma vez” os rendimentos do trabalho.»

O agravamento da austeridade merece nesta notícia a seguinte avaliação:

“As medidas anunciadas, mais do que contornar a decisão do Tribunal Constitucional, são uma afronta ao que foi decidido por este tribunal no que respeita à necessidade de garantir a distribuição equitativa dos sacrifícios por todos os cidadãos”…

… “penalizam-se, mais uma vez, aqueles que vivem apenas dos rendimentos do seu trabalho, quer como servidores públicos, quer como trabalhadores do sector privado, bem como os reformados e pensionistas”.

… «poderemos estar em “rota de colisão entre a acção governativa e os seus limites constitucionais”».

… «os funcionários públicos continuam a perder o equivalente ao subsídio de natal e de férias, cuja suspensão tinha sido considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.»

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Reflectir sobre a austeridade

Sendo fonte de reflexões e de preocupações permanentes, a austeridade que nos vem apoquentando, desde há um ano, sem resultados positivos visíveis, e promete agravar-se, é de grande utilidade a procura de informação e de tópicos que incentivem a reflexão e a busca de explicações o mais possível verdadeiras, por forma a podermos tolerar mais conscientemente os sacrifícios, tendo em vista os resultados advenientes.
Nestas condições e com esta finalidade transcreve-se o seguinte artigo de opinião.

Ninguém pára a revolução
 Diário de NotíciasN. 120909. Por PEDRO MARQUES LOPES

Esqueçamos por agora.
Esqueçamos as promessas de que tudo se ia resolver pelos cortes nas gorduras e diminuição dos custos intermédios.
Esqueçamos a profunda ignorância sobre as razões da crise que atravessamos ou a suprema desonestidade de as sabendo não as dizer.
Esqueçamos o facto de não haver uma linha de discurso governamental sobre os problemas do euro, da Europa ou da crise financeira global.
Esqueçamos as mentiras sobre a confiança readquirida no nosso país, a tal que fez baixar as taxas de juro.
Esqueçamos o facto de Passos Coelho se ter sempre oposto às medidas que efectivamente as fizeram baixar.
Esqueçamos os constantes ataques ao Tribunal Constitucional.
É melhor esquecermos.

Podemos dar por nós
a pensar se não há um sério problema de legitimidade democrática quando se faz exactamente o oposto daquilo que se promete,
a reflectir sobre uma tão evidente falta de preparação para o exercício de tão importantes funções ou
a cismar sobre tanta ausência de sentido de Estado.

Concentremo-nos apenas em alguns "pormenores" da mensagem de sexta-feira do primeiro-ministro ao País.
Afinal, a receita que até agora apenas provocou desemprego, falências em catadupa, recessão económica, é para manter. Tudo isso, mais os cortes sociais e tudo o que estamos a sentir no lombo, era preciso para atingirmos os 4,5% de défice, o número mágico que nos ia salvar. Apesar de todos os sacrifícios, de toda a miséria criada, não se chegou lá, longe disso.

Então, o que se faz agora para chegar aos 3% em 2013? Prescreve-se o mesmo medicamento, mas aumenta-se a dose: mantém-se o corte de dois salários aos funcionários públicos, os reformados continuam a ser assaltados (o dinheiro que deixam de receber não é do Estado, é deles) e agora também é retirado um salário líquido aos trabalhadores do sector privado.

NOTA: E, seguindo o mesmo esquema do texto, esqueçamos as sugestões do PR Cavaco Silva (mais sacrifícios devem ser para os que ainda não os suportam), de Freitas do Amaral (defende subida dos impostos para os mais ricos) e de Adriano Moreira (a fome não é um dever constitucional), para não citar dezenas de pensadores descomprometidos e com o pensamento nos portugueses comuns, nos interesses nacionais. Reflectir nas soluções de maior equidade e justiça social, no corte nas gorduras da máquina estatal e nas despesas abusivas, nos observatórios, nas fundações, nas PPPs, nas empresas públicas e autárquicas, no combate à corrupção, à burocracia excessiva e a promiscuidade entre interesses públicos e privados, etc., seria uma utopia que nos aumentaria a frustração deprimente em que já vivemos!!!

Imagem do DN

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sábado, 8 de setembro de 2012

Equidade não é objectivo político

A equidade social, isto é, a redução em valores numéricos entre as fortunas dos mais ricos e a miséria dos mais pobres, em termos religiosos e cívicos, sem menosprezar as diferenças devidas ao mérito e à dedicação ao trabalho, é aceite sem controvérsia, mas apenas em teoria, por que na realidade não se caminha para ela apesar do apoio que parece ser-lhe dado por altas figuras nacionais.

Repare-se como o constitucionalista Jorge Miranda se lhe refere com pinças cirúrgicas, com o receio de poder não ser considerado «politicamente correcto». Diz ele “Receio que continue a haver falta de equidade”. Não se vê razão para tanto receio e precaução ao usar tal linguagem suave quando é um facto que essa falta de equidade existe e tudo leva a crer que continuará a haver pois a realidade mostra que essa falta está agravar-se a grande velocidade.

Hoje o tema mais discutido entre portugueses mais atentos ao que se passa no país é o aumento de 63,6% na contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores do privado o que se traduz na perda de um salário. Isto acontece depois de o PR dizer que mais sacrifícios devem ser para os que ainda não os suportam, o que equivale a ter em conta preocupações de equidade fiscal e de justiça social. Por seu lado, com o mesmo aspecto de moralização, Freitas do Amaral sugere imposto acrescido sobre os melhores salários, e Adriano Moreira sublinhar que “A fome não é um dever constitucional”.

Não se vê, pois, razão para todo o cuidado de Miranda recear não ser «politicamente correcto». Mas ele lá sabe os seus objectivos.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brincando com o Fogo…

Brincando com o fogo…

A notícia do dia saiu há cerca de duas horas Governo aumenta contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social, passando a contribuição dos trabalhadores dos actuais 11% para 18%, fazendo bem as contas, trata-se de um aumento de 63,6% (18:11-1x100) . Isto é mesmo brincar com o fogo.

E não lhe faltaram conselhos de pessoas prestigiadas da sua área ideológica. Por exemplo o PR disse que «mais sacrifícios devem ser para os que ainda não os suportam, mas o governo decidiu causticar mais ops que já têm sido mais penalizados e sem resultados visíveis na melhoria do défice (a obsessão das finanças). Por outro lado Feitas do Amaral, ex-líder do CDS e ex-parceiro do PPD na AD defende subida dos impostos para os mais ricos.

Isto faz lembrar a frase de John Bradshaw (1933-….) Educador americano « "Vergonha" é uma emoção que nos deixa saber que somos finitos.» Mas os nossos políticos, vindos da carreira política, consideram-se infinitos, usando da mais refinada arrogância, impondo os seus caprichos «custe o que custar», chamando aos cidadãos piegas, histéricos, etc. e rodeando-se de assessores oriundos da mesma «carreira», autênticos «yesmen» que aconselham ao chefe aquilo que ele goste de ouvir e depois procuram tapar os erros com desculpas esfarrapadas do tipo crescimento positivo em oposição ao crescimento negativo.

E porque não se explica quais os factores decisivos que impediram a concretização das expectativas criadas em relação com as parcerias público-privadas, os observatórios, as fundações, as empresas públicas e as autárquicas? Não estaria aí uma solução socialmente mais justa e menos causticante para o desemprego o empobrecimento das pessoas e o défice orçamental?

Se houvesse um pouco de bom senso ou de vergonha, teria sido mais lógico e patriótico seguir as sugestões de Cavaco Silva e de Freitas do Amaral, em vez de brincar com o fogo.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Impostos acrescidos para privilegiados

Transcrição de frases do artigo

Freitas do Amaral sugere imposto acrescido sobre os melhores salários
Público. 06-09-2012 - 08:41 Por Pedro Andrade Soares

Freitas do Amaral sugere uma “tributação especialmente pesada” para quem ganha mais de dez mil euros por mês. “Todos têm de contribuir para pagar a crise, não podem ser só as pessoas da classe média”.

“Eu acho que o Governo não tem feito esforço suficiente para que haja uma repartição equitativa dos sacrifícios por todos os portugueses. Há uma classe média numerosa que está a ser muito sacrificada, há algumas pessoas que vivem em condição de pobreza que também estão a ser sacrificadas, ou menos apoiadas, e há depois um grupo de privilegiados”

“Era preciso que o imposto sobre o património, que aliás está previsto na Constituição, o imposto sobre produtos e consumos de luxo, que está previsto na Constituição, e outros impostos sobre actos e contratos que entretanto se desenvolveram e permitem ganhar fortunas, como transacções financeiras, operações urbanísticas, etc., tudo isso devia ser objecto de um pacote que tivesse por objectivo justiça fiscal”.

“Todos têm de contribuir para pagar a crise, não podem ser só as pessoas da classe média”.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Governo e troika

Transcrição de artigo:

Chumbo neles

Correio da Manhã. 04-09-2012 Por: Paulo Morais, professor universitário

O programa de assistência financeira a Portugal (PAFP) já passou por cinco processos de apreciação por parte da troika. Mas, até hoje, ainda não são conhecidos quaisquer resultados destas avaliações.

Seria expectável que, no termo de cada avaliação, o governo apresentasse publicamente um relatório circunstanciado, enunciasse as medidas já executadas, elencando também os respectivos benefícios para Portugal. Simultaneamente, deveria apresentar a lista das que não foram implementadas, os motivos do incumprimento e o prejuízo que daí advém. Sem esquecer de informar, a bem da transparência, para onde são canalizados os milhões das sucessivas parcelas do empréstimo.

O facto é que não só não há relatórios, como também não há medidas estruturantes. Passado mais de um ano, não se reduziram as taxas milionárias garantidas aos concessionários das parcerias público-privadas, não houve diminuição significativa das rendas exorbitantes pagas à EDP. Também não se agilizou o sistema de Justiça. Das medidas previstas no memorando, afinal apenas se tomaram as menos relevantes, ou seja, aquelas que não beliscam os grandes interesses. Entretanto, as privatizações correm mal, com o processo de alienação da participação do Estado na EDP a ser alvo de suspeitas por parte das autoridades judiciais.

Apesar deste nível inquietante de incumprimento, o dinheiro continua a jorrar aos milhões e é mal utilizado. O estado mantém quase intacta a sua capacidade de efectuar má despesa pública e em quantidades colossais. A estrutura de despesa é irracional, sendo mesmo a maior fatia gasta em juros de dívida pública, que representam anualmente cerca de nove mil milhões de euros. Com a cumplicidade da troika, o PAFP dá suporte ao estado português para que este sustente a agiotagem. Por outro lado, e para cúmulo, o PAFP ainda apoia os bancos, concedendo-lhes empréstimos ou até permitindo aumentos de capital com recursos públicos. Os milhões dos sucessivos empréstimos estão a ser erradamente aplicados. Além disso, o memorando de entendimento nem sequer é cumprido nas suas medidas mais primordiais. Por mim, a avaliação está feita: chumbo para a troika e para o governo.

Imagem do Correio da Manhã

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Fome origina roubos

Apesar do aparente optimismo do governo quando anuncia que «o défice está a cair» e que a recessão termina em 2013, a percepção geral dos portugueses é de graves carências traduzidas em baixo consumo, redução das vendas no comércio com empresas a fechar e o consequente desemprego, o mesmo se passando com as indústrias que fornecem o comércio, e agora, de forma mais traumática, aparece a notícia Ladrões já começam a assaltar as hortas.

 Estes sinais devem merecer do Governo uma análise realista e cuidadosa para serem tiradas as devidas conclusões, acerca dos resultados conseguidos com as medidas tomadas desde há cerca de 15 meses, muito aquém do prometido.

 Precisamos de estratégia para os próximos anos para não sermos vitimas do desespero que já está a tornar-se demasiado visível.

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Empresas sociais



"Muhammad Yunus foi laureado com o Nobel da Paz 2006 por ter ajudado milhões de pessoas a sair da pobreza extrema.
É o criador do Micro-crédito e defensor da utilização massiva de Empresas Sociais em que o lucro não é distribuído aos accionistas mas investido na empresa ou eliminado através da redução de preços."

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Enigmas ou distrações ou... !???

No encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Pedro Passos Coelho afirmou que «o défice está a cair» o que, mesmo sendo afirmado perante o ambiente restrito dos elementos do partido, não pode deixar de ter repercussões nacionais, pelo que só pode explicar-se por demasiada astúcia ou… distração, pois, na realidade, é sabido que o défice está a ultrapassar as piores previsões e já atingiu 6,9%.

Dizer que está a cair quando a realidade dos números (tão do agrado dos governantes) mostra que está a subir só pode ser tolerado, se for utilizado o idioma «economês» a que se referiu Miguel Frasquilho como referido a propósito de «crescimento positivo» e de «crescimento negativo» o que, no entanto, não parece adequado ao nível de conhecimentos dos nossos concidadãos.

Por outro lado, querer alijar responsabilidades dos falhanços governamentais para a troika como já fez o PR (ver posts de 21-05.2012 e de 02-09-2012), é truque que não convence, até porque a troika esclarece que plano de ajustamento é do Governo, não da troika Com efeito, o Governo tem que assumir o sentido de responsabilidade por tudo o que faz ou deixa de fazer, isto é «por acções e omissões», como diz o catecismo!!!

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domingo, 2 de setembro de 2012

Coligação, cooperação, colaboração e corresponsabilização

Um Governo de coligação implica comportamentos democráticos de respeito mútuo entre as partes coligadas. Coligação deve assentar em cooperação, colaboração e corresponsabilização, isto é, a identidade de uma parte não deve ser esquecida ou esmagada pelo autoritarismo, pela teimosia da outra parte que se julgue no direto de impor o seu ponto de vista «custe o que custar». Palavras como piegas, histerismo, e outras de género, devem ser excluídas do dicionário de quem tem obrigação de respeitar os eleitores, os cidadãos que representa.

A coligação exteriormente, pelos resultados, tem sido um falhanço, e alguns observadores referem a sua "disfuncionalidade" ou dizem que a coligação faz lembrar fábula do “lacrau e do sapo”. Isto não pode ser interpretado à letra, porque poderá haver exagero ou aspectos de luta interpartidária.

Mas notícias com aspecto de maior isenção alertam que RTP e Orçamento do Estado para 2013 abrem crise entre CDS e PSD ou dizem que Portas descontente com caso RTP quer renegociar planos com PSD ou que Portas fala em "esforço para recuperar sentido de compromisso" com PSD. Ninguém pode ser obrigado em estar coligado se não lhe é permitido pronunciar-se para se procurar consensos, sem imposições que violem maneiras de ver viáveis e patrióticas.

Tudo isto, ligado ao falhanço de um ano de sacrifícios e à perspectiva de se continuar em maré de sacrifícios, faz aumentar a ansiedade quanto ao futuro e abalar a confiança nos políticos e a credibilidade das sua palavras que, muitas vezes, soam mal.

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Politicamente muito correcta !!!

Ontem à noite a procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide afirmou: “Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”.

Temos que fazer justiça ao seu brilhante pragmatismo, aproveitando muito bem o local, as características da audiência e o bom momento em que se encontra. Estas foram as palavras mais politicamente correctas que podia dizer em altura em que o seu nome é referido como possível futura PGR (Procuradora Geral da República). Não parece provável que o PSD lhe não dê o cargo, mas quanto a isso, a sua perspicácia ficou mais uma vez patente perante os jornalistas ao recusar comentar possibilidade de ser Procuradora-Geral da República.

Quanto a haver corrupção, ou simplesmente a Justiça não lhe conseguir pegar, podem ser vistos os seguintes vídeos, de entre muitas peças vindas a público:

- http://www.youtube.com/watch?v=YkmoqOOT2Gg&feature=player_detailpage
- http://www.youtube.com/watch?feature=player_popout&v=RNr1eOhA4q

Perante esta percepção dos portugueses e as palavras atrás citadas, ficam dúvidas que venha a ser a PGR de que Portugal está a necessitar…

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Sabedoria Salomónica !!!

O objectivo para o défice orçamental de 2012 era de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas no primeiro semestre atingiu 6,9%, quase 7%, o que revela "falhanço colossal" do Governo e deixa país a "afundar-se".

Perante este quadro negro, a sabedoria salomónica de Cavaco Silva leva-o a afirmar que a Troika deve rever "previsões que falharam", como se coubesse à Troika o acompanhamento diário e o controlo das parcelas das despesas e receitas do Estado.

Afinal quem tem a responsabilidade de gerir as contas do País, de o governar, de corresponder ao juramento feito na tomada de posse. Qual é a missão assumida pelos órgãos de soberania? Em quem deve o povo depositar confiança e esperança? A quem deve o povo atribuir as culpas deste «falhanço colossal»?

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sábado, 1 de setembro de 2012

Cascais, bela com senão



Cascais é uma vila à beira do mar, ligada a Lisboa por um comboio que segue quase sempre ao lado do mar, por uma linda estrada marginal e por uma auto-estrada. A sua beleza é apreciada por muitos turistas de diversas nacionalidades e foi refúgio de famílias reais europeias durante a última guerra mundial.
Porém, como «não há bela sem senão», surgem por vezes deficiências que demoram a ser reparadas, como são agora os casos do contentor que, há mais de dez anos, ocupa desnecessariamente o passeio no início da Avenida Pedro Álvares Cabral e do passeio da mesma rua obstruído por vegetação vinda do prédio vizinho que a Câmara não controla.
No respeitante ao contentor já se referiu a aberração por vários e-mails para a Câmara e em posts datados de 05-03-2010, 24-11-2011, 11-02-2012 e 07-04-2012.
Como estão próximas as eleições autárquicas, espera-se que estas e outras deficiências sejam reparadas em breve.

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