quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Europa ou muda ou terá revolução

Mário Soares alerta Se a Europa não muda, terá de haver uma revolução, o que nada tem de novidade para os leitores deste espaço, onde por várias vezes tem sido lançado tal aviso aos políticos, com a intenção de serem implementadas mudanças tendentes a restabelecer a ordem, a paz e a confiança do povo (dos 90% do povo) que vive em piores condições e que é o mais sacrificado pelas crises criadas pelos mais beneficiados pela «legalidade» existente.

É comummente aceite que todo o ser vivo, toda a actividade humana, estão sujeitos a mudanças e as da humanidade têm pouco de espontâneo, pois são, em grande parte resultado de atitude e de comportamentos, nem sempre bem pensados.

A crise actual demonstra que qualquer decisão exige uma preparação prévia, exige que se Pense antes de decidir. Sem uma perfeita análise do problema que é preciso resolver, este além de não ter a melhor solução, causa danos e perdas de recursos de que o tempo não é despiciendo.

Para que a solução das mudanças sociais não venham a ser obtidas por revolução, tem que ser bem preparada uma evolução eficaz e pacífica. É precisa uma mudança adequada e bem analisada.
Ao ler as palavras de Mário Soares surgem pontos de meditação e dúvidas sobre o real significado das sugestões que aparecem pelos jornais., Qual é a direcção de mudança que é considerada mais benéfica para os europeus e para o mundo? Que tipo de revolução prevê Mário Soares? Como evita os habituais estragos em património e vidas humanas, característicos das revoluções? Qual a estrutura de governo, de relações internacionais, de sistema financeiro, que prevê para depois do dia da revolução? Como encara a hipóteses da «ditadura Merkozy»?

Para o esclarecimento das realidades actuais com vista a dar o passo em frente, para a mudança para uma NOVA ERA, não podemos usar linguagem hermética e ilusória, como a argumentação usada por alguns «pensadores» baseada na «legalidade». Ora, a legalidade não passa de uma artificialidade criada pelos políticos para satisfazerem os seus intuitos pessoais e de «bando» de ambição e poder financeiro. Há que preparar uma rotura de regime e de mentalidades dos governantes e isso tem que contrariar a legalidade vigente. Sem tal ilegalidade o mundo não evolui tanto quanto o desejável.

O povo merece mais do que a triste realidade que o explora e oprime. O regime impõe a escolha entre listas que contêm nomes que não são conhecidos da maioria dos eleitores, mas estes acabam por votar numa delas, levados por promessas mentirosas ou sem a suficiente credibilidade.

Depois, aceita a desgraça embora tenha a convicção de que, 4 anos depois, será o caos, o qual fica para martírio dos seus filho e netos. Seria mais honesto, coerente e corajoso que não se adiasse o caos para quem vier a seguir. Porque não se arrisca o caos agora mesmo? Porque não se elimina um dos mentirosos, já, para levar os outros a serem mais sérios e prudentes, dedicando-se mais às suas tarefas, para bem dos cidadãos? Se a eliminação desse não for suficiente para moralizar os restantes, aplica-se a mesma receita a outro... e assim sucessivamente até a governação ser feita para os cidadãos comuns e não para os do poleiro contra os interesses nacionais. Quanto mais tarde for aplicada a terapia maior o risco de o doente se tornar incurável e morrer da pior forma.

Porém, para evitar a revolução a que se refere Mário Soares, e este mau (mas justo) destino dos políticos actuais, está na mão destes fazer a reforma indispensável das suas mentalidades. Têm que se convencer seriamente de que a sua tarefa não pode continuar a ter como principal objectivo o seu enriquecimento ilícito à custa do povo, nem pelo processo do bando do BPN, nem com as conivências da Face Oculta, ou do IPO/Lima/Isaltino...

Como a Humanidade se regozijaria se os actuais poderes procedessem já à moralização do regime, à reforma pacífica do sistema. Com essa solução evitar-se-iam os graves prejuízos de uma mudança violenta. No caso do Egipto, passado quase um ano após o «sucesso» da revolta popular, ainda não foi ultrapassada a crise, o seu PREC ainda dura, o povo ainda não está a colher benefícios do golpe.

A nível Europeu e Mundial, a reforma dos sistemas que ocasionaram a crise actual é indispensável e inadiável. Mas tem que ser muito bem pensada e preparada, não com base na legalidade vigente, mas numa moralidade que tenha as pessoas como objectivo. Não convém que seja imposta por um teórico distante do mundo real, mas também não se pode esperar que seja apoiada pela generalidade dos políticos actuais, porque a esses não interessa mudar os vícios e as manhas que os tornaram ricos por efeito de varinhas mágicas e truques inconfessados. Ninguém mata a galinha dos ovos de ouro!

Na Europa, dado o entendimento Merkel- Sarkozy, está adiado o perigo que ocasionou as duas guerras mundiais, devidas a problemas entre os seus dois Estados, mas se encarassem uma solução para uma NOVA ERA, tendo em vista a Paz e o desenvolvimento dos mais carenciados, reduzindo o fosso entre os G20 e os P20 (países mais pobres e mais pequenos), poderiam estar no bom caminho para a felicidade das gerações do porvir. Mas trata-se de um duo que inspira pouca confiança aos restantes Estados da EU, pelo que, sem precipitação mas com espírito construtivo deve procurar-se um consenso sensato entre os membros da União, com a preocupação permanente de melhorar a vida dos cidadãos, o que deve ser mais importante e permanente do que os frios números da dívida actual.

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Direito de compreender



Devemos exigir ser informados com clareza, para compreender.
Devemos escrever de forma a sermos compreendidos pelos menos letrados, Devemos evitar linguagem hermética e demasiado elevada, como se estivéssemos a escrever para a avó, pouco erudita.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ditadura Merkozy !!!

Os posts aqui colocados há algum tempo Globalização ou Colonização Moderna??? e o mais recente O Quarto Reich. A guerra pode ter já recomeçado pareciam uma fantasia chocante, mas a sua essência foi agora aceite e sublinhada pelo conteúdo da notícia que ressalta de voz bem informada e conceituada Freitas do Amaral insurge-se contra "ditadura" franco-alemã, que actua sob "pura ilegalidade".

Segundo o ex-MNE, a Europa está a ser condicionada por "um ser híbrido a que chamam ‘Merkozy'", afirmando que isso "não é federalismo, nem democrático". "Isso é uma pura ilegalidade geral na União Europeia, não se respeitam as competências nem do Conselho, nem da Comissão, nem do Parlamento Europeu".

E aproxima-se dos conceitos expostos no primeiro post citado quando diz que "É capaz de ser imperialismo, hegemonia, colonialismo, protectorado, mas o que temos é uma ditadura de dois chefes de estado ou de governo a mandar em dezenas de países".

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Perguntas pertinentes



O partido do orador não tem relevância para este post. Perguntar não ofende. O povo diz, na sua velha sabedoria: «Mais depressa de se apanha um mentiroso do que um coxo».

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Irene Fonseca de parabéns

Irene Fonseca, nascida em Lisboa, a 10 de Julho de 1956, licenciou-se em matemática na Faculdade de Ciências da Universidade desta cidade e doutorou-se em 1985 na Universidade do Minnesota (EUA). Fez o pós-doutoramento em Paris e em 1997 e 1998 trabalhou no Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.

É provavelmente a mais conhecida matemática portuguesa e uma das mais citadas internacionalmente. Irene Fonseca trabalha desde 1987 na Carnegie Mellon, Pittsburg, EUA, onde actualmente dirige o Center for Nonlinear Analysis.

Esta portuguesa, que muito prestigia o País, foi eleita presidente da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial (SIAM - Society for Industrial and Applied Mathematics), sedeada em Filadélfia, sendo a primeira vez que um português preside à instituição fundada em 1952. A SIAM é a maior sociedade científica dedicada à Matemática Aplicada, constituída por cerca de 13 mil membros individuais e 500 institucionais de todo o mundo.

O ministro da Educação e Cultura enviou à cientista uma mensagem, em seu nome e do Ministério felicitando-a pela sua eleição como presidente da SIAM que considera mais um reconhecimento de uma exemplar dedicação à ciência e à investigação que a conduziu a uma brilhante carreira de nível internacional.

Neste espaço, é já tradição destacar compatriotas que se distinguem na ciência e noutras actividades que contribuem para a boa imagem de Portugal e para o se desenvolvimento em benefício geral da população. Por isso não se podia deixar perder esta oportunidade de citar Irene Fonseca e de lhe enviar parabéns e votos de continuação dos maiores êxitos.

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domingo, 27 de novembro de 2011

Sucesso de Estado Social ???

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, defendeu no último sábado, que o Estado social português “é um sucesso”, com “muito mais benefícios” do que custos. Parece que o nosso Estado Social é, realmente, um sucesso para os mais poderosos da política, da banca, das grandes empresas e dos especuladores da bolsa. Esses têm «mais benefícios do que custos».

Mas os carenciados, «Senhor, porque padecem assim, porque lhes dais tanta dor?» (Augusto Gil)

Diz que «um dos objectivos centrais da agenda de transformação estrutural é assegurar uma transição bem conseguida para um Estado social mais forte, sustentável, que apoie o nosso espírito de equipa”. É fácil de reconhecer que os portugueses estão, na verdade, a trabalhar em equipa, mas com tarefas diferenciadas: uns fabricam a crise e exploram os pobres e estes, por sua vez, pagam essa crise de que não são culpados, sendo espoliados até à última moeda.

E esta equipa é eficaz para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres, como se tem vindo a verificar. Os próprios comentadores e comunicadores servem dedicadamente os que lhes pagam e lhes mantêm o poleiro ou são seus potenciais empregadores

Nesta ordem de ideias, permito-me transcrever duas frases do post As greves Justas e os Oportunistas.

«(…) têm aumentado o já maior fosso europeu entre ricos e pobres, cortando os auxílios aos que menos têm e assassinando-os ao fecharem os serviços de saúde, enquanto permitem aos que mais têm a continuar alegremente os seus roubos e injustificáveis mordomias por quem o povo parvo permite ser crucificado.

Nenhum (…) do actual governo acaba com a roubalheira e as mordomias, com os parasitas partidários, com a impunidade, com a irresponsabilidade. Todos dizem ámen ao primeiro-ministro quando ele mente descaradamente, papagueando que os sacrifícios são a dividir por todos, mas todos eles aumentam cada vez mais esse fosso entre ricos e pobres.»


Será bom que a «intenção» de Estado Social venha dar prioridade às pessoas, colocando em segundo lugar o dinheiro e que este seja a remuneração do esforço de cada um e não o resultado de espirais financeiras ou de especulação bolsista.

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Herança Imperial Portuguesa



Marcos da presença no Mundo de um povo pequeno que foi grande e foi precursor da actual «Globalização», estabelecendo laços de comunicação entre os diversos povos do Planeta.

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sábado, 26 de novembro de 2011

Linha de comboio de Cascais e seu futuro

A linha de Cascais, único sistema de transporte colectivo que liga Cascais a Lisboa, está em risco de parar durante tempo excessivo, por motivos logísticos, de material circulante e de funcionamento de toda a estrutura eléctrica.

Desde que a linha foi criada, em 30 de Setembro de 1889, tem vindo a funcionar com corrente contínua, parecendo não haver planos para passar a utilizar a corrente alterna, actualmente em uso nas restantes linhas electrificadas. Actualmente, já não há possibilidade de adquiri carruagens a corrente contínua. As existentes que precisam de peças recorrem à «canibalização» de outras já incapazes de circular. Mas tal solução não pode continuar a ser eficaz por muito mais tempo.

Porém, a mudança para a corrente alterna obriga a que, além da substituição das carruagens, se proceda à alteração de todo o sistema eléctrico, de alimentação das catenárias, motores das agulhas, sinalização e comunicações.

Admira que que ainda não haja sinais de trabalhos prévios de criação da futuras estrutura por forma a que a paragem decorrente da mudança do sistema seja reduzida, a poucas horas ou poucos dias. Ainda com estrutura actual a funcionar, poderão instalar-se novos equipamentos ao lado dos actuais, por forma a que, em pouco tempo de paragem se possam desligar as estruturas eléctricas actuais e ligar as novas. Depois de feito tal trabalho, as novas carruagens podem entrar nos carris, fazer os testes convenientes e iniciar a circulação regular.

A Câmara de Cascais admite assumir a gestão dos comboios da linha com Oeiras e Lisboa, mas trata-se de um assunto com especificidades técnicas que devem ser devidamente ponderadas, em todos factores em jogo. Oxalá que, seja quem for a entidade responsável pela infra-estrutura e pela exploração e funcionamento, o resultado seja a melhoria do serviço prestado aos utentes.

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Despesas e iluminação feérica

Notícia de 22 de Outubro dizia que Barcelos apaga as luzes, mas paga férias, e que o presidente da Câmara prometeu resistir aos cortes nos subsídios e querer pagar aos funcionários com as poupanças que faz na iluminação pública.

Agora, em 25 de Novembro surge a notícia de que a Câmara de Alenquer ameaça retirar lâmpadas dispensáveis se a EDP não o fizer. A Câmara está na disposição de retirar centenas de lâmpadas de iluminação pública que considera desnecessárias depois de andar há mais de dois anos, segundo o presidente da autarquia, Jorge Riso, a tentar que a EDP o faça.

É escandalosa a iluminação feérica dos espaços públicos, muito acima do necessário e conveniente, que resulta em pesada factura a pagar pelos impostos dos contribuintes, só para benefício da EDP.
A imagem mostra uma avenida de Cascais que, como muitas outras, abusa da quantidade e potência das lâmpadas de iluminação pública. Para cúmulo, perto do local da foto, há um espaço privado, rigorosamente vedado com rede de arame, em cujo interior, em locais junto ao limite mais distante do espaço público, estão quatro candeeiros da iluminação pública, iguais aos da praceta contígua.

Os exemplos de Barcelos e de Alenquer merecem ser seguidos pelos restantes municípios, mas infelizmente, parece haver interesses ocultos que impedem a adequada gestão do dinheiro público.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Esperança num Mundo melhor

Tem sido crescente a ausência de esperança num futuro mais ético, mais orientado para a felicidade do povo, dos 90% da população mundial. Têm sido apontados como causadores dos piores males da humanidade os políticos, ambiciosos, ávidos de riqueza pessoal e para os seus familiares e amigos e arrogantes, abusando de imunidades e impunidades, de mordomias e do dinheiro público, além dos banqueiros e dos grandes empresários e especuladores financeiros.

Mas, vindos de países que cultivam valores éticos e humanos, vão aparecendo sinais animadores e geradores de esperança. De alguns países nórdicos têm vindo exemplos de que a Justiça deve funcionar contra todos os infractores , independentemente de serem políticos, ou pessoas altamente colocados na escala do poder económico e financeiro.

Agora, chega da Índia um dos países candidatos à supremacia mundial da próxima década, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e South Afriba), exemplo de luta persistente e racional contra a corrupção. Não agem com multidões nas ruas que geralmente se excedem e destroem património privado de inocentes e carenciados, mas sim com actos individuais cirúrgicos mas que têm repercussões e efeitos positivos.

Em meados de Agosto Anna Hazare activista de 74 anos, entrou em greve de fome até à morte para apoiar uma redacção adequada da lei de combate à corrupção que estava a ser preparada no Parlamento. Foi severamente criticado pelo chefe de Governo, Manmohan Singh, em discurso no Parlamento, que foi amiúde vaiado pelos deputados da oposição.

Esta atitude cívica, embora individual, incomodou o Poder, mas o povo apoiou a ideia do activista anti-corrupção e mais de mil pessoas foram detidas numa manifestação não autorizada em Nova Deli, contra o facto de Anna Hazare, ter sido posto em prisão preventiva antes de iniciar a greve de fome “até à morte” para pressionar o Governo indiano. Os protestos alargaram-se a várias cidades e a polícia deu ordem para o libertar.

Mas, enquanto detido, nem a prisão o impediu da greve de fome. Recusou ser libertado, e decidiu fazer greve de fome na cadeia e tornou-se um problema político para o primeiro-ministro Manmohan Singh, e os protestos aumentaram em seu apoio.

A situação era demasiado incómoda para a autoridade e Anna Hazare foi libertado da prisão para continuar greve de fome em local público de Nova Deli,como forma de pressão sobre o governo para que crie uma legislação mais dura contra a corrupção. A atitude heróica, lógica e coerente com valores éticos pôs a Índia a gritar contra a corrupção.

Ao fim de 12 dias de greve e de o assunto ter repercutido por todo o mundo, o activista anti-corrupção indiano Anna Hazare aceitou pôr fim à sua greve de fome, após ter arrancado ao Governo e ao Parlamento um acordo para endurecer a legislação. A luta de Hazare, que teve um tremendo eco na população, com grandes manifestações de apoio em várias cidades, cristalizou-se num projecto de lei que visa criar um cargo de provedor da república para vigiar os políticos e os funcionários públicos.

Depois desta corajosa atitude cívica, o exemplo já deu origem a outros actos da defesa de valores e o mais recente foi o do jovem indiano Harvinder Singh que agrediu, ontem, o ministro da Agricultura, Sharad Pawar, e chamou-o de corrupto. O agressor disse, após a sua detenção, que a agressão foi "a resposta aos políticos corruptos".

Estes actos singulares acabam por não ter os grandes inconvenientes contra vidas e património em que, frequentemente, degeneram as manifestações de massas, mas têm um eco poderoso não só internamente mas também para o mundo.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Câmara em greve?

Como a greve me impede de circular, e tenho que permanecer em casa, aproveito para alinhar alguns elementos que estão dispersos. Quanto à greve, apenas recordo o que consta em A greve é uma arma.Mas um dia de greve acaba por ser muito menos prejudicial do que uma «greve» suave, continuada consentida, tolerada, aceite – o imobilismo burocrático que domina a actividade de rotina, tornando-a menos eficiente. A diferença visível e mais propalada da greve oficialmente organizada reside no eco audível na Comunicação Social.

Seguem-se alguns casos na área que agora conheço melhor:

1. Há alguns anos o município decidiu fechar e tornar pago o estacionamento na área vizinha da PSP Trânsito. Embora pudesse colocar a «bilheteira» dez metros ao lado e a entrada ser pelo lado Leste da Praça, abusou do habitual desrespeito pelos peões e cortou totalmente o passeio com a instalação do contentor. Como o parqueamento não tem clientes foi desactivado mas a casota lá continua a lesar os direitos dos peões que, em tempo de chuva, têm que meter os sapatos na água quer contornem por um ou outro lado. A isso se referiu o post de 05-03-2010 Peões devem ser respeitados, mas que não alterou nada.

2. A Praça de Touros foi demolida em 2007. De seguida aplanaram o terreno e colocaram blocos de cimento, supostamente, para dividir o espaço a fim de ordenar o parqueamento em tão vasta área. Mas, passado pouco tempo, o porteiro acabou por ser retirado porque apenas ali era estacionado o seu carro! Continua sem utilização, nem obras, embora antes da demolição constasse haver projectos de construção de obras adequadas à área disponível. Consta que outros projectos apareceram, depois, mas a burocracia parece estar à espera de lubrificação adequada, para passar licença de construção. Semelhantes demoras no licenciamento de obras é visível em vários pontos da vila pelos cartazes afixados.

3. Em 5 de Dezembro de 2009, no post Cascais. Promessa não cumprida era referido o cartaz existente, aparentemente há vários anos, na Casa Henrique Sommer, que prometia obras a iniciar até Outubro de 2009. Ainda lá continua o cartaz, tendo-lhe sido retirada a promessa da data do início das obras.

4. Em 15-01-2009, no post Sarjetas, chuva e técnicos de hidráulica era referido o mau escoamento das águas pluviais, nomeadamente, na Avenida 25 de Abril entre o mercado e o cruzamento da R Amaro da Costa, em que o choque da água que desce, quando chove com intensidade, e os carros que sobem cria um jacto forte contínuo que torna impossível a utilização do passeio do lado Norte. Quem, por descuido, ali passar fica totalmente encharcado com água suja. Passados quase três anos, tudo continua na mesma, apesar de ter sido enviado e-mail ao presidente do município que respondeu mostrando intenção de rever o sistema de escoamento da água, e comunicou tal intenção ao sector «competente», mas, sem resultado visível.

5. Em 16-09-2011, enviei ao município um e-mail em que alertava para a situação de perigo criada por um pinheiro na Avenida Nossa Senhora do Rosário nas proximidades da antiga Praça de Touros na área em que foram abatidos três pinheiros junto das moradias. Ficou um que há muito me preocupa por estar com todo o peso inclinado para a faixa de rodagem, podendo desabar por efeito do vento, da chuva que humedeça o terreno junto da raiz, ou da sua própria velhice. Tal caso pode causar graves danos em carros e seus ocupantes. Seguiram fotografias para facilitar a compreensão do problema. Depois disso, abateram mais dois pinheiros, certamente sem apresentarem perigo semelhante e, também, em dia de vento forte, houve vários estragos nas proximidades, mas aquele pinheiro parece não ter merecido a devida atenção. Oxalá esta árvore não seja derrubada como a do parque de estacionamento contíguo ao Hipódromo que causou danos importantes.

6. No largo da Estação, encontra-se, como cartaz da cidade para quem chega de comboio, um prédio em construção embargado há vários anos. De quem depende a legislação que permita a resolução rápida de casos tão lesivas do interesse público? Também, ali perto na Rua Direita, dois sistemas de iluminação de Natal estão ancorados em prédios em ruínas ou com falta de manutenção. Porque continuam em tal estado de degradação?

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Convergência de esforços representa patriotismo

Para se sair da actual crise, é fundamental o aproveitamento de todas as sugestões, como se dizia na 3ª alínea do método Pensar antes de Decidir:

3) Depois, esboçar todas as possíveis formas ou soluções de resolver o problema para atingir o resultado, a finalidade, o objectivo ou alvo; nestas modalidades não deve se preterida nenhuma, por menos adequada que pareça.

É sinal de patriotismo dar sugestões de soluções que os decisores devem ser conhecedores e ter em consideração no acto de preparação das medidas a tomar.

Alguns artigos que referem entidades a quem os governantes deverão atribuir credibilidade:

- Orçamento tem poucos incentivos ao crescimento económico, alerta Ferreira Leite
- Política fiscal visa “exclusivamente” o aumento de receitas, diz Ferreira Leite
- Mário Soares recomenda que se ande para a frente com o país
- Soares encabeça texto de apelo à mobilização cívica
- Maria da Conceição Tavares envia Recado a jovens economistas e a governantes
- Daniel Bessa: Governo deve "parar para pensar"

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vítor Gaspar garante ...

O verbo garantir tem sido muito mal utilizado, ficando o seu significado, na prática, apenas ao nível de desejar ou pretender. Por exemplo, no título da notícia Vítor Gaspar garante que não há excepções aos cortes de subsídios, não será fácil concretizar tal garantia. Será que vai anular o despacho n.º 15296/2011 do SEAF, abaixo transcrito? Será que demite o o SEAF pela leviandade de criar uma excepção que mina a coesão e coerência que deve existir, numa equipa governamental, principalmente quando se vive numa crise grave?

Os jovens governantes precisam de uns colóquios em que aprendam as regras de trabalho de equipa, no que talvez o José Mourinho possa dar uma ajuda.

Além dos 14 meses de salário, há o acréscimo de 2000 euros mensais, segundo parece por ter diploma de mestrado, e não pela complexidade das tarefas que lhe são confiadas. Não é remunerado pelo mérito ou pelas tarefas mas pelo diploma que, como tem vindo a público, poder ser obtido por métodos diversos, nem sempre defensáveis.

Eis o documento

Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
<
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.


O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.


9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais,


Paulo de Faria Lince Núncio.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Quarto Reich. A guerra pode ter já recomeçado

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes.

Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros,russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência,tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão.

Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria directamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal,as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor «ficciona» sobre um suposto directório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos,provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o directório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram,finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redactor do projecto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

Texto de Filipe Luís extraído da revista Visão

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Governantes falam …

Um dia um diplomata perguntou ao intérprete o que o seu interlocutor tinha dito, e obteve como resposta: ele ainda só falou. Mas os políticos não se limitam a falar, pois raramente deixam de garantir, só que as suas garantias não têm prazo, não cumprem a lei que regula a duração das garantias industriais e comerciais.

Mas «A verdade existe. Só as mentiras são inventadas», como disse Georges Braque (1982-1963), pintor e escultor francês que fundou o Cubismo juntamente com Pablo Picasso.

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, defendeu em 18 de Novembro a redução do número de funcionários do Estado e avançou que o Governo vai preparar uma revisão das tabelas salariais do sector público até ao final de 2012.

Hélder Rosalino afirmou que a medida se insere no âmbito do acordo entre o Governo e atroika – Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia (CE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

3 dias depois, o Ministério liderado por Vítor Gaspar diz que não haverá alterações; o Governo garante que não vai alterar tabelas salariais da função pública.

Perante estas hesitações ou contradições, quem pode acreditar em quem? Qual a credibilidade das garantias? O que predomina, a infantilidade ou o sentido de Estado? Desprezo pelos cidadãos ou Sentido responsabilidade? Em que governantes podemos acreditar? Afinal quem fala verdade? Vai haver ou não alterações nas tabelas salariais?

Seria bem melhor que estivessem calados e se deixassem de protagonismos. «O calado é o melhor».

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Novo Ditador Europeu



Atenção ao próximo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) que está na forja.
Isto vem levantar dúvidas sobre o objectivo de José Pacheco Pereira ao escrever O que representam os «indignados». Será que, ao criticar os movimentos de indignação, quer apoiar o MEE e transmitir a ideia de que isto está óptimo, e os maduros que se manifestam só gostam de dizer mal?
Com os sinais que chegam, parece que é errado ficar indiferente e não apontar o dedo aquilo que nos parece menos correcto para o bem da população.

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domingo, 20 de novembro de 2011

Revolução e depois???

Por pior que se diga dos regimes políticos, as revoluções que resultam do descontentamento e da indignação do povo trazem, quando desorganizadas e espontâneas, situações caóticas, dando lugar aos piores desacatos e actos de vandalismo, males muito desagradáveis, pelo menos nos tempos seguintes, embora por vezes curtos. As notícias que, insistentemente, chegam do Egipto devem ser meditadas com a maior atenção, antes que se torne tarde, neste período conturbado de desgaste devido à crise social, financeira, económica e política.

Mas, como há situações em que as mudanças são indispensáveis e inadiáveis, as convulsões só podem ser evitadas pelo Poder existente, sendo ele a conduzir democraticamente as reformas e alterações. Em vez daquilo que sucedeu na Líbia e está a acontecer na Síria, e colhendo os frutos da lição dali extraída, seria bom que os ocupantes das cadeiras do Poder colocassem de lado as suas arrogâncias, assumissem sentido Estado, contactassem com o seu povo para conhecerem os motivos de descontentamento, e iniciassem de forma progressiva e pacífica as alterações adequadas.

Já não estamos em época de aceitar a imposição de vontades iluminadas por entidades que se consideram de direito divino. É preciso descer ao terreno e governar com o povo e para o povo, em ambiente de diálogo e de negociação, com objectivos claros e patrióticos, embora vagos e flexíveis. Em vez da hostilidade prepotente, ao estilo Líbio e Sírio, será preferível congregar vontades conscientes e informadas de forma leal e sem subterfúgios, com abertura a sugestões, a iniciativas construtivas, a retoques de aperfeiçoamento, etc.

Foto de arquivo

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sábado, 19 de novembro de 2011

Injecção na Banca

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CUIDADO com as «divindades» da TROIKA

Errar é humano, mas há erros previsíveis pelas tendências e interesses subjacentes às atitudes. Os «sábios» da Troika são representantes de interesses poderosos no mundo, o FMI, e como tal, por mais que quisessem não conseguiriam descer aos problemas das pessoas, compreendê-los e procurar para eles as melhores soluções em conformidade com todas as vicissitudes das circunstâncias.

Por isso, como foi há dias referido aqui, veio a público a notícia de que a Troika quer que empresas também cortem nos salários em 2012, contra o que surgiram de imediato várias reacções e a que o PR não ficou indiferente, como diz a notícia Cavaco critica sugestão de baixar salários no privado.

Por um lado, há que atender a que não é favorável ao desenvolvimento procurar a competitividade com salários mais baixos, mas sim, aumentando a capacidade de inovação e melhorando a qualificação dos recursos humanos, simultaneamente com investimento na eficiência dos equipamentos industriais e nos métodos de trabalho com uma boa ligação entre o ensino superior e as empresas, além de muitos outros factores como a qualidade da marca e o marketing.

Por outro lado, de acordo com o modelo económico português, “o poder político não tem competência para determinar directamente os salários praticados no sector privado”, devendo deixar funcionar a livre iniciativa, dentro de limites que salvaguardem o respeito pelas regras da leal concorrência.

Esta atitude da Troika, ao contrário dos milionários americanos, pretende que Portugal resolva o problema da crise, gerada por más decisões de governantes sob pressão de grandes empresários e outras espécies de milionários, não à custa de quem mais tem mas à custa de quem vive do salário do trabalha e que se vê frequentemente espoliado do pouco que recebe.

Agudizar o empobrecimento já bastante notório inviabiliza qualquer esforço de desenvolvimento e de recuperação da crise, como se vê pelas notícias Indicador de consumo privado com novo mínimo histórico e Actividade económica e procura mantiveram perfil negativo em Setembro.

Não é difícil compreender que, baixando o poder de compra das pessoas, o comércio começa a facturar menos, muitas lojas encerram, aumentando o desemprego, a indústria passa a produzir menos, com perigo de falências e desemprego, o total recebido dos impostos diminui e a crise agrava-se.

As «divindades» da troika não são infalíveis, não fazem milagres e nem sempre analisam os problemas nas suas complexas implicações. Cavaco, desta vez, colocou o dedo na ferida com justeza, oportunidade e sem ambiguidade.

Imagem de arquivo

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

«Portugueses» conformados com austeridade

Hoje de manhã vi no PÚBLICO online a notícia Estudo mostra portugueses conformados com austeridade e fiquei a pensar que isso deveria ser a posição de todos os portugueses se os «cortes» fossem levados a cabo com a «equidade fiscal» como propôs o Presidente da República, isto é, abrangendo todos os cidadãos, segundo taxas por escalões em função do grau dos respectivos rendimentos.

Mas pouco depois soube que a minha pensão com restinho do subsídio correspondeu a menos 21,876% do que o recebido no ano de 2010. Não poderia deixar de me resignar se tivesse havido a equidade, atrás referida, mas, pelos vistos ela não é respeitada, a nação passou a ter portugueses e «portugueses» se estes podem estar conformados, aqueles não.

Mira Amaral, logo que se falou nos cortes do subsídio de Natal, apressou-se a vir a público a dizer que isso não lhe dizia respeito, o mesmo, de várias formas, foi expresso por outros milionários. Quer dizer que estes não se consideram portugueses para colaborar equitativamente na austeridade, como sugeriu o PR.

E, para cúmulo, há o caso do assessor João Pedro Martins Santos, constante do Despacho abaixo transcrito:

«Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio


Com esta variedade de excepções, ao gosto de cada governante, poderá haver, realmente e de forma justificada, muitos «portugueses» conformados com as medidas discricionárias de austeridade.

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Rotura financeira mundial !!!

São vários os comentadores que evidenciam preocupações de isenção, rigor e realismo que acusam o sistema financeiro mundial de ter gerado a actual crise e preconizam como solução a criação de novas regras mais adequadas a um futuro mais seguro e socialmente mais justo, sem deixar de temer uma rotura financeira mundial se a terapêutica ajustada não for aplicada sem demora.

Internamente, os nossos «sábios» têm demonstrado incapacidade para fazerem um diagnóstico credível e sugerir soluções promissoras de um futuro melhor. As medidas já anunciadas e as previstas no OE 2012 pecam por agravar o clima de injustiça social que já é demasiado preocupante. São o oposto daquilo que Milionários norte-americanos pedem: “Aumentem os nossos impostos e de algumas medidas anunciadas em Itália e Grécia.

Porém, em hora ainda oportuna, surgiu a voz de pessoa bem colocada para sentir a crise financeira e que dá um sinal de alerta que não pode ser desprezado – Mantém-se a falta de regulação na área financeira, nota o presidente da CMVM.

O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, afirmou que as áreas financeiras não reguladas continuam não reguladas e as reguladas estão mais difíceis de regular. Apelou para que se evite “repetir os erros do passado”, um risco que, considerou, “não está afastado”.

Apesar de terem surgido diagnósticos muito bem feitos sobre as causas da crise, as regras de utilização, circulação e controlo dos instrumentos financeiros, ainda não beneficiaram de reestruturação que faça prever uma vida social e económica mais saudável nos próximos anos.

A rotura financeira mundial pode eclodir a qualquer momento.

Imagem do Público

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Como é diferente a exploração em Portugal !!!

Qualquer português, normalmente atento ao que se passa por cá e lá por fora, não pode ficar indiferente á notícia Milionários norte-americanos pedem: «Aumentem os nossos impostos». Ela refere que «um grupo de 138 milionários norte-americanos enviou uma carta aos líderes do Congresso e ao Presidente dos Estados Unidos pedindo que lhes sejam aumentados os impostos “pelo bem da nação”.» «… os milionários argumentam nesta carta, enviada na quarta-feira, que “em nome da saúde fiscal e do bem-estar dos cidadãos” devem ser aumentados os impostos a todos aqueles que ganham mais de um milhão de dólares por ano. (para ler toda a notícia faça clic no seu título).

Ao mesmo tempo encontramos a notícia em que a Troika quer que empresas também cortem nos salários em 2012. Espantosamente, a Troika, ao contrário dos milionários americanos, pretende que Portugal resolva o problema da crise, gerada por más decisões de governantes sob pressão de grandes empresários e outras espécies de milionários, como os ex-políticos com subvenções vitalícias, não à custa de quem mais tem mas à custa de quem vive do salário do trabalha e que se vê espoliado do pouco que recebe. Ao contrário dos milionários, o trabalhador que com 14 salários recebia pouco mais de 14 mil euros por ano, vê sacados dois salários, no equivalente a 14,2857%.

Já era imoral que um ex-político diga que nada tem que pagar porque recebe apenas 12 subvenções por ano, e um dos mais ricos do País, dizer que é um simples trabalhador. Mas aparecer a Troika como «braço credenciado» da classe capitalista, contra a «equidade fiscal» defendida pelo PR, é caso para dar razão aos que reagiram ao seu aparecimento entre nós. Cortar salários aos trabalhadores e manter ilesos os mais ricos é um escândalo na opinião dos 138 milionários norte-americanos, e na dos portugueses normalmente informados.

Esperamos que os governantes reconsiderem na forma como querem obter dinheiro para pagar a dívida e que, pelo menos, a oposição lhes ensine que há soluções mais legítimas, isto é mais justas, morais, equitativas, socialmente mais sensatas.

Imagem do PÚBLICO

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Portugal aumenta a dívida

Troika garante a Portugal terceira tranche do empréstimo
Público. 16.11.2011 - 15:16 Por Ana Rita Faria

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou hoje que Portugal teve uma avaliação positiva da troika ao nível do cumprimento do programa de ajuda externa e que, por isso, está assegurada a terceira tranche, no valor de 8 mil milhões de euros. (Para ler tudo, faça clic no título da notícia, acima)

NOTA: Mesmo que os oito milhões sejam totalmente entregues a anteriores credores para amortizar a dívida, a dívida soberana será aumentada dos juros destes 8 milhões

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O que os poderosos fazem ao Mundo!!!



O mundo é uma colónia de uns poucos poderosos. Eles fazem o que lhes vem à ideia (se têm ideias!). Hoje damos razão ao aviso de Dwight D Eisenhower sobre o perigo das pressões que o «complexo industrial militar» passaria a exercer sobre os governantes, a fim de continuar a construir armamento e aumentar os seus lucros.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Classe Política na Suécia

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Revolução sócio-político-económica

Aí está ela... anda no ar e vai descer à terra... já cheira...a Revolução???

Há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

.... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos tais "10 factores":

1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias
massivas!), a inflação controlada, etc...

3º- A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º- A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º- A Europa Morreu : embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios.... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia....helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade.. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º- A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...

NOTA: Este excelente texto de autor não identificado foi recebido por e-mail de José Alberto Mota Mesquita, a quem agradeço a gentileza do envio.
É muito esclarecedor e espera-se que surja um «terapeuta» que apresente proposta de uma boa forma de fazer a multiplicação dos factores, dando-lhes expoentes adequados, por forma a que o resultado NOVO seja o melhor possível para as pessoas. Queremos realmente mudar depressa e para melhor (para os 80% que hoje são explorador pelos restantes 20%)e devemos estar preparados para gerir a vida com flexibilidade segundo os condicionamentos emergentes.

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domingo, 13 de novembro de 2011

Corte da dívida = colapso



Recebido por e-mail

E os políticos continuam com meias medidas, paninhos quentes, para iludir a dor.
Não querem perder votos nas próximas eleições mas fazem perder todos os cidadãos, e eles próprios não ficarão a rir.

É lamentável que ninguém surja com propostas realistas, inovadoras, criativas.
Os economistas limitam-se a dizer mais do mesmo, apoiados em teorias antigas já desajustadas da realidade actual. Não mostram suficiente inteligência para adaptar os velhos manuais às necessidades do momento presente.

Não é neles que se irá basear a solução para esta crise.
Haja uma mente iluminada que nos defenda de tanta cupidez e ignorância.

Os nossos políticos e banqueiros criminosos estão a arruinar o nosso futuro e o dos nossos filhos.
A Troika do FMI (terroristas finenceiros) falam hoje na TV.
Veja este vídeo (5 min) de Max Keiser - analista financeiro na RT - Russian TV.
Pare e invista 5 (cinco!) minutos do seu tempo.

Difunda pelos seus contactos
Amanhã pode ser tarde.

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sábado, 12 de novembro de 2011

Miscelânea muito confusa



Como explicar? Como saber a verdade toda? A democracia só pode funcionar quando houver confiança nos eleitos.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Popular enfrenta Armando Vara



Mais significativo do que manifestações de rua e greves dos serviços públicos que prejudicam inocentes mas não beliscam minimamente os alvos desejados, este popular teve a coragem, a hombridade de dizer as coisas de frente, cara-a-cara, a quem julgou dizê-las. Portugal precisa de mais homens de estatura moral e de dignidade, como este.

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Desleixo estatal !!!

Repare no título desta notícia (para a ler toda faça clic no seu título). Quem é que devia detectar de imediato esta fraude e não notou? Que legislação há para controlar estas situações e evitar tais abusos? Qual vai ser a condenação dos administradores, de quem não os detectou com oportunidade e de quem não estruturou devidamente o funcionamento administrativo? Com tantos buracos, que futuro querem para Portugal?

Administradores de hospital fechado há quase dois anos ainda recebem salário
Público. 10.11.2011 - 15:39 Por Alexandra Campos, Catarina Gomes

Os dois administradores auferem em conjunto seis mil euros ilíquidos.

O antigo Hospital de Cascais está desactivado desde final de Fevereiro de 2010, após ter sido substituído por um novo, mas continua a ter um conselho de administração (CA), composto por dois elementos. Os administradores têm estado a tratar da liquidação do que resta do património da unidade integrada no Centro Hospitalar de Cascais, entidade que ainda existe, apesar de não ter doentes há muito.
(para ler mais faça clic no título da notícia)

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Globalização ou Colonização Moderna???

Vão longe os séculos em que existia o feudalismo com o senhor feudal a dominar os plebeus que para ele trabalhavam na área do seu feudo. Mais tarde, depois de os portugueses, com os descobrimentos darem o primeiro passo na globalização, criando laços entre as gentes de todos os continentes, os europeus, a pretexto de levarem a sua religião e a sua civilização aos povos distantes, foram em busca de riquezas naturais e criaram as colónias, às quais impunham uma organização administrativa de estilo ocidental, contrariando sem contemplação as velhas tradições locais.

Criaram-se depois as democracias, como panaceia que traria a felicidade a todos com igualdade, liberdade (impossível de coexistir com a igualdade que, sendo imposta, coíbe a liberdade de ser diferente) e fraternidade. Cedo as guilhotinas condenaram os que teimavam em usar a liberdade de não serem iguais. Com esses contra-sensos, a democracia moderna nasceu doente.

Mas os povos foram coexistindo com mais ou menos guerras, mais ou menos violentas e, para lhes domar os impulsos, surgiram organizações diversas que, depressa, esqueceram a ideia dos objectivos e dos condicionamentos que estiveram na sua origem e nos seus propósitos. E vemos uma ONU a tergiversar e entrar em incoerências, como aqui tem sido frequentemente sublinhado, e uma União Europeia em vias de se auto-amputar por não saber dar continuidade ao objectivo que presidiu à sua criação. Mas, por outro lado, vemos o G20 que é formado pelos países mais ricos do planeta (cerca de 10% do total dos Estados independentes, soberanos) a imporem soluções para a gestão da Europa e do Mundo, colonizando os restantes 90%, que não são tidos nem havidos para as grandes decisões que a todos obrigam.

Mesmo no pequeno espaço da União Europeia, vemos o poder combinado e concertado da Alemanha e da França que vão preparando as soluções que mais lhes convêm, para toda a UE, falando-se já na provável exclusão do Euro dos países do Sul e da Irlanda. Realça-se que o bom entendimento entre a Alemanha e a França é positivo pois a falte dele já deu origem a diversas guerras das quais se salientam, por serem as mais recentes, a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais. Mas o seu bom relacionamento não lhes deve dar o direito de colonizarem todos ao restantes membros da União.

Mas além do G20, há também o G8, outra forma de encarar o domínio de todos por uma minoria colonizadora ou feudal. Democracia muito estranha esta em que nada se faz para se aproximar da igualdade de todos os seus componentes. E é estranho que, em oposição aos grupos mais poderosos, não se formem grupos dos mais pobres, não para se baterem em duelo, tão dispares são as suas capacidades, mas para contribuírem para a análise dos problemas que a todos afligem e levar os poderosos a ter em consideração as condições dos mais pobres, a fim de não os exterminarem. Há que não esquecer que nos 90% dos seres humanos há volumosa quantidade de mão-de-obra e de consumidores, sem o que as indústrias dos 10% mais ricos não podem continuar a funcionar.

É preciso fraternidade entre todos os Estados, com respeito mútuo que se afirme em todas as decisões que afectem mais do que um Estado, o que obriga a não menosprezar os menos dotados de riquezas. Nisso, como na vida interna dos Países, o diálogo construtivo é fundamental e nada o pode substituir

Imagem que circula por e-mails

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O Povo já pensa assim???



Será que isto representa a voz do povo? Será que o povo já pensa assim? E os 10% mais ricos que pensam do País real?

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UE Moribunda ???

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Responsabilização dos políticos

Duque de Bragança defende a responsabilização dos políticos por má gestão

O pretendente ao trono português, Duarte Pio de Bragança, defende que os políticos sejam responsabilizados por má gestão quando tenha havido má fé ou obtenção de benefícios e admite que a actual situação de Portugal deve ser alvo de análise.

"É preciso moralizar a classe política. Como em qualquer profissão ou actividade, os políticos devem ser responsabilizados", disse à Lusa Duarte Pio de Bragança.

"Não podem ser perdoadas as práticas de má gestão quando foram praticadas com má fé e para obter benefícios", sublinhou o chefe da casa real portuguesa, dando como exemplo "grandes fortunas que abençoaram inexplicavelmente famílias de alguns políticos".

Questionado sobre a possibilidade de ser aberto um inquérito parlamentar para apurar responsabilidades sobre a actual situação económica do país - como aconteceu na Irlanda - Duarte Pio admitiu ser necessário fazer uma análise.

"Quando uma situação corre mal, é necessário fazer uma análise para perceber o que aconteceu e para que não se repita no futuro. Esta situação não é diferente", concluiu.

A crise financeira já foi alvo de investigações em dois países europeus - Islândia e Irlanda - e nos Estados Unidos, sendo que o Reino Unido decidiu investigar também as respostas da própria Comissão Europeia à crise.

Transcrição do post de Pedro Quartin Graça no Blogue Estado Sentido em 7-11-2011

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Recado aos senhores deputados

Depois do recado ao Governo, há mais de 14 meses, «sugerindo» que era preferível aumentar o IVA do que o IRS ou o IRC, recado que os governos têm seguido obedientemente, o empresário Alexandre Soares dos Santos deixa agora o seguinte recado aos senhores deputados:

«Em relação ao poder político, o empresário defendeu que “o Parlamento tem que ser responsável, porque é o melhor meio para assegurar o controlo da acção governativa”, considerando que “a negligência dos sucessivos governos só foi possível, porque o Parlamento não cumpriu a sua função”.

O presidente da Jerónimo Martins considerou que “acompanhar a acção dos deputados é desmoralizante, pela superficialidade do conhecimento, pelo desrespeito de uns por outros e pelo Parlamento”.»


É bom que isto seja realçado, embora, em democracia, sempre se espere que os eleitos cumpram com eficácia as funções de que lhes foram confiadas. E, ao fazê-lo, nunca se esqueçam do volumoso sector social de onde sai a maioria dos votos. E que os grandes empresários como é Alexandre Soares dos Santos nunca percam de vista que lhes é vantajoso haver justiça social, haver aceitável poder de compra dos menos favorecidos pelas políticas sociais, por que são estes que constituem a grande massa dos consumidores, dos clientes que mais pesam na facturação do comércio e da indústria.

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A greve é uma arma

Como arma que dizem ser, a greve deve ser utilizada com muito sentido de responsabilidades, muita sensatez, escolhendo bem os alvos, o objectivo a atingir, enfim, em termos militares, «o inimigo», e usando de boa pontaria para evitar os danos colaterais. Pelo facto de um militar, um agente da autoridade ou um civil possuidor de licença de uso e porte de arma, poder usar esta, não pode nem deve aplicá-la contra inocentes e em situações de menor gravidade. A «arma» greve deve ter um uso adequado.

Numa empresa, se os trabalhadores têm motivos para reclamação e a administração não os ouve, não dialoga, não cede às reclamações justas e sensatas apresentadas educadamente, a greve poderá ter lugar com intenção de, lesando os interesses da empresa, chamar a atenção para o facto de esta estar a lesar os dos trabalhadores. Mas, mesmo neste caso, os organizadores da greve devem começar por ponderar se os prejuízos que irão causar à empresa não virão a reflectir-se nas suas condições de trabalho, porque a empresa funciona num conjunto interactivo formado pelo capital, pelo trabalho, pelos fornecedores, pelos clientes e pela população local.

Mas no caso de se tratar de uma empresa prestadora de serviços públicos como é o caso dos transportes, actualmente em greve, o factor mais importante é o conjunto e variedade de inconvenientes causados aos utentes que são apenas pagantes e vítimas de qualquer deficiência de funcionamento do serviço a que têm direito.

O direito do utente deve ser considerado em patamar superior ao dos trabalhadores e da administração da empresa.

No artigo Elites estão caladas por lhes faltar independência, diz Alexandre Soares dos Santos este empresário acusa as forças vivas de se remeterem ao silêncio o que as impede de se unirem na defesa de causas comuns. Subentende a necessidade de unir esforços à procura de soluções, sem medo de retaliação. Na realidade, esse medo deve ser expurgado e dar lugar a coragem e um pouco de «heroísmo». A propósito, ontem na estação da CP ouvia-se dizer com certo calor: o que eles precisam é que meia dúzia de valentes venham aqui com martelos destruir tudo isto.

Afinal qual é o objectivo desta grave? Contra quem? Para prejudicar quem? Qual o inimigo para quem usam a arma da greve? Infelizmente a resposta é: são os simples e humildes utentes, muitos que pagaram os passes e se vêm privados do direito que ele lhes deve conferir. E ficava a pergunta: Porque não desencadeiam a sua guerra, com boa pontaria, contra aqueles que consideram seus inimigos?

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Pleonasmo



Pleonasmo é para evitar. É perda de tempo. É falar durante mais tempo quando não há ideias a transmitir, como fazem muitos propagandistas baratos. É chover no molhado. É marcar passo em discurso vazio.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sociedade Doente

A notícia de que um sem-abrigo julgado por furtar seis chocolates em supermercado deve fazer pensar os responsáveis pela governação de Portugal, no sentido dos comportamentos das pessoas, do funcionamento da sociedade em geral e do corpo legislativo, nomeadamente da segurança e da Justiça.

É referido um caso ocorrido em Maio de 2010, quando um homem, de 30 anos, foi apanhado pelo segurança de um supermercado tentativa de sair sem pagar os 14 euros e 34 cêntimos referente a seis chocolates que levava consigo. Os chocolates acabaram por ser restituídos. Provavelmente, usava estes estratagemas para não morrer de fome.

Mas, segundo a notícia, a moldura penal para delitos deste tipo prevê uma pena que pode ir desde multa até três anos de cadeia e o caso vai a tribunal nos Juízos Criminais.

Os furtos de valores inferiores a quinze euros, quando apresentada queixa originam processos que podem custar ao Estado várias centenas de euros, o que leva o bastonário da Ordem dos Advogados a admitir que “deveria haver uma forma de abordar este tipo de problemas de outra perspectiva”, embora as “pessoas que furtam têm de responder” pelo crime, e que o Estado deve tratar com “a mesma dignidade” todos os processos, “independentemente dos valores que estiverem em causa”.

Mas o caso, faz recordar os inúmeros buracos financeiros que configuram a actual crise que nos está a esmagar, principalmente aos trabalhadores de salários médios e baixos, gerada por défices e dívidas ocasionados por utilização ilegítima dos dinheiros públicos, e por erros de gestão. Nestes casos em que os prejuízos para a globalidade dos contribuintes não são de 15 euros mas, sim, de milhares de milhões, a Justiça não actua. Um juiz conselheiro amigo diz que a culpa desse procedimento da Justiça não é dos juízes mas da legislação em vigor. Porém, parece não ter havido da parte da Justiça sugestões e propostas de nova legislação e esta acaba por ser feita pelos políticos e gabinetes contratados, por forma a garantir liberdade de acção e impunidade aos governantes e autarcas e aos que com eles estão conluiados. Isso leva a considerar caricato o argumento da «legalidade» usado pelos políticos em defesa de uma ou outra atitude que tomam e que vem a público por ser considerada menos correcta.

Repito a frase de Marinho e Pinto «o Estado deve tratar com “a mesma dignidade” todos os processos, “independentemente dos valores que estiverem em causa”». E, acrescento, das pessoas autoras das infracções.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Previsões de Thomas Jefferson, 3º Presidente dos EUA

Extraído do post Os fazedores de crises financeiras, com agradecimentos a Leão Pelado

Está-se a passar o que foi previsto por Thomas Jefferson, o terceiro e um dos mais eminentes presidentes dos EUA (1801-1809), há 200 anos:

If the American people ever allowed the banks to control the issuance of their currency, the banks and corporations that will grow up around them will deprive the people of all property until their children will wake up homeless on the continent their fathers occupied.

[Tradução: Se o povo Americano alguma vez permitisse aos bancos controlar a emissão da sua moeda, os bancos e as corporações que crescerão em seu redor privariam as pessoas de todos os seus bens até que os seus filhos acordassem sem casa (uns sem-abrigo) no continente que os seus pais ocuparam.]

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domingo, 6 de novembro de 2011

Velhos camaradas


Velhos Camaradas

Composta na Prússia em 1889, essa marcha é tradicionalmente utilizada nas bandas das universidades americanas e europeias e também nas Academias Militares e Forças Armadas de todo o mundo.
No final do vídeo, o maestro André Rieu explica que convocou os músicos de sopro da cidade para participarem da peça, imaginando que apareceriam uns 50. No entanto, apresentaram-se 400.

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Redistribuição da riqueza

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Enfrentar a crise. Procurar soluções

É corrente a afirmação de que os políticos só decidem depois de serem pressionados e, por isso, sucedem-se manifestações de toda a ordem em todos os sectores nacionais, pelas mais variadas razões. Agora na Grã Bretanha, Jovens desempregados caminharam 450 quilómetros para pedir emprego. Não utilizaram a expressão «para oferecer trabalho», mas o simples facto de dezenas de jovens desempregados se organizarem para chamar atenção para o seu problema já pode ter efeitos positivos, como o de os levar a concluir que não podem ficar á espera que outros adivinhem os seus problemas e lhes levem a casa a solução para as suas necessidades. Sem organização, sem efeito de massa nenhuma manifestação terá o êxito desejado. Outro resultado desejável desta iniciativa deveria ser a tomada de consciência de que a solução terá de partir deles de forma mais activa, com imaginação, criatividade, sentido das realidades e coragem para iniciar uma actividade que possa ser útil à sociedade e trazer-lhes uma remuneração adequada.

Em Sair da crise. 4 vectores, lê-se que o economista professor universitário João César das Neves dá quatro conselhos: Deixar-se de queixas, deixar-se de acusações, deixar-se de fantasias, enfrentar a crise. Com efeito, a crise é oportunidade e desafio.

Os jovens chineses, estão a adaptar as suas actividades à situação de crise, como se vê na notícia O novo negócio dos chineses em Portugal. Nada é definitivo na vida moderna e é preciso estar atento, analisar a situação e os sinais de mudança nas sociedades para fazer opções correctas e oportunas. Como a crise se traduz em menos despesas nas roupas, as lojas dos 300 estão a reconverter-se em lojas de frutas e legumes produtos que as pessoas não podem dispensar para a alimentação.

Certamente que, se os nossos jovens agissem com a mesma perspicácia destes chineses, encontrariam forma de se juntarem e revitalizarem actividades proveitosas e com capacidade de exportação e que têm sido desprezadas, como, por exemplo, as olarias nas zonas tradicionais dos bons barros, a tapeçaria de Arraiolos, os bordados, etc. Outras actividades internas, como pequenas empresas de reparações domésticas que se esmerem na rapidez e na perfeição, ou trabalhos de reordenamento e manutenção florestal, ou trabalhos agrícolas ou pecuários visando produtos especiais de mais procura no mercado. Há exemplos de êxito de jovens que já encararam estas soluções.
Dos quatro vectores atrás citados, deve sublinhar-se o quarto. É preciso enfrentar a crise. Os chineses estão a fazê-lo no nosso bairro.

Imagem do DN

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sábado, 5 de novembro de 2011

Gestos de náufragos

Parece que, apesar da crise, o bom senso, o realismo, a inteligência serena não entrou nos comportamentos de todos os responsáveis políticos e autárquicos. Deparamos, a cada momento, com notícias chocantes mostrando que muitos estão inteiramente desorientados a esbracejar descontroladamente à procura de tábua de salvação, sem a mínima lógica e coerência, como náufragos em desespero sem calma, nem coerência.

Quando por um lado o governo parece pretender aumentar o número de horas de trabalho semanal nas actividades económicas, aparece a notícia de que a Câmara de Lisboa estuda corte de um dia de trabalho por semana. Só pode interpretar-se como um forte desejo de dar dinheiro aos estudiosos amigos que irão fazer tal estudo.

Será que os serviços municipais têm todas as tarefas em dia, sem processos em atraso e que o pessoal passa o dia a coçar-se por não ter que fazer? Será que não há pedidos de licença por despachar, após 30 dias da data de entrada? Será que não há problemas por resolver em benefício de quem vive ou trabalha no Concelho? Será que já completaram a lista dos inquilinos do município? Será que a sinalização rodoviária e de outros interesses em locais públicos está devidamente ordenada de forma a ser útil e prática a quem dela necessita? Será que o aspecto urbanístico e o estado de conservação dos edifícios está impecável? etc., etc.

É pena que, em vez de serem pensadas as tarefas e a eficiência com que são efectuadas em benefício dos munícipes, se pense apenas nos euros e segundo os piores métodos.

Mas felizmente, nem todos agem como náufragos como se vê na notícia, de 3 de Maio último, Macário ameaça chefias com despedimento, em que eram referidas medidas de controlo da actividade dos serviços camarários no sentido de combater a burocracia e a corrupção.

Parece que Macário está mais próximo da solução correcta do que Costa. Interessa reduzir a burocracia ao mínimo indispensável, servindo as pessoas com o máximo de eficiência e, depois, ao verificar-se que a estrutura administrativa tem demasiadas gorduras, haverá que reestruturar no sentido da simplicidade e facilidade de atendimento das necessidades da vida económica cultural, social, etc.

Se for verificado que o trabalho feito por 400 trabalhadores em 5 dias de oito horas, pode ser feito em 4 dias de oito horas, reduza-se o efectivo para 320 trabalhadores, que serão suficientes, segundo diz a aritmética mais basilar.

Mas se esse pessoal tiver tarefas melhor definidas e bem controladas, sem gorduras burocráticas, poderá ser reduzido substancialmente, e de uma forma mais inteligente diminuirá os gastos do município , objectivo confessado segundo a notícia.

Imagem de arquivo

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