domingo, 30 de setembro de 2007

Lição de perseverança

Alguém, pensando que eu estava a perder o entusiasmo com o CVS- Sempre Jovens, enviou-me este texto, que agradeço e trago aqui para conhecimento de todos os visitantes

Siga cantando

Já observou a atitude dos pássaros ante as adversidades?

Ficam dias e dias fazendo seu ninho, recolhendo materiais, às vezes trazidos de locais distantes...

... E quando já ele está pronto e estão preparados para pôr os ovos, as inclemências do tempo ou a acção do ser humano ou de algum animal destrói o que com tanto esforço se conseguiram.
O que faz o pássaro?
Pára, abandona a tarefa?
De maneira nenhuma. Começa, uma outra vez, até que no ninho apareçam os primeiros ovos.

Muitas vezes, antes que nasçam os filhotes, um animal, uma criança, uma tormenta,
volta a destruir o ninho, mas agora com seu precioso conteúdo...

Dói recomeçar do zero... Mas ainda assim o pássaro jamais emudece, nem retrocede, segue cantando e construindo, construindo e cantando...

Já sentiu que sua vida, seu trabalho, sua família, seus amigos não são o que você sonhou?
Tem vontade de dizer basta, não vale a pena o esforço, isto é demasiado para mim?

Você está cansado de recomeçar, do desgaste da luta diária, da confiança traída, das metas não alcançadas quando estava a ponto de conseguir?

Mesmo que a vida o golpeie mais uma vez, não se entregue nunca, faça uma oração, ponha sua esperança na frente e avance.
Não se preocupe se na batalha seja ferido, é esperado que algo assim aconteça.
Junte os pedaços de sua esperança, arme-a de novo e volte a ir em frente.

Não importa o que você passe...
Não desanime, siga adiante.
A vida é um desafio constante, mas vale a pena aceitá-lo. E sobretudo... Nunca deixe de cantar.

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Partidos. Líderes e estratégia de governo

Luís Filipe Menezes está de parabéns, porque atingiu o seu objectivo de ser líder do seu partido. Porém, não há a certeza de que o partido e o país também mereçam ser felicitados.

Tal como no atletismo, os vencedores das corridas devem ser os mais capazes, os mais rápidos a chegar à meta e não aqueles que passam rasteiras aos competidores para estes se atrasarem, também na política devia haver a preocupação desportiva de mostrar aos eleitores a sua capacidade de aplicar estratégias, mais eficientes para desenvolver o País e granjear melhores condições de vida à população, através do ensino, da saúde, da justiça, do apoio a idosos, etc.

Mas a política não tem a lisura do desporto saudável e viril, utilizando, pelo contrário, a rasteira, a cilada, a traição, a calúnia, com uma frequência indesejável. Porém o País não beneficia com golpes baixos que acabam por trocar incompetentes por outros mais ou menos iguais. O País precisa, sim, de inovação, de formulação de novos caminhos para atingir os objectivos atrás referidos. E essas novas directrizes não se estabelecem com os pés assentes na miséria da guerrilha partidária, mas com a cabeça à altura dos valores éticos e sociais equipados com os melhores princípios morais da verdadeira democracia.

Não interessa que, em 2009, o vencedor nos traga mais do mesmo, como tem acontecido nas últimas décadas. É indispensável que a oposição, isto é, a capacidade de alternância democrática, seja inovadora, preparando as medidas necessárias para as circunstâncias previsíveis do futuro, ou mesmo para a preparação de um futuro diferente do presente. Nada adianta, como outros já fizeram, repetir citações de Sá Carneiro, que esteve correcto numa data já distante, muito diferente da hodierna. A actual oposição tem de criar um corpo de doutrina que lhe permita, no futuro, poder governar de forma coerente e eficiente e, antes, como oposição, ter capacidade para controlar o Governo e dialogar com ele no sentido de evitar que este cometa erros prejudiciais ao País e de decidir de forma correcta com vista a um País (população) melhor. Em vez e demolir os governantes com activa guerra psicológica, deve colaborar construtivamente no sentido do máximo benefício para os cidadãos. Estes acabarão por demonstrar a sua gratidão quando forem às urnas. As pessoas não são tão estúpidas e distraídas como os políticos querem fazer crer, nos seus discursos egocêntricos.

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sábado, 29 de setembro de 2007

Advogada «competente»

Quando Maurício descobriu que herdaria uma fortuna quando seu pai doente morresse, decidiu que precisava de uma mulher para virar sua grande companheira.
Assim, em uma noite ele foi para o bar da OAB carioca onde procurou a advogada mais bonita que já tinha visto.
Sua beleza natural tirava seu fôlego.
"Eu posso parecer um advogado comum," disse enquanto se aproximava da musa, "mas em cerca de um mês ou dois, meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares."
Impressionada, a mulher foi para a casa com ele naquela noite e, três dias depois, se tornou sua madrasta...

NOTA: recebida por e-mail da nossa colega de Clube, Maria Azevedo

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O Sol dos meus encantos









FOI ESTE SOL QUE ENTROU EM MIM
QUANDO ABRI A PERSIANA
AQUECEU-ME
CUROU-ME
EMPURROU A TRISTEZA, ENCHEU-ME DE ALEGRIA.
UM REMÉDIO TÃO SIMPLES
E EU NÃO SABIA...
Autora: Adelaide Quintas - elemento do CVS - Sempre Jovens

NOTA: Este post é uma transcrição do blog Pensamentos e divagações da autora.
Os meus parabéns à Amiga Milai, pela sua abertura às coisas que a podem tornar feliz e arremessar a tristeza para bem longe.
Mal aconselhados andam aqueles que calcorreiam o mundo da imaginação à procura da felicidade. Ela mora muito perto, de maneira muito simples, tímida e humilde, quase envergonhada. Ela está na simplicidade das coisas que nos cercam e a que nós, distraidamente, muitas vezes, viramos as costas sem nelas repararmos. É uma couve que teima em crescer num terraço, são as gaivotas que nos dizem bom-dia, é o aroma de uma planta que cresce num vaso e se nela repararmos nos retribui o carinho com o seu viço e o olor da sua fragrância é uma imensidão de coisas belas que nos podem dispor bem se descermos até elas de forma a poder haver diálogo, trocas de sensações.
O sol esse potencial de energia e de vida, é a maior fonte de felicidade.
Muito obrigado por nos oferecer, através do seu blog, amostras da sua sensibilidade e veia literária .

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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O défice tem as costas largas

Li hoje a notícia de que em 2008 o imposto sobre a gasolina vai aumentar, a fim de reduzir o défice orçamental. Isso irá acarretar aumento dos preços de todos os produtos que dependem deste combustível para o fabrico e o transporte.

O défice devia ser reduzido pela diminuição das despesas públicas. Mas os governantes não querem, não estão interessados em prescindir de parte dos seus benefícios, antes pelo contrário...

Os políticos deviam seguir o exemplo hoje noticiado dos médicos que prestam serviço nas urgências do Hospital Distrital Luciano de Castro, em Anadia, que «admitem prescindir de uma parte do vencimento para manter o serviço a funcionar» (Diário de Notícias, pág. 17).

Pelo contrário, os políticos aumentam o número de assessores, de assistentes pessoais dos deputados, criam comissões não produtivas, encomendam estudos para apoio de decisões já preparadas, renovam a frota automóvel, renovam as decorações dos gabinetes, etc.

Somos obrigados a concluir que os nossos políticos parecem tão estúpidos que não compreendem que pertencem a um País pobre sem petróleo, nem diamantes, nem recursos naturais importantes, e tão ambiciosos que, apesar disso, querem ultrapassar, em ostentação e gastos diversos, os seus parceiros dos países com maior PIB per capita.

E o povo contribuinte é que se lixa, tal como o mexilhão, tendo de apertar o cinto com sucessivos sacrifícios com o pretexto de ser necessário reduzir o défice que os políticos provocaram e aumentam com os seus abusos excessivos e incessantes.

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Haja respeito !!!

Não costumo referir-me a pessoas, preferindo focar a atenção em conceitos e em factos que confirmem valores ou lhes sejam lesivos. Mas, embora não seja admirador do Dr. Santana Lopes e tenha criticado muitos factos ligados às suas posições quando PM, é com muito gosto que elogio agora a atitude tomada quando, ontem, estando a ser entrevistado na SIC Notícias, a convite da estação, foi interrompido para ser dada em directo a chegada do avião com um ex-treinador de futebol de um clube inglês. Aquilo que tal canal de TV fez é sumamente incorrecto. É uma falta de respeito para o convidado que deixou a sua vida para ali estar e que se viu postergado por um motivo que não se apresenta com uma urgência ou prioridade que justificassem tal desrespeito por um ex-primeiro-ministro do nosso País.

Não comparo os valores das duas pessoas em causa, nem me pronuncio acerca do interesse comercial do canal perante a audiência e o que isto pode representar em lucros da empresa, mas acho que foi uma inaudita falta de respeito e consideração.

Santana Lopes, ao abandonar o estúdio e não querer retomar a entrevista, agiu com muita dignidade, evidenciando uma personalidade que, infelizmente, não tem sido muito frequente em políticos que, ou engolem todos os sapos para não perderem uns minutos de imagem na TV, ou reagem emotivamente saindo diminuídos perante os cidadãos mais sensatos.

Parabéns, Santana Lopes!

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Em que País estamos?

Reflorestação da Serra da Estrela num imbróglio

A Sociedade de Águas da Serra da Estrela (SASEL) do grupo Sumol promoveu em 2002 a campanha "Plante uma Árvore", com a finalidade de contribuir para a reflorestação da Serra que fora vítima de intensos incêndios.

Passados cinco anos, era suposto que estivessem arborizados cerca de 300 hectares, com 600.000 árvores, mas, segundo denúncia da Associação de Amigos da Serra da Estrela (ASE), conhecedora da área do Parque Natural, não é visível no terreno a reflorestação. A SASEL declara que tem pago as facturas aos viveiros, mas desconhecia esta situação. Porém, o que se apresenta muito estranho é que o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), parceiro neste programa de reflorestação das serras de Portugal, assume que não tem fiscalizado o projecto e, por isso, não pode afirmar com certeza, se existem e onde estão as árvores cedidas pela SASEL. Mas qual é o papel deste Instituto? Em que País estamos? Qual é o sentido das responsabilidades destes funcionários? Aproveitando esta incompetência e desleixo, há espertos que deram ao dinheiro um uso que lhes deve ser pessoalmente mais vantajoso, com prejuízo para a Natureza e a reflorestação da Serra.

O presidente da ASE, referiu ao JN que "há muito que andávamos desconfiados. O programa teve início em 2002 e cinco anos depois não são visíveis no terreno as plantações, que, pelos números divulgados pela SASEL, rondariam, no mínimo, 300 hectares. Uma dimensão que se faria notar na área total do parque, que ronda os 90 mil hectares e aos quais se têm de excluir 10 mil localizados no cimo da Serra onde não é possível arborizar".

Apesar de o director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas Litoral Centro do ICNB, insistir que "esta é uma campanha importante para nós, que queremos credível e transparente", na prática, ninguém parece saber onde estão grande parte das árvores, pese o facto do ICNB ter a lista das entidades a quem concedeu créditos para poderem ir a viveiros adquirirem as plantas e a quem, mais tarde, a SASEL pagava as facturas, como atrás ficou dito.

Nos últimos anos a campanha passou a desenvolver-se numa base de confiança nas entidades intervenientes, pelo que o ICNB supunha ter havido a plantação de 475 mil árvores na Serra da Estrela, em mais de uma centena de locais. Mas não fiscalizou, não controlou, não sabe dar contas das suas responsabilidades.

O Grupo Sumol, detentor da marca Águas Serra da Estrela, afirma que, desde o início da campanha, foram "angariadas mais de 600 mil novas árvores que foram disponibilizadas para plantação ao Parque Natural da Serra da Estrela, nas edições de 2002 a 2004, e ao ICN, a partir de 2005", por estas serem as "entidades competentes pela identificação dos locais de reflorestação e selecção das espécies de árvores".

Esta situação anedótica, inaceitável num Estado gerido com normal competência, faz lembrar o que se passava com o controlo das actividades económicas antes de as três instituições que se atropelavam e se desculpavam uma com as outras serem extintas e dado lugar à ASEA.

As reformas prometidas pelo Governo têm um grande e difícil caminho a percorrer.

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Troca de seringas na prisão

Na minha inocência, pensava que é proibido, é infracção, o tráfico de droga, a sua circulação, a sua posse em quantidades elevadas.

Mas agora fiquei a saber que há excepções. Os muros das prisões que era suposto serem bem vigiados podem ser impunemente permeáveis à droga. Um estabelecimento do Estado não cumpre a lei.

Como se passa isto? Como é possível que cá fora continue a ser proibido o tráfico de droga? Como é possível que, continuando essa proibição cá fora, a droga consiga chegar à prisão e entrar livremente? Que controlo? Que recuperação social será permitida aos presos?

Problema complicado, com inúmeros factores, positivos e negativos, que merece reflexão cuidada da parte dos responsáveis pela Justiça, prisões, Saúde, etc. Como tornar coerente tudo o que se balanceia ao sabor dos vários factores do fenómeno?

Publicado em Democracia em Portugal, em 24-09-2007

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Um nó na garganta

...
Um domingo de chuva, um nó na garganta...O efeito de uma triste causa, como diz o povo. Neste caso, não o POVO, não o RICO. Ai as diabólicas regras sociais... as negativas, as indesejáveis ... que prejudicam o povo mas nunca o POVO. Está claro que me refiro ao pobre do povo pobre, nunca ao RICO DO POVO RICO. Perdoem-me estas repetições que mais parecem uma brincadeira de mau gosto, um complicado puzzle, com difícil solução... Mas é que, infelizmente, anda por aí tanto nó em gargantas preso, e tantas GARGANTAS despreocupadas por onde correm sem dificuldade as melhores iguarias, as de marca, os mais afamados líquidos generosos, os de marca, (sim, porque o que não tem marca não presta) sem o mais pequeno nó que lhes impeça a passagem. Vejo escrito na minha mente simples o EGOISMO, o RICO, a MARCA... Ah, o egoísmo... o egoísmo a nível planetário... palavra corrente, no momento presente, da geração presente, uma das que está bem na linha da frente! Usada, sim, mas não como os trapos, usada mas sempre nova. Malvado egoísmo humano, porque não acabas como os trapos rotos e deixas que haja mais igualdade, mais oportunidades para todos! Evitava-se assim que muito povo caísse no abismo, num poço sem fundo e sem força para voltar, "achatado" em todos os sentidos, isto é, na mente e no corpo, como um peixe das profundeza!!!

ADELAIDE - CVS / 23

À autora, membro do Clube Virtual de Seniores, Sempre Jovens, agradeço esta reflexão humanitária com muita actualidade, em consonância com o que se passa no mundo actual.

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Boa aluna, Bom professor. Bom método de ensino

Da Amiga Adelaide, companheira do CVS - Clube Virtual de Seniores, este texto, recordação viva de tempos um pouco distantes, é uma descrição que representa um exemplo que merece ser seguido de como se estimula o mérito sem receio de traumatizar, quando o objectivo é a elevação das capacidades das crianças. Parabéns e obrigado, amiga Milai!!!

ACONTECEU COMIGO

"Nothing is so beautiful as spring
when weeds, in wheels, shoot long and lovely and lush,
Autor: Gerard Manley Hopkins - "SPRING" (poema)

- Devem ter já passado uns bons largos anos desta minha vida, de más e boas recordações (quem as não tem!!!), que as duas frases acima, que são o começo de um belo poema de Hopkins, me marcaram positivamente e para sempre. Trata-se de um momento inesquecível para mim, o qual, de quando em vez me visita no tumulto dos meus pensamentos misturados, em desalinho envergonhado. Foi numa tarde de aulas, num estabelecimento de ensino na cidade onde nasci, que tudo aconteceu. Era costume, nesse estabelecimento, bom por sinal, num certo dia da semana, fazer-se uma espécie de julgamento, em forma de círculo, onde estava presente um só juiz, um "arguido" e as testemunhas de "observação" acomodadas à volta da sala. Devo salientar que éramos só alunos e professor. Nessa tarde fui eu a "arguida". Havia uma cadeira, lá bem no meio, para onde eu tinha de me dirigir e tomar assento. Assim fiz, com os nervos saltitantes, o sangue mais apressado na sua correria louca dentro de mim, e as faces vermelhas que me queimavam. Eu tinha de comentar, na língua de Hopkins, para que todos ouvissem e me julgassem, o poema que acima menciono. Nesse dia, não sei como nem porquê, eu estava inspirada e decidida a fazer figura. As dezenas de olhos pregados em mim, ao invés de me assustarem, tiveram o efeito contrário e, aí vou eu... Que apreciava o poema de Hopkins, porque as suas palavras me faziam VER o que ele descrevia, como o rebentar dos botões da planta, a surgir para a vida, para a natureza, com um movimento que começa dentro do ramo verde para o exterior soalheiro, cheios de beleza e de frescura ainda húmida! A graça e a actividade próprias da estação. Com o calor do sol tudo entra em actividade e alegria. É a beleza de tudo que nasce e que é tenro e que é perfeito. Continuei, dentro deste estilo, com palavras minhas e ao meu jeito. Eis senão quando, ouço um comentário..."Parabéns, você compreendeu exactamente o desejo de Hopkins que era tornar o desabrochar, o mais real possível". Alguém bateu palmas e... mais palmas se seguiram. Era costume. Era a sentença mais desejada do arguido. Se ele merecia, palmas não lhe faltavam. E eu, nem queria acreditar, eu tinha merecido...
Coisas simples da vida que não esquecemos...
ADELAIDE

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A velhice existe?

De autor desconhecido, extraído de um e-mail recebido em formato pps. Para dar ânimo que ajude a enfrentar o Outono que está a chegar.

Alguns de nós envelhecemos, de facto, porque não amadurecemos.
Envelhecemos quando nos fechamos a novas ideias e nos tornamos radicais.
Envelhecemos quando o novo nos assusta.
Envelhecemos quando pensamos demasiadamente em nós próprios e nos esquecemos dos outros.
Envelhecemos quando paramos de lutar!
Ora, todos estamos matriculados na escola da vida, onde o Mestre é o tempo.
E, a vida só pode ser compreendida olhando-se para trás. Mas, só pode ser vivida, olhando-se para a frente.
Na juventude, aprendemos; com a idade, compreendemos.
Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus mas melhora os bons.
Envelhecer não é preocupante: O ser olhado como velho é que o é.
Envelhecer é passar da paixão à compaixão.
Nos olhos do jovem arde a chama. Nos do velho brilha a luz.
Não existe, pois, idade, já que somos nós que a criamos. Se não acreditares na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte.
Pessoalmente, eu não tenho idade: Tenho vida!
Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.
A vida não é curta, as pessoas é que ficam mortas tempo demais.
A passagem do tempo deve, assim, ser uma conquista e não uma perda.

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Os olhos de quem vê

De autor desconhecido. Recebido por e-mail em formato pps,

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.
O objectivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.

Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você ?
- Muito boa, papai, respondeu o pequeno.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza ?
- Sim pai ! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão paupérrimo ?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.
Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto! No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.
Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.

Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefacto, sem graça e envergonhado. O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres !

MORAL DA HISTÓRIA

Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto !
Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza.
Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas,
então.. Você tem tudo!

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

A história de Orfeu e Eurídice


ORFEU O "PAI DO CANTO"


"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!

Sua esposa, Euridíce, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do reino de Plutão. Sua prece foi ouvida com uma condição: "não deveria olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém aconteceu o que não devia ter acontecido. À vista de Orfeu, Euridíce ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridíce, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo e para sempre para o mundo de Plutão. Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente as de Gluck e Monteverdi.

Oferecido por Adelaide Quintas, membro do CVS, Sempre Jovens

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Um caso de Amor contrariado

No DIA DA MULHER, mais uma história de amor.

Heloisa e Abelardobelardo

Mais uma daquelas histórias que despedaçam corações.
Teremos de calcorrear muitos anos para trás no tempo para chegarmos ao local, na antiguidade, onde tal amor aconteceu.

- Era o jovem Abelardo conhecido, nesses tempos, como príncipe dos filósofos. O adro da Catedral de Notre Dame, na França romântica, era o local por ele escolhido para se dirigir aos que o escutavam e que eram muitos mais do que simples dezenas. Em breve começou a ter fama de sábio. Adorava a sua filosofia. Era no tempo em que os nobres contratavam preceptores para ensinarem os filhos, e a fama de Abelardo chegou aos ouvidos do tio de Heloisa. Má hora, triste sina, pois que este seria o ponto de partida para mais uma história de amor fadada para terminar tragicamente. Era Heloisa ainda uma criança, linda como as crianças! Quando Abelardo nela pousou seu olhar, ficou atónito pela sua juventude e beleza. Um jovem e sábio professor e uma jovem e bela aluna. Antes que corresse o boato do encantamento entre os dois, já Heloisa tinha aprendido as línguas que nesse tempo, por costume,se ensinavam. A par das línguas aprendera Heloisa também o amor.
Casaram em segredo, para desespero do tio ao tomar conhecimento do sucedido. Heloisa, porque amava muito Abelardo, procurou refúgio num convento para que seu amado pudesse continuar seus estudos. A sua relação com o tio tinha sido severamente afectada. A apreensão de Abelardo não esmoreceu mesmo assim e, na verdade, o que aconteceu a seguir provou que a sua apreensão se justificava. O tio de Heloisa manda que dois marginais se introduzam no quarto de Abelardo, pela calada da noite, para lhe infligirem uma terrível e cruel mutilação. Isto leva-o a entrar para o convento onde, mesmo com tão pesado desgosto em seu coração e em sua alma, continuou a estudar. Por seu lado, também Heloisa, ficou para sempre no convento, onde murchou como murcham as flores, e aí morreu. Separados na vida, acabam, porém, juntos na morte. Numa mesma sepultura onde finalmente puderam amar-se no segredo escuro da última morada.
Da autoria de Adelaide, companheira do CVS - Sempre Jovens

NOTA: Parabéns por esta história que nos recorda aprendizagens antigas de alguns e aumentará a cultura de outros.
Os preconceitos sociais esmagam tudo começando pela felicidade dos entes mais queridos. Foi ontem e continua hoje. À sociedade interessa mais o que os outros possam dizer do que a nossa felicidade e a dos nossos familiares e amigos. Quando acabará isto?

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Gérberas e Mozart




GÉRBERAS COR CHAMPAGNE E MOZART.
Ergo a minha taça para brindar à música inesquecível que Mozart deixou para delícia dos nossos sentidos. Sim, porque ela nos percorre de lés a lés. Todo o nosso ser se contagia pela beleza dos seus acordes, ritmo, leveza e tudo o mais que, só a boa música é capaz de despertar em nós, seres inteligentes e sensíveis a tudo que é belo. Também é digna de nota a biografia do mestre que nos deixou há já 250 anos. Como a maioria das pessoas sabe, tudo nele desabrochou na tenra idade. Infelizmente até a morte no-lo roubou aos 34 anos, quando não devia. Muito ficou por fazer. É difícil acreditar que, aos três anos de idade, só 36 meses de vida, tenha ele começado a ser considerado executante e aos 5 já compositor! Era um pequeno mestre austríaco que enfrentava grandes plateias e empreendia "tournées" que sempre acabavam em grandes triunfos. Era exigente consigo e com quem com ele trabalhava. Chegava mesmo a ser sarcástico nas suas críticas!

Como estudante era exemplar, atento e trabalhador. Helen Kaufman diz que, e estou plenamente de acordo, os jóvens deviam ler a biografia deste grande músico, assim como a de outros grandes homens que ficaram famosos, mesmo noutros campos da ciência, não só porque daí tiraríam exemplos úteis para as suas vidas, mas também porque os bons exemplos escasseiam demais nestes dias tão conturbados da nossa existência onde parece que só o mal impera. E as nossas crianças! Infelizmente, estão expostas a ele, o mal, por força das circunstâncias. Vejam-se, como exemplo, os desenhos animados que invadem as nossas casas a toda a hora, apresentando imagens desprovidas de qualquer beleza, figuras terríveis que amedrontam até os adultos! Ah! Grande Walt Disney por onde andas tu?

Voltando porém ao tema principal desta nossa conversa, Mozart, há ainda muito que gostaria de partilhar contigo,meu velho e querido amigo de longa data... Por acaso sabias que antigamente não se falava em piano mas sim em cravo? E sabias também que era o próprio pai do nosso jóvem músico que lhe dava lições, assim como à irmã, uns aninhos mais velha do que ele? É encantadora a biografia de Wolfgang! Havia um grande respeito entre o pai e os filhos. Bons velhos tempos!!!

Certo dia, terminada a aula da irmã, o pequeno futuro Mozart gostou tanto do que a irmã tocou que disse: Agora eu, agora eu! Cresce e aparece, lhe deve ter dito provavelmente o pai, ao mesmo tempo que não escondeu a sua admiração com a atitude do filho que nem sequer chegava ainda às notas do cravo.

Recebido da companheira do CVS - Sempre Jovens, Adelaide

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Poema do Outono

O OUTONO chegou

que lindo dia!

Vem, amor,

vem passear comigo pela rua,

que bom vai ser

sentir a minha mão na tua.

Olharemos o céu

com o mesmo olhar extasiado,

que bom vai ser

pisar as folhas a teu lado.

Ouvir o pássaro cantar

por sobre o ramo despido

e o sussurrar do teu amor

no meu ouvido.

Gente irá passando

alheada junto a nós,

que bom vai ser

sentir o mundo

e estarmos sós.

Num banco de jardim

soprado por fresca brisa

falar-te-ei de mim

serei poetisa.

Mas, se a brisa soprar

mais fresca e mais agreste,

irei buscar

o xaile que me deste.

E o brilho do nosso olhar

que em ternura se reflecte

será poesia, canção,

magia que se repete.

Poema oferecido por Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/

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Outono

Chegas amanhã, Outono, e como eu te esperei...

Setembro vai caminhando já com sinais de cansaço, desmaiando aqui e ali em cores que o sol não domina nem protege.

A brisa vai soprando já com prenúncios de mudança. Sopra mais ligeira, mais atrevida. Sem o peso de canículas e chuvas de Verão. Agita uma folhagem perdida no alvoroço do seu destino, sem tréguas e sem esperança, caindo em solo alheado.

Sinfonia triste de uma balada todos os anos repetida.

Doce aquietar de sonhos vividos em partilha aceite e consumada.

Tempo de vindimas. Os bagos inchados de seiva de ternura e temperados de alegria apetecida. Uma apoteose de néctares e cantigas, risos e danças.

Outono...

O recomeço das aulas.

Batas vestindo risos, moldando emoções. Bandos de criançadas. Pássaros chilreando em algazarra colorida. Alguns saídos de ninhos acolchoados de amor para um primeiro voo, numa aventura que ainda amedronta mas excita.

Reencontro de amigos. Mistura ruidosa de jeans e abraços. Um reviver de momentos passados na partilha de gargalhadas e soluços. O relato de férias férteis em sol e lazer.

Outono...

O cheiro das castanhas assadas. Quentura estaladiça entre mãos que se tisnam de cinza escaldante.

E a brisa fresca empurrando fumos de assadura, perdidos depois em ruído e poeira.

Choram já as folhas pisadas em gemidos, sem eco na indiferença da multidão em faina apressada.

O sol com um brilhar mais cálido e suave, perdendo-se em acenos rubros e silenciosos lá bem nos confins do horizonte...

Como te esperei, Outono, para uma vez mais te celebrar em veleidades de poeta.

E amanhã, só amanhã poderás ler o meu poema.

Extraído do blog Brizíssima http://brizissima.blogs.sapo.pt/, de uma amiga nossa futura companheira do CVS

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Anedotas. Nove curtas

LÓGICA
O garoto apanhou da vizinha, e a mãe, furiosa, foi tirar satisfações:
- Porque é que a senhora bateu no meu filho?
- Ele foi mal-educado, e chamou-me gorda.
- E a senhora acha que vai emagrecer batendo-lhe?

DIVISÃO DE BENS
Dois amigos encontram-se depois de muito anos.
- Casei-me, separei-me e já fizemos a partilha dos bens.
- E as crianças?
- O juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
- Então ficaram com a mãe?
- Não, ficaram com o nosso advogado.

EMERGÊNCIA
Um electricista vai até a UCI de um hospital, olha para os pacientes ligados a diversos tipos de aparelhos e diz-lhes:
- Respirem fundo, vou mudar o fusível.

CONFISSÃO
O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, padre. Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente. Algum recado?

POLACO
Um imigrante Polaco está a fazer um exame à vista para obter a carta de condução em Nova Iorque.
O examinador mostra-lhe um cartão com as seguintes letras: C Z J W I N O S T A C Z
O examinador pergunta:
- Você consegue ler isto? - E o Polaco:
- Ler?! - Eu conheço esse sujeito!!

VELHINHO
Dois velhinhos conversam num asilo:
- Macedo, eu tenho 83 anos e estou cheio de dores e problemas. Você deve ter mais ou menos a minha idade. Como é que você se sente?
- Como um recém-nascido.
- Como um recém-nascido?!
- Sim. Sem cabelo, sem dentes e acho que acabei de mijar nas calças.

VELHINHAS
Duas velhinhas bem velhinhas estão a jogar a sua canastra semanal. Uma delas olha para a outra e diz:
- Por favor, não me leve a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora não consigo lembrar-me do seu nome, veja só a minha cabeça. Qual é o seu nome, querida?
A outra olha fixamente para amiga, por uns dois minutos, coça a testa e diz:
- Você precisa dessa informação para quando?

A FILHA
A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo e indaga sem rodeios:
- Pai, porque é que não coloca o meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer?
O pai responde de pronto:
- Por mim, tudo bem. Conversa com o pessoal da funerária.

CÉREBRO
Um menino de quatro anos está a tomar banho e examina os seus testículos.
Ele pergunta à mãe:
- Mãe, isto é o meu cérebro?
E a mãe:
- Ainda não, filho.

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Crianças perspicazes

O Zézinho e a Mariazinha partilham o lanche no recreio:

- Puxa pá... outra vez panadinhos de galinha! Como galinha a toda a hora! Sempre galinha, sempre galinha... Vê lá tu que até já estou a criar penugem!

O Zézinho, curioso, pede à Mariazinha que lhe mostre.

A Mariazinha levanta a saia e...

- Ai... tás! tás! Mariazinha! Sabes uma coisa? A minha mãe também tem a mania da galinha... Eu também já estou a criar uma penugem!

- Tás? Ora mostra lá, para ver se é como a minha...

O Zézinho baixa as calças e...

- Ai Zézinho... Tu tás pior que eu! Já tens pescoço e moelas!

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Como Marido e Mulher

Certa vez, estavam um padre e uma freira, viajando de volta para o convento. Até que, ao cair da noite, os dois avistaram uma cabaninha no meio do caminho, e decidiram entrar para passarem a noite e prosseguírem viagem no dia seguinte.
Ao entrarem na cabaninha, viram que havia apenas uma cama de casal.
O padre e a freira se entreolharam e, depois de alguns segundos de silêncio, o padre falou:
- Irmã, você pode dormir na cama, que eu durmo aqui no chão.
E assim fizeram. No entanto, no meio da madrugada, a irmã acordou o padre, dizendo:
- Padre! O senhor está acordado?
O padre bêbado de sono:
- Hein ?! Ah, irmã, o que foi? Ah... É que eu estou com frio... O senhor pode pegar o cobertor para mim?
- Sim, irmã, pois não!
O padre então se levantou, pegou o cobertor no armário e cobriu a irmã com muita ternura.
Uma hora depois, a irmã acorda o padre de novo, dizendo:
- Padre! O senhor ainda está acordado?
O padre babando na gola:
- Ah? Ah, irmã... O que foi agora?
- É que eu ainda estou com frio... O senhor pode pegar outro cobertor para mim?
- Claro irmã, pois não! Mais uma vez, o padre se levantou, cheio de amor e boa vontade para atender ao pedido da irmã.
Outra hora se passou, e, mais uma vez, a irmã chamou pelo padre.
- Padre, o senhor ainda está acordado?
O padre engasgando com o próprio ronco:
- Ahn...? Sim irmã, o que foi agora?
- É que eu não estou conseguindo dormir... Ainda estou com muito frio...
Finalmente, entendendo as intenções da irmã, o padre então falou:
- Irmã, só nós dois estamos aqui, certo?
- Certo!
- O que acontecer, ou deixar de acontecer aqui, só nós saberemos e mais ninguém, certo?
- Certo!
- Então, tenho uma sugestão: Que tal se a gente fizer que nem marido e mulher?
A freira então, pula de alegria na cama e diz:
- Sim! Sim! Vamos fazer que nem marido e mulher!
Daí, o padre muda o tom de voz e grita:

- ENTÃO, PORRA! LEVANTA VOCÊ, PEGA A MERDA DO COBERTOR E NÃO ME ENCHE MAIS O SACO!

Recebido por e-mail, oriundo do Brasil. Serve para temperar o idealismo da mensagem anterior!

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Quando envelhecer

De Rosemund Gerard, inserido como comentário num post por Brizíssima do blog Brizíssima

Quando tu fores velhinho e eu for velhinha
Quando os meus cabelos loiros forem da cor da neve
Em Maio no jardim radioso à tardinha
Aqueceremos nossos corpos velhos ao de leve

Para que esse calor em júbilo aconteça
Imaginaremos ser jovens apaixonados
Eu sorrirei para ti meneando a cabeça
E formaremos um par de velhos deliciados

Olhar-nos-emos sentados sob a trepadeira
Com olhos ternurentos e brilhantes
Quando fores velhinho e eu, de certa maneira,
Sentir os meus cabelos loiros já distantes

Sentados no nosso velho banco de musgo vestido
No nosso velho banco iremos conversar
Será um prazer doce e bem vivido
Acabando frases, talvez mesmo a beijar

Quantas vezes eu pude dizer-te no passado
Amo-te, contá-las-emos docemente agora
Recordaremos mil e uma coisas com agrado
Pequenos nadas especiais de outrora

Um raio de sol tombará numa carícia doce
Entre os nossos cabelos brancos, em tons rosa
Poisará no nosso banco como se fosse
O mesmo velho banco-musgo, a mesma prosa

E, como te amo mais em cada dia
Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã
Rugas no rosto não calarão a alegria
Pois as mesmas roseiras perfumam a manhã

Pensa as primaveras que nos acalentaram
As minhas recordações serão tuas também
Recordações que nos entrelaçaram
E, sem cessar, nos ligam agora ainda tão bem

É verdade, seremos velhos, mais velhos ainda
Apertarei mais forte a tua mão, cálida e sã
Porque, vê-tu, o meu amor nunca mais finda
AMO-TE HOJE MAIS DO QUE ONTEM E MENOS DO QUE AMANHÃ.

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As cidades

Oferta de Adelaide Quintas, elemento activo do Clube Virtual de Seniores

Estava saindo daquele sono profundo, momento que separa a noite do dia que vem a seguir...como se me tivesse enfiado num buraco de montanha onde a luz não entra e o silêncio tapa os ouvidos... lugar onde me esqueço de mim própria, fico perdida e sou ninguém... onde tudo se me varre da mente...!

Depois...

Aos poucos... começo a sentir que estou a voltar a mim de novo, e os barulhos matinais, da cidade a despertar, entram-me pelos ouvidos porque o silêncio já fugiu... Começa a fazer-se luz na minha mente e os pensamentos voltam... Neste momento, como é meu costume, o meu primeiro pensamento vai direito ao Alto e o meu diálogo com o Criador, os segredos entre mim e Ele, começa a desfiar. Lamento-me, choro às vezes quando o meu coração pesa, e Ele ouve, calado mas atento. Eu sei, não duvido, Ele está lá. Depois de despejar as minhas queixas, desilusões, tudo o que me doi, então agradeço tudo o que tenho e que me vem d'Ele, os milagres que me acontecem, e a Sua presença ao meu lado porque a sinto. De quantos males tenho sido afastada porque Ele está comigo...

Mas...? Devem perguntar-se os meus queridos leitores e amigos..."O que tem tudo isto a ver com as cidades?" Na verdade, tendes razão! Distraí-me e deixei-me levar como um pequeno riacho que vai engrossando até chegar ao seu destino, o mar...

Agora, vou então explicar porquê o título, e o que quero dizer que ouvi sobre as cidades. Tenho o costume de, antes de deixar o quentinho dos lençois, e depois das minhas lamúrias com o Criador a quem finalmente deixo em paz, pego no meu minúsculo rádio, um pequeno e simples prazer que guardo debaixo da almofada, e no qual ouvi, antes de dar início à minha rotina diária, esta frase..."Foi a humanidade que inventou as cidades". Logo se me prendeu a minha atenção. Nelas, as pessoas acotovelam-se, crescem em número de dia para dia. Nelas se criam as tentações para atrair os olhares e movimentar os dinheiros de cada um para o que é errado. Recorre-se ao crédito para alimentar a ganância da especulação. Retiram-se os espaços verdes, tão necessarios à saúde, para construir prédios em altura e encher os bolsos dos construtores. Prédios feitos sem peso nem medida, desordenadamente, muitas vezes sem qualidade...É como que se as cidades tivessem nascido em cima de uma mancha de óleo que se vai alastrando sem simetria para tudo quanto é lado. Mas, como se tudo isto não bastasse para nos fazer pensar, há ainda outro enorme problema. As cidades são o paraíso das quatro rodas. É demasiado o ajuntamento e a poluição que infecta o ar e os nossos pulmões. E se uma pessoa se distrai e põe o pé onde não devia? Então, também os animais, que prefeririam correr livremente nos belos e verdes campos, devem ser lembrados como um outro problema das cidades... Foi de uma grande cabeça que saíu quase tudo que acabo de dizer. Não resisti, porém à tentação de fazer pequenos acrescentos de minha autoria...

ADELAIDE CVS/23

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Bagagem da vida

Autor desconhecido. Recebido por e-mail, em formato pps

Quando a vida começa, temos apenas uma mala pequenina de mão...
À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando.
Porque existem muitas coisas que recolhemos pelo caminho...
Porque pensamos que são importantes.

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas.
Pesa demais !

Então podemos escolher:
Ficarmos sentados à beira do caminho, esperando que alguém nos ajude, o que é difícil,
...pois todos que passam por ali já têm a sua própria bagagem. E aí, ficamos a vida inteira à espera.

Ou podemos aliviar o peso, esvaziando a mala.
Mas, o que tirar ?

Primeiro, começamos a tirar tudo para fora, e a descobrir o que tanto tem dentro.
AMIZADE, AMOR, AMIZADE, AMOR, AMIZADE, AMOR...
Nossa !
Tem bastante, e é curioso...
Não pesa nada !
Porém, tem algo ainda pesando....

Fazemos força para tirar....
É a RAIVA, e como ela pesa !

Aí começamos a tirar, tirar e aparecem
A INCOMPREENSÃO, o MEDO, o PESSIMISMO

Nesse momento, o DESÂNIMO quase nos puxa para dentro da mala ...
Mas nós puxamos para fora com toda a força, e aparece um SORRISO, que estava sufocado no fundo da nossa bagagem....

Pula para fora outro sorriso e mais outro e, aí, sai a FELICIDADE.

Colocamos as mãos dentro da mala de novo e tiramos para fora a TRISTEZA.

Agora, vamos ter que procurar a PACIÊNCIA dentro da mala, pois vamos precisar bastante....

Procuramos então o resto:
FORÇA, ESPERANÇA, CORAGEM, ENTUSIASMO, EQUILÍBRIO, RESPONSABILIDADE, TOLERÂNCIA, BOM HUMOR

Tiramos a PREOCUPAÇÃO também, e deixamos de lado.

Depois pensamos o que fazer com ela...

Bem, a nossa bagagem está pronta para ser arrumada de novo...
Mas temos que pensar bem no que vamos colocar lá dentro !

Agora é connosco...

E devíamos fazer isto mais vezes.

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O tempo é implacável!!!

Já te aconteceu sentires-te culpado(a) ao olhares para as pessoas da tua idade e de pensar "não posso estar assim tão velho/a!"?

Então, vais gostar desta:

"Eu estava sentada na sala de espera, para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava pendurado na parede. Ao ler o nome, de repente, eu me recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha turma de liceu, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava se poderia ser o mesmo rapaz por quem eu me tinha apaixonado à época?

Quando entrei no consultório, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, e o rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho para ter sido o meu amor secreto... quê que é isso!?

Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele tinha sido aluno do Liceu D. Duarte.
"Sim", respondeu-me.
"Quando se formou?", perguntei.
"1970." Porquê a pergunta?", respondeu.
"Eh... bem... você era da minha turma", exclamei.

E então aquele velho horrível, anormal, cretino, filho de uma p..., me perguntou:

- "A Sra. era professora de quê?"

Recebido por e-mail em pps

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Amizade, Vinícius

Amizade
Do poeta Vinícius de Moraes


Tenho amigos que não sabem
o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento
mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objecto dela
se divida em outros afectos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido
todos os meus amores,
mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles
que não percebem
o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende
de suas existências ..

A alguns deles não procuro,
basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja
a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer
o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crónica
e não sabem que estão incluídos
na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba
e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção
de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo
que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces
do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é, em síntese,
dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome
e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos,
e, principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.
Recebido por e-mail em formato pps

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As lágrimas...

Oferta de Adelaide Quintas, companheira do Clube Virtual de Seniores, Sempre Jovens

Molhadas
Salgadas
Importunas
Atrevidas

Ligadas estão
aos estados d´alma
das nossas vidas...

Amantes da tristeza
Menos d´alegria
Por vezes... ajudam...
Quem diria!

Se se vertem
Cresce espaço por dentro
O ar desanuvia
tudo fica mais leve
Adeus tristeza
Viva a alegria

ADELAIDE CVS/23

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Quando o amor vencer

Poema de Paulo Roberto Gaefke, proposto pela nossa companheira escritora Alexandra Caracol. Se todos seguirmos estes bons conselhos, a PAZ no Mundo será uma realidade e todos seremos mais felizes. A felicidade de cada um começa com a adopção desta filosofia de vida.

Quando o amor vencer e se fizer mais forte,
não precisaremos mais de fronteiras,
nem desconfiar do próximo,
por mais distante que ele esteja.
Quando o amor vencer não precisaremos de religiões,
a maior religião é o próprio amor,
que nos ensina a conviver com as diferenças,
que nos ensina a tolerar além do limite humano,
e com tolerância não teremos o que perdoar,
E finalmente, o ódio, que é a forma contrária do amor desaparecerá.
Quando o amor vencer e se fizer forte,
levará consigo a solidão e todas as portas se abrirão,
os presídios não terão sentido,
nem mocinhos e nem bandidos, seremos apenas,
uma grande família em busca de evolução,
e o amor facilita esse caminho,
derruba muralhas, transpõem fronteiras,
o amor acaba com a miséria,
pois abre as portas do coração,
e o coração é sempre solidário...
Para não ficarmos apenas no sonho,
comece hoje a parte que lhe cabe,
ame sem distinção, quebre seus preconceitos,
abrace mais, valorize o tempo, reclame menos,
carrega à alegria como munição de vida,
espalhe-a sem doses e sem medidas,
seu sorriso é a porta de entrada,
uma esperança para o novo tempo,
tempo em que seremos melhores,
por ver nossos irmãos felizes,
por ver simplesmente, o amor vencer!

Roberto Gaefke

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As minhas amigas gaivotas

Uma colaboração oferecida pela nossa colega e Amiga Adelaide que evidencia que a felicidade depende de coisas simples. Parabéns a quem se deleita com as coisas singelas da Natureza e as considera um presente para seu prazer

São três gaivotas lindas, brancas como a neve e manchadas de cinza claro, que me dão os bons dias todas as manhãs. Encontro-as empoleiradas no candeeiro em frente de minha varanda. Estamos, eu e elas, exactamente à mesma altura a partir do solo. Eu chego e digo "Olá belezas" e elas respondem à sua maneira: viram o bico para o céu, (em direcção ao Criador), esgoelam-se, e dão um grito como que a dizer-me também "Olá, bom dia". Depois, vaidosas, ensaiam os seus belos voos, asas bem abertas, cortam o céu a seu bel prazer. Encanto de se ver. Como dizia H. Thomas, que muito admiro pelos seus escritos, a natureza está cheia de milagres, nós os humanos é que não reparamos. Considero as minhas gaivotas mais um desses milagres. O grito que dão com o bico virado ao céu para me darem os bons dias, é muito diferente do tom de grito para me pedirem as migalhas a que as habituei. Já não viram o bico para o Criador mas para mim. Dão umas voltas, fazem-se rogadas mas, por fim, comem as migalhinhas, ao mesmo tempo que se debicam umas às outras, para protegerem o que acham que é delas por direito. Vou ter saudades das minhas gaivotas. Porquê? Porque vou mudar de casa e vou perde-las para sempre...

Adelaide - CVS / 23

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Idosos ou velhos?

Idosa é uma pessoa que tem muita idade.
Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade (...)
Você se considera uma pessoa idosa, ou velha? (...)
O idoso tem planos.
O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida.
O velho sofre o que o aproxima da morte. (...)

Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

Autora Alexandra Caracol, o membro mais jovem do CVS - Sempre Jovens
Sejamos Sempre Jovens - CVS

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Por fim, vem a paz!!!

Dois manos dorminhocos - oferta de Adelaide Quintas


Era uma tarde quente de Junho,
e o soninho apertava.
O sofá, macio e fofo convidava
a um salto da realidade para o mundo
vazio de barulhos e onde o silêncio é profundo...

Foi uma visão que enterneceu...
a dona do sofá... que sou eu!

Não resisti e fui buscar a câmara digital, minha última aquisição, e que tem feito as minhas delícias. Como podia eu deixar de registar uma cena tão invulgar, porque, há sempre aquela guerrinha entre crianças, "ora chega p'ra lá , tou apertado, tira o pé, ai que vou cair, vovó???...

ADELAIDE - CVS/23

NOTA: A bonança que vem depois da «tempestade»; a paz que vem depois do conflito. Não há bem que sempre dure nem mal que ature!!!

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Que doce beijo!

Autoria de Adelaide Quintas



Tenho de dar os parabéns ao autor desta foto. É verdadeiramente incrível e dá muito que pensar. O mundo animal dá aos humanos verdadeiras lições de amor. Tenho bem presente ainda o nascimento duma girafa. Verdadeiramente comevedor. Não resisto à tentação de contar o que estes meus olhos viram e jamais vão esquecer. A girafa mãe, gordinha, procura vagarosamente o local que pensa ser adequado para expelir o seu rebento. Este, também vagarosamente, sem pressas, começa por espreitar a luminosidade do mundo que é para si, ainda, uma verdadeira incógnita. Parece que não desgosta do que vê, já que não recua, apesar dos seus olhos não estarem ainda preparados para uma visão perfeita. E, como também não pode continuar no quentinho visto que mãe lhe ordena "sai de mim que já é tempo", o nascituro é portanto obrigado a obedecer, o que é muito lindo e demonstra boa educação. E, ai vem ele a toda a velocidade tomar contacto com o chão duro que o espera. Fica meio atordoado, levanta, cai, torna a levantar, torna cair mas, depressa controla os movimentos e, finalmente, consegue manter-se em pé, embora ainda meio titubeante. E não é que vai direitinho à chucha da mãe? Vem com fome o espertalhão que até já sabe onde ela se encontra para seu deleite. Depois, o que vem a seguir é também mais uma maravilha da natureza. O zelo, o amor que a mãe girafa dá ao seu filhote, o cuidado que demonstra para que nada lhe aconteça, não deixando que algum animal abusado tenha o desplante de se aproximar, na mira, talvez, de encontrar ali algo tenrinho para saborear! Quanto aos humanos, que tristeza, quão inconcebível. Uma mãe, que não girafa claro, é capaz de enfiar o seu filho, lindo, como lindos são os bebés, dentro dum saco de plástico para o deitar ao rio!!! Mas, voltando atrás, já que me deixei ir na corrente, a lição que se tira da maravilhosa foto lá em cima, é que a convivência humana, desgraçadamente, deixa muito a desejar!... Quanto mais haveria para dizer...ADELAIDE - CVS/23

NOTA: Um tema para reflexão. A solidariedade, a amizade, a colaboração não deve ser tolhida pela diferença de stato social, O grande não deve sentir-se diminuído por acariciar, apoiar o mais pequeno.

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Edifício espectacular


Oferta de Adelaide Quintas

Numa das minhas incursões pela enorme teia de conhecimentos e informação que é a World Wide Web, encontrei este espectacular conjunto habitacional, aglomerado de casas sobrepostas, talvez único no género a nível mundial. Parece não ter havido, por parte do arquitecto, a preocupação do alinhamento, tanto em altura como em largura. Considero-a uma arquitectura completamente invulgar e que demonstra bem a coragem do seu criador que, provavelmente,terá sido alvo de contestações. Porém, em boa hora, não lhe cortaram as pernas. A sua preocupação primeira foi que todas as habitações fossem arejadas (sem barreiras que impedissem o vento de se deslocar na direcção a que a sua própria força o impele) e também iluminadas. A maior de todas as estrelas, que a todos aquece e empresta a sua luz, também ela não é impedida de atirar os seus fachos luminosos para as janelas deste complexo. Quando se olha esta obra de arte é-se levado a pensar naquelas constuções que se fazem com baralhos de cartas, e que, ao mais pequeno toque ou sopro de vento se desmoronam. Permitir-me-ia chamar-lhe um fantástico, talvez único labirinto arquitectónico. Esta beleza a que o jovem arquitecto israelista Moshe Safdie pos à construção o nome de HABITAT e encontra-se em Montreau / CANADA.

ADELAIDE - CVS/23

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Kits

Cheguei há pouco do Centro de Saúde. Tempos intermináveis de espera, pois andava tudo muito ocupado em prevenções, planos de troca de seringas, etc. A rotina de um Centro de Saúde com muita "clientela" e poucos funcionários. Logo na entrada, um largo cartaz chamativo, uma pequena mesa com um Kit e vários panfletos.

Farta de esperar por um simples carimbo e uma receita, farta de ouvir protestos de utentes, que ainda por cima tinham que pagar para uma simples coisa de 1 minuto....resolvi começar a perguntar ás enfermeiras e a um médico (venezuelano?) que por ali passava, que projecto de trocas era aquele........
Trocas de seringas, Kits para os presos..........
"Ah, com direito a algodão, seringa, pensos, preservativos, isso tudo?
Sim, concerteza, a prevenção é a nossa aposta! Foi-me esclarecido.
Voltei á carga, com ironia: "Olhe e já agora, também fornecem a droga? É que eu não quero ser conivente com crimes, criminosos e ir contra a lei........"

Pois então, meus caros, expliquem-me: se me falarem na prevenção da SIDA e derem preservativos, tudo muito bem e até concordo plenamente. Agora, Kits para drogados? Mas o consumo e tráfico de droga não é punido por lei? Não é ilegal?
Então, não é suposto estarem presos muitos deles, por isso mesmo?

Onde moro, foi há pouco tempo preso um cidadão por isso (descansem que já não está a expensas nossas, pois com o tal novo código penal, já esta cá fora de novo, a exercer o métier habitual – passador de droga).
È suposto um preso "ir dentro" para ser punido por crimes contra os cidadãos, estado, etc.
Parece que neste país a ordem das coisas está um pouco alterada.....quem e punido, somos nós..........por ajudar a contribuir para o bem estar e a satisfação dos presos.
Quem será que lhes fornece a droga? O estado? MAS NÃO É ILEGAL?

E se não é o Estado, como existe droga lá dentro?
Porque se não a houvesse, não eram precisos KIts.
E a Metadona? Não era mais certo investir nesse projecto, em vez da distribuição absurda de kits e droga? Pois, mas os presos, coitados, iam logo queixar-se que estavam a ser maltratados e prejudicados no direito deles...a sua dose diária e obrigatória de prazer!, pois para isso, ali estão eles!

Expliquem por favor.......eu não entendo mesmo, meus neurónios.........fundiram.
Só que neste momento, estou a sentir-me criminosa.....e conivente com este estado de coisas.

Autora: Aruangua. Extraído do blog Mentira

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Os partidos precisam de séria reforma

Manuel Maria Carrilho publica no Diário de Notícias de hoje o artigo A implosão partidária que promete ser o primeiro de uma série em que desenvolve o tema da modernização da democracia partidária, em consequência de uma situação que tem vindo a agravar-se e que apresenta características implosivas.


Refere a indiferença e a ausência de reacção à sua contínua degradação, bem confirmada nas intercalares de Lisboa.

«Da gigantesca abstenção até aos valores obtidos pelos "dissidentes", da desmotivação dos cidadãos até à fragmentação dos eleitos, tudo veio ajudar a empurrar o descrédito partidário para limiares que podem ser verdadeiramente implosivos». Os partidos estão profundamente esclerosados, sem verdadeira coerência ou consistência.

Os partidos «tornaram-se cada vez mais organizações de eleitos sobretudo preocupados com a eleição seguinte». O fenónemo dos chamados "independentes", na verdade apenas dissidentes de ocasião, pode na verdade ter consequências muito negativas para a vitalidade da democracia.

«É, pois, urgente agir para melhorar a nossa democracia, e só há uma via: a de requalificar os próprios partidos, fazendo deles organizações mais pluralistas, mais transparentes e mais informais. Em suma, mais atractivas para quem se queira dedicar (em exclusivo ou em paralelo com as suas carreiras profissionais) à vida pública.»

O que se vê nos Governos dos principais Países europeus «são quadros partidários, com qualidade e experiência, que dão garantia de competência nas (naturalmente sempre controversas) funções que ocupam. E, nestas circunstâncias, a sociedade civil, os independentes e os movimentos de cidadãos somam competitivamente ideias e debates, projectos e desafios aos partidos, sem pretender substituí-los.

A reconquista da credibilidade dos partidos e dos políticos passa hoje por uma porta estreita, que é a da coerência com que praticam aquilo que proclamam, devendo assumir o que receitam. Devem «Reformar-se, combatendo o conformismo e valorizando internamente a criatividade, a competitividade e a audácia, com um objectivo nuclear: o de aumentar tanto o seu enraizamento popular como a sua capacidade de atracção das elites.»

Desejo e espero que M. M. Carrilho dê ao mundo a obra que há vários anos é esperada e que está fazendo falta. Os políticos precisam de uma «cartilha» que lhes sirva de apoio, que lhes dê uma orientação credível, coerente e bem estruturada, para melhor poderem zelar pela felicidade dos povos. Houve vários teorizadores ao longo da História e precisamos de um actual. Platão criou o conceito de Democracia; Nicolas Maquiavel deixou os seus conselhos ao Príncipe para melhor manter e consolidar o seu poder autoritário nas diversas situações; Cardeal Richelieu ajudou o seu rei a conseguir o poder absoluto; Nas revoluções contemporâneas francesa e americana surgiram impulsos quer académicos quer da experiência, de Alexis de Toqueville, Madison, Thomas Jefferson, etc, tendo Alexander Hamilton celebrizado o conceito «reflexão e escolha»; Posteriormente Frederik Engels e Karl Max lançaram uma teoria que entusiasmou os jovens, mas que foi desvirtuada na sua concretização prática, embora os seus princípios, muito próximos do cristianismo, mantenham alguma validade; Nos tempos mais recentes, surgiu a teoria da terceira via, amplamente explicada por Anthony Giddens, que atraiu vários governantes há poucos anos. Também na América surgiram alguns pensadores, mas que pecaram por se terem limitado em torno de interesses pragmáticos do momento, como Francis Fukuyama, Samuel Huntington, etc.

Os políticos de hoje, com pouca preparação e apetência para o estudo, precisam «mandamentos » sintéticos e facilmente digeríveis. Este texto de Carrilho tem a virtude de estar escrito de forma clara, facilmente interpretado, em condições de ser compreendido pelo pessoal que respira o mesmo ar dos governantes. Por isso, há muito que esperar da sua mente esclarecida para a definição das políticas do futuro. É isso que lhe desejo para coerência e consistência da governação do País.
Seja o líder académico dos nossos políticos!

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Um país mais seguro?

Por Manuel António Pina, jornalista, Jornal de Notícias

Não sejamos hipócritas. Grande parte dos indivíduos que o novo Código de Processo Penal tem posto em liberdade (e os que ainda libertará, pois o Supremo foi, de um dia para o outro, inundado com pedidos de repetição de julgamentos e com "habeas corpus" reclamando novas libertações) só formalmente são "preventivos".

Muitos são criminosos condenados a pesadas penas e alguns considerados extremamente perigosos. Só à custa de recursos atrás de recursos as suas sentenças não tinham ainda transitado.

Agora, com todos esses cidadãos exemplares de novo à solta, o ministro Alberto Costa é o único que acredita que o país está mais seguro e que, no dia do trânsito em julgado das sentenças, todos se apresentarão pontualmente à porta da prisão para cumpriram 15, 20 ou mais anos.

Das duas uma, ou situações como estas foram previstas ou não foram. Em qualquer dos casos, o que fica à vista é a irresponsabilidade da tal comissão que "andou anos a estudar a reforma penal" e dos "yes men" do PS e PSD no Parlamento que a aprovaram de cruz.

Depois, porquê tanta pressa na entrada em vigor do Código?

Haveria algum incêndio (ou algum furacão) por perto? Ao que parece, havia. Resta saber se toda a água garantística que o CPP possa deitar na fervura chegará para o apagar.

NOTA: Embora neste texto o autor tenha deixado pontos de reflexão suficientes para fazermos uma meditação profunda, poderão ser lidos os seguintes artigos publicados no mesmo jornal. Todas as decisões políticas têm repercussões na vida da colectividade, por vezes mal previstas pelos decisores, mas esta poderá ter graves efeitos perversos.

O filho do Pacto!
PCP contra novo Código

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domingo, 23 de setembro de 2007

Erradicar a pobreza. Começar já.

Estamos numa data em que somos convidados a reflectir na pobreza, esta chaga social que deve mexer com a consciência dos mais favorecidos na vida e obriga a pensar aqueles que não têm capacidade para trabalhar ou não querem fazê-lo. É uma convicção adquirida que as causas da pobreza só podem ser removidas se forem modificados os factores económicos, sociais e culturais que a geram e perpetuam.

É ponto assente que cada um tem de procurar produzir riqueza suficiente para poder viver (habitação, vestuário, alimentação e algo mais). Como, no entanto, há deficientes incapazes de produzir aquilo que lhes é necessário, o Estado através dos impostos recebe dos mais ricos o suficiente para o sustento daqueles. Há também os desempregados que, enquanto a procura de trabalho não resulta, precisam de ajuda para superar as dificuldades, que estejam fora da capacidade das suas poupanças. E há outros que não têm o necessário conhecimento para gestão da sua economia, malbaratando o salário logo que o recebem em despesas desnecessárias e que nem lhes trazem um prazer compensador.

Para obstar a estes aspectos negativos, é indispensável ensinar às crianças que é preciso merecer aquilo de que se necessita, o dinheiro é finito e o que se gasta em guloseimas deixa de poder ser utilizado nuns ténis, etc. Nas escolas, esses ensinamentos devem continuar e ser aprofundados no ensino da aritmética e a propósito de qualquer momento que a isso se preste. Mais tarde, é preciso criar apetência pela formação profissional, pelo desejo de aprender a fazer algo de útil, algo que justifique receber um pagamento justo.

A esmola não é solução a não ser em casos pontuais bem definidos, porque ela avilta quem a recebe e, muitas vezes, deforma a mente de quem a dá. Por alguma razão a Bíblia diz que ela deve ser dada com a mão direita sem que a esquerda veja. Há que evitar a arrogância, a ostentação, a vaidade daquele que se diz generoso.

Há pouco tempo, os jornais ocupavam muito espaço com o programa Novas Oportunidades, mas cedo se percebeu que muitos intervenientes limitaram o seu objectivo à obtenção de diplomas de cursos superiores de maneira habilidosa, sem bases sólidas, sem que isso correspondesse a aquisição de conhecimentos, competência e eficiência de desempenho. As boas intenções porventura existentes na génese do programa acabaram por se traduzir num incentivo da caça ao canudo. Na minha santa ingenuidade, pensava que as Novas Oportunidades eram pistas, através de uma rápida formação profissional, com vista a novas actividades produtivas para realização pessoal e benefício da economia nacional. Coisas práticas, como por exemplo, conselhos para a criação de pequenas empresas explorando nichos de mercado, principalmente nos sectores das modernas tecnologias tão do gosto dos jovens.

Tive, há dias, conhecimento de uma jovem que se licenciou há seis anos num ramo de sociologia com poucas ofertas de emprego e ainda não iniciou qualquer trabalho por, segundo ela, não ter encontrado funções compatíveis com o seu diploma, continuando a viver à custa dos pais que trabalham e vivem com dificuldades. Parece que à medida que o tempo passa, a idade avança e os conhecimentos esquecem, perde possibilidade de vir a encontrar o tal «emprego compatível» e candidata-se, quando os pais lhe faltarem, a engrossar a lista dos pobres.

De sentido contrário, conheço de perto um caso curioso passado com um nosso emigrante nos EUA, que mostra a facilidade com que muitas pessoas encaram as novas oportunidades sempre que, por qualquer motivo, interrompem a actividade que vinham exercendo e querem continuar a auferir de rendimentos compatíveis com uma vida desafogada, sem carências. Trata-se de um professor universitário doutorado em Física Nuclear que trabalhava em regime de contrato bianual, já tendo passado por duas ou três universidades. Na última, dado o seu desempenho, prolongaram-lhe, a título excepcional, a prestação de serviço por mais um ano, ao fim do qual teria de concorrer a outra. Entretanto tinha casado com uma médica que o tinha acompanhado nas duas últimas cidades universitárias, mas que agora estava em óptimas condições de trabalho num hospital local, e tinha dois filhos a estudar. Analisando a situação familiar concluíram que dadas as condições vigentes, um dos dois tinha que mudar de profissão e concluíram isso ser mais fácil para ele. De repente, ele disse ao pai: «que pensavas se o teu filho passasse a ter uma padaria e a produzir pão tipo italiano que cá na terra tem muita procura?»

Esta era uma atitude de completa abertura a qualquer solução digna, sem preconceitos. Desde a papelaria, ou o quiosque de jornais, ou uma empresa de prestação de serviços ligeiros, tudo pode se tomado como solução possível, em alternativa à ociosidade e à mendicidade.
Mas, em qualquer estudo de situação seriamente conduzido, a decisão cairá sobre a melhor das hipóteses formuladas, depois de uma comparação cuidadosa das vantagens e inconvenientes de cada uma.

Mas, com as habilitações académicas que tinha, certamente, apareceria melhor solução. E acabou por entrar para uma grande empresa de seguros de saúde, cuja formação profissional incluiu uma licenciatura específica e um acesso rápido através de várias funções que serviram de estágio e preparação para o alto cargo que hoje desempenha.

Na vida nem tudo é rectilíneo, seguindo o caminho mais rápido e directo. Por vezes é mais racional e lógico imitar a água que, da nascente à foz do rio, vai sempre pela linha de maior declive, contornando elevações e outros obstáculos, não gastando energias desnecessariamente. Mas, mesmo a água, não age passivamente, sem esforço, nem com resignação absoluta. Se depara com um obstáculo intransponível, pára, acumula energia, eleva o nível e, quando a força já é suficiente, derruba o obstáculo, se não o consegue ultrapassar por cima ou pelos lados.

O êxito na vida não cai no prato, pronto a consumir. Cabe-nos uma quota parte da preparação do êxito pessoal ou profissional da nossa vida. Salvo um golpe de sorte que soubemos aproveitar ou uma qualquer contingência que não podemos controlar, o futuro trará o fruto da semente que agora semearmos, nas pequenas decisões quotidianas. E estas devem ser coerentes com os nossos objectivos e não movidas por vaidades, ostentações e estímulos passageiros e voláteis que acabam por trazer sabor amargo.

Estas reflexões vêm na sequência dos seguintes posts e artigos:

Celebremos o 1º de Maio,

Novas oportunidades

Quem atrapalha a sua vida?

Ultrapassar as dificuldades e vencer,

Um deficiente vencedor,
O fosso entre ricos e pobres
Pobreza ofende direitos humanos

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sábado, 22 de setembro de 2007

Suu Kyi, exemplo de perseverança, contra a ditadura

Oposicionista birmanesa Suu Kyi saiu hoje de casa

A oposicionista birmanesa Aung San Suu Kyi, sob reclusão domiciliária há mais de quatro anos, saiu hoje da sua casa em Rangum para cumprimentar monges budistas que se manifestavam contra a Junta Militar, indicaram testemunhas.

Geralmente, forças de segurança bloqueiam a avenida onde se situa a residência de Suu Kyi, mas hoje excepcionalmente um milhar de manifestantes pôde passar diante da sua casa.

Aung San Suu Kyi, 62 anos, saiu de dentro da casa com lágrimas nos olhos em companhia de duas outras mulheres e foi cumprimentar os monges, alguns dos quais começaram a chorar, ainda segundo relatos de testemunhas.

Apesar de chover, os monges permaneceram diante da residência da oposicionista durante cerca de quinze minutos, dizendo uma oração:«sejamos totalmente livres de qualquer perigo, de qualquer dor, da pobreza e que a paz esteja nos nossos corações e nos nossos espíritos».

Cerca de 20 polícias tinham momentos antes retirado as barreiras que bloqueiam a avenida e não interromperam a procissão religiosa, segundo as mesmas fontes. Mal os monges partiram, as forças de segurança voltaram a encerrar a artéria.

Suu Kyi saíra da sua residência pela última vez em Novembro de 2006, altura em que a Junta Militar a autorizou a encontrar-se durante uma hora com um enviado especial das Nações Unidas, Ibrahim Gambari.

Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da paz em 1991, está reclusa em casa há mais de quatro anos e foi privada de liberdade durante a maior parte dos últimos 18 anos.

A Liga Nacional para a Democracia (LND), partido que co-fundou em 1988, venceu por larga maioria nas eleições legislativas de 1990, mas os resultados foram rejeitados pelos generais no poder.

Desde o início da semana, jovens monges budistas aderiram a um movimento de protesto desencadeado em 19 de Agosto contra a Junta após o aumento em 50 por cento dos preços dos combustíveis e dos transportes públicos.

Hoje, cerca de um milhar de monges desfilaram pelas ruas de Mandalay, no centro da Birmânia, enquanto 2.000 outros o fizeram em Rangum, a maior cidade do país.

A marcha em Mandalay, que conta com numerosos locais de culto budistas e centros de educação religiosa, terminou sem incidentes, o mesmo acontecendo com a de Rangum.

Diário Digital / Lusa

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sinais positivos

Embora já aqui tivesse surgido um comentário a insinuar que só se diz mal, a verdade é que não se cultiva a maledicência nem se fazem ataques pessoais. Referem-se casos que não deviam existir, antes deviam ser evitados ou corrigidos. Da existência de tais casos não temos a mínima culpa e, ao referi-los, usa-se um estilo didáctico e, sempre que possível, sugerem-se pistas para melhor actuação.

Uma boa crítica deixa sempre uma seta para a solução que pareça ser a melhor, embora possa haver mil opiniões diferentes sobre o mesmo assunto.

Neste momento, é justo que, das notícias de hoje se retirem dois casos positivos, para os enfatizar, por poderem servir de estimulo a outros agentes económicos.

1. A jovem marca de calçado portuguesa Goldmud, da empresa Whywhe, foi distinguida com o prémio "Revelação", em Milão, onde decorre, desde ontem e até amanhã, a maior feira de calçado do Mundo.

A representação portuguesa nesta feira é formada por 85 empresas e é a segunda maior do certame, que reúne mais de 1600 empresas do sector de calçado de todo o Mundo.

O prémio "Revelação" foi a grande novidade desta edição e visa "destacar o facto de terem sido criadas, desde o início do ano passado, mais de 60 novas marcas de calçado em Portugal".

2. Quanto aos têxteis, as exportações portuguesas confirmaram, em Junho, a tendência de crescimento desde o início deste ano, com o semestre a encerrar com um aumento global de 1,1%. Em comunicado, e tendo por base os últimos dados do INE, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) refere que as vendas de artigos têxteis e vestuário ao exterior somaram até àquele mês perto de 2 128 milhões de euros.

Porém, estes dados, embora animadores não são para embandeirar em arco, porque ainda não cobrem as importações do sector que registaram uma evolução positiva de 4,2% até Junho, com destaque para o vestuário de malha, com 13,4% e de tecido com 6,8% de aumento. Mas, embora seja um sinal débil, poderá ser o inicio de uma recuperação sustentada.

Oxalá os nossos empresários se entusiasmem na inovação e na revelação e aumentem o seu volume de negócios, do qual obterão mais lucro, haverá mais benefício para trabalhadores e fornecedores, pagarão mais impostos e, em resultado do aumento do poder de compra, irão consumir mais e dinamizar o comércio e outras indústrias. O enriquecimento do País depende dos êxitos de cada um e «todos não seremos demais para tornar maior Portugal».

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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Líderes solitários

Só em situação patológica se pode imaginar um pastor, um líder, a correr pela picada, muito convicto do seu bom desempenho e, quando pára e olha à volta, não sabe onde está e não vê seguidores. Está só e desorientado.

Embora, pareça uma situação fictícia e virtual, não o é, pois vemos casos destes com frequência, nos gabinetes governamentais, como as notícias nos indicam.

Na Justiça, não houve a preocupação de congregar as vontades dos juízes e funcionários judiciais no sentido de tornar a justiça mais célere e eficiente, à semelhança do que ocorre em países mais evoluídos. Pelo contrário, desencadeou-se um conflito a propósito das férias judiciais, deram-se carros novos e potentes aos quadros superiores para os comprometer com o Governo, e fecharam-se tribunais no interior. A publicação do CPP e a sua rápida entrada em vigor sem ter sido bem compreendido pelos agentes da Justiça levantou nova polémica.

Na Educação, também se considerou que, para marcar posição de domínio, era necessário confrontar os professores, impor a TLEBS, determinar repetições de exames condenadas pelo tribunal, encenar teatrada com falsos estudantes e professor e fazer uma festarola dispersa por todo o País com todos os membros do Governo nas vésperas da abertura das aulas. As promessas de prolongar o ensino obrigatório, nada resolvem na preparação efectiva dos estudantes para a vida prática e dá aso a mais críticas e divergências, apenas com a vantagem de aumentar postos de trabalho para professores. E assim se prejudica o País para beneficiar a classe dos professores. Mais incoerências de governantes. Também o fecho de escolas no interior é contrariado pela intenção de o Governo apoiar o investimento empresarial e o repovoamento daquelas zonas.

Quanto ao estudo da Deco sobre a insalubridade nas escolas, devia ter havido menos arrogância e mais realismo da parte do ministério. Com efeito, nada é perfeito. Encontram-se sempre problemas que devem ser reparados. Isso é inevitável. E neste caso, seria muito mais eficiente e simpático reagir de forma parecida com esta:
Realmente há deficiências que ainda não pudemos reparar, mas estamos a fazer tudo para as eliminar o mais rapidamente possível. Ficamos gratos pelos alertas que recebemos da parte de cidadãos e instituições, a fim de melhorar a forma de servir os estudantes e o povo em geral.
Teria sido muito mais democrático!!!

Na saúde, também se iniciou com a confrontação com médicos e farmácias e, ainda agora, são proferidas frases desagradáveis para a generalidade dos médicos. Se o ministério tem por finalidade o tratamento dos doentes, não se vê como o pode conseguir sem médicos e outros profissionais da saúde, motivados e apoiados com as condições indispensáveis. Não se vê que mistérios de liderança levam ao encerramento de maternidades e de urgências no interior do País, resultando em nascimentos e mortes em ambulâncias em viagem para os locais distantes que lhes são impostos, agravado pela escassez e velhice destes veículos especiais.

É crível que, em todas as profissões, há pessoas menos dedicadas e eficientes, mas a condução de homens, a liderança, obtém-se pela formação, pelo esclarecimento, pela persuasão, mais do que pelo chicote e a hostilização e amaça sistemáticas. Pastorear homens não é bem a mesma coisa que apascentar rebanhos e, mesmo estes, não reagem da melhor forma ao uso exclusivo da violência.

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O (des)prestígio dos políticos

Jorge Sampaio, quando PR, numa visita ao concelho de Sátão, no distrito de Viseu, em discurso oficial, apelou para a necessidade de combater a «campanha anti-política» e para se prestigiarem os políticos. Fê-lo no local errado e perante a audiência menos adequada.

Apraz-me ter escrito esta ideia, na ocasião, numa carta aos jornais, em que sugeria que tal apelo fosse feito perante uma reunião alargada de deputados, governantes e autarcas, pois são eles que, com o desempenho das suas funções, os seus comportamentos, atitudes e acções, se tornam ou não merecedores de prestígio, respeito e consideração. As pessoas do Sátão, como as de qualquer ponto do País, nada podem fazer a favor desse prestígio a não ser continuar de olhos fechados, indiferentes às «palhaçadas» dos políticos.

Um outro facto merece ponderação pela forma como o «prestígio» tem sido encarado. No momento da tomada de posse do Dr. João Bosco Mota Amaral na Presidência da Assembleia da República, o seu antecessor discursou no sentido de se prestigiarem mais os deputados aumentando-lhes o vencimento e as regalias. A seguir, o empossado, mais sensato, defendeu o mesmo objectivo do aumento do prestígio dos parlamentares, mas este devia ser obtido pelo seu desempenho na feitura de leis adequadas às necessidades do País, na defesa dos interesses da população, legal detentora da soberania, e no controlo dos actos do Governo para que tudo funcionasse sem atropelos de valores e princípios democráticos, decorrentes da vontade do povo soberano.

Mas as palavras de Mota Amaral tiveram o mesmo efeito que o «sermão de santo António aos peixes» de Padre António Vieira. Na realidade, todos procuram obter o máximo benefício pessoal, sem cuidarem da defesa de quem neles votou para serem seus representantes. Aliás, o sistema vigente, sem eleições directas não cria laços entre eleitores e eleitos, desresponsabiliza os eleitos que arrogantemente se julgam no direito de decidirem o que lhes vem à cabeça.

Estas reflexões foram sugeridas pela notícia de que ontem a comissão parlamentar de Finanças foi anulada por falta de quorum. Apesar das badaladas novas regras que pressupunham os deputados mais responsabilizados e o Governo mais fiscalizado, não deixou de haver esta palhaçada, que já teve um antecedente espectacular na quarta-feira santa de poucos anos atrás, em que o plenário se viu impossibilitado de votar os diplomas agendados, por falta de quorum.

Bem dizia Jorge Sampaio, embora em local errado e para ouvintes inocentes destas balbúrdias, que é preciso prestigiar os políticos. Bem precisam, para «Bem da Nação»!!! Mas não vejo que consigam adquiri-lo! Não é com arrogância nem com vaidosas preocupações de retoques da imagem que atingem esse desiderato. Para melhorar, isto precisa mais do que cosmética.

E qualquer dia, com as centenas de novos assistentes pessoais dos «senhores» deputados, pagos pelos contribuintes, os deputados passarão a fazer-se representar nas bancadas do hemiciclo e nas comissões. Pelo andar da carruagem, não admira que tal venha a acontecer! Com tais famosos antecedentes, tudo é possível. Oxalá me engane.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Escolas insalubres

Um estudo da associação portuguesa para a defesa dos consumidores, Deco, revela que
muitos alunos passam frio e são sujeitos a uma má qualidade de ar dentro das salas de aula e concretiza que quatro em cada cinco escolas têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar.

São estas as principais conclusões de dois estudos realizados com base em 40 salas de 20 escolas de todo o país, realizados em Fevereiro, e agora publicados nas revistas “Pro Teste” e “Teste Saúde”. Há deficiências de renovação do ar e humidade elevada, em muitos casos devido a deficiência construção, e criando condições propícias ao desenvolvimento de bactérias e fungos. A Deco recomenda que estas deficiências "exigem atenção urgente do Governo".

Em reacção, o Ministério da Educação acusa a Deco de estar a recorrer às escolas públicas "para efeitos de autopromoção mediática baseada em relatórios tecnicamente errados". Segundo a tutela, a Deco divulga "resultados de pretensos estudos sobre escolas que dão uma imagem negativa do sistema e ensino públicos". "As insuficiências, deficiências e falta de rigor desta instituição na produção destes pretensos estudos levam o ME a não lhe reconhecer qualquer capacidade técnica para o efeito", lê-se numa nota de imprensa.

Face a esta posição do Governo, a Deco reagiu de forma lógica: "Uma vez que o Ministério da Educação contesta o nosso estudo apelamos a que tornem público os estudos efectuados sobre o bom conforto térmico e a qualidade do ar das escolas portuguesas", disse hoje à Lusa Rita Rodrigues, da Deco. Esta lançou ainda uma pergunta ao ministério: "Se em 20 escolas detectámos tantos problemas, como estarão as restantes?". Segundo ela, as amostras dos estudos realizados ao longo dos anos têm demonstrado que ilustram a realidade nacional. "Acreditamos que neste caso também não estamos longe da realidade", acrescentou.

No debate ocorrido na SIC-Notícias, esta tarde, o representante do ministério repetiu os argumentos da nota enviada à imprensa, sem esclarecer as condições em que se encontram as escolas e a única nota positiva é que, à medida que são feitas intervenções nas instalações, são retiradas as placas de amianto, o que nos leva a concluir que passarão muitas décadas até que a última placa desapareça nas escolas portuguesas. Os pais das crianças que frequentam as escolas espalhadas pelo País esperam que o ministério mande observar, de forma isenta e realista, as condições de todas as escolas, torne público o relatório resultante e, de seguida, proceda às reparações necessárias. Se assim fizer mostra interesse pelo assunto e aproveita esta achega da Deco, o que é mais racional do que ficar abespinhado como o representante na SIC-Notícias.

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Incapacidade de estudar a fundo uma questão

Portugal no seu pior

Editorial de José Leite Pereira, Director do Jornal de Notícias, 19 Set

Ouve-se e não se acredita a Judiciária não conhece o novo Código de Processo Penal; não recebeu nenhuma formação para lidar com as novas situações; não tem texto a que se agarrar, pois não há nenhum livro com o novo articulado, restando-lhe o recurso à Internet.

Os funcionários judiciais enfrentam o mesmo tipo de problema. Magistrados, juízes e juristas em geral saltaram para a Comunicação Social (porquê só agora?) com dúvidas e protestos. As portas das cadeias têm-se aberto para gente que lá dentro tinha ainda penas graves para cumprir e que sai quase sempre por excesso de prisão preventiva, dando a ideia de que ninguém testou nada e que a surpresa de quem detém a chave da cadeia é tão grande e sincera como a nossa. A cereja em cima do bolo põe-na o procurador-geral da República, dizendo que a maioria que aprovou o Código só não o altera se não quiser.

Aí temos o pior de Portugal incompetente, incapaz de estudar a fundo uma questão, reformando pela rama e sem fundamento sério, vogando ao sabor de alguém que conseguiu impor a sua vontade perante uns quantos que não foram capazes de apontar-lhe as falhas. E bem à portuguesa também, ouvem-se críticas das corporações, que poderiam ter falado antes - e iam a tempo - e agora ajudam à desgraça. Bem à portuguesa, a situação há-de remediar-se. Bem à portuguesa, o ministro António Costa vem pôr água na fervura, porque bem à portuguesa ele entende que não há nada pior do que reconhecer um erro; é por isso que quando ouve o procurador alertar para a escassez dos prazos na investigação, Costa responde com "boutades " como estas: os prazos são sempre curtos quando as investigações se revelem complexas; ou o exercício da acção penal também se quer rápido. Enfim, os governos são feitos de gente e há ministros mais competentes do que outros. Mas que diabo, logo na Justiça, que é uma área vital, haveria de calhar tão grande fragilidade!

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